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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ano da Fé e Grupos de Estudos – parte II

Acompanhe a parte I, aqui.
Menino Jesus ensinando os doutores da lei, Lucas 2, 41-52.

Por Pietro Mariano dos Santos

“Meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6)

B - A necessidade dos Grupos de Estudos

Mas, o que fazer perante uma situação catastrófica como essa? Cristo nos pede uma resposta!

Perdão, meu Senhor, Mas se tu estás conosco, porque nos aconteceu tudo isso? [...] Vai com essa força que tens e salva Israel de Midian. Sim, sou eu quem te envia, diz o Senhor!” (Jz. 6,1 -14)

S.S. Bento XVI nos dá pistas valiosas sobre o modo como, auxiliados pela graça de Deus, poderemos vencer as dificuldades de nosso tempo. Convido a todos os nossos leitores (digo, aos leitores dos blogs “Sociedade Apostolado” e “Escritos Católicos”, assim como, aos leitores dos “Boletins Pugna”) para que consultem sua carta apostólica - Porta Fidei. Ali, “à luz da Tradição”, como ele mesmo nos pede, iremos colher excelentes aconselhamentos para a missão a que o hoje nos convida. Aqui nos limitaremos a abordar tão somente um ponto: a necessidade de aprofundamento dos conteúdos da fé.
Noutro texto, traçando a mesma via de suas reflexões, escrevera Bento XVI:
“Estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai o tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o enquanto casal se estiverdes namorando, formai grupos de estudos e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre vossa fé.”[1]

Ficamos felizes ao perceber que a SSVM já havia intuído, por uma ação toda particular da Graça, essa necessidade tão premente dos Grupos de Estudos e trabalhos afins. Muitos anos antes de Bento XVI fazer essa proposta à juventude, a Pia Sociedade, guiada pelo Espírito Santo, iniciara o projeto de unir fraternalmente os homens e, com profunda Vida Espiritual, sob o manto da Virgem Maria, investigar as riquezas da Fé cristã, assim como, tudo aquilo que se refere a ela, direta ou indiretamente (aqui um aspecto social e político que não deve ser olvidado).

Conhecer o conteúdo da Revelação nos leva, guiados por Deus, a optar pela vida nova em Cristo e, desse modo, deixar-nos plasmar em toda nossa existência humana. “Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida.” (Porta Fidei, Bento XVI, n. 6)

“Tudo quanto não foi ainda penetrado nos nossos pensamentos, nos nossos desejos, na nossa sensibilidade, na nossa conduta, pela luz e pelo fogo do Paráclito, permanece estranho ao ‘mistério da eclesialidade’. Cada um de nós no seu universo interior, possui continentes inteiros sobre os quais não foi ainda elevada a cruz [...]” [2]

É cada vez mais gritante a necessidade de redescobrirmos os conteúdos da Fé professada, celebrada, vivida e rezada, como nos sugere o papa. Quando reencontrarmos o entusiasmo de comunicar a Fé (como faz este blog), aí sim, retomaremos com nossa provada ousadia católica aquela meta tantas vezes descartada por uma antropologia cristã capenga: a salvação das almas (Porta Fidei, Bento XVI n. 15).

O conhecimento dos conteúdos da fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja (Porta Fidei, Bento XVI, n. 10). Principalmente aqueles pontos da doutrina tão esquecidos ou desprezados por alguns da elite eclesiástica, como, por exemplo, o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde a filosofia do evangelho governará novamente os Estados, e a influência da sabedoria cristã penetrará as leis, as instituições e os costumes dos povos; todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. (S.S. Leão XIII).

Aqui surge a importância dos Grupos de Estudos, onde, em fraternal convivência, firmes na oração e em profícuo esforço intelectual, ocorre o crescimento e maturação da vida cristã. Essas convivências fraternas, além do mais, auxiliam os participantes a manter o coração aberto à graça; realidade que - dada a ausência da atmosfera cristã (atmosfera essa mantida por esses grupos) - tende a esvair-se.

Um católico que não convive com católicos verdadeiros é como brasa afastada do fogo: seu destino é perder o brilho, esfriar-se.

Prezados leitores, não podemos ser indolentes na fé.  A combatividade deve mostrar-se como o grito de guerra das almas apaixonadas pela Esposa de Cristo em oposição ao relativismo das massas; privadas, muitas vezes, da meditação e reflexão pelo mau uso que fazem das novidades tecnológicas dos tempos hodiernos.[3]

Ter uma fé clara, segundo o credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar ‘aqui e além por qualquer vento de doutrina’, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.[4] (Cardeal Ratzinger)

Olhando para a Virgem Mãe de Deus, feliz porque acreditou (Luc. 1,45), supliquemos ao Pai que conceda graças especialíssimas nesse Ano da Fé a todos os Grupos de Estudos da Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM) que lutam para aferventar a vida espiritual e intelectual de seus membros em guerra contra a mentira e o erro.

