sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mórmons - "Pérolas" de grande valor

Templo da seita Mórmon - Salt Lake City
Templo da seita Mórmon - Salt Lake City
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
“...os adversários aí são muitos.” [1]
“...não o recebais em vossa casa, nem o saudeis.” [2]
 
 
Após havermos consultado os últimos artigos referentes ao mormonismo, podemos nos entreter com algumas “pérolas” colhidas por aí. Claro que esta lista poderia se alongar quase que indefinidamente, porém, detenhamo-nos no que se segue. Talvez nossos leitores possam enriquece-la com outros exemplos edificantes...
 
J. Smith, segundo os mórmons:
 
Na visão de John Taylor (um dos que presenciaram o assassinato do fundador da seita Mormon[3] enquanto o mesmo tentava fugir através da janela) Joseph Smith, com exceção apenas de Jesus, teria feito mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro indivíduo.[4]
* Aqui o senhor Smith é colocado acima da Mãe de Deus, sempre Virgem e Imaculada.
 
Testemunho de um ex-mórmon:
 
Após haver lido acusações de um determinado ex-membro da seita mormon, William Schnoebelen[5] também se decidira por abandonar a mesma. Em livro intitulado “Os fabricantes de deuses” descobrira relevantes indicações da relação entre o mormonismo e a própria maçonaria. Assim escreve:
“O Livro serviu para convencer-me de que minhas reservas sobre o mormonismo eram procedentes, e que era de fato uma seita anti-cristâ.(...) Nos capítulos sobre o templo mormom, os autores traçaram paralelos brilhantes entre os seus ritos e os da maçonaria.”[6]
“ ‘Os fabricantes de deuses’ matou dois coelhos com a mesma cajadada, convencendo-me tanto da falsidade da seita mormon quanto do perigo da maçonaria.”[7]
* Mais uma possível evidência da forte influencia velada de grupos maçônicos em tudo o que se levanta contra a verdadeira Igreja de Cristo, Católica, Apostólica e Romana.
 
Ainda do mesmo autor:
 
“Percebi que meus líderes na igreja mórmon estavam pouco à vontade com minhas perguntas sobre a Bíblia, quando não parecia que queriam me enganar – pelo menos eu tinha a impressão de que sutilmente davam voltas em torno das questões, em vez de encara-las. Comecei a entender que meus lideres não estavam sendo francos comigo...” [8]
* Aqui uma prova daquilo que já havíamos observado em outro lugar: “...com muita astúcia, escondem o ‘podre’ de sua doutrina durante os encontros iniciais. Usando deste estratagema, os mesmos tem conseguido enganar a muitos desinformados...[9]
 
Jesus nas américas? Sim. Mais essa...
 
“Depois de sua ressurreição, Jesus visitou os povos nas américas e organizou Sua Igreja entre eles. Depois, Ele os deixou e subiu ao céu. Por mais de duzentos anos, esse povo viveu em retidão e estava entre os povos mais felizes que já foram criados por Deus. (Ver 4 Néfi 1:16)”[10]
* Historiadores e arqueólogos estão aí para rirem destas teorias absurdas...
 
De que Igreja falam os mórmons no texto abaixo? Para bom entendedor...
 
“Logo crenças pagãs dominaram o pensamento daqueles que eram chamados ‘cristãos’. O Imperador romano adotou esse falso cristianismo como religião de estado. Essa igreja era muito diferente daquela organizada por Jesus. Seus membros acreditavam que Deus era um ser sem forma ou substância (...) Não havia apóstolos ou outros líderes do sacerdócio com poder de Deus, nem dons espirituais. (...) Não existia mais igreja de Jesus Cristo; ela era agora uma igreja de homens. Até mesmo o nome havia mudado.”[11]
* Poderíamos trabalhar com todas as partes desta citação[12], porém, contentemo-nos com apenas uma: “Não havia apóstolos ou outros líderes do sacerdócio com poder de Deus, nem dons espirituais.” Temos a História para comprovar a sucessão ininterrupta dos descendentes apostólicos. A própria lista dos Papas que sucederam a São Pedro pode ser conferida em incontáveis livros espalhados pelo mundo. No mais, como podem afirmar que não haviam nem mesmo dons espirituais? A Hagiografia responde a esta invenção mentirosa. Finalmente, uma multidão de milagres sobrenaturais clamam contra a mentira do mormonismo: Lanciano, incorrupções, Guadalupe, bilocações, Genazzano, as mais extraordinárias curas, profecias... para não citarmos a heroicidade de mártires e confessores, que, se não fosse a mão de Deus, jamais teriam assombrado o mundo com o testemunho eloqüente de sua santidade.
Virgem Santíssima, "torre inconcussa da Igreja de Cristo", rogai por nós!

[1] I Cor.16,9
[2] II Jo.10
[3] J. Smith foi assassinado em Carthage, Estado de Illinois, em 27 de Junho de 1844.
[4] D&C 135: 3
[5] Escritor protestante.
[6] SCHNOEBELEN, William. Maçonaria, Do Outro Lado da Luz. Curitiba, Luz e Vida, 1997. Pg. 14.
[7] Ídem. Pg. 15
[8] Ídem. Pg. 13
[9] Conferir neste mesmo Blog o Artigo: Mormons. Introdução e curiosidades.
[10] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995. Pg. 105
[11] Ídem. Pgs. 105-106
[12] Conferir, por exemplo: AQUINO, S. Tomás de. Exposição Sobre o Credo. Trad. D. Odilão Moura, OSB. São Paulo: edições Loyola, 1981; p. 73-77. “ Os erros não a destruíram. Pelo contrário: quanto mais os erros proliferavam, tanto mais era a verdade manifestada.” (S. Tomás de Aquino)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cigarros: fato pitoresco e reflexão

chesterton_cigar 
                                                  G. K. Chesterton
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.


 
 
 
 
“Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas sim o que sai dele.” (Mat. 15,11)
 
 
1- Fumavam em toda parte, exceto na capela.
 
Em 1957 a Companhia de Jesus reunia-se para sua trigésima Congregação Geral (CG30). É durante esses momentos solenes que os rumos da Ordem são clarificados. A primeira CG ocorrera em 1558, poucos anos após a morte de Santo Inácio (†1556).
O Pe. Janssens acupava naqueles idos do Século XX o cargo de “Padre-geral” da Sociedade, a maior autoridade da Congregação[C1] . Basta nos recordarmos que o primeiro “Geral” da Companhia de Jesus fora o próprio fundador, Inácio de Loyola.
Bom, em dado momento daquela reunião de superiores, os mesmos tiveram de apresentar-se perante o papa Pio XII. Com efeito, deviam ouvir a mensagem do Pontífice com referência à citada Congregação. Grande foi a surpresa!
Pio XII, além de chamar a atenção dos Jesuítas no tocante à ortodoxia e a obediência, tocou num ponto de particular curiosidade para nós: haviam excessos, como, por exemplo, no uso do fumo. O papa foi o mais terminante e decisivo possível em relação a este detalhe aparentemente pequeno. Seu latim foi curto e grosso”: Auferatur hic abusus de medio vestrum (que o abuso seja varrido do vosso meio).
Era 185 o número de delegados jesuítas presentes ao lado do Padre-geral, Janssens. Os delegados da Holanda ouviram com os olhos vidrados aquela repreensão. O fumo era tão disseminado e aceito na província holandesa, que era possível fumar em toda parte, exceto na capela. “Para os holandeses, era o mesmo que o papa tivesse mandado que eles parassem de respirar 23 de cada 24 horas[C2] .”
A CG30 terminou em novembro de 1957. Uma nota ligeira foi dada na seqüência aos resultados ali obtidos e foi proporcionada pela questão do fumo levantada por Pio XII. Ora, segundo a tradição, o padre-geral deveria mesmo escrever uma carta a toda a Sociedade sobre todas as resoluções tomadas na ocasião. Os desejos do Papa (tanto na questão do fumo como nas restantes) deveriam ser respeitados.
Provinciais diversos estabeleceram normas diversas. Alguns chegaram até a transformar em condição para a entrada na Sociedade a promessa do candidato de não fumar, ou, se ele já fumasse, que deixasse de fazê-lo. O provincial holandês escreveu uma carta a seus subordinados que foi copiada e passada de mão em mão por, praticamente, toda a Companhia. Os fumantes eram divididos em diferentes classes: os inflexíveis, os incessantes, os principiantes e assim por diante. Então, eram dadas receitas para lidar com cada classe.

