sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Mórmons - "Pérolas" de grande valor
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Cigarros: fato pitoresco e reflexão
G. K. Chesterton
Por Prof. Pedro M. da Cruz.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Mormonismo, ardiloso eco satânico
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Finalidade da vida humana segundo escolas filosóficas não cristãs
Revolução Cultural de 68 - Sorbonne, Paris
Capítulo I
SOLUÇÕES ERRADAS
5. - I. O materialismo (1). Negando a existência de tôda a realidade distinta da matéria, não pode o Materialismo admitir nenhum fim ou escopo transcendente à mesma matéria. Podem a êle referir-se não só os velhos erros de muitos antigos (Leucippo, Demócrito, Epicuro, Lucrécio, etc.), mas também o daqueles que atribuem todos os fenômenos da vida (sensibilidade, inteligência, afetos, etc.), às atividades e às fôrças físicas de que são os corpos dotados.
A vida, opinam, ou não tem nenhuma finalidade, ao menos transcendente, ou, se a tem, deve consistir no dinamismo que impele o homem de uma conquista à outra, segundo as condições evolutivas da matéria.
II. O positivismo (1), é uma forma mais mitigada do materialismo. É antes um método baseado na experiência e no cálculo matemático, rejeitando como ilusória tôda a idéia metafísica acêrca da natureza e das causas dos sêres materiais ou espirituais.
Várias suas tendências. Único o objetivo: negar tôda finalidade transcendente ao homem e à humanidade.
III. O idealismo (2) vai ainda mais longe. Afirma que princípio e fim de tôda atividade humana não podem ser procurados fora do homem, o próprio sujeito da ação. O homem não sòmente conhece, intui e quer, mas cria a normal moral da sua atividade, o juízo último do bem e do mal éticos, porque sòmente êle pode referi-los aos valores universais e ideais que atinge com o seu próprio espírito.
Tôda realidade moral, pois, tôda norma e todo direito, não têm nenhum objetivo fora do espírito humano. A ética, como também o fim da atividade humana, não passam de produtos da atividade criadora do homem. Numa palavra, existe sòmente uma moralidade do sujeito, subjetiva e transcendental, criada, modelada e determinada pelo Eu (Fichte) ou pela Idéia (Hegel (foto) ou pelo Absoluto (Schelling). Com alguma modificação original, o idealismo é professado na Itália pelas correntes que têm como chefe B. Croce, G. Gentile e U. Espirito.
IV. O existencialismo (1). Como reação ao Idealismo, desde o século passado, com Soren Kierkegaard († 1855), surgiu o Existencialismo, que é largamente desenvolvido na doutrina de Heidegger (foto), Jaspers, Abbagnano e outros. Filosòficamente, apresenta-se o Existencialismo como adesão à existência concreta do homem individual, existência que constitui a inconfundível personalidade do homem e que está em contraste com a existência superficial, pública, coletiva, sujeita às exigências da sociedade.
Do contraste da existência concreta com a existência superficial, surge aquela angústia da qual o homem é tomado e determinada pelo desejo de emancipar-se, de ser verdadeiramente êle mesmo. Sentir nesta existência autêntica é o meio para encaminhar-se em direção a um futuro de conquistas.
Os existencialistas dão grande importância aos valores éticos e religiosos: de fato, falam do bem e do mal, do dever, da culpa, da fé, da redenção, da oração e até do pecado original.
V. O pessimismo. Para o pessimismo não existe felicidade. A vida é intoleràvelmente má, sem um objetivo, sem meta a alcançar. É uma dor contínua, fazendo Schopenhauer (foto) e outros consistir o fim do homem, em dela libertar-se, renunciando sobretudo à vontade de viver.
***
Notas:
(1) Bibl.: A. D. Sertillanges, Les sources de la croyance en Dieu, Paris, 1928; G. Bertola, La morale materialista di Trotzky, in Civitas, A, n. 4 (1952), 21 ss.; R. Lombardi, La dottrina marxista, Roma, 1947; L. Kania, Il bolscevismo e la religione, Roma, 1945; G. Angrisani, Comunismo e giustizia sociale cristiana, Turim-Roma, Marietti, 1949; La filosofia del Comunismo, Atti della Settimana di Studio indetta dalla Pont. Accademia di S. Tommaso nell’aprile 1949.
