sábado, 9 de outubro de 2010

Documentário: A Primeira Hora «ABORTO»

 

Todos os anos são feitos cerca de 53 milhões de abortos em todo o mundo. Em muitos países, mais de 70% das mulheres já interromperam uma gravidez. Diante dessa ameaça à vida, o programa mostra o testemunho de médicos, mulheres e pessoas de movimentos pró-vida. O Dr. Stojan Adasevic realizou mais de 55.000 abortos antes de se converter. Graças a ação do movimento do Pe. Phillip Reilly, nos E.U.A., muitas mulheres desistiram de praticar o aborto no último minuto.

 

Fonte: http://www.aisbrasil.org.br/web-tv?task=videodirectlink&id=30

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Realidade = Boatos? Isto no dicionário do professor Chalita

Juggler_3

 

 

Por João S. de Oliveira Júnior

 

 

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Para a folha de São Paulo em outubro de 2007, a sra. Dilma Rousseff dá sua declaração sobre o que acha do aborto no Brasil:

 http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io&feature=player_embedded

Mas isto só é um “boato”...

Em abril de 2009, em entrevista concedida a revista Marie Claire, Dilma também coloca sua opinião no tema só que também é apenas um “boato”...

A poucas semanas da eleição presidencial 2010, a mesma candidata conversa com jornalistas da Isto É Independente, ela também deixa claro sua posição, repete o chavão de questão de saúde pública, e quando tem oportunidade, não mostra propostas para o aborto ser evitado:

 http://www.youtube.com/watch?v=CPtb7c5aIfc&feature=player_embedded#!

Fiz questão de ver um vídeo na íntegra, sem cortes. Mas, chalita11para o professor Gabriel Chalita (foto), que também é apresentador em um canal de TV católico é apenas “outro boato”.

Bem, a assinatura da então ministra no PNDH III, programa que, dentre aborto, descaracterização da heteronormalidade e imposição de outros disparates anticristãos e totalitários fora apenas um “boato rubricado” pela então ministra e seu partido. Aliás, vai ver que a Nota emitida pela Regional Sul 1 da CNBB esclarecendo dados históricos do PT sobre o aborto, alertando aos brasileiros, foi apenas “boatos” espalhados pelos próprios bispos, segundo deduzimos do raciocínio do Chalita.

Em correria nas vésperas das eleições e percebendo um vazamento de votos em determinado segmento, Gabriel Chalita junto com assessoria da Candidata Petista se reúne com meia dúzia de lideranças religiosas para aquela dizer que é contra o aborto, “desmentir” que tudo eram apenas “boatos”, embora ela reconheça que ampliação do aborto está na agenda de seu partido.

No dia seguinte às eleições, Chalita diz ao O Globo que a  perda de votos de sua candidata fora devido ao tema aborto dentre outros “boatos”.

Conclusão:

No mundo do circo, há três personagens clássicos: O Mágico ilusionista que transmite para o público uma ilusão do real, lúdico. O Malabarista que se vira como pode para tentar se equilibrar no local onde se encontra sem largar os instrumentos que tem. E finalmente, o Palhaço, este ser hilário que mesmo não tendo graça sabe fazer suas palhaçadas. Perceptivelmente, no mundo político é comum ter pessoas que conseguem ser um artista circense completo, o três em um. Só não esperamos que ele se promova de cristão ou se diga cristão para se promover. E isto, é o que mais está acontecendo ultimamente, não é “Charlitos”?

 

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Modernismo: síntese das heresias

pioX
São Pio X
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
“Sim, infelizmente, há os que parecem querer caminhar de acordo com nossos inimigos, e se esforçam por estabelecer uma aliança entre a luz e as trevas...”
(Beato Pio IX - 1873)
 
 
Durante, mais ou menos, os primeiros cinqüenta anos do século XX, o modernismo conseguiu manter-se como uma realidade clandestina no seio da Igreja Católica. Com efeito, muitos pensadores viveram uma espécie de cripto-modernismo visionário; isso os permitia transitar nos meios eclesiásticos esquivando-se, com astúcia, dos direcionamentos papais.
Em 1907, São Pio X já havia levantado a voz contra os perigos que tal pensamento traria para a fé cristã. Num documento seu, de particular interesse para nós, “Pascendi Dominici Gregis”, chegara a firmar que os fautores do erro já não deveriam mais ser procurados entre os inimigos declarados do catolicismo; mas, sim, entre seus próprios membros (por incrível que pareça, além de leigos, padres e, até mesmo, bispos). De acordo com o Pontífice, o fato de eles terem a ousadia de se ocultar no interior da Igreja, torna-os duplamente nocivos para o futuro da cristandade.
“Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como já o dissemos, não fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos[C1] ...”
Mas, o que é o Modernismo? É, com toda certeza, a síntese das heresias, um corpo uno e compacto das variadas doutrinas errôneas, sejam elas agnósticas, racionalistas, naturalistas e etc. Ele é o fruto não só dum entendimento aberrante e deformado, como também, do orgulho e do apego às novidades. É uma aliança sacrílega entre a filosofia heterodoxa e a fé cristã.
Os seguidores desta corrente de pensamento sempre acreditaram que, um dia (vencidas as resistências anacrônicas do clero dogmático, assim como, as relutâncias do espírito tradicional) a Igreja viria a aceitar seus princípios revolucionários. Por isso, ocultaram-se no interior do catolicismo, ansiosos pelo momento em que Roma iria render-se, finalmente, à sua insistência ideológica.
Organizaram, deste modo, uma espécie de “fraternidade oculta”. Assim, trocavam cópias reservadas de suas especulações e teorias, encontravam-se em congressos internacionais, realizavam debates em segredo, promoviam os pupilos e livros uns dos outros, além de trocarem longas correspondências entre si.
O famoso historiador francês Monseigneur Louis Marie Olivier Duchesne[C2] (membro da fraternidade), escrevia a um de seus companheiros, o diretor da influente École Fénelon de Paris, Pierre Hébert, para que o mesmo agisse com cautela, e não tentasse reforma alguma dos ensinamentos da Igreja Romana. Segundo ele, o único resultado dessas tentativas poderia ser uma provável expulsão do meio católico. Hébert - continuou Duchesne - “devia ensinar aquilo que a Igreja ensina. Mas deixar que a explicação abrisse o caminho em caráter privado”. E, por fim, manifesta a esperança secreta da fraternidade: “Pode ser que, apesar de todas as aparências, um dia o velho edifício eclesiástico se desmorone...”.
Só agora, talvez, possamos entender melhor aquelas palavras da Pascendi que nos dizia: “... confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor pela verdade o que não passa de soberba e obstinação.” (São Pio X)
Teilhard Chardin S.J[C3] , outro cripto-modernista, certa vez, também explicara a um ex-padre Dominicano, que preferia permanecer dentro do catolicismo para continuar a luta desde o interior da própria instituição e não fazer como ele que se afastara. Deste modo, acreditava, era mais eficaz em seus esforços. Modernismo
Como pudemos perceber, o Modernismo se transformou  numa velhaca Sociedade secreta dentro do próprio catolicismo. (Sacrorum antistitum, S. Pio X). [C4] E, se agora já não apresenta as feições de outrora, é porque soube camuflar-se novamente; encontrou renovada guarita, discreta e operosa, tanto em centros de ensino como em púlpitos aparentemente ortodoxos. Se nos inícios a heresia modernista foi subterrânea, atualmente, após tantos anos de experiência, com toda certeza, ela soube fazer-se ainda mais imperceptível em suas reais intenções heterodoxas.
Permanecer na Igreja de Cristo, ocupar altos cargos de influência, e apresentar-se como o “salvador da pátria”, continua sendo, algumas das grandes armas dos Modernistas. “Esses tais são falsos apóstolos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo, o que não é de se espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, parece bem normal que seus ministros se disfarcem em ministros de justiça[C5] .”
Maria Santíssima, Vencedora dos inimigos da Igreja, rogai por nós.
 