                Freiras
 
Os fumantes velhos e inflexíveis podiam ser deixados em paz; tinham um vício repugnante, mas estavam velhos demais para mudar; eram incorrigíveis[C3] (Sic.). Os jesuítas de meia-idade tinham que enfrentar o problema da meia-idade. Os Jovens”... e ia por aí. No fim, os homens da província holandesa continuaram a fumar enquanto seguiam seu caminho até à eternidade, como sempre o fizeram.
Menos de um ano após o final da reunião geral dos Jesuítas, Pio XII havia morrido. O Beato João XXIII, fora eleito como seu sucessor na cátedra de Pedro. Os holandeses apressaram-se em assinalar que o novo papa ainda fumava cigarros. “Ironias do Destino”. O fato é que muitos interpretaram erroneamente a bondade e o zelo de Pio XII...
Quanto ao Beato João XXIII, Alden Hatch - um seu biógrafo - presenteia-nos com interessantes fatos de sua vida[C4] . Conta que o papa João XXIII, ainda quando Núncio Apostólico, tornara-se agradável anfitrião dos franceses. Segundo o mesmo autor: “Os vinhos e charutos eram escolhidos cuidadosamente.” Afinal, Ângelo Roncalli possuía muito bom gosto. Os holandeses estavam certos quanto à sua observação; mas, não quanto a seus excessos...
 
2- O vício é terrível e condenável
 
É ordinário os autores apresentarem o fumo como parte das chamadas drogas não terapêuticas[C5] . Estas são usadas com a finalidade de se obter prazer, recreação e similares. A maconha, e a cocaína, por exemplo, são ilegais, enquanto que o álcool e o fumo, por nós tratado, são tidos como lícitos, socialmente aceitáveis.
O tabaco é, de fato, uma droga utilizada com largueza. Nos últimos anos vem crescendo a convicção de que fumar em excesso, é um grave perigo para a saúde do corpo. Informação esta que não deve ser desprezada pelo bom católico. O cristão verdadeiro leva a sério sua responsabilidade pela vida e saúde da humanidade. Aproximar-se desses bens lícitos exige prudência e sabedoria.
O vício é, com toda certeza, algo terrível. Assemelha-se a um leão buscando a quem devorar. Nem todos têm músculos, maturidade e inteligência o bastante para enfrentá-lo com grandeza de caráter na hora devida. Deve, sim, ser repelido, ainda que distante, quando finge não incomodar.
Talvez os Jesuítas reprovados por Pio XII quanto ao uso excessivo do cigarro, tenham esquecido as sábias palavras de Baltasar Gracián[C6] , um antigo escritor de sua mesma Ordem, que afirmara: “O vício é seu próprio castigo.” Com efeito, ele acaba não só com a vida, como também com a honra de quem lhe é escravo. Concluamos, portanto, com o mesmo pensador: “Tudo que é muito bom sempre foi pouco e raro: usar muito o bom é abusar.”
 
3- Cigarro, armadilha para incautos
 
Reflitamos: geralmente, o ego desordenado fala mais forte, o impulso por mostrar-se”, numa teatralidade muitas vezes cômica, impera sobre o indivíduo. A tragada, ou mesmo, certos movimentos de mão, começam por emprestar à pessoa, e isso, num universo de fantasias interior, tudo aquilo que ele não é, mas gostaria de sê-lo. É estranho, no entanto, temos de reconhecer: existe uma misteriosa relação entre o ato de fumar nos imaturos, e sua ânsia por realizar-se enquanto pessoa.
Fumar, de algum modo, faz-lhe sentir-se mais. Como que, compõe em sua mente a peça que lhe faltava para apresentar-se com o status que sabe não possuir. De fato, determinados objetos[C7] , quiçá por seu caráter social, possuem este poder de fadas. Faz-nos sentir um pouco o que não somos; e, por serem assim, perigam aprisionar-nos num mundo de sonhos, onde, mais que sermos nós mesmos, podemos tornar-nos personagens vãos e hipócritas num jogo de orgulho e sensualidade. Ora, a ilusão, em determinados momentos, pode criar uma espécie de auto-gestão, torna-se, digamos assim, autógena, e, então, ameaça destruir o que há de mais genuíno na personalidade que a incubou.
Não negamos o que há de positivo no universo simbólico criado em nós através de certos objetos. Podem sim, e devem, servir-nos como auxílios, ferramentas, um coadjutor nas buscas pessoais pela integralidade possível. Afinal, há, indiscutivelmente, uma relação natural entre os seres humanos e as coisas com seus significados. O problema está em que, pessoas imaturas podem escravizar-se por aquela agradável e transitória sensação fantasiosa que alguns bens criados nos conferem, e, assim, ao invés de uma saudável assimilação de valores, tornarem-se prisioneiros num mundo onírico e irreal.
Claro que esta situação não permaneceria num mesmo nível por toda a vida do indivíduo (isto se imaginarmos que ele viverá por muitos anos), pois, é observável e imperativo, pela natural estrutura do ser humano, que ocorra um progresso pessoal e constante, mesmo que em ritmos variados. A própria diversidade das relações vividas durante o fluxo da convivência social nos possibilita tal empresa.
Porém, a visão quimérica de si mesmo, causada aos míopes, em nosso exemplo, também pelo ato de fumar (que, desta forma, o levará à dependência, se já não o levou) retardaria sensivelmente este processo de amadurecimento da personalidade. E é claro que tal situação lastimável causará transtornos, não só para ele, como também para todos que gozam de sua companhia.
Finalmente, não deixamos de reconhecer – como já o fizemos nas entrelinhas - que o fumo seria apenas mais uma arma nas mãos do imprudente, usada, sem que ele o perceba, contra seu próprio ser. Tem que existir um emaranhado de outros, objetos, situações, atos e circunstâncias que, concomitantemente, conduzam à maior dificuldade no caminho da realização pessoal. Um rapaz, por exemplo, buscará também em shows, bares, e modas, ou mesmo, “no fundo dos copos”, sua própria felicidade. Porém, sempre se relacionando de forma indevida com essas realidades.
O fato é que, não buscar o conhecimento verdadeiro de si mesmo, mas, pelo contrário, viver numa teatralidade malsã, sempre tornará o ser humano escravo de todas as coisas. A química presente no cigarro, por exemplo, será (agora, sim!) a próxima corrente que fará o indivíduo, ainda mais, cativo daquele objeto. Afinal, “um abismo atrai outro abismo”... Porém, repitamos: antes disso, foi também a ignorância e imaturidade humanas quem o fizeram iniciar-se no caminho da autodestruição.
Deste modo, o que deveria ser apenas um degrau que elevasse a mente da criatura ao criador, serviu-lhe, neste caso, como meio de perdição. Veja, caro leitor, até onde pode chegar o ser humano, ferido como está pelo Pecado Original.
Que a Virgem Maria seja o auxilio e a proteção contra todo vício que ameaça destruir a nossa juventude.
Nossa Senhora, sacrário da ciência divina, rogai por nós!
 