(1) Bibl.: A. Zacchi, Filosofia della religione, P. I: Dio. II. La negazione, Roma, 1925; G. Zamboni, Il valore scientifico del positivismo di R. Ardigò e della sua conversione, Verona, 1921.
(2) Bibl.: A. Tilgher, Filosofi e moralisti del Novecento, Roma, 1932; A. Guzzo, Idealismo e cristianesimo, Nápoles, 1936-1942, 2 vol.: A. Zacchi, Il nuovo idealismo italiano di B. Croce e di G. Gentile, Roma, 1925: M. Cordovani, Cattolicismo e Idealismo, Milão, 1928: C. Fabro, Idealismo, in EC, vol. VI, 1562 ss.
(1) C. Fabro, Introduzione all’esistenzialismo, Milão, 1943; R. Lombardi, Il clima dell’esistenzialismo, in “Cività Cattolica” 1944; V. M. Kuiper, Aspetti dell’esistenzialismo, in “Acta Pont. Acad. Rom. S. Tomae Aq.” Vol. IX, 1944, pp. 99-123.
-Dados da Obra-
Teologia Moral - Compêndio de Moral Católica para o Clero em geral e Leigos
Autor: P. Teodoro da Tôrre Del Greco, O.F.M. Cap.
Doutor em Direito Canônico
Edições Paulinas
Capítulo I - Soluções Erradas
Páginas: 30-34
Ex parte Piae Societatis a Sancto Paulo Ap.
NIHIL OBSTAT
Scti. Pauli, 8-XII-1958
Sac. Joannes Roatta Sup. Provincialis
NIHIL OBSTAT
Sact. Pauli, 25-XII-1958
Mons. J. Lafayette Álvares
Censor
IMPRIMATUR
Scti. Pauli, 25-XII-1958
† Paulus Rolim Loureiro
Ep. Auxil. et Vicarius Generalis
Direitos reservados à Pia Sociedade de São Paulo
Caixa Posta, 8107 - São Paulo 1959
Acabou-se de imprimir em maio de 1959
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A Bíblia diz a verdade? E como interpretá-la?
Lionello Spada - St Jerome
Interpretação da Bíblia
“O sentido autêntico das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo pela Igreja, porque só a Igreja não pode errar na sua interpretação” [24]. Já da definição da Sagrada Escritura, ensina da pelo Concílio Vaticano I, se desprende esta condição essencial da interpretação da Bíblia, a saber, que unicamente a Igreja, mediante o seu Magistério, é o intérprete autêntico da Sagrada Escritura. E isto no duplo sentido positivo e negativo: há que aceitar como sentido bíblico o que tenha sido proposto pelo Magistério da Igreja (quer directamente que de uma maneira indirecta); deve ser rejeitada toda a interpretação que não concorde com esse sentido proposto pelo Magistério. Por isso a Sagrada Escritura não pode ser plenamente entendida por quem não tenha a fé cristã. Acontece perante a Bíblia o que acontece perante a figura de Jesus Cristo: quem não tiver a fé, só poderá ver um Jesus um homem evidentemente extraordinário e singular; mas com isso fica muito longe da verdade, e portanto, não entenderá Jesus Cristo quem não crer que é o Filho de Deus Encarnado, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o único Salvador e Redentor da humanidade.
Paralelamente, a Bíblia, no seu sentido profundo, não pode ser entendida por quem não crer na sua Inspiração divina e em que tem Deus por autor principal. Este facto é norma imprescindível para uma recta interpretação da Bíblia, não podendo ser substituída por nenhuma técnica humana: literária, histórica, filosófica, etc.
Santo Agostinho, depois de esclarecer várias dificuldades sobre a interpretação da Escritura, respondia a um amigo seu: “Faça-se cristão o que as propôs, não aconteça que, se espera resolver todas as questões acerca dos livros santos, acabe esta vida antes de passar da morte para a vida. Há inumeráveis problemas que não podem ser resolvidos antes de crer, com o risco de terminar a vida sem fé. Uma vez aceite a fé, podem estudar-se com empenho para exercitar o deleite piedoso da mente fiel” [25].
Enquanto é também um livro humano de notável antiguidade, são úteis por vezes certos esclarecimentos de carácter histórico, literário, etc., como acontece com qualquer documento antigo.
