sábado, 30 de junho de 2012

Video da ordenação sacerdotal de Joseph Ratzinger

Por João S. de O. Jr.

Ontem, 29 de junho de 2012, sua Santidade o Papa Bento XVI completou 61 anos de sacerdócio. Segue o video (apostolado Santa Igreja), ano de 1951 em  que foi ordenado por Dom Michael Von Faulhaber, direto da catedral de Freising, Alemanhã.




Ao Papa nosso apoio e sobretudo nossas orações pela sua supra missão de conduzir a barca de Pedro frente a temerosas tempestades de nosso tempo. Sobretudo, em confronto, ainda que minucioso e sutíl contra os lobos dentro desta mesma barca. Nesta sexta feira, em discurso a 44 arcebispo, o recado do papa para respeitarem a comunhão em torno dele e que "o poder destrutível do mal" não prevalecerá contra a Igreja. É um eco das palavras que o próprio Cristo proferira ao apóstolo pontífice: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra Ela" – Mt, 16,28

Maria Santíssima, rogai pela Igreja de Cristo. Amém.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Crise na Igreja: Dupla Gênese

                     Lutero inspirado pelo Demônio


Prof. Pedro M. da Cruz

Como entender a possibilidade de uma crise tão delicada no interior da Igreja fundada pelo próprio Cristo, Nosso Senhor? Recordemos, ainda outra vez, o caso arquetípico por nós já tantas vezes apresentado: “a traição de Judas Iscariotes.” Não era ele membro do seleto grupo apostólico?

De fato, ele fora escolhido diretamente pelo Salvador. Este apóstolo comia com o Cristo, andava ao seu lado, escutava de seus lábios divinos os mistérios do Reino dos céus... Entretanto, mesmo provando tão altas honrarias, traiu vergonhosamente ao Filho de Deus.

Ora, se algo tão desastroso se deu inclusive com um dos doze apóstolos, selecionados pessoalmente pelo Redentor, não é de se admirar que o mesmo continue a ocorrer atualmente entre alguns membros da hierarquia eclesiástica. Ao encontrarmos nas Sagradas Escrituras a lastimosa realidade da traição mesmo entre os mais íntimos do Cristo, sentimo-nos precavidos sobre bispos e padres que possam revoltar-se contra o Salvador. À imagem de Judas, trocam a fonte de toda felicidade por qualquer bem aparente.

Sim! A possibilidade de traidores dentro da Igreja de Deus, como já temos observado, sempre esteve presente na mente dos primeiros cristãos. São Paulo afirmara-o aos anciãos de Éfeso:

“Sei que depois de minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!”

E noutra parte também escrevera: “Se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, é bem normal que seus agentes se disfarcem em ministros da justiça.”

Portanto, não é de espantar o fato de encontrarmos falsários e operários desonestos, disfarçados em apóstolos de Nosso Senhor. Na verdade, os mesmos permanecerão juntos aos bons até o fim dos tempos; e, essa é uma assertiva do próprio Evangelho: “Assim como se recolhe o joio para jogá-lo ao fogo, também será no fim do mundo. O filho do homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente...” Vejam bem, caros leitores: isso se dará tão somente “... no fim do mundo...”. Sendo assim, que os filhos da luz não se iludam numa esperança infundada.

- A Dupla Gênese

Mas, o que levaria essas pessoas ao péssimo caminho do erro? Tendo podido alcançar os cumes da ortodoxia, por que chegaram à negação de verdades tão fundamentais da fé cristã? Dom Antônio de Castro Mayer, em interessante Carta Pastoral sobre os problemas do apostolado moderno, esclarece-nos sobre assunto tão pertinente.

Segundo o autor, a gênese destes erros está, por um lado, na própria fraqueza da natureza humana decaída. “A sensualidade e o orgulho suscitam e sempre suscitarão até o fim dos séculos a revolta de certos filhos da Igreja contra a doutrina e o espírito de N. S. Jesus Cristo.”

Por outro lado, no entanto, junto a essa “gênese natural” dos erros e das crises de que nos ocupamos, a explicação para tão delicado sistema de coisas, encontra-se, também, na incansável ação do demônio contra os planos de Deus. A ele foi dado, até o fim dos tempos, o poder de tentar os homens em todas as virtudes, inclusive na virtude da fé.