Virgem Santíssima, ora pro nobis!
Maria Sempre!




[1] Carta aos Jovens, Bento XVI.
[2] BIFFI, Giacomo. Para amar a Igreja. Trad. Socorro Coelho. B. H., Ed. O Lutador, 2009, p. 108
[3] MACHADO, André; MATSUURA, Sérgio. Tudo ao mesmo tempo agora na rede. O Globo, Rio de Janeiro, 24 de junho de 2013. Economia, Digital e Mídia, p. 22.
[4] Ratzinger, Joseph. Homilia da Missa de abertura do Conclave (Pro Eligendo Romano Pontífice) 18 de abril de 2005.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ir ou não ir na Jornada? Eis a questão...


Por João S. de O. Jr

Em meio aos católicos conservadores ou tradicionalistas, nem sempre vemos com bons olhos o evento Jornada Mundial da Juventude, estamos às vésperas dela no Rio de Janeiro (JMJ-2013). Compreensível tal negatividade diante da crise da Igreja e de noticiários quanto a organização daquela. Entendamos, a crise é pouco perceptível à grande maioria dos católicos, nem todos enxergam pelos mesmos para-brisas (caso de quem não vê problemas nem em "prova de matemática"). Outros, não olham os possíveis atalhos no caminho (caso de quem não enxerga mais nada a fazer além da murmuração). Já no aguardo dos castigos divinos, mas estes, todos podemos sofrer pelo que fizermos ou omitirmos.

Sendo assim, neste texto, há de pontuarmos fatores "prós e contras" a ida a JMJ-2013 para pesar e partilhar com vocês uma opinião que, evidente, não é "dogmática", porém tem a finalidade de por questionamentos àqueles que "repudiam" só em pensar acontecer a Jornada. Ao mesmo tempo, por um ponto de interrogação naqueles que só enxergam o oba-oba em número dum evento que, com certeza, é recheado de emoções e euforia. Evento católico que pode ser o início de salvação (conversão) de muitos ou apenas outro momento de mediocridade na fé católica de tantos que estarão lá.

Observação: Excluo dos argumentos do "contra", os justificados por motivos financeiro, familiar, trabalho, estudo, oportunidade, questões de insegurança e incertezas em estar num lugar longe de casa. Creio que são os argumentos da maioria dos católicos que não estão indo.

Agora, vamos a alguns argumentos contra ir a Jornada:
  •  Despreparo dos organizadores ao colocarem artistas seculares (pouco exemplares) nas atrações;
  •  Terá muitos adolescentes achando que catolicismo é dancinha e barulho (reflexo de superficialidade e imaturidade na fé).
  •  Moças e rapazes jovens com pouca instrução quanto a vestir-se com modéstia;
  •  Possível confronto com protestos anticlericais (gayzistas, esquerdistas, protestantes, feministas...).
  •  Decoração de muitos ambientes de forma modernista, a começar pelo palco do evento principal, pelos decoradores oficiais e até os paramentos que serão colocados na Missa do Papa.

Alguns argumentos pró-ida a Jornada:
  •  A presença do Papa;
  •  Os participantes receberão indulgência plenária;
  •  Haverá na programação oficial eventos louváveis como filmes católicos e catequeses;
  •  Presença de relíquias de Santos expostos para veneração (um motivo bem católico).
  •  Summorum Pontificum (Santa Missa Tridentina) com a Administração Apostólica São João Maria Vianney;
  •  Confissões; 
  •  Há de ser distribuída a todos os jovens uma cartilha de bioética (algo simples, mas muito necessário nos dias de hoje, mesmo para os católicos);

Colocações:


Particularmente, comparando, só a Santa Missa Tridentina e o ver o Papa de perto já seria motivo suficiente para, àqueles que puderem, irem a Jornada. Porém, esta não é propriamente um preceito, é um evento. Não há a obrigação de ir, ao não ser se for em Missão (caso de um sacerdote convocado). 
Todavia, não deixa de ser uma peregrinação, as viagens pela fé sempre fizeram parte da Tradição da Igreja.

Muitos dirão: "mas não é Papa fulano...". Não importa qual Papa seja, junto com Dom Bosco gritaremos: "Viva o Papa!". Rezar pelo sumo pontífice é obrigação filial de todo católico.


O evento é grandioso, o que acaba sendo oportuno e inoportuno em alguns pontos. Veja: S
ó de imaginar peregrinos de diversas culturas, países, continentes mas com o mesmo objetivo de verem o Pastor da Igreja e celebrarem a fé, mais do que nunca, mostra o rosto da Santa Igreja Católica, Universal. Todos proclamando a fé numa só boca (parafraseando Santo Irineu de Lion).  
Por outro, o grande número de pessoas, diversas culturas, lugares, variará no quesito ortodoxia, e muito. Ainda que a organização fosse "impecável" e não cometesse garfes (como a de colocar peregrinos para dormirem em templos pagãos), não esperemos unanimidade. Já não basta uma multidão ser muito mais difícil de ser direcionada do que um pequeno grupo, todos estamos ainda sujeitos às consequências do pecado original. Além do mais, é interesse do inimigo (o demônio) colocar o "amargor" no meio dos cristãos, sempre foi. 