✠ ✠ ✠
 
Bibliografia
 
MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Tradução. Rio de Janeiro: Record, 1987. 464 pgs.
HATCH, Alden. João XXIII, o Papa Inesquecível. Trad.: Paulo Nasser. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi, 1963. 360 pgs.
LOWERY, Daniel L. Seguir o Cristo. Manual de Moral para o povo de Deus. Trad.: Pe. Carlos Sanson, C.SS.R. São Paulo: Editora Santuário, 1995. 168 pgs.
GRACIÁN, Baltasar. A Arte da Prudência. Trad.: Davina M. de Araújo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 97 pgs.

[C1]Obviamente que este, o padre geral, submetia-se à CG. No mais, toda esta estrutura estava sob a autoridade suprema do Santo Padre, o Papa.
[C2]MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Rio de Janeiro: Record, 1987. Pg. 215
[C3]MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Rio de Janeiro: Record, 1987. Pg. 218
[C4]HATCH, Alden. João XXIII, o Papa Inesquecível. Trad.: Paulo Nasser. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi, 1963. Pg.114.
[C5]LOWERY, Daniel L. Seguir o Cristo. Manual de Moral para o povo de Deus. Trad.: Pe. Carlos Sanson, C.SS.R. São Paulo: Editora Santuário, 1995. Pg. 109-112.
[C6]GRACIÁN, Baltasar. A Arte da Prudência. Trad.: Davina M. de Araújo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 97 pgs.
[C7] Podemos citar, além dos cigarros,: Carros, Motos, Roupas etc.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mormonismo, ardiloso eco satânico

 
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Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
 
 
“Errais, não compreendendo as escrituras nem o poder de Deus”[1]
“Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho”[2]
“Meu povo não tem entendimento.”[3]
 
 
A fé na existência dum “Ser absoluto” é de importância central para a Teologia. Partindo da idéia de “Divindade”[4], temos, qual fonte, a base para a conclusão de todas as verdades cristãs.[5] Aqui, surge grande e imprescindível necessidade de possuirmos a visão mais clara que nos for possível sobre Deus[6]. Caso contrário, perder-nos-emos num labirinto de contradições e incoerências...
Lúcifer, o pai da mentira, tem como um dos objetivos centrais de sua obra, a desfiguração da verdade. Assim, destruindo as bases do edifício teológico, pretende, num ato contínuo, jogar por terra todo o resto que lhe estava subordinado. Por este motivo, escrevia-nos Cefas, o príncipe dos apóstolos: “Resisti-lhe fortes na fé!”[7],enquanto São Paulo, por sua vez, seguindo o mesmo raciocínio, completava em outra parte: “Sede firmes! Sede homens! Sede vigorosos![8]
Seguindo a lógica luciferina, seitas multiplicam-se pelo mundo.
Cada uma com doutrinas mais extravagantes que a outra.
Parecem mesmo concorrer pelo título de maior iniquidade.
Porém, o mormonismo[9] é um dos grupos que mais se destacam em certos aspectos. Junto a muitas outras seitas, tem chamado atenção a particularidade exótica de suas crenças estranhas, esquisitas.
Quem é Deus para os Mórmons? O que dizem sobre Ele? Quando conferirmos, um pouco que seja, o pensamento deste grupo nocivo sobre o assunto, veremos que o mesmo está tão distante do cristianismo, quanto seu fundador do equilíbrio, ou, quiçá, da honestidade...
Pois bem, segundo Joseph Smith, Deus “já foi um homem como nós (...) o próprio Deus, o Pai de todos nós, habitou sobre uma terra, tal como o próprio Jesus Cristo o fez.[10] Na visão mórmon, o Pai Celestial não teria chegado a ser o que é, se caso não houvesse como que galgado uma escada, começando por baixo e subindo, degrau por degrau, até possuir todo o poder. Essa foi, supostamente, a maneira como ele se tornou deus.[11]
Já havíamos demonstrado, rapidamente, este modo de pensar do mormonismo num artigo anterior. De fato, no mesmo livro do qual retiramos as citações precedentes, pode-se ler:
“‘Caso o véu se rompesse hoje, e o grande Deus que mantém este mundo em sua órbita (...) se fizesse visível – digo, se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, ve-Lo-íeis em forma de homem.’ Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos[12]. Dentro de Seu corpo tangível, existe um espírito eterno.”[13]
Quereis uma doutrina mais estranha ao cristianismo que esta? Vemos aqui, um modo de pensar totalmente alheio a tudo o que se tem ensinado desde o princípio. Eles, porém, vão mais além... confiramos uma letra cantada em suas assembléias:
 
Ó Meu Pai[14]
 
“Há somente um Pai Celeste? Não, pois temos mãe também. Essa verdade tão sublime nós recebemos do além.”
“Quando deixar a humana vida, este frágil corpo mortal, Pai e mãe verei contente, na mansão celestial.”
É isso mesmo, caro leitor, agora, além do “pai celestial” haveria, também, a “mãe celestial”. E, não pensemos que se trate, talvez, da Virgem Maria; não, pois esta “mãe celestial” seria um ser misterioso, unida a Deus por uma espécie de casamento eterno...
Perguntemo-nos: será possível destoar, ainda mais, do cristianismo tradicional? Veremos!
Para o mormonismo, nós tivemos uma “vida pré-mortal” (primeiro estado). Então, de acordo com Joseph Smith, o próprio Deus, vendo-se em meio a espíritos de glória, porque era mais inteligente, teria achado por bem instituir leis para que os demais pudessem ter o privilégio de progredir como Ele, e quiçá, tornarem-se deuses.[15] Sendo assim, (explica-nos Marion G. Romney, um dos líderes da Igreja) viemos para a terra a fim de cumprirmos os propósitos do Senhor, dentre os quais, o primeiro, a saber: “...obter corpo físico de carne e ossos na semelhança de nosso Pai Celestial...[16] Este, a propósito, seria nosso “segundo estado”, um tempo de mortalidade.
Continuando, assim, nosso caminho, (prossegue o ensinamento mórmon), caso consigamos ser fiéis ao suposto “Plano de salvação” traçado por Deus, poderemos alcansar a “Exaltação” no reino celestial, tornando-nos semelhantes a Ele, com todo poder e glória. Sim! Por meio dum apetitoso “Plano de Salvação” os mórmons nos juram que poderemos tornar-nos como o próprio Deus. “...e passarão pelos anjos e pelos deuses ali colocados, rumo à sua exaltação e glória em todas as coisas (...) serão Deuses, porque terão todo o poder e os anjos lhes serão sujeitos.[17]
Ora, Deus é pai de filhos espirituais, além de ser, claro, um criador; seguindo, portanto, a lógica mórmom, poderemos “...tornar-nos como o Pai Celestial, e isso é exaltação.”[18] Vejamos algumas bênçãos prometidas àqueles que alcançarem este onírico estado megalomaníaco:
- Tornar-se-ão deuses. (Como, aliás, já nos havia prometido o próprio Lúcifer[19])
- Serão capazes de gerar filhos espirituais. Esses filhos espirituais terão o mesmo relacionamento com eles que nós temos com o Pai Celestial e serão uma família eterna.
- Terão tudo o que o Pai Celestial e Jesus possuem, todo poder, toda glória, domínio e conhecimento.
Eis a promessa da chamada “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”: dar aos membros da sua seita uma vida de júbilo, glória e progresso eterno, rumo à divinização.[20] Isso, claro, repitamos em alto e bom som, se forem fiéis aos ensinamentos do mormonismo, pagando o dízimo e dando ofertas para a obra, como está escrito nas “Exigências para a Exaltação”.[21] Bem que sentíamos falta de algo nessa estória toda... o dinheiro.
Os ensinamentos de Joseph Smith são, com toda certeza, o eco das palavras sedutoras de Lúcifer, no paraíso: “Sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.
Pensamos que o exposto seja o bastante, para convencer os leitores deste Blog sobre a periculosidade da seita mórmon. Ao reduzirem o Senhor Deus à idéia de “homem evoluído”, Cristo à categoria de mero “irmão mais velho”, tirando-lhe toda a grandeza da Cristologia católica, só demonstram a origem satânica de sua doutrina. No entanto, vejamos ainda,Jesus Christ, Mormon Temple, Salt Lake City, Utah uma última citação dos mesmos sobre a pessoa de Nosso Senhor, retirada de seus escritos: “Cremos absolutamente que Jesus Cristo é o filho de Deus (...) da mesma forma como vocês e eu somos filhos de nossos respectivos pais terrenos.[22] Nas entrelinhas desta afirmação, encontra-se agachada, quase que às escondidas, toda a doutrina exposta de modo explícito nos parágrafos acima. Em frases simples, muitas vezes, bonitas, dadas seu teor poético, inúmeros cristãos inocentes, para não dizermos ignorantes, são, infelizmente, laçados pelo inimigo; e, deste modo, correm o risco de serem arrastados ao inferno...
Possa a Virgem de Guadalupe, proteger-nos da terrível sedução maligna e conceder-nos força no combate às seitas que, guiadas pelo Demônio, pretendem solapar o edifício da verdade. Amém.
 