Assim, como nos explica o próprio D. Mayer, é obvio que até a consumação dos séculos a Igreja estará exposta a surtos internos do espírito de heresia, e não há progresso que, por assim dizer, a imunize de modo definitivo contra esse mal. “Quanto se empenha o demônio em produzir tais crises, é supérfluo mostrá-lo. Ora, o aliado que ele consegue implantar dentro das hostes fiéis é seu mais precioso instrumento de combate.”

Porém, não desanimemos, pois o Deus de toda graça conhece as limitações humanas, e, jamais nos há de abandonar nas agruras desta vida. No mais, já escrevera o autor sagrado: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados para além das vossas capacidades, mas com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-las e delas sairdes.” Pobres dos que não se agarrarem aos pés de Nossa Senhora, Rainha do céu e da terra.

Virgem Aparecida, Rogai por nós!





sábado, 2 de junho de 2012

Um tempo para calar, outro para falar...




Primeira coluna na vertical de cima para baixo: Pe. Pinto, Pe. Fabio de Melo e Dom Casaldaliga
Segunda coluna, mesmo esquema: S.Padre Pio, Pe. Paulo Ricardo e S. Antonio Maria Claret.


Prof. Pedro M. da Cruz

Como poderíamos ficar indiferentes a tudo isso?Ora, sendo, de fato, membros do Corpo Místico de Cristo, é natural que sintamos com a Igreja suas dores e alegrias.

Por amor de Sião, reza o texto sagrado, jamais poderemos esmorecer. “Sobre tuas muralhas Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se.” (Isaias 62,6) Não é verdade que a totalidade dos verdadeiros cristãos, de um modo ou de outro, precisam reconhecer-se nessas palavras da Escritura?

Afirma-nos a primeira carta aos coríntios, em seu capítulo doze, a  sublime comunhão espiritual existente entre os Filhos de Deus. Com efeito, se um único membro da Igreja sofre, todos os outros sofrem com ele de algum modo, mesmo que misterioso; e igualmente, se um único membro é tratado com carinho, todos com ele se congratulam. Esta é, verdadeiramente, uma descrição estupenda da ligação sobrenatural que há entre todos os batizados no Corpo Místico.

Portanto, nada há de estranho em que simples leigos venham a manifestar seu entusiasmo, ou mesmo, suas apreensões, por questões referentes à Igreja que ama. O próprio Código de Direito Canônico, pari passu a vários documentos da Igreja,  dão ao fiel essa possibilidade. É firmado nesta certeza, e alimentando sincero desejo de promoção do cristianismo, que apresentamos este pequeno trabalho em favor da Igreja.

Possuímos firme convicção de que a última palavra em questões de fé e moral cabe, tão somente, ao sagrado magistério do Santo Padre, o Papa, ou dos bispos em comunhão com ele. Nós aqui, simplesmente, intentamos apresentar, com humildade e amorosa submissão, aquilo que temos visto e ouvido; assim como, tudo o que, dentro e fora dos muros da Igreja, nos parece estranho e incompatível com a genuína instituição formada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não é verdade que, infelizmente, mesmo entre os legítimos sucessores dos apóstolos, encontramos exemplos de infidelidade à doutrina revelada pelo Divino Mestre? Quantos foram os bispos que, com orgulho, ousaram colocar-se acima da Tradição vindo a ensinar terríveis heresias? Podemos citar, e com imensa tristeza n’alma, um grande número desses exemplos. Vejamos alguns:

- Os bispos Acácio, de Cesaréia (†366), e Eunômio, de Cícico (†395), defensores do Arianismo, heresia fundada por Ário (256-336) bispo de Alexandria, que negava a divindade de Cristo.

- O patriarca de Constantinopla, Nestório (380-45), criador da heresia que leva seu nome.

- Fócio (820-895), patriarca de Constantinopla, excomungado pelo Papa João VIII, em 881, que deixou aberto o Cisma do Oriente.

- O bispo de Ávila, Prisciliano, fundador da heresia prisciliana, séc. IV.

- Donato, bispo de Casa Nigra, África, fundador do donatismo.

- 18 bispos italianos que aderiram ao pelagianismo, heresia que deve seu nome ao sacerdote Pelágio, do século V. Um bispo, Juliano, era o principal discípulo desse sacerdote.

- Apolinário, bispo de Laodicéia, fundador do apolinarismo.

- Os bispos egípcios, que recusando o dogma definido pela Igreja, consideraram o monofisismo (ou eutiquianismo), heresia difundida pelo Monge Êutiques, de Constantinopla (séc.V), a doutrina verdadeira, e partiram, deste modo, para o cisma declarado.