Questionamentos:

A quem adora o Oba-oba da JMJ: depois de tanta "dancinha", o que fazer para deixar a fé dos jovens mais sólida e fiel a Igreja de Cristo? Em grupo é muito fácil pular de alegria, mas e na solidão? Na vida interior de cada um? Nesta que cada um prestará contas a Deus. E depois da Jornada, quando muitos retornarem às faculdades, ao trabalho, aos departamentos seculares... todos continuarão católicos? Não precisam rezar mais, conhecer mais, lutar mais pela Igreja? Em meio ao turbilhão de anticlericalismo neste mundo, a maioria nadará contra a corrente ou será levado pela correnteza porque estarão boiando?

A quem vê só coisas negativas na JMJ: Se a Igreja está na crise, e tenha certeza, os erros que poderão acontecer na JMJ são consequências desta crise... abandonar o barco será a melhor maneira de impedir a tripulação de afundar? Se o evento deixará a desejar, não estaria faltando sua parte e presença nele? Se 90% dos grupos de jovens só se preparam pra jornada com "flash mob", não estariam faltando naqueles modelos mais tradicionais da genuína fé católica? Se sim, o que você pode fazer, então?!


"Mas a crise da Igreja é mais ampla... culpa dos Pastores...". Sim, não negamos a complexidade da crise, contudo, além das suas orações, o que seu apostolado pode melhorar para combater a crise? Isto te é possível! Ou, vamos viver a comodidade de um catolicismo exclusivamente virtual, onde muitos chegam ao cúmulo de só assistir a Santa Missa por videos na internet (vide sedevacantismo).

A verdade é que, se a Igreja não vai bem, devo procurar melhorar-me como católico, pois faço parte dela. Daí, pedir auxílio da graça para cumprir o que deve ser cumprido em auxilio ao meu próximo. Pedir inspiração para em minha vocação, seja leiga ou religiosa, fazer a vontade divina, a exemplo de Maria Santíssima!

Se os carismáticos e progressistas são maioria na Igreja (militante atual), os conservadores e tradicionalistas a conhecem melhor, por isto amam mais a Esposa de Cristo. E, não resta dúvida, as soluções para as crises passam pela Tradição, cabe-nos perguntar o que fazer para esta ser mais conhecida e vivida pelos fiéis. Por isso, aqueles católicos não têm o direito de cruzarem os braços.

Se você vai ou não para a Jornada, não importa, rezemos por ela. O tema foi só uma desculpa para outra questão bem maior que é: 
"O que faço, o que fiz, o que farei pela Igreja de Cristo?"

Rezemos pelo Papa Francisco que, se por um lado tem o auxílio da Graça de Estado, por outro, será também tentado, assim como Pedro foi. Mas: "(...)as portas do inferno não prevalecerão (...)" (Mateus 16,18).



Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ano da Fé e Grupos de Estudos – parte I


Por Pietro Mariano dos Santos

“Meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6)

A – Ano da Fé em tempos de crise

O “Ano da Fé”, proclamado por Bento XVI[1], é uma grande resposta às necessidades do tempo presente. As palavras do Papa em um seu documento[2] referentes à “Porta da Fé” [3] - que nos introduz na única e verdadeira Igreja de Cristo - são, para bom entendedor, uma conversão ao mais essencial da eclesiologia tradicional, infelizmente abandonada por tantos pseudo-teólogos da modernidade.

Não é segredo para ninguém a evidente manobra de certo ecumenismo modernista, que pretende a Igreja Católica como, tão somente, “mais uma” instituição ao lado de todas as outras que se dizem cristãs. Nessa falsa perspectiva teológica, “tanto faz” ser católico ou não, pois “o mais importante é o amor” – dizem. Como se fosse possível a caridade sem o concurso da verdadeira revelada pelo Pai através de Cristo à Sua Igreja. “A fé sem caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida”. (Porta Fidei, Bento XVI, n.14).

Estamos perante a mais completa rejeição de um dogma Católico: “Extra Ecclesiam nulla salus” (Fora da Igreja não há salvação); proclamado, não só por Inocêncio III (1208), como também no Concilio Lateranense IV (1215) e no Concilio Florentino (1442). Graças a Deus, tal verdade fora ultimamente retomada por J. Ratzinger em “Dominus Iesus”, para espanto dos “progressistas”. Sobre esse tema central afirmara o Cardeal Giacomo Biffi:
“À luz destes testemunhos, não se vê como se possa contestar o principio: ‘fora da Igreja não há salvação’, a menos que se relativize toda doutrina eclesial e se considere que não existe no âmago da concepção católica nenhum ensinamento certo e irrevogável.” [4]

Porém as loucuras não param por aqui...