✠ ✠ ✠
 

[1] Mat. 22, 29
[2] I Jo. 2,22
[3] Isa. 1,3
[4] Desprezamos para este termo, obviamente, todo sentido difuso e contraditório, próprio de ideologias esotéricas e anticristãs.
[5] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 36.
[6] AQUINO, S. Tomás de. Exposição Sobre o Credo. Trad. D. Odilão Moura, OSB. São Paulo: edições Loyola, 1981; p. 23-31
[7] I Pdr. 5, 9
[8] I Cor. 16, 13
[9] A auto-intitulada “Igreja de J. Cristo dos Santos dos Últimos Dias
[10] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995, p. 305
[11] Idem. 305
[12] D&C 130:22 (citação retirada do corpo do texto, a fim de facilitar a leitura)
[13] Princípios do Evangelho... n. 9
[14] Letra: Eliza R. Snow, 1804-1887; Música: James McGranahan, 1840-1907Conf.: Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995, p. 350-351
[15] Vinde a Mim. Guia de Estudo Pessoal da Sociedade de Socorro 3. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, p.30
[16] A Liahona, agosto de 1976, p.74
[17] D&C 132: 19-20
[18] Princípios do Evangelho... p. 302.
[19] Gen. 3,5
[20] Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Heber J. Grant. Publicado por: A igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Salt Lake City, Utah, 2003, p. 225
[21] Princípios do Evangelho... p. 303.
[22] Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Heber J. Grant. Publicado por: A igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Salt Lake City, Utah, 2003, p. 221

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Finalidade da vida humana segundo escolas filosóficas não cristãs

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Revolução Cultural de 68 - Sorbonne, Paris

 

Capítulo I

 

SOLUÇÕES ERRADAS

 

5. - I. O materialismo (1). Negando a existência de tôda a realidade distinta da matéria, não pode o Materialismo admitir nenhum fim ou escopo transcendente à mesma matéria. Podem a êle referir-se não só os velhos erros de muitos antigos (Leucippo, Demócrito, Epicuro, Lucrécio, etc.), mas também o daqueles que atribuem todos os fenômenos da vida (sensibilidade, inteligência, afetos, etc.), às atividades e às fôrças físicas de que são os corpos dotados.

A vida, opinam, ou não tem nenhuma finalidade, ao menos transcendente, ou, se a tem, deve consistir no dinamismo que impele o homem de uma conquista à outra, segundo as condições evolutivas da matéria.

 

imageA forma mais atual e progressiva é representada pelo  Materialismo histórico e dialético de Carlos Marx (foto) no qual se inspira o Comunismo.

Coloca êle o fim supremo da existência na consecução da última e mais profunda aspiração do homem, que consiste, segundo afirma, no equilíbrio de uma ordem social que realize nova participação de bens, no tocante às várias necessidades de todos, através de uma série de lutas entre o capitalismo e o proletariado (cfr. n. 115).

 

II. O positivismo (1), é uma forma mais mitigada do materialismo. É antes um método baseado na experiência e no cálculo matemático, rejeitando como ilusória tôda a idéia metafísica acêrca da natureza e das causas dos sêres materiais ou espirituais.

Várias suas tendências. Único o objetivo: negar tôda finalidade transcendente ao homem e à humanidade.

 

III. O idealismo (2) vai ainda mais longe. Afirma que princípio e fim de tôda atividade humana não podem ser procurados fora do homem, o próprio sujeito da ação. O homem não sòmente conhece, intui e quer, mas cria a normal moral da sua atividade, o juízo último do bem e do mal éticos, porque sòmente êle pode referi-los aos valores universais e ideais que atinge com o seu próprio espírito.

imageTôda realidade moral, pois, tôda norma e todo direito, não têm nenhum objetivo fora do espírito humano. A ética, como também o fim da atividade humana, não passam de produtos da atividade criadora do homem. Numa palavra, existe sòmente uma moralidade do sujeito, subjetiva e transcendental, criada, modelada e determinada pelo Eu (Fichte) ou pela Idéia (Hegel (foto) ou pelo Absoluto (Schelling). Com alguma modificação original, o idealismo é professado na Itália pelas correntes que têm como chefe B. Croce, G. Gentile e U. Espirito.

 

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IV. O existencialismo (1). Como reação ao Idealismo, desde o século passado, com Soren Kierkegaard († 1855),  surgiu o Existencialismo, que é largamente desenvolvido na doutrina de Heidegger (foto), Jaspers, Abbagnano e outros. Filosòficamente, apresenta-se o Existencialismo como adesão à existência concreta do homem individual, existência que constitui a inconfundível personalidade do homem e que está em contraste com a existência superficial, pública, coletiva, sujeita às exigências da sociedade.

Do contraste da existência concreta com a existência superficial, surge aquela angústia da qual o homem é tomado e determinada pelo desejo de emancipar-se, de ser verdadeiramente êle mesmo. Sentir nesta existência autêntica é o meio para encaminhar-se em direção a um futuro de conquistas.

Os existencialistas dão grande importância aos valores éticos e religiosos: de fato, falam do bem e do mal, do dever, da culpa, da fé, da redenção, da oração e até do pecado original.

 

imageVárias e confusas são, na realidade, as tendências dos existencialistas. Enquanto alguns (Heidegger, Sartre  (foto) desprezaram, pelo menos, qualquer finalidade específica da existência e outros (Iaspers, Abbagnano) eliminaram qualquer solução sobrenatural ficando presos à problemática da vida; Gabriel Marcel procurou resolver os problemas da existência, dum ponto de vista construtivo, à luz da fé e da filosofia cristã.

O existencialismo, negando todo valor transcendente, tornando assim impossível a metafísica, base da religião e da Teologia, é reprovado por Pio XII na Encíclica “Humani Generis” (12 de agôsto de 1950).