- Sérgio, patriarca de Constantinopla, inventor  do monotelismo, condenado pelo VI Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681).

- O bispo Paulo de Samasate, do século III, que professou o adocionismo e o sabelismo, condenado em 268 no Concílio de Antioquia.

- Jansenius, bispo de Yepres, pai do jansenismo; entre outros...




Pimeira coluna de cima para baixo: Missa do Pe.Marcelo, encontro de padres e freiras no Brasil.
Segunda coluna, mesmo esquema: Missa Tridentina, encontro de padres tradicionais.



E quantos não foram os padres que também rumaram na mesma estrada da mentira e do erro? Lutero (1483-1546), um dos pais do protestantismo, era sacerdote católico. O Quietismo, heresia condenada por Inocêncio XI, em 1687, foi oriunda do padre espanhol M. de Molinos. O Modernismo, afluxo de todas as heresias (condenado através do decreto Lamentabili, assim como, da Encíclica “Pascendi”) teve em vários padres (Pe. Alfredo Loisy, o ex-jesuíta Tyrrel, etc.) seus principais fomentadores.

E hoje, engrossando as fileiras dos agitadores e revoltosos, quantos bispos, e quantos padres, não aderiram a verdadeiras heresias? Basta que nos recordemos dos estragos que tem causado em nosso meio uma certa teologia malsã, chamada da libertação. Qualquer fiel, com um mínimo de formação, seria capaz de perceber a discordância entre o que se tem divulgado em muitíssimos ambientes católicos e aquilo que a Igreja sempre ensinou... o próprio J. Ratzinger julgou por bem reconhecer:

 “Eu fico cada vez mais admirado com a habilidade dos teólogos que conseguem defender justamente o oposto do que se encontra claramente escrito nos documentos do Magistério. E, no entanto, aquelas deturpações são apresentadas, através de hábeis artifícios dialéticos, como o ‘verdadeiro’ significado do documento...”

Virgem do Bom Conselho, ora pro nobis!



Referência Bibliográfica

 RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. São Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 265-26

RODRIGUES, Paulo. Igreja e Anti-Igreja. Teologia da Libertação. São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1985, pg. 265-267



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Política Brasileira - Parte I

Prezados leitores, lembrando que este é mais um ano eleitoral, iniciamos uma série de textos que têm por objetivo dar um panorama da política no Brasil. Diversificados autores, porém, que possamos ter um entendimento do porquê daquela “estar como está” em nossa nação. Iniciemos com uma matéria do final de 2011 mas bem contemporânea.

Um pouco sobre a atual corrupção no alto escalão federal

Por João S. O. Junior

Eis as palavras do então ex-chefe da pasta governamental do Ministério do Trabalho, a que foi recentemente denunciada em 2011 por corrupção com 03 dos seus assessores citados:’
(...) “Quero ver até onde vai esta onda de denuncismo”. (Em entrevista ao jornal da Globo, edição de 07/11/11).
Então, para o ex-ministro Carlos Lupi (PDT), foto, o problema maior não é a corrupção e sim a onda de “denuncismo”.

Sim, digo, não. Não há problema de corrupção, não... muito menos problema político, que isso... quanto mais problemas éticos e morais na administração... Isto não existe, pois, o Brasil está de vento em poupa no seu “crescimento econômico”. O país é respeitado lá fora e até sediará uma copa do mundo que já tem um campeão anunciado (e não é nenhuma seleção), é o superfaturamento das obras, ainda que atrasadas, com todo o “jeitinho brasileiro”, claro. A propósito, na gíria do futebol seria a “malandragem”. Sim, a malandragem na administração do dinheiro com impostos de arrecadação recorde ano a ano... Viva!
Para quê a lei de licitação minha gente? Descomplique as coisas... Vamos que vamos... Pra frente Brasil, salve a seleção! O TCU é um retrocesso, assim já manifestou em outros tempos o apedeuta, ex-presidente da república, afinal, o que significa TCU mesmo? Este tribunal é levado a sério?
Mas não minha gente, os vilões da historia não podem ser os “três porquinhos” ou quem os criou, mas algum lobo mau que os soprou de seus cargos, não é revista Veja?
Frente a tantas denuncias, queda de boa parte do escalão ministerial governamental, vez e outra, ouvimos nos bares e conversas afora o receoso cidadão, medonho por uma mudança repentina no seu ganha pão: “Esta corrupção ai sempre ocorreu, agora é que está sendo investigado”...