Outros vão ainda mais adiante em sua revolta: além de afirmarem o “tanto faz” ser católico ou pertencer a qualquer outra suposta “igreja cristã”, chegam a defender que nem mesmo o cristianismo seria tão necessário assim, uma vez que poderíamos pertencer a qualquer outra religião (Judaísmo, Budismo, Islamismo, Hinduísmo etc.). Defendem-se afirmando que “Deus é o mesmo” (Sic) e que, portanto, qualquer religião seria válida. A centralidade do cristianismo para esses “moderninhos paz e amor” seria um ato orgulhoso de padres e bispos “quadrados”, “fechados” e fundamentalistas.



Ora, vá dizer a certo tipo de Maometano que Alá é “Pai e Filho e Espírito Santo”, e tente voltar vivo para nos comunicar sua resposta...
Sobre este ponto, assevera-nos Bento XVI que crer em Jesus é o caminho para se chegar definitivamente à salvação. Ele é, de acordo com o atual para emérito, o único salvador do mundo (Porta Fidei, Bento XVI, n.6).

É por vermos idéias tão distantes da verdade, que entendemos um pouco mais a decadência atual. Além disso, somente um número reduzido de cristãos têm tido a ousadia de pregar destemidamente a fé de sempre (Porta Fidei, Bento XVI n. 8).  Tal carência na evangelização acaba por impedir a muitos de cruzarem o limiar daquela Porta que nos conduz ao batismo na única Igreja realmente fundada por Nosso Senhor. Afirmamos assim – “realmente fundada” – porque a lábia modernista de alguns padres (é com tristeza que o dizemos) tem enganado aos incautos com a falsa doutrina de que a Igreja Católica estaria tão somente “fundamentada em Cristo”. Isso equivale a defender que o catolicismo não foi - segundo eles - de fato, histórico e objetivamente, fundado pelo Filho de Deus.
“Já não nos defrontamos com adversários ‘em pele de cordeiro’, mas com inimigos aberta e desavergonhadamente assumidos na nossa própria casa, os quais, tendo feito um pacto com os maiores inimigos da Igreja, estão decididos a arrasar a fé [...]” [5] (S. Pio X)

Eis o motivo de vermos tantas “velhinhas bondosas” ensinando aos seus netinhos por aí sandices como esta: “Não, meu filho, Jesus nunca fundou uma Igreja... isso é coisa dos homens. A gente só vai à missa porque é bom cada pessoa ter sua crença. Eu vou morrer católica porque nasci nessa ‘lei’.”

Alguns anos depois...
Olha lá a velhinha com seu netinho pulando e dançando - apesar da osteoporose e Cia - em cultos protestantes ou terreiros de macumba...

Acima, "missa sertaneja' em uma famosa rede de tv católica. Abaixo, o "pastor fazendeiro" ($$$), Waldomiro Santiago.
 Semelhanças não são mera coincidência. 
Deste modo, aumentam-se as convulsões que se seguiram após o Concilio... Um a um, como em fila bem organizada, vão saindo uns pobres fiéis da Igreja Católica e se perdendo em seitas dos mais variados tipos: não auscultaram a fé de sempre, e, se a ouviram, ela não lhes plasmou o coração pela graça...

S.S. Paulo VI vira no Ano da Fé por ele proposto em 1967 uma conseqüência e exigência do período pós conciliar. Ele estava ciente das graves dificuldades daquele tempo, sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira Fé e da sua reta interpretação (Porta Fidei, Bento XVI, n. 5). Com efeito, chegara ao ponto de afirmar que, por alguma brecha, a fumaça de satanás entrara na casa de Deus.

O atual papa emérito, reiteradas vezes, quis dar-nos a entender que os textos do Concílio Vaticano II devem ser conhecidos e assimilados no âmbito da Tradição da Igreja. “Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concilio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação [...]” [6]

Essa proposta nos faz recordar as sábias palavras de São Vicente de Lérins, citadas pelo antigo Arcebispo de Paris, o Cardeal Suhard, (que, infelizmente, auxiliava os padres Chenu e De Lubac, apesar de seu modernismo manifesto):
“Mas, dir-se-á talvez, não é a religião susceptível de qualquer progresso na Igreja de Cristo? Seguramente que sim, e muito grande. Quem seria bastante inimigo da humanidade, bastante hostil a Deus, para lhe tentar opor? Mas, com uma condição indispensável: que se trate verdadeiramente de um progresso da fé e não da sua alteração. Pois o próprio do progresso consiste em que um ser se desenvolva permanecendo ele próprio; enquanto a alteração consiste em que uma coisa se transforme em outra [...]” [7]

Cristo Rey
Caso um legítimo progresso na doutrina (claro, pela ação do Espírito Santo) - sem alteração - não seja realizado hoje em lugar do que tem ocorrido, o mundo continuará se afastando daquele ideal tão bem representado no auge da Idade Média (Século XIII). Está evidente na atualidade, para qualquer observador, o quanto a sociedade dista do projeto católico onde Cristo exercerá Seu Reinado Social. “Enquanto no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.” (Porta Fidei, Bento XVI, n. 2)

Essa situação preocupante exige de nós uma atitude. É o que meditaremos na segunda e última parte deste nosso artigo. Peçamos a Nossa Senhora do Bom Conselho que nos proteja e ilumine por sua doce intercessão nos caminhos desta vida de lutas e dificuldades.