Acêrca do Existencialismo ético, ou seja, da moral da circunstância, Pio XII num discurso aos Congressistas da “Fedération Mondiale des Jeunesses Féminines Catholiques” (18 de abril de 1952), assim se exprime: “A nova ética (adaptada às circunstâncias) dizem os seus autores, é eminentemente “individual”. Na determinação da consciência o homem individual encontra-se diretamente com Deus e diante dÊle delibera sem qualquer intervenção de lei ou autoridade, comunidade, culto, ou confissão. Existe sòmente o Eu do homem e o EU de Deus pessoal. Não do Deus da lei, mas do Deus Pai, ao qual o homem deve unir-se com amor filial. Assim considerado é pois a decisão da consciência um “risco” pessoal, proporcionado ao conhecimento e à avaliação própria em plena sinceridade diante de Deus. Estas duas coisas, a reta intenção e a resposta sincera, são tomadas em consideração por Deus. A ação não lhe importa nada. Assim, a resposta pode ser a de mudar a fé católica por outros princípios, de divorciar-se, de interromper a gestação, de recusar obediência à autoridade competente na família, na Igreja, no Estado, e assim por diante”.

A esta ética oportunista da circunstância, contrapõe o Papa as três seguintes máximas: “A primeira é que, concedamos, Deus quer antes de tudo e sempre a reta intenção. Mas isto não basta. Êle quer também a boa obra. A segunda é que não é permitido fazer o mal para que venha o bem (cfr. Rom 3,8). Mas tal ética opera, talvez, sem atentar a isso, segundo o princípio que o fim santifica os meios. A terceira é que podem dar-se circunstâncias, nas quais o homem, e especialmente o cristão, deve lembrar-se ser necessário sacrificar tudo, mesmo a própria vida para salvar a sua alma” (Cfr. Atti e discorsi di Pio XII, Edizioni Pauline, v. XIV, pág. 137).

 

image V. O pessimismo. Para o pessimismo não existe felicidade. A vida é intoleràvelmente má, sem um objetivo, sem meta a alcançar. É uma dor contínua, fazendo Schopenhauer (foto) e outros consistir o fim do homem, em dela libertar-se, renunciando sobretudo à vontade de viver.

 

***

Notas:

(1) Bibl.: A. D. Sertillanges, Les sources de la croyance en Dieu, Paris, 1928; G. Bertola, La morale materialista di Trotzky, in Civitas, A, n. 4 (1952), 21 ss.; R. Lombardi, La dottrina marxista, Roma, 1947; L. Kania, Il bolscevismo e la religione, Roma, 1945; G. Angrisani, Comunismo e giustizia sociale cristiana, Turim-Roma, Marietti, 1949; La filosofia del Comunismo, Atti della Settimana di Studio indetta dalla Pont. Accademia di S. Tommaso nell’aprile 1949.


(1) Bibl.: A. Zacchi, Filosofia della religione, P. I: Dio. II. La negazione, Roma, 1925; G. Zamboni, Il valore scientifico del positivismo di R. Ardigò e della sua conversione, Verona, 1921.

(2) Bibl.: A. Tilgher, Filosofi e moralisti del Novecento, Roma, 1932; A. Guzzo, Idealismo e cristianesimo, Nápoles, 1936-1942, 2 vol.: A. Zacchi, Il nuovo idealismo italiano di B. Croce e di G. Gentile, Roma, 1925: M. Cordovani, Cattolicismo e Idealismo, Milão, 1928: C. Fabro, Idealismo, in EC, vol. VI, 1562 ss.


(1) C. Fabro, Introduzione all’esistenzialismo, Milão, 1943; R. Lombardi, Il clima dell’esistenzialismo, in “Cività Cattolica” 1944; V. M. Kuiper, Aspetti dell’esistenzialismo, in “Acta Pont. Acad. Rom. S. Tomae Aq.” Vol. IX, 1944, pp. 99-123.

 

-Dados da Obra-


Teologia Moral - Compêndio de Moral Católica para o Clero em geral e Leigos
Autor: P. Teodoro da Tôrre Del Greco, O.F.M. Cap.
Doutor em Direito Canônico
Edições Paulinas
Capítulo I - Soluções Erradas
Páginas: 30-34
Ex parte Piae Societatis a Sancto Paulo Ap.
NIHIL OBSTAT
Scti. Pauli, 8-XII-1958
Sac. Joannes Roatta Sup. Provincialis
NIHIL OBSTAT
Sact. Pauli, 25-XII-1958
Mons. J. Lafayette Álvares
Censor
IMPRIMATUR
Scti. Pauli, 25-XII-1958
† Paulus Rolim Loureiro
Ep. Auxil. et Vicarius Generalis
Direitos reservados à Pia Sociedade de São Paulo
Caixa Posta, 8107 - São Paulo 1959
Acabou-se de imprimir em maio de 1959

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Bíblia diz a verdade? E como interpretá-la?

 

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 Lionello Spada - St Jerome

 

 

Interpretação da Bíblia

 

“O sentido autêntico das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo pela Igreja, porque só a Igreja não pode errar na sua interpretação” [24]. Já da definição da Sagrada Escritura, ensina da pelo Concílio Vaticano I, se desprende esta condição essencial da interpretação da Bíblia, a saber, que unicamente a Igreja, mediante o seu Magistério, é o intérprete autêntico da Sagrada Escritura. E isto no duplo sentido positivo e negativo: há que aceitar como sentido bíblico o que tenha sido proposto pelo Magistério da Igreja (quer directamente que de uma maneira indirecta); deve ser rejeitada toda a interpretação que não concorde com esse sentido proposto pelo Magistério. Por isso a Sagrada Escritura não pode ser plenamente entendida por quem não tenha a fé cristã. Acontece perante a Bíblia o que acontece perante a figura de Jesus Cristo: quem não tiver a fé, só poderá ver um Jesus um homem evidentemente extraordinário e singular; mas com isso fica muito longe da verdade, e portanto, não entenderá Jesus Cristo quem não crer que é o Filho de Deus Encarnado, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o único Salvador e Redentor da humanidade.

Paralelamente, a Bíblia, no seu sentido profundo, não pode ser entendida por quem não crer na sua Inspiração divina e em que tem Deus por autor principal. Este facto é norma imprescindível para uma recta interpretação da Bíblia, não podendo ser substituída por nenhuma técnica humana: literária, histórica, filosófica, etc.

Santo Agostinho, depois de esclarecer várias dificuldades sobre a interpretação da Escritura, respondia a um amigo seu: “Faça-se cristão o que as propôs, não aconteça que, se espera resolver todas as questões acerca dos livros santos, acabe esta vida antes de passar da morte para a vida. Há inumeráveis problemas que não podem ser resolvidos antes de crer, com o risco de terminar a vida sem fé. Uma vez aceite a fé, podem estudar-se com empenho para exercitar o deleite piedoso da mente fiel” [25].

Enquanto é também um livro humano de notável antiguidade, são úteis por vezes certos esclarecimentos de carácter histórico, literário, etc., como acontece com qualquer documento antigo.

A este propósito podemos recordar a comparação que fazia Santo Agostinho: os Israelitas ao sair do Egipto levaram consigo objectos valiosos de ouro, prata, pedras preciosas, vestidos, etc., que os Egípcios utilizavam para o seu adorno pessoal ou para o culto idolátrico. Mas precisamente desses objectos preciosos se valeram os Hebreus para fabricar os ornamentos para prestar culto ao verdadeiro Deus. O santo Bispo de Hipona recolhe esta ideia aplicando-a ao uso das ciências humanas (filosofia, história, literatura, etc.), para a inteligência das Escrituras, com a condição de as aplicar verdadeiramente ao serviço das Escrituras, que dizer, com humildade e reverência e com a invocação da graça divina: “Aquele que se dedica ao estudo das Sagradas Escrituras (...), não deixe de pensar naquela máxima apostólica: a ciência incha, a caridade edifica (1Cor 8,1); porque sentirá que, apesar de ter saído rico do Egipto, se não celebra a Páscoa, não poderá salvar-se” [26].