A este propósito podemos recordar a comparação que fazia Santo Agostinho: os Israelitas ao sair do Egipto levaram consigo objectos valiosos de ouro, prata, pedras preciosas, vestidos, etc., que os Egípcios utilizavam para o seu adorno pessoal ou para o culto idolátrico. Mas precisamente desses objectos preciosos se valeram os Hebreus para fabricar os ornamentos para prestar culto ao verdadeiro Deus. O santo Bispo de Hipona recolhe esta ideia aplicando-a ao uso das ciências humanas (filosofia, história, literatura, etc.), para a inteligência das Escrituras, com a condição de as aplicar verdadeiramente ao serviço das Escrituras, que dizer, com humildade e reverência e com a invocação da graça divina: “Aquele que se dedica ao estudo das Sagradas Escrituras (...), não deixe de pensar naquela máxima apostólica: a ciência incha, a caridade edifica (1Cor 8,1); porque sentirá que, apesar de ter saído rico do Egipto, se não celebra a Páscoa, não poderá salvar-se” [26].
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Notas:
[24] Catecismo Maior, n° 887
[25] Epistola, 102,6,38
[26] De doctrina christiana, 2,9,14.
Veracidade e Inerrância Bíblica
Tudo aquilo que o hagiógrafo afirma, enuncia ou insinua, deve reter-se como afirmado, enunciado ou insinuado por Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos. A veracidade indica a adequação do que se diz com o que se pensa ou sente; a inerrância significa carência absoluta de erro. Portanto, na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, pois, uma vez que é toda inspirada, o autor de todas as suas partes é o próprio Deus.
Nas coisas da natureza, que são próprias das ciências físicas, etc., Deus não quis ensinar de modo sobrenatural aos homens a íntima constituição do mundo visível e, por isso, tão-pouco os autores sagrados afirmaram algo propriamente sobre esta matéria. O que realmente ensinam são as verdades necessárias para a nossa salvação: a criação do mundo e do homem por Deus, a Sua providência e governo do mundo, a liberdade e omnipotência que Deus tem para fazer milagres. É costume darem-se duas razões de conveniência, que nos ajudam a compreender por que razão é que o Senhor não revelou a constituição íntima do mundo visível: primeira, o conhecimento dessas coisas não afecta directamente a doutrina da salvação; e, segunda, é que precisamente essas questões foram deixadas por Deus para a livre investigação da ciência humana. Por isso, os hagiógrafos aludem aos fenômenos da natureza usando as expressões e os conceitos normais da sua época e área cultural. Por terem escrito em épocas já antigas relativamente ao desenvolvimento das ciências, costumam os autores sagrados acomodar-se às coisas tal como são captadas imediatamente pelos sentidos e na sua interpretação vulgar de todas as épocas: o sol nasce, a lua põe-se, etc. É petulância superficial a daqueles que, sobretudo no século passado, exigiam aos autores sagrados que tivessem falado segundo as teorias científicas mais modernas, às vezes rejeitadas depois pela mesma ciência. Graças a Deus, os hagiógrafos falaram com uma linguagem simples, de modo que todos os homens pudessem entendê-los, aplicando o mínimo de senso comum.
Pelo contrário, em matérias históricas, a questão é muito diferente. Se a explicação de fenômenos da natureza é assunto em que não tem por que entrar a Revelação divina, a história humana, porém, tem em muitos aspectos uma conexão estreita com a verdade revelada. A causa é que a Revelação bíblica não se ocupa somente de verdades abstractas, mas também da intervenção misericordiosa de Deus em certos acontecimentos da história humana. Os fundamentos da Revelação cristã e os grandes dogmas estão enraizados muito concretamente na história. Por exemplo, que o mundo foi criado por Deus está na base de toda a Revelação acerca do conceito de Deus, do mundo e do homem. Que Jesus Cristo nasceu de Santa Maria Virgem por obra do Espírito Santo, sem concurso de varão, é uma verdade realmente acontecida na história e que está no centro da fé cristã. Que Jesus morreu e ressuscitou em tempos de Pôncio Pilatos é o acontecimento histórico essencial da História da Salvação e não se pode mudá-lo nem renunciar a ele, nem pode tomar-se num sentido que negue a sua exacta historicidade.