Virgem Santíssima, ora pro nobis!
Maria Sempre!




[1] O ano da fé teve inicio aos 11 de outubro de 2012 (cinqüentenário da abertura do Concílio Vaticano II) e se estenderá até 24 de novembro de 2013.
[2] Porta Fidei, sobre a o Ano da Fé, S.S. Bento XVI.
[3] Conf. At. 14,27
[4] BIFFI, Giacomo. Para amar a Igreja. Trad. Socorro Coelho. B. H., Ed. O Lutador, 2009, p. 79
[5] S.S. Papa São Pio X, Sacrorum Antistitum.
[6]  S.S. Bento XVI, Discurso à Cúria Romana (22 de dezembro de 2005)
[7] SUHARD, Cardeal. Triunfo ou declínio da Igreja. Lisboa, 1947, p. 66.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

As artimanhas de Satanás - parte III



Por prof. P.M.C.

Sociedades Secretas

Olhando para a história da humanidade observamos que amantes de pensamentos exóticos – com o a gnose ou o panteísmo, que diviniza a matéria com otimismo exacerbado – organizaram-se em sociedades, muitas vezes, secretas. Afirmava São João Bosco, apóstolo da juventude que os maus se ajuntam com facilidade...

É bem compreensível (se bem que não aceitável) o surgimento dessas associações; indivíduos com a mesma mentalidade tendem a formar, ainda que de modo embrionário, uma espécie de corpo social. Daí a consubstanciarem-se numa estrutura, por sua vez, torna-se molde, uma fôrma para novos membros, incutindo-lhes hábitos e promovendo a crença. 

Os vínculos e a coesão entre os adeptos facultada pela estrutura – desde a relação da autoridade com os súditos, como dos membros entre si - estabelece tal grau de identificação grupal que todo corpo estranho pode ser tido como inimigo mortal a ser destruído.


Para destruir as fortificações de seus inimigos utilizam-se de recursos, os mais funestos, diametralmente opostos aos princípios do Evangelho. Lembremo-nos que sociedades esotéricas, ocultistas, gnósticas e anticristãs em geral, nos seus níveis mais secretos, usam da mentira, do suborno e do terror, pois, segundo creem, os fins justificam os meios, principio condenado pela moral.

“(...) hoje esses inimigos de toda verdade e de toda justiça adversários encarniçados de nossa santíssima religião, por meio de venenosos livros, libelos e periódicos, espalhados por todo o mundo, enganam os povos, mentem maliciosamente e propagam outras doutrinas ímpias das variadas espécies[1]

Para termos ideia de quanto tramam contra a fé ortodoxa basta lembrarmo-nos de livros como “Conjuração Anti- Cristã” e “Complô contra a Igreja”, para não citarmos a encíclica “Pascendi” de São Pio X, que atraindo nossos olhares rumo às veias da Igreja afirma o grau de infiltração que temos sofrido ao longo dos tempos.

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Consumidos por um espírito liberal, os opositores da verdade avançam contra todas as barreiras, submissos tão somente à autoridade de suas próprias consciências deturpadas e paixões desregradas. “O liberal é um fanático por independência, proclamado-a em tudo e para tudo, chegando aos raios do absurdo”[2]

As sociedades secretas são deste modo, o canteiro das mais diversos pensamentos heterodoxos, e por isso, sua clara e, muitas vezes velada, oposição aos dogmas católicos. Os princípios liberais desses grupos, promotores do espírito pseudo-humanista e personalista de nosso tempo, são, por si só, a prova de seu veneno e malícia. Que Maria Santíssima nos proteja em seu Imaculado Coração de toda maldade dos inimigos de Deus, Nosso Senhor.

Rainha dos Anjos, rogai por nós!


[1] Quanta Cura, Pio IX,1864. 
[2] Citado por: LEFEBVRE, Marcel. A ordem natural e o liberalismo. Revista Semper.FSSPX.N° 37. Lisboa,1998. Pg. 21.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sobre a nova moda de protestar

Por J. S. de O. Jr.


Vamos apenas indicar dois ótimos e esclarecedores artigos:

E o artigo do padre Cristóvão, publicado no Fratres in Unum, sobre a real intenções do 'Movimento passe livre' que começou os protestos em São Paulo e em outras capitais.