Referência bibliográfica:
São Pio X. Pascendi Dominici Gregis, 8 de Setembro de 1907.
Beato Pio IX. Carta ao presidente e membros do Círculo Santo Ambrósio de Milão, 6 de Março de 1873.
FEDELI, Orlando. Carta a um padre. São Paulo: Véritas, 2006. Pg.67
MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. A Companhia de Jesus e a Traição à Igreja Católica. Trad.: Luiz Carlos N. Silva. Rio de Janeiro: Record, 1989. Pg. 243
 

[C1]São Pio X. Pascendi Dominici Gregis, 8 de Setembro de 1907.
[C2]MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. A Companhia de Jesus e a Traição à Igreja Católica. Trad.: Luiz Carlos N. Silva. Rio de janeiro: Record, 1989. Pg. 243
[C3]FEDELI, Orlando. Carta a um padre. São Paulo: Véritas, 2006. Pg.67
[C4]Idem. Pg. 68
[C5] II Cor. 11,14-15

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mórmons - "Pérolas" de grande valor

Templo da seita Mórmon - Salt Lake City
Templo da seita Mórmon - Salt Lake City
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
“...os adversários aí são muitos.” [1]
“...não o recebais em vossa casa, nem o saudeis.” [2]
 
 
Após havermos consultado os últimos artigos referentes ao mormonismo, podemos nos entreter com algumas “pérolas” colhidas por aí. Claro que esta lista poderia se alongar quase que indefinidamente, porém, detenhamo-nos no que se segue. Talvez nossos leitores possam enriquece-la com outros exemplos edificantes...
 
J. Smith, segundo os mórmons:
 
Na visão de John Taylor (um dos que presenciaram o assassinato do fundador da seita Mormon[3] enquanto o mesmo tentava fugir através da janela) Joseph Smith, com exceção apenas de Jesus, teria feito mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro indivíduo.[4]
* Aqui o senhor Smith é colocado acima da Mãe de Deus, sempre Virgem e Imaculada.
 
Testemunho de um ex-mórmon:
 
Após haver lido acusações de um determinado ex-membro da seita mormon, William Schnoebelen[5] também se decidira por abandonar a mesma. Em livro intitulado “Os fabricantes de deuses” descobrira relevantes indicações da relação entre o mormonismo e a própria maçonaria. Assim escreve:
“O Livro serviu para convencer-me de que minhas reservas sobre o mormonismo eram procedentes, e que era de fato uma seita anti-cristâ.(...) Nos capítulos sobre o templo mormom, os autores traçaram paralelos brilhantes entre os seus ritos e os da maçonaria.”[6]
“ ‘Os fabricantes de deuses’ matou dois coelhos com a mesma cajadada, convencendo-me tanto da falsidade da seita mormon quanto do perigo da maçonaria.”[7]
* Mais uma possível evidência da forte influencia velada de grupos maçônicos em tudo o que se levanta contra a verdadeira Igreja de Cristo, Católica, Apostólica e Romana.
 
Ainda do mesmo autor:
 
“Percebi que meus líderes na igreja mórmon estavam pouco à vontade com minhas perguntas sobre a Bíblia, quando não parecia que queriam me enganar – pelo menos eu tinha a impressão de que sutilmente davam voltas em torno das questões, em vez de encara-las. Comecei a entender que meus lideres não estavam sendo francos comigo...” [8]
* Aqui uma prova daquilo que já havíamos observado em outro lugar: “...com muita astúcia, escondem o ‘podre’ de sua doutrina durante os encontros iniciais. Usando deste estratagema, os mesmos tem conseguido enganar a muitos desinformados...”[9]
 
Jesus nas américas? Sim. Mais essa...
 
“Depois de sua ressurreição, Jesus visitou os povos nas américas e organizou Sua Igreja entre eles. Depois, Ele os deixou e subiu ao céu. Por mais de duzentos anos, esse povo viveu em retidão e estava entre os povos mais felizes que já foram criados por Deus. (Ver 4 Néfi 1:16)”[10]
* Historiadores e arqueólogos estão aí para rirem destas teorias absurdas...
 
De que Igreja falam os mórmons no texto abaixo? Para bom entendedor...
 
“Logo crenças pagãs dominaram o pensamento daqueles que eram chamados ‘cristãos’. O Imperador romano adotou esse falso cristianismo como religião de estado. Essa igreja era muito diferente daquela organizada por Jesus. Seus membros acreditavam que Deus era um ser sem forma ou substância (...) Não havia apóstolos ou outros líderes do sacerdócio com poder de Deus, nem dons espirituais. (...) Não existia mais igreja de Jesus Cristo; ela era agora uma igreja de homens. Até mesmo o nome havia mudado.”[11]
* Poderíamos trabalhar com todas as partes desta citação[12], porém, contentemo-nos com apenas uma: “Não havia apóstolos ou outros líderes do sacerdócio com poder de Deus, nem dons espirituais.” Temos a História para comprovar a sucessão ininterrupta dos descendentes apostólicos. A própria lista dos Papas que sucederam a São Pedro pode ser conferida em incontáveis livros espalhados pelo mundo. No mais, como podem afirmar que não haviam nem mesmo dons espirituais? A Hagiografia responde a esta invenção mentirosa. Finalmente, uma multidão de milagres sobrenaturais clamam contra a mentira do mormonismo: Lanciano, incorrupções, Guadalupe, bilocações, Genazzano, as mais extraordinárias curas, profecias... para não citarmos a heroicidade de mártires e confessores, que, se não fosse a mão de Deus, jamais teriam assombrado o mundo com o testemunho eloqüente de sua santidade.
Virgem Santíssima, "torre inconcussa da Igreja de Cristo", rogai por nós!