Se esta corrupção sempre existiu, a indiferença quanto a ela nunca foi tão presente. E está sendo investigado mesmo?
Alguém explicou como o Antônio Palocci (PT) aumentou sua fortuna 20 vezes em 04 anos? Alguém viu notícias de investigação sobre os casos ocorridos na Agricultura, no Turismo, no ministério dos Esportes? Alguém foi processado ou preso pelas denúncias (com exceção dos “denunciadores”)? Os então ministros nomeados pela presidenta, além de “caírem” do cargo estão tendo maiores problemas nas vias policiais e judiciais? Após a queda de um ministro, algum esclarecimento ao público sobre andamento das investigações? Sobre o dinheiro das propinas, algum paradeiro?
Cadê os “caras pintadas”? Ah, esqueci, estes últimos devem estar ocupadíssimos, ocupando alguma reitoria a fim de garantir uma “maloca” livre da PM para seus maconheiros.

Voltando...

A “queda” de um ministro significa apenas um ato para mudança de foco, estratégia certa, corte um pedaço da própria carne (se estiver desgastando) para dispensar as piranhas. É solução experimentada e atestada por quem controla politicamente o Brasil, o marqueteiro governamental.
Não importa quantos ministros caiam ou quantos escândalos e denúncias de corrupção ocorram, está tudo “dominado” contanto que as assessorias de imprensa e marketing saibam controlar a imagem do governo e mantenham as pesquisas de opinião. Até doença é oportunidade para um flash básico e propaganda eleitoral antecipada. Afinal, aqueles são os mais bem pagos para isso. E, num país do faz de conta... o trabalho dos marqueteiros se tornou o mais importante para qualquer política.


Conclusão:

O Brasil foi conhecido por muito tempo como um país exportador de bananas. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está se tornando um país de “bananas”. O brasileiro está perdendo sua capacidade de se indignar frente à imoralidade e corrupção. Este autor que vos escreve não é analista político ou comportamental, mas os fatos nos têm sido muito perceptíveis. Em breve, relembremos o que está para virar o caso do mensalão.

Que a Virgem Aparecida proteja, ilumine e desperte os brasileiros.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PUGNA: SANTA MISSA, TÃO SUBLIME, TÃO DESPREZADA!!!

O que é a Missa mesmo? O que os santos tem a nos dizer sobre tão sublime mistério?


Sempre lembrando que os Pugnas anteriores podem ser baixados para impressão no link próprio, inicio da página a direita, ou clicando aqui. Imprimir frente e verso e preferencialmente em folhas chamex amarelo.

Virgem Santíssima, ora pro nobis.
 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A mentira do “aquecimento global” - só uma ponta de iceberg

Por João S. de O. Junior

Vídeo do programa do Jô que recebeu o climatologista Ricardo Augusto Felício, graduado em Meteorologia e doutor em Geografia Física pela USP. Embora seja apenas uma entrevista e com certo tom de deboche, é muito boa! Desmente e contradiz a mitos como “aquecimento global”, elevação do nível do mar, buraco da camada de ozônio, efeito estufa... Enfim, desmonta a vários dogmas do Ecologismo alarmista da atualidade.



Não foi novidade o que ele contou, mas foi muito interessante a reação de espanto dos ouvintes. Como se estivessem vendo uma revelação do tipo: “fui enganado esse tempo todo?!”, alegria e confusão ao mesmo tempo.  Expressões faciais de quem só descobriram depois de adulto que Coelhinho da Páscoa não existe. Certamente, muitos foram dormir com “crise existencial”.
 
Bem, vendo a reação das pessoas ao depararem os falsos conceitos em confronto com os fatos, podemos citar paralelos, assemelha-se quando:

 - Um aluno mediano revoltado contra a Igreja após a lavagem cerebral feita por um professor que ensinou sobre a Inquisição a deturpando-a. O mesmo estudante começa a ler historiadores sérios no assunto que afirmam que, a Inquisição foi até a salvação de muitos que eram acusados de um crime impossível.

- Uma adolescente que recebeu a dita “educação sexual” exclusivamente na escola atual se deparando com especialistas em HIV. Estes dizendo que a Igreja sempre esteve certa quanto a política dos preservativos. Ou seja, que a mera distribuição do “preservativo” não acaba com a aids e sim os programas voltados para abstinência sexual.

- Um simpatizante do marxismo, estudando fora das salas de aula, descobre que o Comunismo foi o sistema totalitário que mais matou no mundo todo e em toda história. Superando e muito ao Nazismo.