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-Dados Gerais-
Bíblia Sagrada
Anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra
Santos Evangelhos
Reimpressão corrigida
Tradução portuguesa das Introduções e notas de comentário de José A. Marques
Com a colaboração de Augusto Ascenso Pascoal e Pio Gonçalo Alves de Sousa
EDIÇÕES THEOLOGICA BRAGA - 1994
Título: Introdução geral à Bíblia
Interpretação da Bíblia
Páginas: 36-37
Veracidade e Inerrância Bíblica
Páginas: 38-39
Elogio à virgindade consagrada
Por Lisa Mary
†
“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor” [1]
Todas as mulheres nascem virgens, independente do meio pelo qual foram geradas, seja de união legítima e honesta ou forçada e ilícita entre um homem e uma mulher.
Já a virgem consagrada decide-se por livre opção de amor pelo estado de virgindade perpétua. Diz S. Agostinho (foto): “Não honramos a virgindade por si mesma, mas por estar consagrada a Deus... Nem nós louvamos nas virgens o serem virgens, mas o estarem consagradas a Deus com piedosa continência”.
Esta virtude angélica atrai para si, honra e insuperáveis louvores pelo fato de ser consagrada a Deus, Criador da alma e do corpo, tendo como princípio e fundamento o grande amor a Cristo, modelo de toda virgindade e pureza.
É admissível pensar a Mãe de Deus como quem alavancou o estado de virgindade consagrada, unindo por inspiração da graça, a prática e o voto da continência perpétua. Prova disso é que naquela época esse voto não era um costume entre os judeus e Maria, apesar de ter sido dada em casamento a José, deixa transparecer em Sua resposta ao anjo que lhe anunciava a maternidade divina, que anteriormente a anunciação Ela já havia consagrado Sua virgindade a Deus (cap.4): “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum”? (Lc 1,3-4). E para confirmar, S. Agostinho, nos seus Sermões lembra a virgindade de Maria não somente ante partum, mas in partu et post partum. (Sermo 51,18; 190,2; 196,1).
A virgindade consagrada a Deus não torna a virgem estéril, mas leva-a a participar da fecundidade da Igreja, que sendo virgem na perfeita integridade da fé, da esperança e da caridade, gera os filhos de Deus para a vida da graça.
O princípio que leva uma virgem a se consagrar de corpo e alma é o amor e o serviço de Deus, para os quais dedica toda a vida; não é em vista de uma vida mais tranqüila, cheia de egoísmo e fuga dos deveres a serviço da família, mas por transbordar em sua alma o amor a Deus e para poder livre e eficazmente levar os outros ao reino dos céus. (caps.22-23). “Quem tiver capacidade para compreender, compreenda” (Mt 19,12).
À virgindade são prometidas recompensas eternas; eis o que disse o Apóstolo: “Se temos esperança em Cristo tão-somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (I Cor 15,19). “A alegria das virgens – delas somente – é de serem chamadas a cantar um cântico novo de louvor e seguir o Cordeiro aonde quer que vá (Ap 14,2-4)”. (caps. 24-30). É na intimidade das virgens com Cristo que está o sentido de sua alegria: “gaudium virginum Christo, de Christo, in Christo, cum Christo, post Christum, per Christum, propter Christum”... O deleite das virgens de Cristo procede de Cristo, está em Cristo, com Cristo, após Cristo, mediante Cristo e é por causa de Cristo. (cap.27).
Que a Virgem Maria, modelo e inspiração das virgens consagradas, seja auxílio e proteção nesta vida de total entrega por amor a Deus e ao próximo.
“Por conseguinte, Maria deve ser a regra de nossa vida”. “Oh, riquezas da virgindade de Maria”!(S. Ambrósio, De institutione virginis, c.3, n.19, c.13, n.81).
1. Sl 83,3.
✠ ✠ ✠
Fonte: Livro “A virgindade consagrada”, S. Agostinho, 1990, ed. Paulinas.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret
- O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret (livro raro)
Neste breve escrito, fruto do grande zelo apostólico desse insígne bispo fundador (foto), temos diante dos olhos o percurso espiritual das almas que almejam a vida de santidade.
Além de entreter-nos com deleitosa história, "O Amante de Jesus" torna-se um grande e urgente convite para a conversão interior.
Faltam-nos livros como esse nos dias de hoje.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sou católico, posso ser maçom?
Que Maria Santíssima, reerguedora do gênero humano, interceda por todos nós. Amém.
Referência Bibliográfica