[1] I Cor.16,9
[2] II Jo.10
[3] J. Smith foi assassinado em Carthage, Estado de Illinois, em 27 de Junho de 1844.
[4] D&C 135: 3
[5] Escritor protestante.
[6] SCHNOEBELEN, William. Maçonaria, Do Outro Lado da Luz. Curitiba, Luz e Vida, 1997. Pg. 14.
[7] Ídem. Pg. 15
[8] Ídem. Pg. 13
[9] Conferir neste mesmo Blog o Artigo: Mormons. Introdução e curiosidades.
[10] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995. Pg. 105
[11] Ídem. Pgs. 105-106
[12] Conferir, por exemplo: AQUINO, S. Tomás de. Exposição Sobre o Credo. Trad. D. Odilão Moura, OSB. São Paulo: edições Loyola, 1981; p. 73-77. “ Os erros não a destruíram. Pelo contrário: quanto mais os erros proliferavam, tanto mais era a verdade manifestada.” (S. Tomás de Aquino)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cigarros: fato pitoresco e reflexão

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                                                  G. K. Chesterton
 
 
Por Prof. Pedro M. da Cruz.


 
 
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“Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas sim o que sai dele.” (Mat. 15,11)
 
 
1- Fumavam em toda parte, exceto na capela.
 
Em 1957 a Companhia de Jesus reunia-se para sua trigésima Congregação Geral (CG30). É durante esses momentos solenes que os rumos da Ordem são clarificados. A primeira CG ocorrera em 1558, poucos anos após a morte de Santo Inácio (†1556).
O Pe. Janssens acupava naqueles idos do Século XX o cargo de “Padre-geral” da Sociedade, a maior autoridade da Congregação[C1] . Basta nos recordarmos que o primeiro “Geral” da Companhia de Jesus fora o próprio fundador, Inácio de Loyola.
Bom, em dado momento daquela reunião de superiores, os mesmos tiveram de apresentar-se perante o papa Pio XII. Com efeito, deviam ouvir a mensagem do Pontífice com referência à citada Congregação. Grande foi a surpresa!
Pio XII, além de chamar a atenção dos Jesuítas no tocante à ortodoxia e a obediência, tocou num ponto de particular curiosidade para nós: haviam excessos, como, por exemplo, no uso do fumo. O papa foi o mais terminante e decisivo possível em relação a este detalhe aparentemente pequeno. Seu latim foi “curto e grosso”: Auferatur hic abusus de medio vestrum (que o abuso seja varrido do vosso meio).
Era 185 o número de delegados jesuítas presentes ao lado do Padre-geral, Janssens. Os delegados da Holanda ouviram com os olhos vidrados aquela repreensão. O fumo era tão disseminado e aceito na província holandesa, que era possível fumar em toda parte, exceto na capela. “Para os holandeses, era o mesmo que o papa tivesse mandado que eles parassem de respirar 23 de cada 24 horas[C2] .”
A CG30 terminou em novembro de 1957. Uma nota ligeira foi dada na seqüência aos resultados ali obtidos e foi proporcionada pela “questão do fumo” levantada por Pio XII. Ora, segundo a tradição, o padre-geral deveria mesmo escrever uma carta a toda a Sociedade sobre todas as resoluções tomadas na ocasião. Os desejos do Papa (tanto na questão do fumo como nas restantes) deveriam ser respeitados.
Provinciais diversos estabeleceram normas diversas. Alguns chegaram até a transformar em condição para a entrada na Sociedade a promessa do candidato de não fumar, ou, se ele já fumasse, que deixasse de fazê-lo. O provincial holandês escreveu uma carta a seus subordinados que foi copiada e passada de mão em mão por, praticamente, toda a Companhia. Os fumantes eram divididos em diferentes classes: os inflexíveis, os incessantes, os principiantes e assim por diante. Então, eram dadas receitas para lidar com cada classe.

                Freiras
 
Os fumantes velhos e inflexíveis podiam ser deixados em paz; tinham um vício repugnante, mas estavam velhos demais para mudar; eram incorrigíveis[C3] (Sic.). Os jesuítas de meia-idade tinham que enfrentar o problema da meia-idade. Os “Jovens”... e ia por aí. No fim, os homens da província holandesa continuaram a fumar enquanto seguiam seu caminho até à eternidade, como sempre o fizeram.
Menos de um ano após o final da reunião geral dos Jesuítas, Pio XII havia morrido. O Beato João XXIII, fora eleito como seu sucessor na cátedra de Pedro. Os holandeses apressaram-se em assinalar que o novo papa ainda fumava cigarros. “Ironias do Destino”. O fato é que muitos interpretaram erroneamente a bondade e o zelo de Pio XII...
Quanto ao Beato João XXIII, Alden Hatch - um seu biógrafo - presenteia-nos com interessantes fatos de sua vida[C4] . Conta que o papa João XXIII, ainda quando Núncio Apostólico, tornara-se agradável anfitrião dos franceses. Segundo o mesmo autor: “Os vinhos e charutos eram escolhidos cuidadosamente.” Afinal, Ângelo Roncalli possuía muito bom gosto. Os holandeses estavam certos quanto à sua observação; mas, não quanto a seus excessos...
 
2- O vício é terrível e condenável
 
É ordinário os autores apresentarem o fumo como parte das chamadas drogas não terapêuticas[C5] . Estas são usadas com a finalidade de se obter prazer, recreação e similares. A maconha, e a cocaína, por exemplo, são ilegais, enquanto que o álcool e o fumo, por nós tratado, são tidos como lícitos, socialmente aceitáveis.
O tabaco é, de fato, uma droga utilizada com largueza. Nos últimos anos vem crescendo a convicção de que fumar em excesso, é um grave perigo para a saúde do corpo. Informação esta que não deve ser desprezada pelo bom católico. O cristão verdadeiro leva a sério sua responsabilidade pela vida e saúde da humanidade. Aproximar-se desses bens lícitos exige prudência e sabedoria.
O vício é, com toda certeza, algo terrível. Assemelha-se a um leão buscando a quem devorar. Nem todos têm “músculos”, maturidade e inteligência o bastante para enfrentá-lo com grandeza de caráter na hora devida. Deve, sim, ser repelido, ainda que distante, quando finge não incomodar.
Talvez os Jesuítas reprovados por Pio XII quanto ao uso excessivo do cigarro, tenham esquecido as sábias palavras de Baltasar Gracián[C6] , um antigo escritor de sua mesma Ordem, que afirmara: “O vício é seu próprio castigo.” Com efeito, ele acaba não só com a vida, como também com a honra de quem lhe é escravo. Concluamos, portanto, com o mesmo pensador: “Tudo que é muito bom sempre foi pouco e raro: usar muito o bom é abusar.”
 