 - Um protestante com pesquisa, estudo e honestidade em busca a verdade muito além do que lhe fora passado em sua igreja, percebe que milagres de fato só existem na Igreja Católica. Que esta é a Igreja apostólica desde o início do cristianismo.

- Um universitário que aprendeu de seus professores anticlericais que a Igreja foi e seria o maior atraso do ensino na civilização em épocas que aqueles docentes chamam de “idade das trevas”. Depois, o acadêmico se depara com estudiosos, como o Dr. Thomas Woods, que desmentem todas as balelas e mostra que a Igreja não só criou hospitais, orfanatos e asilos, mas também o sistema de ensino que temos hoje, assim como fundou as Universidades mais antigas que temos desde a Idade Média.

Situações assim, dentre diversas outras, deixam qualquer cidadão mediano com cara de espanto porque a mentira quando fora contada várias vezes, a exemplo do “aquecimento global”, dá a impressão que se trata de uma verdade incontestável. O “Ecologismo Aquecimentista” com sua propaganda de sustentabilidade, ao que tudo indica, é uma mentira que não vai se sustentar por muito tempo, mesmo que o estrago nas mentes já esteja feito. 

Podemos concluir: distorções de fatos (mentiras mesmo) são ensinadas nas nossas escolas e que, infelizmente, grande maioria das pessoas vai engolindo inquestionavelmente. O Ecologismo radical é só a ponta de um iceberg de um monte de bobagens que são transmitidos ou omitidos às gerações no ensino público. O falso conhecimento passa a ser o “senso comum” da população. Isso é uma consequência da subversão feita pelo marxismo cultural na sociedade, assunto muito importante e extenso que devemos tratar.
Mas as verdades estão aí para quem quiser saber com sinceridade. Cabe a nós, empenharmos neste apostolado da defesa da nossa civilização e da Igreja. Há muito trabalho a se fazer.

Genocídio Ucraniano (1932-1933), mais de 3 milhões de mortos só por fome forçada. Um dos vários genocídios promovidos por regimes Socialistas no séc. XX, mas intencionalmente omitidos pela história nas nossas salas de aula.

Virgem Santíssima, ora pro nobis.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise no mundo moderno - parte I - Quando o real imita o mito

Coreia do Sul luta contra importação de pílulas à base de carne humana

08 Mai 2012 - SEUL (AFP)


A Coreia do Sul intensificou a luta contra o contrabando de pílulas procedentes da China que contêm pó de carne humana, supostamente para curar doenças e melhorar o desempenho sexual, informou nesta terça-feira o governo de Seul.
Desde agosto do ano passado, a alfândega interceptou 17.451 cápsulas ou pílulas contendo pó de carne seca, retirada de fetos ou bebês natimortos. Estas cápsulas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.
Introduzir estes comprimidos no país viola a lei que proíbe produtos que "ferem a dignidade humana e os valores", declarou à AFP Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega.
A maioria deles veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji, e eram destinados a clientes sul-coreanos, de acordo com a Alfândega. Vários estavam escondidos em pacotes contendo medicamentos "regulares".
As autoridades da Coreia do Sul aumentaram o controle dos voos provenientes de "certas regiões chinesas" e realizam uma análise muito mais rigorosa das bagagens, disse Kim Soo-Yeon.
Por enquanto, as pessoas detidas não pareciam pertencer a uma rede estabelecida. Muitos dos presos asseguraram desconhecer a composição desses "medicamentos".
Além do aspecto ético, a Alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nestas pílulas.
De acordo com o jornal Chosun Ilbo, essas cápsulas são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de 27 a 34 euros).
A venda dessas cápsulas é baseada em uma superstição, segundo a qual engolir pedaços de crianças pequenas pode curar doenças ou dar grande força física.

Saturno – Peter Paul Rubens


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Por que não a veste oficial?


Por João S. de O. Junior

Em um dia semanal, numa grande metrópole, um senhor começa a ter uma parada cardíaca na fila de um banco. Os cidadãos ao seu redor mobilizam ajuda enquanto o socorro não chega. Frente ao drama e ao alvoroço de clientes e curiosos, um garoto sai pela rua e em meio à multidão avista um médico, chama-o imediatamente para dar assistência. Felizmente, a presença imediata do doutor foi essencial para os primeiros atendimentos ao socorrido. O garoto identificou aquele não porque o conhecia, mas por causa do jaleco e da roupa branca, própria de um profissional da saúde num dia comum de trabalho.

