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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Realidade = Boatos? Isto no dicionário do professor Chalita

Juggler_3

 

 

Por João S. de Oliveira Júnior

 

 

†

 

 

 

Para a folha de São Paulo em outubro de 2007, a sra. Dilma Rousseff dá sua declaração sobre o que acha do aborto no Brasil:

 http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io&feature=player_embedded

Mas isto só é um “boato”...

Em abril de 2009, em entrevista concedida a revista Marie Claire, Dilma também coloca sua opinião no tema só que também é apenas um “boato”...

A poucas semanas da eleição presidencial 2010, a mesma candidata conversa com jornalistas da Isto É Independente, ela também deixa claro sua posição, repete o chavão de questão de saúde pública, e quando tem oportunidade, não mostra propostas para o aborto ser evitado:

 http://www.youtube.com/watch?v=CPtb7c5aIfc&feature=player_embedded#!

Fiz questão de ver um vídeo na íntegra, sem cortes. Mas, chalita11para o professor Gabriel Chalita (foto), que também é apresentador em um canal de TV católico é apenas “outro boato”.

Bem, a assinatura da então ministra no PNDH III, programa que, dentre aborto, descaracterização da heteronormalidade e imposição de outros disparates anticristãos e totalitários fora apenas um “boato rubricado” pela então ministra e seu partido. Aliás, vai ver que a Nota emitida pela Regional Sul 1 da CNBB esclarecendo dados históricos do PT sobre o aborto, alertando aos brasileiros, foi apenas “boatos” espalhados pelos próprios bispos, segundo deduzimos do raciocínio do Chalita.

Em correria nas vésperas das eleições e percebendo um vazamento de votos em determinado segmento, Gabriel Chalita junto com assessoria da Candidata Petista se reúne com meia dúzia de lideranças religiosas para aquela dizer que é contra o aborto, “desmentir” que tudo eram apenas “boatos”, embora ela reconheça que ampliação do aborto está na agenda de seu partido.

No dia seguinte às eleições, Chalita diz ao O Globo que a  perda de votos de sua candidata fora devido ao tema aborto dentre outros “boatos”.

Conclusão:

No mundo do circo, há três personagens clássicos: O Mágico ilusionista que transmite para o público uma ilusão do real, lúdico. O Malabarista que se vira como pode para tentar se equilibrar no local onde se encontra sem largar os instrumentos que tem. E finalmente, o Palhaço, este ser hilário que mesmo não tendo graça sabe fazer suas palhaçadas. Perceptivelmente, no mundo político é comum ter pessoas que conseguem ser um artista circense completo, o três em um. Só não esperamos que ele se promova de cristão ou se diga cristão para se promover. E isto, é o que mais está acontecendo ultimamente, não é “Charlitos”?

 

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

A estranha Lei da palmada e os verdadeiros males para as crianças

 

 

†

 

 

 

Por João S. de Oliveira Júnior

 


  Uma importante característica do ser humano é sua inteligência e conseqüentemente sua capacidade de distinção. Sim, 'DISTINGUIR', eis um verbo que escapa ao exercício de muitos.
Se por um lado é grande erro um adulto agredir e maltratar uma criança  ou se exceder à força - ainda que na intenção de corrigí-la -, por outro, é outro equívoco um Estado determinar e impor a maneira como os pais devem educar os filhos moralmente. Não distinguindo o que seria umas boas palmadas educativas e colocando tudo como rol de violência doméstica ou agressão a menores.
  Nem é preciso ir muito longe para ver que é quase uma unanimidade a opinião dos pais contrária ao projeto de lei, independente da classe social ou formação. As medidas das palmadas pedagógicas são reconhecidas como corretas por quem já levou. Evidente que outras formas de correção podem ser incentivadas, mas sempre variará de situação pra situação, família pra família. O projeto de lei visa piorar o Estatuto da Criança e Adolescente, que já contém muitas falhas que deveriam ocupar o governo. Não demora para o Estado querer impor como as crianças devem ser orientadas nos mais diversos assuntos.
  O mais inusitado nesta polêmica é agüentar a demagogia política do nosso Presidente da República, mas, em se tratando dele, demagogia não poderia faltar(aqui). Interessante é ele falando de “corrupção neste país” como se não tivesse nada a haver com a impunidade.
Vejamos o que Lula supostamente já deixou para nossas crianças:
   *
Deixou passar no PNDH-III a omissão em medidas contra a pedofilia e até o incentivo a prostituição infantil, nem sequer prevendo punição aos aliciadores.
   * Incentivo a promiscuidade com os programas de "use e abuse da camisinha" e declarações como "vamos ensiná-las a fazer sexo". Uma das conseqüências da prática da sexualidade precoce e desregrada são os milhares de pais e mães solteiras. Quem mais sofre são as mães que têm que se virarem sozinhas e as crianças que não têm pais em famílias cada vez mais desestruturadas.
   * Apoio ao casamento homossexual e adoção de crianças por esses "casais". O governo petista é gayzista. Uma criança tem direito a ter uma mãe e um pai. Ser criada em um lar por homossexuais fica confuso na cabeça dela.
   * Aborto, aborto, aborto... Nunca na história desteimage país houve tantas medidas visando a descriminalização e aumento do número de abortos. A última do PT é querer expandir a nível de América Latina este mal às crianças mais indefesas.