3- Cigarro, armadilha para incautos
 
Reflitamos: geralmente, o ego desordenado fala mais forte, o impulso por “mostrar-se”, numa teatralidade muitas vezes cômica, impera sobre o indivíduo. A “tragada”, ou mesmo, certos movimentos de mão, começam por emprestar à pessoa, e isso, num universo de fantasias interior, tudo aquilo que ele não é, mas gostaria de sê-lo. É estranho, no entanto, temos de reconhecer: existe uma misteriosa relação entre o ato de fumar nos imaturos, e sua ânsia por realizar-se enquanto pessoa.
Fumar, de algum modo, faz-lhe sentir-se “mais”. Como que, compõe em sua mente a peça que lhe faltava para apresentar-se com o “status” que sabe não possuir. De fato, determinados objetos[C7] , quiçá por seu caráter social, possuem este “poder de fadas”. Faz-nos sentir um pouco o que não somos; e, por serem assim, perigam aprisionar-nos num mundo de sonhos, onde, mais que sermos nós mesmos, podemos tornar-nos personagens vãos e hipócritas num jogo de orgulho e sensualidade. Ora, a ilusão, em determinados momentos, pode criar uma espécie de auto-gestão, torna-se, digamos assim, autógena, e, então, ameaça destruir o que há de mais genuíno na personalidade que a incubou.
Não negamos o que há de positivo no universo simbólico criado em nós através de certos objetos. Podem sim, e devem, servir-nos como auxílios, ferramentas, um coadjutor nas buscas pessoais pela integralidade possível. Afinal, há, indiscutivelmente, uma relação natural entre os seres humanos e as coisas com seus significados. O problema está em que, pessoas imaturas podem escravizar-se por aquela agradável e transitória sensação fantasiosa que alguns bens criados nos conferem, e, assim, ao invés de uma saudável assimilação de valores, tornarem-se prisioneiros num mundo onírico e irreal.
Claro que esta situação não permaneceria num mesmo nível por toda a vida do indivíduo (isto se imaginarmos que ele viverá por muitos anos), pois, é observável e imperativo, pela natural estrutura do ser humano, que ocorra um progresso pessoal e constante, mesmo que em ritmos variados. A própria diversidade das relações vividas durante o fluxo da convivência social nos possibilita tal empresa.
Porém, a visão quimérica de si mesmo, causada aos míopes, em nosso exemplo, também pelo ato de fumar (que, desta forma, o levará à dependência, se já não o levou) retardaria sensivelmente este processo de amadurecimento da personalidade. E é claro que tal situação lastimável causará transtornos, não só para ele, como também para todos que gozam de sua companhia.
Finalmente, não deixamos de reconhecer – como já o fizemos nas entrelinhas - que o fumo seria apenas mais uma arma nas mãos do imprudente, usada, sem que ele o perceba, contra seu próprio ser. Tem que existir um emaranhado de outros, objetos, situações, atos e circunstâncias que, concomitantemente, conduzam à maior dificuldade no caminho da realização pessoal. Um rapaz, por exemplo, buscará também em shows, bares, e modas, ou mesmo, “no fundo dos copos”, sua própria felicidade. Porém, sempre se relacionando de forma indevida com essas realidades.
O fato é que, não buscar o conhecimento verdadeiro de si mesmo, mas, pelo contrário, viver numa teatralidade malsã, sempre tornará o ser humano escravo de todas as coisas. A química presente no cigarro, por exemplo, será (agora, sim!) a próxima corrente que fará o indivíduo, ainda mais, cativo daquele objeto. Afinal, “um abismo atrai outro abismo”... Porém, repitamos: antes disso, foi também a ignorância e imaturidade humanas quem o fizeram iniciar-se no caminho da autodestruição.
Deste modo, o que deveria ser apenas um degrau que elevasse a mente da criatura ao criador, serviu-lhe, neste caso, como meio de perdição. Veja, caro leitor, até onde pode chegar o ser humano, ferido como está pelo Pecado Original.
Que a Virgem Maria seja o auxilio e a proteção contra todo vício que ameaça destruir a nossa juventude.
Nossa Senhora, sacrário da ciência divina, rogai por nós!
 
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Bibliografia
 
MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Tradução. Rio de Janeiro: Record, 1987. 464 pgs.
HATCH, Alden. João XXIII, o Papa Inesquecível. Trad.: Paulo Nasser. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi, 1963. 360 pgs.
LOWERY, Daniel L. Seguir o Cristo. Manual de Moral para o povo de Deus. Trad.: Pe. Carlos Sanson, C.SS.R. São Paulo: Editora Santuário, 1995. 168 pgs.
GRACIÁN, Baltasar. A Arte da Prudência. Trad.: Davina M. de Araújo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 97 pgs.

[C1]Obviamente que este, o padre geral, submetia-se à CG. No mais, toda esta estrutura estava sob a autoridade suprema do Santo Padre, o Papa.
[C2]MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Rio de Janeiro: Record, 1987. Pg. 215
[C3]MARTIN, Malachi. Os Jesuítas. Rio de Janeiro: Record, 1987. Pg. 218
[C4]HATCH, Alden. João XXIII, o Papa Inesquecível. Trad.: Paulo Nasser. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi, 1963. Pg.114.
[C5]LOWERY, Daniel L. Seguir o Cristo. Manual de Moral para o povo de Deus. Trad.: Pe. Carlos Sanson, C.SS.R. São Paulo: Editora Santuário, 1995. Pg. 109-112.
[C6]GRACIÁN, Baltasar. A Arte da Prudência. Trad.: Davina M. de Araújo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 97 pgs.
[C7] Podemos citar, além dos cigarros,: Carros, Motos, Roupas etc.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mormonismo, ardiloso eco satânico

 
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Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
 
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“Errais, não compreendendo as escrituras nem o poder de Deus”[1]
“Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho”[2]
“Meu povo não tem entendimento.”[3]
 