A presença de policiais é eficiente para inibir a ação de criminosos em qualquer evento e em qualquer cidade do país, mas por quê? Bom, a farda, embora distintas em cada unidade federativa, caracteriza precisamente os policiais dos demais cidadãos. Certamente, a presença daqueles não teria a mesma eficiência se todos estivessem à paisana, ou seja, com vestes civis comuns.

Prezados amigos, esses são apenas dois exemplos dentre vários. Mas porque um sacerdote vai querer ignorar sua veste oficial?

- “Para aproximar mais das pessoas”. Quem disse que uma batina ou um clergyman afasta as pessoas de um padre? O contrário, sem aquela muitos passam por perto de um religioso como se passassem pela praça de uma igreja, mas como se esta fosse apenas subterrânea. Ou seja, perdem a graça de pedir a benção e de se lembrarem do que é sagrado.

- “Mas o padre é igual a todo mundo”. Mentira, vamos esclarecer: a pessoa civil de um padre, que tira documentos, paga impostos, tem necessidades, qualidades ou limitações humanas e etc... É como outra qualquer. Certamente tem a mesma dignidade humana que deve ter um mendigo ou o presidente da república. Mas enquanto ministro de Deus, deve agir e ser tratado com o devido respeito, como tal o é. Em certas situações sua ação será “in persona Christi Capitis” (na pessoa de Cristo Cabeça) (1). Por isso do bom e tradicional habito de beijarmos a mão do sacerdote, não pela pessoa dele em si, mas pela pessoa de Cristo ao ministrar os sacramentos. E se o padre fosse como qualquer leigo não precisaria ficar anos no seminário e nem receber o sacramento da ordem, simples assim.

- “Mas o hábito não faz o monge”. Contudo o bom monge vai necessariamente usar o hábito, quando não por convicção da necessidade ao menos por obediência. As normas eclesiásticas (2) já são motivo suficiente para um bom padre usar a vestimenta sacerdotal. Infelizmente, a desobediência quanto a esse preceito está se tornando o hábito para muitos.

- “Se o padre não quer usar, deixa ele, tem que respeitar a diversidade...”. Um funcionário público poderia chegar ao trabalho de bermuda e sandálias? Você vai ao trabalho ou aos eventos sociais da maneira que bem entender? É, percebe-se que não. Semelhantemente, um cristão não pode dizer que prefere um “círculo” ao invés da figura da cruz e sair com uma argola no pescoço dizendo que representa sua fé cristã. Assim como os cristãos não devem ter vergonha da cruz perante a sociedade, um padre não deve ter vergonha de se identificar como tal também neste mundo, ainda que a contragosto.

Para reforçar nossos argumentos, até a ciência (3) está dizendo que o uso do hábito auxilia o religioso por lembra-lo de seus deveres.

Comercial do posto Ipiranga. Mesmo com o secularismo, a sociedade quando imagina um padre, ele está de batina.

Conclusão: O uso da batina, ou pelo menos do clergyman, por parte de um sacerdote não é uma fachada, e sim um sábio e eficiente meio que a Igreja criou durante os séculos para o sacerdote se apresentar a toda sociedade. Embora as comparações feitas, diferentemente de um profissional qualquer, o padre deve estar o tempo todo à disposição do serviço, por isso deve se identificar sempre como religioso. Também, o uso da batina lembrará aos fiéis da presença do sagrado, imporá respeito e mostrará que ali há um ministro de Deus.
Este e mais outros fatos podemos citar para um religioso usar o hábito de sua ordem religiosa. Infelizmente, algumas ideias descabidas como as apresentadas, ou outras, até demoníacas as quais comentaremos depois, vem influenciando uma secularização na Igreja. Certamente, o sacerdócio é um ponto chave e embora possa parecer algo pequeno o uso da veste oficial, é algo estratégico, notório e muito didático, ao qual não podemos negligenciar e omitir.

Pe. Henrique Munaiz com sua tradicional batina. Jesuíta, capelão do Carmelo em Montes Claros-MG, sacerdote piedoso e muito querido na cidade.

Que Maria Santíssima interceda por nossos sacerdotes. Rezemos pelo clero.