 

***

Notas:

[24] Catecismo Maior, n° 887

[25] Epistola, 102,6,38

[26] De doctrina christiana, 2,9,14.

 

 

Veracidade e Inerrância Bíblica

 

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Tudo aquilo que o hagiógrafo  afirma, enuncia ou insinua, deve reter-se como afirmado, enunciado ou insinuado por Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos. A veracidade indica a adequação do que se diz com o que se pensa ou sente; a inerrância significa carência absoluta de erro. Portanto, na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, pois, uma vez que é toda inspirada, o autor de todas as suas partes é o próprio Deus.

Nas coisas da natureza, que são próprias das ciências físicas, etc., Deus não quis ensinar de modo sobrenatural aos homens a íntima constituição do mundo visível e, por isso, tão-pouco os autores sagrados afirmaram algo propriamente sobre esta matéria. O que realmente ensinam são as verdades necessárias para a nossa salvação: a criação do mundo e do homem por Deus, a Sua providência e governo do mundo, a liberdade e omnipotência que Deus tem para fazer milagres. É costume darem-se duas razões de conveniência, que nos ajudam a compreender por que razão é que o Senhor não revelou a constituição íntima do mundo visível: primeira, o conhecimento dessas coisas não afecta directamente a doutrina da salvação; e, segunda, é que precisamente essas questões foram deixadas por Deus para a livre investigação da ciência humana. Por isso, os hagiógrafos aludem aos fenômenos da natureza usando as expressões e os conceitos normais da sua época e área cultural. Por terem escrito em épocas já antigas relativamente ao desenvolvimento das ciências, costumam os autores sagrados acomodar-se às coisas tal como são captadas imediatamente pelos sentidos e na sua interpretação vulgar de todas as épocas: o sol nasce, a lua põe-se, etc. É petulância superficial a daqueles que, sobretudo no século passado, exigiam aos autores sagrados que tivessem falado segundo as teorias científicas mais modernas, às vezes rejeitadas depois pela mesma ciência. Graças a Deus, os hagiógrafos falaram com uma linguagem simples, de modo que todos os homens pudessem entendê-los, aplicando o mínimo de senso comum.

imagePelo contrário, em matérias históricas, a questão é muito diferente. Se a explicação de fenômenos da natureza é assunto em que não tem por que entrar a Revelação divina, a história humana, porém, tem em muitos aspectos uma conexão estreita com a verdade revelada. A causa é que a Revelação bíblica não se ocupa somente de verdades abstractas, mas também da intervenção misericordiosa de Deus em certos acontecimentos da história humana. Os fundamentos da Revelação cristã e os grandes dogmas estão enraizados muito concretamente na história. Por exemplo, que o mundo foi criado por Deus está na base de toda a Revelação acerca do conceito de Deus, do mundo e do homem. Que Jesus Cristo nasceu de Santa Maria Virgem por obra do Espírito Santo, sem concurso de varão, é uma verdade realmente acontecida na história e que está no centro da fé cristã. Que Jesus morreu e ressuscitou em tempos de Pôncio Pilatos é o acontecimento histórico essencial da História da Salvação e não se pode mudá-lo nem renunciar a ele, nem pode tomar-se num sentido que negue a sua exacta historicidade.

 

***

 

-Dados Gerais-

Bíblia Sagrada
Anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra
Santos Evangelhos
Reimpressão corrigida
Tradução portuguesa das Introduções e notas de comentário de José A. Marques
Com a colaboração de Augusto Ascenso Pascoal e Pio Gonçalo Alves de Sousa
EDIÇÕES THEOLOGICA BRAGA - 1994
Título: Introdução geral à Bíblia

 

Interpretação da Bíblia
Páginas: 36-37

Veracidade e Inerrância Bíblica
Páginas: 38-39

Elogio à virgindade consagrada

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Por Lisa Mary

 

 

 

 

“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor” [1]

 

 

Todas as mulheres nascem virgens, independente do meio pelo qual foram geradas, seja de união legítima e honesta ou forçada e ilícita entre um homem e uma mulher.

Já a virgem consagrada decide-se por livre opção de amor pelo estado de virgindade perpétua. Diz S. Agostinho (foto): “Não honramos a virgindade por si mesma, mas por estar consagrada a Deus... Nem nós louvamos nas virgens o serem virgens, mas o estarem consagradas a Deus com piedosa continência”.

Esta virtude angélica atrai para si, honra e insuperáveis louvores pelo fato de ser consagrada a Deus, Criador da alma e do corpo, tendo como princípio e fundamento o grande amor a Cristo, modelo de toda virgindade e pureza.

É admissível pensar a Mãe de Deus como quem alavancou o estado de virgindade consagrada, unindo por inspiração da graça, a prática e o voto da continência perpétua. Prova disso é que naquela época esse voto não era um costume entre os judeus e Maria, apesar de ter sido dada em casamento a José, deixa transparecer em Sua resposta ao anjo que lhe anunciava a maternidade divina, que anteriormente a anunciação Ela já havia consagrado Sua virgindade a Deus (cap.4): “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum”? (Lc 1,3-4). E para confirmar, S. Agostinho, nos seus Sermões lembra a virgindade de Maria não somente ante partum, mas in partu et post partum. (Sermo 51,18; 190,2; 196,1).

A virgindade consagrada a Deus não torna a virgem estéril, mas leva-a a participar da fecundidade da Igreja, que sendoimage virgem na perfeita integridade da fé, da esperança e da caridade, gera os filhos de Deus para a vida da graça.

O princípio que leva uma virgem a se consagrar de corpo e alma é o amor e o serviço de Deus, para os quais dedica toda a vida; não é em vista de uma vida mais tranqüila, cheia de egoísmo e fuga dos deveres a serviço da família, mas por transbordar em sua alma o amor a Deus e para poder livre e eficazmente levar os outros ao reino dos céus. (caps.22-23). “Quem tiver capacidade para compreender, compreenda” (Mt 19,12).

À virgindade são prometidas recompensas eternas; eis o que disse o Apóstolo: “Se temos esperança em Cristo tão-somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (I Cor 15,19). “A alegria das virgens – delas somente – é de serem chamadas a cantar um cântico novo de louvor e seguir o Cordeiro aonde quer que vá (Ap 14,2-4)”. (caps. 24-30). É na intimidade das virgens com Cristo que está o sentido de sua alegria: “gaudium virginum Christo, de Christo, in Christo, cum Christo, post Christum, per Christum, propter Christum”... O deleite das virgens de Cristo procede de Cristo, está em Cristo, com Cristo, após Cristo, mediante Cristo e é por causa de Cristo. (cap.27).

Que a Virgem Maria, modelo e inspiração das virgens consagradas, seja auxílio e proteção nesta vida de total entrega por amor a Deus e ao próximo.

“Por conseguinte, Maria deve ser a regra de nossa vida”. “Oh, riquezas da virgindade de Maria”!(S. Ambrósio, De institutione virginis, c.3, n.19, c.13, n.81).

 

1. Sl 83,3.

 

✠ ✠ ✠

 

 

Fonte: Livro “A virgindade consagrada”, S. Agostinho, 1990, ed. Paulinas.