 
A fé na existência dum “Ser absoluto” é de importância central para a Teologia. Partindo da idéia de “Divindade”[4], temos, qual fonte, a base para a conclusão de todas as verdades cristãs.[5] Aqui, surge grande e imprescindível necessidade de possuirmos a visão mais clara que nos for possível sobre Deus[6]. Caso contrário, perder-nos-emos num labirinto de contradições e incoerências...
Lúcifer, o pai da mentira, tem como um dos objetivos centrais de sua obra, a desfiguração da verdade. Assim, destruindo as bases do edifício teológico, pretende, num ato contínuo, jogar por terra todo o resto que lhe estava subordinado. Por este motivo, escrevia-nos Cefas, o príncipe dos apóstolos: “Resisti-lhe fortes na fé!”[7],enquanto São Paulo, por sua vez, seguindo o mesmo raciocínio, completava em outra parte: “Sede firmes! Sede homens! Sede vigorosos!” [8]
Seguindo a lógica luciferina, seitas multiplicam-se pelo mundo.
Cada uma com doutrinas mais extravagantes que a outra.
Parecem mesmo concorrer pelo título de maior iniquidade.
Porém, o mormonismo[9] é um dos grupos que mais se destacam em certos aspectos. Junto a muitas outras seitas, tem chamado atenção a particularidade exótica de suas crenças estranhas, esquisitas.
Quem é Deus para os Mórmons? O que dizem sobre Ele? Quando conferirmos, um pouco que seja, o pensamento deste grupo nocivo sobre o assunto, veremos que o mesmo está tão distante do cristianismo, quanto seu fundador do equilíbrio, ou, quiçá, da honestidade...
Pois bem, segundo Joseph Smith, Deus “já foi um homem como nós (...) o próprio Deus, o Pai de todos nós, habitou sobre uma terra, tal como o próprio Jesus Cristo o fez.”[10] Na visão mórmon, o Pai Celestial não teria chegado a ser o que é, se caso não houvesse como que galgado uma escada, começando por baixo e subindo, degrau por degrau, até possuir todo o poder. Essa foi, supostamente, a maneira como ele se tornou deus.[11]
Já havíamos demonstrado, rapidamente, este modo de pensar do mormonismo num artigo anterior. De fato, no mesmo livro do qual retiramos as citações precedentes, pode-se ler:
“‘Caso o véu se rompesse hoje, e o grande Deus que mantém este mundo em sua órbita (...) se fizesse visível – digo, se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, ve-Lo-íeis em forma de homem.’ Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos[12]. Dentro de Seu corpo tangível, existe um espírito eterno.”[13]
Quereis uma doutrina mais estranha ao cristianismo que esta? Vemos aqui, um modo de pensar totalmente alheio a tudo o que se tem ensinado desde o princípio. Eles, porém, vão mais além... confiramos uma letra cantada em suas assembléias:
 
Ó Meu Pai[14]
 
“Há somente um Pai Celeste? Não, pois temos mãe também. Essa verdade tão sublime nós recebemos do além.”
“Quando deixar a humana vida, este frágil corpo mortal, Pai e mãe verei contente, na mansão celestial.”
É isso mesmo, caro leitor, agora, além do “pai celestial” haveria, também, a “mãe celestial”. E, não pensemos que se trate, talvez, da Virgem Maria; não, pois esta “mãe celestial” seria um ser misterioso, unida a Deus por uma espécie de casamento eterno...
Perguntemo-nos: será possível destoar, ainda mais, do cristianismo tradicional? Veremos!
Para o mormonismo, nós tivemos uma “vida pré-mortal” (primeiro estado). Então, de acordo com Joseph Smith, o próprio Deus, vendo-se em meio a espíritos de glória, porque era mais inteligente, teria achado por bem instituir leis para que os demais pudessem ter o privilégio de progredir como Ele, e quiçá, tornarem-se deuses.[15] Sendo assim, (explica-nos Marion G. Romney, um dos líderes da Igreja) viemos para a terra a fim de cumprirmos os propósitos do Senhor, dentre os quais, o primeiro, a saber: “...obter corpo físico de carne e ossos na semelhança de nosso Pai Celestial...”[16] Este, a propósito, seria nosso “segundo estado”, um tempo de mortalidade.
Continuando, assim, nosso caminho, (prossegue o ensinamento mórmon), caso consigamos ser fiéis ao suposto “Plano de salvação” traçado por Deus, poderemos alcansar a “Exaltação” no reino celestial, tornando-nos semelhantes a Ele, com todo poder e glória. Sim! Por meio dum apetitoso “Plano de Salvação” os mórmons nos juram que poderemos tornar-nos como o próprio Deus. “...e passarão pelos anjos e pelos deuses ali colocados, rumo à sua exaltação e glória em todas as coisas (...) serão Deuses, porque terão todo o poder e os anjos lhes serão sujeitos.”[17]
Ora, Deus é pai de filhos espirituais, além de ser, claro, um criador; seguindo, portanto, a lógica mórmom, poderemos “...tornar-nos como o Pai Celestial, e isso é exaltação.”[18] Vejamos algumas bênçãos prometidas àqueles que alcançarem este onírico estado megalomaníaco:
- Tornar-se-ão deuses. (Como, aliás, já nos havia prometido o próprio Lúcifer[19])
- Serão capazes de gerar filhos espirituais. Esses filhos espirituais terão o mesmo relacionamento com eles que nós temos com o Pai Celestial e serão uma família eterna.
- Terão tudo o que o Pai Celestial e Jesus possuem, todo poder, toda glória, domínio e conhecimento.
Eis a promessa da chamada “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”: dar aos membros da sua seita uma vida de júbilo, glória e progresso eterno, rumo à divinização.[20] Isso, claro, repitamos em alto e bom som, se forem fiéis aos ensinamentos do mormonismo, pagando o dízimo e dando ofertas para a obra, como está escrito nas “Exigências para a Exaltação”.[21] Bem que sentíamos falta de algo nessa estória toda... o dinheiro.
Os ensinamentos de Joseph Smith são, com toda certeza, o eco das palavras sedutoras de Lúcifer, no paraíso: “Sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.”
Pensamos que o exposto seja o bastante, para convencer os leitores deste Blog sobre a periculosidade da seita mórmon. Ao reduzirem o Senhor Deus à idéia de “homem evoluído”, Cristo à categoria de mero “irmão mais velho”, tirando-lhe toda a grandeza da Cristologia católica, só demonstram a origem satânica de sua doutrina. No entanto, vejamos ainda,Jesus Christ, Mormon Temple, Salt Lake City, Utah uma última citação dos mesmos sobre a pessoa de Nosso Senhor, retirada de seus escritos: “Cremos absolutamente que Jesus Cristo é o filho de Deus (...) da mesma forma como vocês e eu somos filhos de nossos respectivos pais terrenos.”[22] Nas entrelinhas desta afirmação, encontra-se agachada, quase que às escondidas, toda a doutrina exposta de modo explícito nos parágrafos acima. Em frases simples, muitas vezes, bonitas, dadas seu teor poético, inúmeros cristãos inocentes, para não dizermos ignorantes, são, infelizmente, laçados pelo inimigo; e, deste modo, correm o risco de serem arrastados ao inferno...
Possa a Virgem de Guadalupe, proteger-nos da terrível sedução maligna e conceder-nos força no combate às seitas que, guiadas pelo Demônio, pretendem solapar o edifício da verdade. Amém.
 