(1)   Vide Código de Direito Canônico de 1983, Cânones 1.008 - 1009.
(2)   Vide Código de Direito Canônico de 1983, Cânon 669 §§ 1 e 2.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Divulgação: Boletins da Sociedade da Santíssima Virgem Maria



Prezados leitores, estamos divulgado os boletins 'Pugna' do nosso apostolado de amigos!
"E se você morresse agora?"

Lembrando mais uma vez que os exemplares do Pugna poderão ser lidos e baixados para impressão como auxílio na evangelização, conhecimento e defesa da fé. Obs: Impressão frente e verso e de preferência em chamex amarelo.
Para acessar os boletins anteriores, clique aqui ou no link próprio de nossa página a direita, início da mesma.

Virgem Santíssima, rogai por nós!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fumaça de Satanás no Templo de Deus

                  Nossa Senhora chora pela situação da Igreja e do mundo.

Prof. Pedro M. da Cruz

Nosso blog estaria sozinho ao querer chamar a atenção dos leitores sobre o estado de provação por que passa a Igreja na atualidade? Ouçamos o que disse alguns de nossos pastores. Veremos assim, que o exposto anteriormente neste blog já foi alvo de excelentes comentários por parte de muitos autores abalizados. Este humilde trabalho vem apontar no momento as afirmações de grandes homens que souberam abordar a questão com responsabilidade e clareza.

 I – S.S. Paulo VI

 “O Papa Paulo VI em 30 de Junho de 1968, conforme o L`Osservatore Romano, foi abrigado a reconhecer a gravíssima situação em que se encontrava, já naquela época pós-conciliar, a instituição Católica:

“Na Igreja também está reinando uma situação de incerteza. Tem-se a sensação de que, de alguma abertura tenha entrado a Fumaça de Satanás no templo de Deus.”

Essa afirmação, vinda de um Sumo Pontífice, não confirma aquilo que expusemos desde o princípio de nosso trabalho? Anos depois, ele voltaria a usar de expressões fortíssimas na tentativa de descrever a tribulação que sofre o cristianismo:

“A Igreja está passando por uma hora inquieta de autocrítica que melhor se diria de autodestruição. É igual a um transtorno agudo e complexo, que ninguém teria esperado depois do Concílio. A Igreja parece se suicidar, matar a si mesma.” (07 de dezembro de 1972 – L`Osservatore Romano).

Como vemos, o próprio Papa Paulo VI reconhece que, após o Vaticano II, a Igreja entrou em um momento de confusão e perigo para a fé de muitos. Lembremo-nos de que foi ele quem encerrou esse Concílio iniciado pelo seu antecessor, o Beato João XXIII. O mesmo Pontífice chegará a afirmar em dezoito de Julho de 1975 que esperava-se, após as reuniões conciliares, um período resplandecente de sol para a história da Igreja, mas que, pelo contrário, veio um sopro de nuvens, de tempestade e de trevas. Inclusive, autores muito confiáveis chegaram a afirmar que o mesmo Concilio Vaticano II tenha sido fortemente perturbado por modernistas e liberais. Segundo eles, tal situação fez surgir, ainda nas reuniões conciliares, diversas contradições, desagregações e tumultos. Em entrevista ao filósofo francês Jean Guitton, seu amigo, o mesmo Papa Paulo VI, em oito de setembro de 1977, tornou a reconhecer o que se segue:

“Neste momento há na Igreja uma grande inquietação. E o que está em questão é a fé! O que me perturba quando considero o mundo católico, é que, dentro do catolicismo, algumas vezes, parece predominar um pensamento não católico; e pode acontecer que este pensamento não católico, dentro do catolicismo, amanhã seja uma força maior na Igreja.”

Como podemos averiguar, os temores do Papa não eram uma ilusão de sua mente. Hoje, vemos avançar, e com cada vez mais ímpeto, pensamentos anti-católicos dentro do seio da própria Igreja. Basta assistirmos algumas conferências que se fazem por aí e veremos os aplausos se levantarem com entusiasmo para todos aqueles que falam contra ensinamentos fundamentais da Tradição cristã. De fato, ‘... parece predominar um pensamento não católico...’.”