Nada a acrescentar aos dois excelentes textos, quem estiver surpreso, é a prova que precisa se atualizar e conhecer muito mais os inimigos da própria civilização cristã.

Só uma observação a se registrar:


Se a quantidade de católicos, (incluindo religiosos) que aderiram a moda da manifestação, aderissem o manifesto pela família, contra o aborto e seus derivados...
Ah... Deus está vendo tudo.

"A quem muito foi dado, muito será pedido." (Lucas 12,48).

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios." (Efésios 5,15).

Virgem Aparecida, rogai por nós.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

As artimanhas de Satanás - parte II




Por Prof. P.M.C


Veio único e subterrâneo



Fixemos que há um “processo permanente”. Porém, qual sua origem? Sendo Deus sumo bem, torna-se claro que a gênese desse processo só pode ter se dado no uso incorreto da liberdade por parte de alguma de suas criaturas. Sabemos que o primeiro homem foi induzido ao erro, em última instância, por Satanás; portanto, o princípio da corrupção geral só pode ter ocorrido na “Queda dos Anjos”.

A partir do pecado original, Lúcifer tem recrutado homens das mais variadas classes para organizar seu exército particular. De Caim, passando por Judas, até o último dos ímpios possuímos a imagem perfeita da astúcia em sua arte de perder as almas.

Utilizando-se da tendência ao mal presente em todo indivíduo ferido pela queda adâmica, o adversário do gênero humano, promove não somente a revolta contra Deus, mas também contra toda sua criação. O cosmos como um todo é desprezado por ele como mau, e o Deus que o criou como “o malvado”. Segundo esta cosmovisão a matéria seria uma pérfida limitação e todos deveriam aspirar por um suposto “Pan” primordial onde tudo seria “um” com ausência total de hierarquias e desigualdades. Os comunistas se alegrariam com essa realidade, cara também aos anarquistas.

Encontramo-nos aqui perante a Gnose, igualitária e antimetafísica, desprezadora do cosmos e de toda cosmovisão católica escolástica. Joseph Ratzinger nos falara deste tema algumas vezes em seus escritos:

“Colocando-se do lado da serpente, de Caim, de Judas, dos grandes proscritos da humanidade, a gnose deu expressão à sua intenção verdadeira: nega o cosmos como um todo, junto com seu deus que desmascara como tenebroso tirano e guardião de prisão; vê em Deus e nas religiões apenas o selar e o fechar definitivo da prisão que é o cosmos”.[1]

Ora, vejamos: se o Deus do Antigo Testamento (gêneses) é mau por haver criado a matéria, e Lúcifer é aquele que ensina o desprezo a este Deus malvado, logo, é Lúcifer o verdadeiro “bom” que nos instrui no caminho da liberdade. Tudo se inverte nesta lógica satânica: ao que era bom chamamos mau, e ao que era mau, bom. Levando às últimas conseqüências este raciocínio falacioso, o catolicismo, a Bíblia, toda a cultura ocidental ou qualquer instituição que se diga Cristã, enfim, tudo que se liga de algum modo a JHWH (Javé), o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, tudo isso deveria ser destruído; pois, somente assim, os indivíduos poderiam libertar a “partícula divina” que constitui seu ser mais íntimo e reintegrar-se à divindade primordial. Quem não ouve aqui o eco da serpente no Éden? Com efeito prometera: “Sereis igual a Deus”.(gênesis).

Percebe-se aqui duas formas opostas de entender a realidade criada: Uma otimista, como afirmara G.K. Chesterton sobre o catolicismo[2] e outra extremamente pessimista, a gnose, igualitária, anti-hierárquica e desprezadora da matéria.

Queda dos Anjos
Bem, se vê também a íntima relação que há entre a gnose e o maniqueísmo dualista; com efeito, ambas as formas de pensamento são contrárias à criação material. Não nos percamos, porém, nos labirínticos e escuros corredores secretos do gnosticismo herético. É próprio de Satanás, pai da mentira, temperar suas doutrinas com os mais variados sabores para, deste modo, envenenar “gregos e troianos”.

Afirmamos isso porque há ramos gnósticos que, por exemplo, manifestam certa semelhança com o Panteísmo, divinizador da matéria, o que pode parecer contraditório à primeira vista. Não esqueçamos porem que a “contradição”, opondo-se ao “princípio de identidade”, é como pano de fundo no teatro das heresias e erros em geral.

“(...) Há Gnoses que aceitam o cosmos, no sentido de que admitem a futura transformação da matéria cósmica em substância puramente espiritual e divina. Há gnoses que ao mesmo tempo amam e odeiam o Cosmos”[3]

“(…) a distinção entre Gnose e Panteísmo é muito tênue e (...) é muito fácil passa5r de um movimento para o outro. O Panteísmo tem, muitas vezes uma doutrina oculta que é de fato, gnóstica.”[4]


O que mais importa aqui, no entanto, é a idéia segundo a qual, como vimos, há um “processo permanente” que avança desde a queda angélica. Ele está fundamentado no ódio contra Deus e a sua criação. Guardemos o seguinte princípio: toda e qualquer contradição presente nos vários pensamentos opostos à Cristo e sua Igreja é mera artimanha demoníaca em seu intento de agradar às varias classes de homens que se objetiva perverter.