✠ ✠ ✠
 

[1] Mat. 22, 29
[2] I Jo. 2,22
[3] Isa. 1,3
[4] Desprezamos para este termo, obviamente, todo sentido difuso e contraditório, próprio de ideologias esotéricas e anticristãs.
[5] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 36.
[6] AQUINO, S. Tomás de. Exposição Sobre o Credo. Trad. D. Odilão Moura, OSB. São Paulo: edições Loyola, 1981; p. 23-31
[7] I Pdr. 5, 9
[8] I Cor. 16, 13
[9] A auto-intitulada “Igreja de J. Cristo dos Santos dos Últimos Dias”
[10] Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995, p. 305
[11] Idem. 305
[12] D&C 130:22 (citação retirada do corpo do texto, a fim de facilitar a leitura)
[13] Princípios do Evangelho... n. 9
[14] Letra: Eliza R. Snow, 1804-1887; Música: James McGranahan, 1840-1907Conf.: Princípios do Evangelho. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; 1995, p. 350-351
[15] Vinde a Mim. Guia de Estudo Pessoal da Sociedade de Socorro 3. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, p.30
[16] A Liahona, agosto de 1976, p.74
[17] D&C 132: 19-20
[18] Princípios do Evangelho... p. 302.
[19] Gen. 3,5
[20] Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Heber J. Grant. Publicado por: A igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Salt Lake City, Utah, 2003, p. 225
[21] Princípios do Evangelho... p. 303.
[22] Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Heber J. Grant. Publicado por: A igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Salt Lake City, Utah, 2003, p. 221

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Finalidade da vida humana segundo escolas filosóficas não cristãs

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Revolução Cultural de 68 - Sorbonne, Paris

 

Capítulo I

 

SOLUÇÕES ERRADAS

 

5. - I. O materialismo (1). Negando a existência de tôda a realidade distinta da matéria, não pode o Materialismo admitir nenhum fim ou escopo transcendente à mesma matéria. Podem a êle referir-se não só os velhos erros de muitos antigos (Leucippo, Demócrito, Epicuro, Lucrécio, etc.), mas também o daqueles que atribuem todos os fenômenos da vida (sensibilidade, inteligência, afetos, etc.), às atividades e às fôrças físicas de que são os corpos dotados.

A vida, opinam, ou não tem nenhuma finalidade, ao menos transcendente, ou, se a tem, deve consistir no dinamismo que impele o homem de uma conquista à outra, segundo as condições evolutivas da matéria.

 

imageA forma mais atual e progressiva é representada pelo  Materialismo histórico e dialético de Carlos Marx (foto) no qual se inspira o Comunismo.

Coloca êle o fim supremo da existência na consecução da última e mais profunda aspiração do homem, que consiste, segundo afirma, no equilíbrio de uma ordem social que realize nova participação de bens, no tocante às várias necessidades de todos, através de uma série de lutas entre o capitalismo e o proletariado (cfr. n. 115).

 

II. O positivismo (1), é uma forma mais mitigada do materialismo. É antes um método baseado na experiência e no cálculo matemático, rejeitando como ilusória tôda a idéia metafísica acêrca da natureza e das causas dos sêres materiais ou espirituais.

Várias suas tendências. Único o objetivo: negar tôda finalidade transcendente ao homem e à humanidade.

 

III. O idealismo (2) vai ainda mais longe. Afirma que princípio e fim de tôda atividade humana não podem ser procurados fora do homem, o próprio sujeito da ação. O homem não sòmente conhece, intui e quer, mas cria a normal moral da sua atividade, o juízo último do bem e do mal éticos, porque sòmente êle pode referi-los aos valores universais e ideais que atinge com o seu próprio espírito.

imageTôda realidade moral, pois, tôda norma e todo direito, não têm nenhum objetivo fora do espírito humano. A ética, como também o fim da atividade humana, não passam de produtos da atividade criadora do homem. Numa palavra, existe sòmente uma moralidade do sujeito, subjetiva e transcendental, criada, modelada e determinada pelo Eu (Fichte) ou pela Idéia (Hegel (foto) ou pelo Absoluto (Schelling). Com alguma modificação original, o idealismo é professado na Itália pelas correntes que têm como chefe B. Croce, G. Gentile e U. Espirito.

 

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IV. O existencialismo (1). Como reação ao Idealismo, desde o século passado, com Soren Kierkegaard († 1855),  surgiu o Existencialismo, que é largamente desenvolvido na doutrina de Heidegger (foto), Jaspers, Abbagnano e outros. Filosòficamente, apresenta-se o Existencialismo como adesão à existência concreta do homem individual, existência que constitui a inconfundível personalidade do homem e que está em contraste com a existência superficial, pública, coletiva, sujeita às exigências da sociedade.

Do contraste da existência concreta com a existência superficial, surge aquela angústia da qual o homem é tomado e determinada pelo desejo de emancipar-se, de ser verdadeiramente êle mesmo. Sentir nesta existência autêntica é o meio para encaminhar-se em direção a um futuro de conquistas.

Os existencialistas dão grande importância aos valores éticos e religiosos: de fato, falam do bem e do mal, do dever, da culpa, da fé, da redenção, da oração e até do pecado original.

 

imageVárias e confusas são, na realidade, as tendências dos existencialistas. Enquanto alguns (Heidegger, Sartre  (foto) desprezaram, pelo menos, qualquer finalidade específica da existência e outros (Iaspers, Abbagnano) eliminaram qualquer solução sobrenatural ficando presos à problemática da vida; Gabriel Marcel procurou resolver os problemas da existência, dum ponto de vista construtivo, à luz da fé e da filosofia cristã.

O existencialismo, negando todo valor transcendente, tornando assim impossível a metafísica, base da religião e da Teologia, é reprovado por Pio XII na Encíclica “Humani Generis” (12 de agôsto de 1950).

Acêrca do Existencialismo ético, ou seja, da moral da circunstância, Pio XII num discurso aos Congressistas da “Fedération Mondiale des Jeunesses Féminines Catholiques” (18 de abril de 1952), assim se exprime: “A nova ética (adaptada às circunstâncias) dizem os seus autores, é eminentemente “individual”. Na determinação da consciência o homem individual encontra-se diretamente com Deus e diante dÊle delibera sem qualquer intervenção de lei ou autoridade, comunidade, culto, ou confissão. Existe sòmente o Eu do homem e o EU de Deus pessoal. Não do Deus da lei, mas do Deus Pai, ao qual o homem deve unir-se com amor filial. Assim considerado é pois a decisão da consciência um “risco” pessoal, proporcionado ao conhecimento e à avaliação própria em plena sinceridade diante de Deus. Estas duas coisas, a reta intenção e a resposta sincera, são tomadas em consideração por Deus. A ação não lhe importa nada. Assim, a resposta pode ser a de mudar a fé católica por outros princípios, de divorciar-se, de interromper a gestação, de recusar obediência à autoridade competente na família, na Igreja, no Estado, e assim por diante”.

A esta ética oportunista da circunstância, contrapõe o Papa as três seguintes máximas: “A primeira é que, concedamos, Deus quer antes de tudo e sempre a reta intenção. Mas isto não basta. Êle quer também a boa obra. A segunda é que não é permitido fazer o mal para que venha o bem (cfr. Rom 3,8). Mas tal ética opera, talvez, sem atentar a isso, segundo o princípio que o fim santifica os meios. A terceira é que podem dar-se circunstâncias, nas quais o homem, e especialmente o cristão, deve lembrar-se ser necessário sacrificar tudo, mesmo a própria vida para salvar a sua alma” (Cfr. Atti e discorsi di Pio XII, Edizioni Pauline, v. XIV, pág. 137).