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret

TESTE

  • O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret (livro raro)

 

Santo-Antonio-Maria-Claret-7 Neste breve escrito, fruto do grande zelo apostólico desse insígne bispo fundador (foto), temos diante dos olhos o percurso espiritual das almas que almejam a vida de santidade.

Além de entreter-nos com deleitosa história, "O Amante de Jesus" torna-se um grande e urgente convite para a conversão interior.

Faltam-nos livros como esse nos dias de hoje.

 

 

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sou católico, posso ser maçom?

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Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
 
 
 


“Aquilo que devemos procurar e esperar, como os hebreus esperavam o messias, é um Papa segundo os nossos desígnios.”
(Instrução duma Seita secreta anti-católica – 1817)[1]
“Se tivermos o dedo mindinho do sucessor de Pedro implicado na conspiração, este dedo mindinho vale para esta cruzada todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da Cristandade.”
(Da mesma Seita anti-católica – 1817)
 
 
Muitos são os motivos de incompatibilidade entre a Igreja Católica e a Maçonaria. D. João Evangelista Martins Terra, S.J., apresentou em seu livro “Maçonaria e Igreja Católica” um resumo de nove razões que comprovam esta assertiva: subjetivismo; relativismo; conceito errôneo de verdade, religião, tolerância e divindade... são algumas delas.
De fato, é impossível que um bispo, um padre, ou mesmo um fiel católico, possa filiar-se a esta sociedade secreta. Afinal, que união haveria entre a luz e as trevas, entre Cristo e Belial? Além do que, é cada vez mais palpável o posicionamento anti-católico da Maçonaria, apesar de camuflado em “abertura ao diálogo” e “espírito de boa vizinhança”:
“...os frutos da seita maçônica são, além de danosos, acerbíssimos. Porque dos certíssimos indícios que antes temos mencionado resulta o último e principal de seus intentos, a saber: o de destruir até aos fundamentos toda ordem religiosa e civil estabelecida pelo cristianismo, levantando à sua maneira outra nova com fundamentos e leis extraídas das entranhas do naturalismo.”[2]
Para tornar ainda mais claro este nosso posicionamento aos leitores deste auspicioso blog, apresentamos abaixo outras informações contidas no livro de Dom João Evangelista. Após o conhecimento de tantas condenações feitas pela Igreja contra este grupo ocultista não restará dúvidas quanto ao caso.
 
Que Maria Santíssima, reerguedora do gênero humano, interceda por todos nós. Amém.
 
A Igreja e a Maçonaria
 

“Desde que se tornou conhecida a maçonaria como associação secreta, que impunha a seus membros o juramento de guardar segredo sobre seus ritos e reuniões, vários governos passaram a proscrevê-la.
A Igreja também, na sua missão de Mãe e Mestra da verdade, teve de intervir. O primeiro documento do Magistério é a Constituição Apostólica In eminenti, de Clemente XII (1730-1740) de 28-04-1738, proibindo os católicos, sob a pena de excomunhão, de participar dessa sociedade secreta, precisamente ‘por estarem seus membros obrigados ao silêncio inviolável sobre tudo o que praticam nas sombras do segredo.’
Bento XIV (1740-1758), no dia 18 de maio de 1751, na Constituição Apostólica Providas, confirma essas disposições.
Pio VII (1800-1823), publicou a constituição Ecclesiam a Jesu Christo (13-9-1821), contra os carbonários. Tal documento é considerado como uma condenação, embora indireta, à maçonaria.
Leão XII (1823-1829) promulgou a Constituição Apostólica Quo graviora (13-3-1825) reiterando as censuras precedentes e acrescentando a condenação de toda sociedade secreta, presente ou futura, cuja finalidade fosse conspirar em detrimento da Igreja e dos poderes do Estado.
Pio IX, na Encíclica Quanta cura (8-12-1864), condena as sociedades secretas, mesmo nos países onde elas são toleradas pela autoridade civil.
Pio IX, na alocução Multiplices inter (25-9-1865), torna a condenar a maçonaria.
Pio IX, com a célebre Constituição Apostolicae sedis (12-10-1869), comina a excomunhão latae sententiae contra todos os que ‘dão seu nome à seita dos maçons ou dos carbonários... e contra quem, de qualquer modo, favoreça tais seitas, inclusive os que não denunciam os ocultos corifeus delas.’
Leão XIII (1878-1903), no seu longo pontificado, tornou públicos 226 documentos para condenar a pôr em guarda o mundo inteiro contra a maçonaria.
Na Encíclica Humanum genus (20-4-1884), Leão XIII condena a maçonaria, aduzindo uma nova razão, isto é, não apenas pelo seu caráter funcional de tramar em segredo contra a ordem religiosa e civil, mas pela própria essência do fundamento naturalista de suas leis.
Nos anos que se seguiram à publicação da Humanum genus, fundaram-se associações e revistas antimaçônicas, multiplicaram-se os estudos destinados a esclarecer a opinião pública, reuniram-se congressos antimaçônicos, entre os quais Trento, em 1869. A todos o Papa fazia chegar sua palavra de estímulo e sua benção.
S. Pio X (1903-1914), na sua Encíclica Vehementer nos (11-2-1906), dirigida ao povo francês, alude às ‘ímpias seitas’ que lutam contra o catolicismo.”[3]
 
“Desmascarar a maçonaria é vencê-la”
(S.S.Leão XIII)
 
✠ ✠ ✠ 
 
Referência Bibliográfica

TERRA, João Evangelista Martins. Maçonaria e Igreja Católica. São Paulo: Editora Santuário, 1996. 110 pgs.

[1] DE MATTEI, Roberto. Pio IX. Trad. Antônio de Azevedo. Porto: Editora Civilização. Pag. 40.
[2] Leão XIII. Humanum Genus.
[3] Conf. Pag. 65-67. Obra citada.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

J. Smith. Conferências com o Diabo?


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  Martin Luther controlled by the Devil, 1875
 
 
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
“... os filhos do maligno podem ter poder de seduzir os néscios e ignorantes até o ponto em que nada, a não ser a ficção, alimente as multidões...”[1]
“Apareceu ao lado de minha cama um personagem em pé, no ar, pois seus pés não tocavam o solo (...) seu nome era Morôni.”[2]
“Deus enviará um poder que os enganará e induzirá a acreditar no erro”[3]
 