Com efeito, afirmava o doutor Orlando Fedeli: “(...) há um veio único e subterrâneo que liga todas as heresias do ocidente.” [5]E no mesmo sentido, se assim podemos dizer, guardadas as devidas distinções, escrevia o Marquês de Valdegamos ao Cardeal Fornari:

“Entre os erros contemporâneos não há nenhum que não se reduza a uma heresia; e entre as heresias contemporâneas não há nenhuma que não se reduza há outra (...). Idênticos entre si quando considerados sob o prisma de sua natureza e de sua origem, os erros oferecem, todavia, o espetáculo de uma variedade portentosa quando vistos através de suas aplicações.”[6]

Suplicamos à mãe de Deus que nos proteja nas lutas contra todo erro. E a Santo Irineu de Leon, terror dos gnósticos, que alcance de Nosso Senhor as luzes necessárias para combatermos os inimigos da esposa de Cristo.

Virgem de Fátima, rogai por nós! 


[1] RATZINGER, Joseph. A união das nações. São Paulo, Loyola,1975. Pg. 21. 
[2] CHESTERTON, G. K. Santo Tomás de Aquino. Trad. Carlos A. Nougué. Rio de Janeiro, Edit. Co-redentora, 2002. Pg. 101. 
[3] FEDELI, Orlando. Antropoteísmo. A religião do homem. 1ª edição. Editora Celta, 2011. Pg.38. 
[4] FEDELI, Orlando. Antropoteísmo. A religião do homem. 1ª edição. Editora Celta, 2011. Pg.38. 
[5] FEDELI, Orlando. Antropoteísmo. A religião do homem. 1ª edição. Editora Celta, 2011. Pg.37. 
[6] CORTÉS, Donoso. Carta ao Cardeal Fornari, 1852.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Santa Catarina e a reforma na Igreja

Santa Catarina de Sena (1347-1380)

"Caríssimo Pai, revesti-vos de fortaleza na doce esposa de Cristo. Quanto mais ela sofre dificuldades e amarguras, tanto mais a verdade divina promete enchê-la de felicidade e conforto. Sua felicidade será esta: a reforma mediante pastores santos e bons, autênticas flores a dar perfume e glória a Deus pelas virtudes. Essa é a reforma necessária, ou seja, a dos sacerdotes e pastores. A essência dessa esposa [a Igreja] não carece de reforma, pois não decresce nem é prejudicada pelos defeitos dos ministros. Alegrai-vos, portanto, na amargura! Deus prometeu dar-nos a paz depois da angústia. "


(Carta 172 – De Santa Catarina de Sena a Fr. Raimundo de Cúpua, ano de 1377. Carta que deu origem ao livro O DIÁLOGO).

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A JMJ-2013 e os sinais de Deus

Por J. S. de O. Junior



"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem." (são João 10,27)


Um fato inusitado mas que não pode passar despercebido aos olhos das almas vigilantes.
No dia 07 de abril de 2012, no fim da tarde da ilustre cidade de Montes Claros - MG, o palco em que ocorreria os shows dos cantores Michel Teló e Cláudia Leitte desabou, cancelando o que seria o evento "Folia Sertaneja". Isto em pleno Sábado de Aleluia. Notícia aqui.

Palco caído no Parque de Exposições João Alencar Athayde, 07/02/2012.
Castigo? Murmuravam alguns nas redes sociais... Mas diria que não, não foi castigo, foi uma benção! Benção porque a tempestade ocorreu horas antes do evento começar e ninguém ficou ferido. Benção porque muitos jovens da referida cidade viram como um sinal, relembraram que era importante estar na Missa de Vigília Pascal e não irem a um show secular logo no dia que toda a Igreja se coloca de guarda. De fato, a vigília por excelência, aguardar a ressurreição do Senhor. 



Voltando para esta semana, a exatos um ano depois do ocorrido, outra notícia e que deixara muitos revoltados, outros, nem tanto. Vazou a informação que na programação dos grandes shows a acontecerem na programação da Jornada Mundial da Juventude, JMJ-2013 no Rio de Janeiro, terá artista seculares e milionários como Ivete Sangalo e Michel Teló, graças a negociação ($$$) de outro patrocínio. A reação de espanto dos internautas fizera a Organização pronunciar oficialmente que os shows não estariam confirmados, mas também não foram negados ou excluídos, um desmentir sem desmentir. Certamente, se não fora a reação das redes, já estariam confirmados na agenda, mas continua a situação de embaraço para a Organização da JMJ-2013. Mais detalhes, aqui.