 

image V. O pessimismo. Para o pessimismo não existe felicidade. A vida é intoleràvelmente má, sem um objetivo, sem meta a alcançar. É uma dor contínua, fazendo Schopenhauer (foto) e outros consistir o fim do homem, em dela libertar-se, renunciando sobretudo à vontade de viver.

 

***

Notas:

(1) Bibl.: A. D. Sertillanges, Les sources de la croyance en Dieu, Paris, 1928; G. Bertola, La morale materialista di Trotzky, in Civitas, A, n. 4 (1952), 21 ss.; R. Lombardi, La dottrina marxista, Roma, 1947; L. Kania, Il bolscevismo e la religione, Roma, 1945; G. Angrisani, Comunismo e giustizia sociale cristiana, Turim-Roma, Marietti, 1949; La filosofia del Comunismo, Atti della Settimana di Studio indetta dalla Pont. Accademia di S. Tommaso nell’aprile 1949.


(1) Bibl.: A. Zacchi, Filosofia della religione, P. I: Dio. II. La negazione, Roma, 1925; G. Zamboni, Il valore scientifico del positivismo di R. Ardigò e della sua conversione, Verona, 1921.

(2) Bibl.: A. Tilgher, Filosofi e moralisti del Novecento, Roma, 1932; A. Guzzo, Idealismo e cristianesimo, Nápoles, 1936-1942, 2 vol.: A. Zacchi, Il nuovo idealismo italiano di B. Croce e di G. Gentile, Roma, 1925: M. Cordovani, Cattolicismo e Idealismo, Milão, 1928: C. Fabro, Idealismo, in EC, vol. VI, 1562 ss.


(1) C. Fabro, Introduzione all’esistenzialismo, Milão, 1943; R. Lombardi, Il clima dell’esistenzialismo, in “Cività Cattolica” 1944; V. M. Kuiper, Aspetti dell’esistenzialismo, in “Acta Pont. Acad. Rom. S. Tomae Aq.” Vol. IX, 1944, pp. 99-123.

 

-Dados da Obra-


Teologia Moral - Compêndio de Moral Católica para o Clero em geral e Leigos
Autor: P. Teodoro da Tôrre Del Greco, O.F.M. Cap.
Doutor em Direito Canônico
Edições Paulinas
Capítulo I - Soluções Erradas
Páginas: 30-34
Ex parte Piae Societatis a Sancto Paulo Ap.
NIHIL OBSTAT
Scti. Pauli, 8-XII-1958
Sac. Joannes Roatta Sup. Provincialis
NIHIL OBSTAT
Sact. Pauli, 25-XII-1958
Mons. J. Lafayette Álvares
Censor
IMPRIMATUR
Scti. Pauli, 25-XII-1958
† Paulus Rolim Loureiro
Ep. Auxil. et Vicarius Generalis
Direitos reservados à Pia Sociedade de São Paulo
Caixa Posta, 8107 - São Paulo 1959
Acabou-se de imprimir em maio de 1959

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Bíblia diz a verdade? E como interpretá-la?

 

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 Lionello Spada - St Jerome

 

 

Interpretação da Bíblia

 

“O sentido autêntico das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo pela Igreja, porque só a Igreja não pode errar na sua interpretação” [24]. Já da definição da Sagrada Escritura, ensina da pelo Concílio Vaticano I, se desprende esta condição essencial da interpretação da Bíblia, a saber, que unicamente a Igreja, mediante o seu Magistério, é o intérprete autêntico da Sagrada Escritura. E isto no duplo sentido positivo e negativo: há que aceitar como sentido bíblico o que tenha sido proposto pelo Magistério da Igreja (quer directamente que de uma maneira indirecta); deve ser rejeitada toda a interpretação que não concorde com esse sentido proposto pelo Magistério. Por isso a Sagrada Escritura não pode ser plenamente entendida por quem não tenha a fé cristã. Acontece perante a Bíblia o que acontece perante a figura de Jesus Cristo: quem não tiver a fé, só poderá ver um Jesus um homem evidentemente extraordinário e singular; mas com isso fica muito longe da verdade, e portanto, não entenderá Jesus Cristo quem não crer que é o Filho de Deus Encarnado, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o único Salvador e Redentor da humanidade.

Paralelamente, a Bíblia, no seu sentido profundo, não pode ser entendida por quem não crer na sua Inspiração divina e em que tem Deus por autor principal. Este facto é norma imprescindível para uma recta interpretação da Bíblia, não podendo ser substituída por nenhuma técnica humana: literária, histórica, filosófica, etc.

Santo Agostinho, depois de esclarecer várias dificuldades sobre a interpretação da Escritura, respondia a um amigo seu: “Faça-se cristão o que as propôs, não aconteça que, se espera resolver todas as questões acerca dos livros santos, acabe esta vida antes de passar da morte para a vida. Há inumeráveis problemas que não podem ser resolvidos antes de crer, com o risco de terminar a vida sem fé. Uma vez aceite a fé, podem estudar-se com empenho para exercitar o deleite piedoso da mente fiel” [25].

Enquanto é também um livro humano de notável antiguidade, são úteis por vezes certos esclarecimentos de carácter histórico, literário, etc., como acontece com qualquer documento antigo.

A este propósito podemos recordar a comparação que fazia Santo Agostinho: os Israelitas ao sair do Egipto levaram consigo objectos valiosos de ouro, prata, pedras preciosas, vestidos, etc., que os Egípcios utilizavam para o seu adorno pessoal ou para o culto idolátrico. Mas precisamente desses objectos preciosos se valeram os Hebreus para fabricar os ornamentos para prestar culto ao verdadeiro Deus. O santo Bispo de Hipona recolhe esta ideia aplicando-a ao uso das ciências humanas (filosofia, história, literatura, etc.), para a inteligência das Escrituras, com a condição de as aplicar verdadeiramente ao serviço das Escrituras, que dizer, com humildade e reverência e com a invocação da graça divina: “Aquele que se dedica ao estudo das Sagradas Escrituras (...), não deixe de pensar naquela máxima apostólica: a ciência incha, a caridade edifica (1Cor 8,1); porque sentirá que, apesar de ter saído rico do Egipto, se não celebra a Páscoa, não poderá salvar-se” [26].

 

***

Notas:

[24] Catecismo Maior, n° 887

[25] Epistola, 102,6,38

[26] De doctrina christiana, 2,9,14.

 

 

Veracidade e Inerrância Bíblica

 

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Tudo aquilo que o hagiógrafo  afirma, enuncia ou insinua, deve reter-se como afirmado, enunciado ou insinuado por Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos. A veracidade indica a adequação do que se diz com o que se pensa ou sente; a inerrância significa carência absoluta de erro. Portanto, na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, pois, uma vez que é toda inspirada, o autor de todas as suas partes é o próprio Deus.