Que Maria Santíssima olhe por nosso Brasil e por nossas famílias.

 

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Marina Silva: novidade política ou requinte do PT?

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Marina e seu boné revelador

 

Por R. G. Santos

 

Talvez um dos muitos “fatos novos” da confusa política brasileira atual seja a “deserção” de Marina Silva (senadora, e ex-ministra do Meio Ambiente no lastimável governo vigente), das fileiras do PT. Militante petista de longa data, Marina rompeu com o PT e “aterrisou meteoricamente” no Partido Verde (PV), em que pretende lançar sua candidatura ao pleito presidencial do próximo ano. Percebe-se, em decorrência desse acontecimento, um esforço midiático espetacular no sentido de tentar vender uma imagem da ex-petista enquanto “caminho alternativo e imaculado” à disputa eleitoral, que apontará o sucessor do “orgulhoso analfabeto” Lula.

De acordo com o acima pontuado, surgiu-nos alguns questionamentos, que aliás são motivação para a reflexão que iremos propor: Será se Marina realmente seria novidade ideológica na política brasileira, ou apenas um auspicioso requinte do progressismo que rege especialmente a ala esquerdistóide, atualmente governante do país? Nesse sentido, pode Marina Silva ser considerada caminho alternativo para os católicos nessas eleições?Tentar-se-á lançar um pouco de luz acerca dessas problemáticas analisando pontos relevantes de sua entrevista, descrita nas páginas amarelas da revista VEJA de 2 de setembro de 2009.

No intuito de dar respostas aos questionamentos levantados acima, começamos por fazer análise da formação da ex-ministra. Nascida em 1958, disse à VEJA que aos dezesseis anos (portanto, por volta de 1974), vai tentar realizar o sonho de ser freira. Disse ainda ter sido “católica fervorosa” até 1997, quando ingressou na “Assembléia de Deus”, e que o “catolicismo” influiu muito na construção de seu senso ético [1]. Ao raciocinar acerca dos dados fornecidos por Marina, e pelo conhecimento mínimo de suas convicções ideológicas, expressas em sua vivência pública, é possível se chegar a algumas conclusões.

Primeiro, Marina cresce num período em que o catolicismo, no Brasil, em decorrência da má interpretação que muitos por aqui fizeram dos rumos traçados pelo CVII, é fortemente influenciado pela teologia da libertação (TL). Logo, depreende-se que tenha sido “formada” na TL. Daí é possível compreendermos a fundamentação de suas opções políticas relativistas, próprias dos progressistas, e até mesmo das demais pessoais, como ter abandonado a Igreja Católica.

A TL pretende, como dissemos em outras oportunidades, dar uma interpretação do Cristianismo à luz do marxismo. Em outras palavras, tenta a TL oferecer uma nova e contraditória cosmovisão para a realidade, que aglutinaria os princípios do Cristianismo e do marxismo, “inaglutináveis” por essência. Mesmo que não seja mais católica (aliás, não há necessidade de ser católico para pertencer à TL) continua Marina vivenciando de certa forma os princípios da TL ao assumir-se como esquerdista, como “pertencente ao petismo” (=ideologia do PT) e “cristã”.