 II – S.S. Beato João Paulo II

“Após Paulo VI, o próprio Beato João Paulo II (que sucedera um curtíssimo pontificado encerrado por questões, ainda hoje, misteriosas) não deixou de chamar-nos a atenção para o momento delicado por que passa a única Igreja de Cristo. Em sete de fevereiro de 1981 ele reconheceu que era preciso admitir, com realismo e sensibilidade, dolorosa e profunda, que, já naquela época, não tão remota, uma grande maioria dos cristãos, sentia-se desnorteada, confusa, perplexa e desiludida. Haviam sido espalhadas idéias contrárias às verdades reveladas e ensinadas desde sempre pela Tradição, verdadeiras heresias contra o credo e a moral. Segundo o mesmo pontífice, ia-se solapando a liturgia; afundava-se no relativismo, assim como, na permissividade. Os homens, de fato, caiam na tentação do ateísmo, do agnosticismo, do iluminismo, de uma moral indeterminada, de um cristianismo sociológico sem dogmas definidos e sem moral objetiva. Ora, não é isso, e num maior paroxismo, o que se dá nos dias atuais? Não vemos se operando em nosso meio tudo o que já percebera nos anos oitenta o citado Papa polonês? Desde aquela época as coisas se tornaram ainda mais críticas. Porém, esta não é uma afirmação gratuita de nossa parte, muitos são os espíritos clarividentes que nos apresentam a mesma realidade. É o que continuaremos a constatar.”

III – S.S. Bento XVI

“O Papa Bento XVI, ainda quando Cardeal, foi destemido ao apontar a triste situação em que se encontra a Europa, outrora resplandecente em seu cristianismo:

“Essa Europa, cristã de nome, há mais de quatrocentos anos, é berço de um paganismo novo, que vai crescendo sem parar, no meio do coração da Igreja Católica e a ameaça de destruir por dentro. A imagem da Igreja da era moderna é essencialmente caracterizada pelo fato de ela se tornar cada vez mais, Igreja de pagãos, de um modo todo novo, no sentido de que continuam a chamar-se cristãos, mas na realidade continuam pagãos. Trata-se de um paganismo dentro da Igreja... de uma Igreja em cujo coração vive o paganismo. É uma tentação típica de nossos tempos.”

Ao lermos tantas afirmações contundentes, é provável que muitos de nós sintamos abalar nossa confiança em Deus e na Igreja Católica. Mas, isso seria uma vergonhosa falta de fé nas promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é Deus, e sua vitória é inevitável! Os inimigos de Cristo podem conspirar das formas mais perspicazes e diabólicas; seu aparente triunfo pode extasiar suas fileiras, enquanto sofrem, de espada em punho, os filhos da Igreja militante; porém - tenhamos a certeza - quando o ímpio se manifestar “... o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor de sua vinda.”. Assim, chegará, finalmente, o novo céu e a nova terra para todos aqueles que perseveraram fielmente nas fileiras do Divino Salvador. O primeiro céu e a primeira terra terão desaparecido, “...então, Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos, e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque terá passado a primeira condição.”

O mesmo Cardeal Ratzinger em livro publicado por Messori, vêm confirmar, tempos depois, as afirmações de Paulo VI, por nós já citado:

“Os resultados que se seguiram ao Concílio parecem cruelmente opostos às expectativas de todos, inclusive às de João XXIII e, a seguir, de Paulo VI. Os cristãos são novamente minoria, mais do que jamais o foram desde o final da Antiguidade... Os Papas e os Padres conciliares esperavam uma nova unidade católica, e, pelo contrário, caminhou-se ao encontro de uma dissensão que, para usar as palavras de Paulo VI, pareceu passar da autocrítica à autodestruição. Esperava-se um novo entusiasmo, e, no entanto, muito freqüentemente chegou-se ao tédio e ao desencorajamento. Esperava-se um impulso à frente, e, no entanto, o que se viu foi um progressivo processo de decadência que veio se desenvolvendo em larga medida, sob o signo de um presumido ‘espírito do Concílio’ e que, dessa forma, acabou por desacreditá-lo.”

Por isso, completava em outra parte o mesmo Cardeal, hoje Sumo Pontífice da Igreja Católica: ‘É tempo de se reencontrar a coragem do anticonformismo, a capacidade de se opor, de denunciar muitas das tendências da cultura que nos cerca, renunciando a certa eufórica solidariedade pós-conciliar.’"

Maria Santíssima, rogai por nós!

 Referência Bibliográfica:

O texto completo encontra-se no livro: CRUZ, Prof. Pedro M. da. Perseguição à Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade. Prod. SSVM. 2012.

Outras citações: Não agüentamos mais! Carta ao clero italiano. Ed. Segno, 1995. Trad. D. Manuel Pestana Filho. Anápolis, Goiás. 66 pgs. FEDELI, Orlando. Carta a um padre. São Paulo: Véritas. RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. Sâo Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 16-17