Nas coisas da natureza, que são próprias das ciências físicas, etc., Deus não quis ensinar de modo sobrenatural aos homens a íntima constituição do mundo visível e, por isso, tão-pouco os autores sagrados afirmaram algo propriamente sobre esta matéria. O que realmente ensinam são as verdades necessárias para a nossa salvação: a criação do mundo e do homem por Deus, a Sua providência e governo do mundo, a liberdade e omnipotência que Deus tem para fazer milagres. É costume darem-se duas razões de conveniência, que nos ajudam a compreender por que razão é que o Senhor não revelou a constituição íntima do mundo visível: primeira, o conhecimento dessas coisas não afecta directamente a doutrina da salvação; e, segunda, é que precisamente essas questões foram deixadas por Deus para a livre investigação da ciência humana. Por isso, os hagiógrafos aludem aos fenômenos da natureza usando as expressões e os conceitos normais da sua época e área cultural. Por terem escrito em épocas já antigas relativamente ao desenvolvimento das ciências, costumam os autores sagrados acomodar-se às coisas tal como são captadas imediatamente pelos sentidos e na sua interpretação vulgar de todas as épocas: o sol nasce, a lua põe-se, etc. É petulância superficial a daqueles que, sobretudo no século passado, exigiam aos autores sagrados que tivessem falado segundo as teorias científicas mais modernas, às vezes rejeitadas depois pela mesma ciência. Graças a Deus, os hagiógrafos falaram com uma linguagem simples, de modo que todos os homens pudessem entendê-los, aplicando o mínimo de senso comum.

imagePelo contrário, em matérias históricas, a questão é muito diferente. Se a explicação de fenômenos da natureza é assunto em que não tem por que entrar a Revelação divina, a história humana, porém, tem em muitos aspectos uma conexão estreita com a verdade revelada. A causa é que a Revelação bíblica não se ocupa somente de verdades abstractas, mas também da intervenção misericordiosa de Deus em certos acontecimentos da história humana. Os fundamentos da Revelação cristã e os grandes dogmas estão enraizados muito concretamente na história. Por exemplo, que o mundo foi criado por Deus está na base de toda a Revelação acerca do conceito de Deus, do mundo e do homem. Que Jesus Cristo nasceu de Santa Maria Virgem por obra do Espírito Santo, sem concurso de varão, é uma verdade realmente acontecida na história e que está no centro da fé cristã. Que Jesus morreu e ressuscitou em tempos de Pôncio Pilatos é o acontecimento histórico essencial da História da Salvação e não se pode mudá-lo nem renunciar a ele, nem pode tomar-se num sentido que negue a sua exacta historicidade.

 

***

 

-Dados Gerais-

Bíblia Sagrada
Anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra
Santos Evangelhos
Reimpressão corrigida
Tradução portuguesa das Introduções e notas de comentário de José A. Marques
Com a colaboração de Augusto Ascenso Pascoal e Pio Gonçalo Alves de Sousa
EDIÇÕES THEOLOGICA BRAGA - 1994
Título: Introdução geral à Bíblia

 

Interpretação da Bíblia
Páginas: 36-37

Veracidade e Inerrância Bíblica
Páginas: 38-39

Elogio à virgindade consagrada

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Por Lisa Mary

 

 

†

 

 

“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor” [1]

 

 

Todas as mulheres nascem virgens, independente do meio pelo qual foram geradas, seja de união legítima e honesta ou forçada e ilícita entre um homem e uma mulher.

Já a virgem consagrada decide-se por livre opção de amor pelo estado de virgindade perpétua. Diz S. Agostinho (foto): “Não honramos a virgindade por si mesma, mas por estar consagrada a Deus... Nem nós louvamos nas virgens o serem virgens, mas o estarem consagradas a Deus com piedosa continência”.

Esta virtude angélica atrai para si, honra e insuperáveis louvores pelo fato de ser consagrada a Deus, Criador da alma e do corpo, tendo como princípio e fundamento o grande amor a Cristo, modelo de toda virgindade e pureza.

É admissível pensar a Mãe de Deus como quem alavancou o estado de virgindade consagrada, unindo por inspiração da graça, a prática e o voto da continência perpétua. Prova disso é que naquela época esse voto não era um costume entre os judeus e Maria, apesar de ter sido dada em casamento a José, deixa transparecer em Sua resposta ao anjo que lhe anunciava a maternidade divina, que anteriormente a anunciação Ela já havia consagrado Sua virgindade a Deus (cap.4): “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum”? (Lc 1,3-4). E para confirmar, S. Agostinho, nos seus Sermões lembra a virgindade de Maria não somente ante partum, mas in partu et post partum. (Sermo 51,18; 190,2; 196,1).

A virgindade consagrada a Deus não torna a virgem estéril, mas leva-a a participar da fecundidade da Igreja, que sendoimage virgem na perfeita integridade da fé, da esperança e da caridade, gera os filhos de Deus para a vida da graça.

O princípio que leva uma virgem a se consagrar de corpo e alma é o amor e o serviço de Deus, para os quais dedica toda a vida; não é em vista de uma vida mais tranqüila, cheia de egoísmo e fuga dos deveres a serviço da família, mas por transbordar em sua alma o amor a Deus e para poder livre e eficazmente levar os outros ao reino dos céus. (caps.22-23). “Quem tiver capacidade para compreender, compreenda” (Mt 19,12).

À virgindade são prometidas recompensas eternas; eis o que disse o Apóstolo: “Se temos esperança em Cristo tão-somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (I Cor 15,19). “A alegria das virgens – delas somente – é de serem chamadas a cantar um cântico novo de louvor e seguir o Cordeiro aonde quer que vá (Ap 14,2-4)”. (caps. 24-30). É na intimidade das virgens com Cristo que está o sentido de sua alegria: “gaudium virginum Christo, de Christo, in Christo, cum Christo, post Christum, per Christum, propter Christum”... O deleite das virgens de Cristo procede de Cristo, está em Cristo, com Cristo, após Cristo, mediante Cristo e é por causa de Cristo. (cap.27).

Que a Virgem Maria, modelo e inspiração das virgens consagradas, seja auxílio e proteção nesta vida de total entrega por amor a Deus e ao próximo.

“Por conseguinte, Maria deve ser a regra de nossa vida”. “Oh, riquezas da virgindade de Maria”!(S. Ambrósio, De institutione virginis, c.3, n.19, c.13, n.81).

 

1. Sl 83,3.

 

✠ ✠ ✠

 

 

Fonte: Livro “A virgindade consagrada”, S. Agostinho, 1990, ed. Paulinas.

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret

TESTE

  • O Amante de Jesus Cristo - Santo Antônio Maria Claret (livro raro)

 

Santo-Antonio-Maria-Claret-7 Neste breve escrito, fruto do grande zelo apostólico desse insígne bispo fundador (foto), temos diante dos olhos o percurso espiritual das almas que almejam a vida de santidade.

Além de entreter-nos com deleitosa história, "O Amante de Jesus" torna-se um grande e urgente convite para a conversão interior.

Faltam-nos livros como esse nos dias de hoje.

 

 

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