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quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que a mulher deseja do seu homem

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“[...] A mulher, escreve ela, deseja do marido uma única coisa, bem simples bem modesta: ela que ser amada moral e intelectualmente, ou melhor, ela quer ser compreendida, o que, para ela, é a mesma coisa ou melhor ainda, ela quer ser adivinhada. Deseja que o homem a console quando está triste, a aconselhe quando está hesitante, testemunhe, com visível reconhecimento, a gratidão pelos sacrifícios que voluntariamente ela faz por êle, mas quer, sobretudo, que êle faça tudo isso sem que lhe seja necessário expressar que êsse é seu desejo. Um gesto, um elogio, uma palavra, uma flor, que dão à mulher a ilusão dêste reconhecimento, constituem, para ela, fonte de imensa alegria. Ao contrário, o consôlo, o conselho, o elogio, o presente que correspondem a um pedido direto perdem, para a mulher, todo o valor”(13).

(13) Lombroso, G., op. Cit., págs. 150-151

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Livro: Noivado - Obras do Padre Charbonneau, C.S.C Coleção "Namôro, Noivado e Matrimônio" (1968)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"O QUE DEUS UNIU"

Publicamos aqui um excelente texto sobre a espiritualidade do matrimônio, rico em unção espiritual e fina psicologia cristã. Esperamos que seja de grande valia para os nossos leitores.

Autor: Gustave Thibon


Capítulo III : AMOR E CASAMENTO


A ESCOLHA

 

Não pretendo ensinar aqui a arte de escolher cônjuge, tal como outros se gabam de ensinar a arte de se defender na rua ou de ganhar na bolsa. Não tenho receitas práticas para este fim. Um casamento (e refiro-me às uniões mais refletidas) está condicionado por tantos acasos (acasos de situações, de encontros, de fortuna, de sentimentos etc.) que seria ridículo ingressar nestes domínios armado de regras matemáticas. De resto, a escolha humana está rodeada de uma tal obscuridade que aquele que tenha a pretensão de fazer uma escolha definitiva, aquele a quem paralisa uma idéia excessivamente precisa da «alma gêmea» se arrisca bastante, ou a nunca mais se casar, ou a fazer uma escolha absurda, uma dessas escolhas «que nunca se poderia imaginar» como diz La Fontaine, como a experiência nos revela todos os dias. «Em toda a parte tenho conhecido compradores cautelosos ― escreve, não sem um certo exagero, Frederico Nietzsche ― mas mesmo o mais esperto acaba por comprar a mulher a olho». Mesmo nas uniões mais clarividentes, há um aspecto de salto no desconhecido, de «pari», no sentido pascaliano da palavra. Deste modo, as poucas indicações gerais que vou dar sobre este assunto não visam fornecer certezas, mas simples probabilidades. (Continue lendo aqui).

 

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