Ainda segundo se pode depreender do que disse à VEJA, apesar de seu rompimento formal com o partido, conserva ainda vinculação ao “espírito” petista, a saber, às suas mais profundas motivações ideológicas. Chega a dizer, para ilustrar a colocação anterior, que mudou de casa (o PT), mas continua na mesma rua, na mesma vizinhança (motivações ideológicas)[2]. A colocação feita por Marina é de gravidade lapidar. Ao dar a entender que abandonou o PT, mas não o petismo, estaria dizendo em tom camuflado, que sua ideologia não mudou, apesar de ter mudado de legenda. Em concreto, votar em Marina, seria votar no mesmo PT. Num PT “disfarçado de verde” e erguendo uma “despistante” bandeira de “ambientalismo”. Muda-se, portanto, somente a cor da bandeira com que se cobrem as imoralidades pregadas e feitas pelo esquerdismo: leis liberais que promovem imoralidade e agravos aos princípios imutáveis, como a legalização do aborto, da eutanásia, da utilização de células-tronco embrionárias; difusão da camisinha e de outros métodos contraceptivos com incentivo ao permissivismo sexual, “casamento gay”, etc.

Dando mostras de como ser progressista é ser contraditório, Marina, que diz ser “cristã”, defende a promoção da mentira ao lado da verdade. Diz a ex-ministra crer no criacionismo (Deus como origem do cosmos), mas também apóia, incentiva que se ensine livremente as teses do evolucionismo nas escolas, deixando livre escolha aos alunos entre o princípio e a falácia, que se faz passar por “científica”. Pessoas que defendem tais idéias, não devem receber o voto de quem tem o mínimo de bom senso. Muito menos de quem se diz católico.

Marina faz, em sua entrevista à VEJA, uma lista de pessoas as quais ela assume buscar inspiração. Tal lista, a meu simples e limitado ver, é expressão profunda das suas convicções e a desqualificaria como alvo dos votos dos católicos. Diz, entre outros nomes, assumir como modelo ou referências, nomes como Luis Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e, pasmem, Barack Obama! O lastimável presidente Lula estamos conhecendo-o melhor e tristemente em seu mandato. Além de convicções ideológicas em profundo desacordo com os princípios cristãos, Lula se revela um verdadeiro desastre em matéria de administração pública. Sem falar na queda do mito do PT honesto, ficha limpa (bem que Jesus dizia que tudo o que se fizesse por debaixo dos panos, viria um dia à tona!!!), com o pulular de escândalos de corrupção como nunca se viu na história do país. FHC é figura velha no cenário político nacional. Remonta aos primórdios do esquerdismo no país ao integrar a UNE nas década de 1960. É notável pelo seu progressismo, embora em menor intensidade hoje do que o PT e o Lula. Seria cansar o leitor discorrer mais do que três linhas sobre Obama. Para defini-lo, basta aludirmos à maciça estrutura pró aborto que vem criando nos EUA e querendo estendê-la ao-mundo. Seguindo de fato esses exemplos, Marina deveria inspirar no mínimo desconfiança ao eleitor...

Partindo-se assim do que por ora pontuamos, podemos concluir que, votando em Marina Silva, não estaríamos trilhando um caminho alternativo ao lastimável PT e aos demais partidos progressistas deste país. Muito ao contrário, estaríamos (a julgar pelo que disse a ex-ministra do Meio Ambiente), apoiando um PT requintado, essencialmente o mesmo, que estaria, para enganar os inocentes úteis que abundam infelizmente neste país, erguendo a bandeira do desenvolvimento econômico com sustentabilidade (expressão da qual a ministra usa e abusa em sua entrevista). Enfim, devido às suas convicções ideológicas, que não se dissociam das políticas, Marina seria uma “canoa furada” para os católicos que, pensando ter nela uma alternativa de fuga e desagravo de consciência, afundariam de novo para o fundo do posso da dominação do país por parte do infame PT.

[1] Cf. p. 23

[2] Cf. p. 22

FONTE

SILVA, Marina. Entrevista. Revista VEJA. Edição 2128, Fonte, nº 35; 2 de setembro de 2009.