 
Lendo as Sagradas Escrituras, alguns textos específicos chamam-nos, particularmente, a atenção. Por exemplo, afirma o Evangelho de São Mateus que, nos tempos vindouros, levantar-se-ão “falsos cristos” e “falsos profetas” capazes de realizar grandes sinais e prodígios em meio ao povo; esses “prodígios”, tão portentosos, dada a singularidade de seus traços, poriam em perigo, inclusive, a integridade doutrinal dos próprios eleitos.[4] Reconheçamos porém, que esta misteriosa profecia já tem dado sinal de sua veracidade ao longo dos séculos... Em outra parte do mesmo livro podemos conferir as seguintes palavras do Redentor:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor entrará, no Reino dos Céus, pois, é preciso fazer a vontade de meu Pai. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos demônios e fizemos muitos milagres?’ E, no entanto, eu lhes direi: ‘Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim...’” [5]
Realmente, são palavras muito duras... contudo, é exatamente o que nos afirma o texto sagrado. Sendo assim, esperemos, e tudo se dará para maior glória de Deus. Ou melhor, talvez nem precisemos esperar... isso, se, de fato, houver ocorrido os fatos que apresentaremos mais abaixo. Deste modo, se ocorreram, teremos um exemplo de “prodígios” e “grandes sinais” feitos pelo Demônio para enganar os ignorantes, e, quiçá, estremecer alguns “eleitos”...
As origens dos Mórmons, segundo seus escritos, estariam marcadas por grandes fenômenos sobrenaturais. Ora, somente Deus pode fazer verdadeiros milagres; Lúcifer, por sua vez, “Macaco de Deus”, tem usado de charlatanices e seduções mentirosas para enganar a muitos. São Paulo, inclusive, nos revela, quanto à vinda do “ímpio”, que esta será assinalada por intensa atividade de Satanás; ele, segundo o texto inspirado, se manifestará “...com toda sorte de obras portentosas, milagres, prodígios enganosos e com todas as seduções da injustiça...[6].
O fato é que, quase certamente, a história apresentada pelos Mórmons (conferir texto abaixo) seja pura montagem, ou mesmo, fantasia duma mente alucinada. Não negamos, porém, a possibilidade de o Diabo disfarçar-se em “Anjo de Luz” a fim de ludibriar os ignorantes, como bem nos afirma a Palavra de Deus.
No entanto, o grandioso e palpável antagonismo entre o ensino mórmon e a doutrina cristã só vem confirmar a idéia de que, (independentemente da conclusão a ser tirada sobre a veracidade ou não das aparições apresentadas em anexo)image [7], os ensinos de Joseph Smith (foto) são, ao menos indiretamente, obra maléfica de Satanás. Com efeito, os autores inspirados, haviam aberto um precedente, a fim de nos precaver contra as manobras de Lúcifer; fora dito que, se mesmo um anjo baixado do céu anunciasse aos seres humanos um evangelho diferente, não se deveria dar crédito a ele.[8]
Bom, J. Smith afirma haver recebido um “outro evangelho”... diferente.
Agora, vejamos um dado de interesse capital: quem o teria trazido? O senhor Smith nos responde, tranqüilamente: Morôni, um anjo...[9]
Cremos não precisar nem mesmo forçar alguma conclusão para nossos leitores...
Joseph Smith, afirma ter ouvido em uma de suas visões que “...não se filiasse a nenhuma Igreja, porque a igreja verdadeira não estava na terra.”
Ora, onde estaria, então, essa Igreja verdadeira?
Cristo não havia prometido, e com toda sua autoridade, que ela jamais seria vencida pelo poder do inferno?
Para J. Smith o Filho de Deus teria mentido?
Ou... errado?
Ah, sim, talvez a Igreja não fora vencida... somente, retirada da terra!
Mas, em que momento fora retirada?
Aliás, onde está dito que a Igreja de Cristo sairia deste mundo por algum tempo?
Muito ao contrário, da Igreja se diz que, mesmo havendo transviados em seu meio[10], eles deveriam conviver lado a lado com bons até o fim dos tempos, e não que a Igreja seria afastada deste mundo por causa de pecadores.[11]
No mais, se Jesus veio para os “doentes da alma”, porque se afastaria deles? Sendo a Igreja o seu Corpo Místico, o sumiço da Igreja significaria um “sumiço de Cristo”;[12]e, isso é contrário ao ensinamento do Filho de Deus. Sabemos que Nosso Senhor não entra em contradições...
Finalmente (e poderíamos citar muitos outros exemplos), é parte da doutrina Mórmon a crença de que Deus revelará, ainda, muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus[13] através de seus profetas vivos, os líderes da seita.
Ora, toda a Revelação terminou com a morte do último apóstolo.
Com efeito, Nosso Senhor Jesus Cristo afirmara, categoricamente, que o Espírito Santo ensinaria aos apóstolos “toda a verdade”; assim, não há mais verdades a serem ensinadas, mas, tão somente, melhor explicitadas, aprofundadas.[14]
Para não nos alongarmos mais do que já o fizemos, vamos direto ao texto de que tanto falamos. Percebamos, partindo da idéia de que sejam manifestações verdadeiras, e não puras alucinações e/ou montagens, o quão astuto é Satanás na arte de enganar os homens. Aqui, por entre as flores, cuidado com a abelha infernal...
Que Maria Santíssima, Trono do Rei Soberano, nos valha sempre perante o Deus Verdadeiro. 
 
Nova Revelação de Deus
“Ou Joseph Smith de fato viu a Deus e de fato conversou com Ele, e o próprio Deus de fato apresentou Jesus Cristo ao menino Joseph Smith (...) ou o mormonismo, por assim dizer, é um mito.”[15]
Na primavera de 1820, ocorreu um dos mais importantes acontecimentos da história. Havia chegado a hora da obra maravilhosa e do assombro que o Senhor mencionara. Ainda apenas um rapaz, Joseph Smith desejava saber qual de todas as Igrejas era a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Assim, retirou-se para um bosque perto de sua casa e orou humilde e intensamente ao Pai Celestial, perguntando-lhe qual a Igreja deveria filiar-se. Naquela manhã, uma coisa maravilhosa aconteceu: o Pai image Celestial e Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith (foto ao lado). O Salvador lhe disse que não se filiasse a nenhuma Igreja, porque a igreja verdadeira não estava na terra. Também lhe disse que os ensinamentos dessas Igrejas eram “uma abominação à sua vista” (Joseph Smith 2:19; ver também 2:7-20). A partir desse acontecimento, começou a haver novamente revelações do céu. O Senhor havia escolhido um novo profeta. (...) Joseph Smith ajudaria a restaurar o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.(...) João Batista veio em 1829 e ordenou Joseph Smith e Oliver Cowdery ao sacerdócio Aarônico. ( Ver D&C 13; 27:8). Depois, Pedro, Tiago e João, a presidência da Igreja nos tempos antigos, vieram e conferiram a Joseph e Oliver o sacerdócio de Melquisedeque e as chaves do reino de Deus. (Ver D&C 27:12-13). Mais tarde, foram restauradas chaves adicionais do sacerdócio por mensageiros celestiais como Moisés, Elaías e Elias. (Ver D&C 110:11-16).(...) Em 6 de abril de 1830, o salvador dirigiu novamente a organização de sua Igreja sobre a Terra (Ver D&C 20:1) Chama-se a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Ver D&C 115:4) Cristo é a cabeça da Igreja hoje, assim como nos tempos antigos. O Senhor disse que ela é ‘a única igreja viva e verdadeira sobre a face da terra, com a qual, eu, o Senhor, me deleito’. (D&C 1,30)”[16]
 
✠ ✠ ✠
 

[1] History of the Church,. Aqui, Oliver Cowdery relatando uma suposta visão que tivera junto a Joseph Smith. Fazemos nossas as palavras dele...
[2] Joseph Smith – História. Extratos da História de Joseph Smith, o profeta. (sic) History of the Church, Volume I, Capítulos de 1 a 5.
[3] II Tes. 2,11-12
[4] Mat. 24, 24
[5] Mat.7,21-23
[6] II Tim. 2,9-10
[7] veracidade esta – reafirmamos - muito improvável, dado, por exemplo, o conhecido desequilíbrio psíquico de Joseph Smith.
[8] Gal. 1, 8
[9] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995. Pag. 267
[10] Segundo os mesmos Mórmons, o Reino de Cristo na terra eqüivale à sua Igreja verdadeira. (D&C 65) Ver também: “Guia Para Estudo das Escrituras”; verbete: Reino de Deus ou Reino do Céu.
[11] Mat. 13, 29-30
[12] Col. 1,17; Efe. 1,23
[13] Princípios do Evangelho... Pag. 55, e 285, onde se lê nesta última: “Algumas verdades ainda não nos foram Reveladas.” Conferir, também: D&C 102:32-34.
[14] Jo. 16,13
[15] Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Heber J. Grant. Publicado por: A igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Salt Lake City, Utah, 2003, p. 16
[16] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995. Pg. 110-111