Ivete Sangalo supostamente "possuída" em um show
 Michel Teló com o hit "Ai se eu te pego".
Pergunta-se, e agora? Bem, houve e há reações diversas, que dão um panorama do pensamento de muitos católicos:


1- Indiferente, "após o CVII a Igreja passou a ser acolhedora tendo "diálogo" com o mundo moderno, sem excluir ninguém pois Deus ama a todos", comentários assim se vê aos montes, e principalmente de religiosos.


Não há muito o que se esperar da parte do clero que abraça a secularização, confundindo veneno com água e não diferenciando mais certo e errado, bom e ruim, bem e mal. Uma prática do Relativismo moral. Este caso dos shows profanos num grande evento católico que é a JMJ-2013 é como o que ocorre nas barraquinhas das paróquias, onde, o deixar tocar qualquer música profana pode ser mais rentável ($$$) nas noites de festas paroquiais, fato que se torna mais importante que a edificação e salvação das almas. Senhor, Miseri nobis.


2 - Outros reagiram mais contra quem protestou, achando mais que seria um "ataque" dos tradicionalistas a JMJ e que estes deveriam mais é rezar para tudo dar certo. Ora, há católicos que estão tão acostumados com o irenismo, romantização da vida cristã, que até a defesa das coisas da Igreja é vista como ataque contra ela.

Evidente, a JMJ-2013, por estar em um contexto de crise pós-conciliar de secularização, não está isenta de imperfeições, ao contrário, nem tudo são flores como costuma desenhar quem não tem a visão mais panorâmica de ideal católico. Evidente também que o evento é mais afim com os movimentos carismáticos e certamente estes são, ou deveriam ser, os principais interessados no zelo do mesmo. Mas nem por isso deve se deixar de desejar que ocorra nos máximos parâmetros de promoção da salvação das almas do rebanho, ainda que disperso.

3 - Claro, a reação mais coerente para um católico, indignação. Pois há quem sabe distinguir que, uma coisa é música secular, outra é musicas seculares maliciosas, que infestam as rádios e fazem um mal, ainda que indireto, a muitos jovens. E que, uma Organização da JMJ preferir a estas últimas uma vez que há tantas bandas católicas de estilos para todos os gostos, é o fim da picada. 
Quem quiser enviar sua reclamação a Organização Oficial da JMJ2012, o e-mail é: contat@rio2013.com ou também vá na página do facebok.

Para concluir
Deus deixa seus sinais, cabe a nós percebermos e seguirmos. A Jornada, tão esperada, promete... mas será para o bem ou para o mal? Certamente, poderá fazer um Bem a muitos, mas tantos outros, não perderão, nada, se ficarem em casa e fizerem o essencial, adorar a Cristo no Santíssimo Sacramento e rezarem o santo Terço. Do julgamento de fatores amplos e complexos, cabe ao Senhor, o certo é que: com as coisas de Deus, não se brinca. 
E quanto a nós, com reação a fatos pontuais, cabe a cada um fazer o que está ao seu alcance, seremos cobrados por isto. 

Os montesclarenses, de certo modo, receberam um sinal no sábado da aleluia de 2012, que tirem proveito dele.

Virgem Santíssima, rogais por nós.

sábado, 23 de março de 2013

Atacando o Papa! Vortex

Novamente, Michael Voris fazendo uma ótima colocação. Agora, sobre a crise "pós-conclave" devido a mídia e redes sociais.


Salve Maria Santíssima!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cardeal da resistência católica na China comenta sobre Bento XVI e seu pontificado

Além de ilustrar uma característica da personalidade do Sumo Pontífice, o reverendíssimo cardeal mostra bem o que enfrentou Bento XVI em seu pontificado de 8 anos. 


Palavras do Cardeal Joseph Zen, SDB, arcebispo emérito de Hong Kong, em artigo publicado em Asianews, sobre os boicotes dentro do Vaticano à política do Papa Bento XVI para com a China.

"Mas, lamentavelmente, eu tenho que acrescentar que frequentemente ele [Bento XVI] era uma voz solitária no deserto. Disse e repito: o seu trabalho foi desperdiçado por outros próximos a ele, que não seguiam a sua linha. Eu não estou aqui para julgar consciências [...]. Por “outros” me refiro a pessoas no Vaticano, mas também fora dele que, sem a ajuda da Santa Sé, não teriam causado tantos danos. É uma situação muito desagradável, embora mostre outro aspecto da personalidade de Bento XVI: ele é absolutamente firme ao lidar com a verdade, mas muito respeitoso para com as pessoas ao seu redor, muito — talvez demais — polido: um homem brando, que nunca usa a força. Isso não é fraqueza, é o outro lado de um de seus grandes méritos, gentileza, respeito, misericórdia, exatamente o oposto de como ele sempre era descrito (o “conservador”, o “panzer”, o “inquisidor”, etc). Eu também, às vezes, fiquei impaciente e senti que ele era excessivamente condescendente”.


Virgem Santíssima, rogai por nós!