quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O mundo deve ser católico!






Prof. Pedro Maria da Cruz


 "O mundo foi criado em vista da Igreja." (CIC - §760)

 "A Igreja é a finalidade de todas as coisas..." (CIC - §760)


Nosso Senhor Jesus Cristo é o fundamento de todas as coisas. Deste modo, a pertença à Sua única Igreja verdadeira, assim como, a austera fidelidade à Sua doutrina revelada, torna-se um imperativo para os seres humanos. Sim, todos devem ser católicos! Afirmemos desde logo esta verdade com extrema ousadia, sem meias palavras. As pessoas estão fartas de melindres apologéticos e insinuações escrupulosas; terrenos férteis para a confusão e a pérfida heresia.

Mesmo aqueles que ainda se encontram nas trevas da ignorância suspiram pela salvação. No mais íntimo de seus corações anseiam pelo conhecimento da verdade. Toda alma distante do Redentor está sedenta e insatisfeita; assemelha-se à terra árida e sequiosa. Não nos deixemos enganar: só há verdadeira felicidade ao lado do Cordeiro; quando nos tornamos, pela graça, partícipes de Sua vida sobrenatural.

O ensino constante da Tradição nos dá a certeza de tudo quanto temos afirmado. No entanto, muitos são os leigos, padres e bispos que, infelizmente, julgando-se superiores ao Magistério eclesiástico, ousam ocultar estas verdades, quando não terminam por negá-las abertamente. Juram, deste modo, fazer grande bem à humanidade por colocarem-se em pleno acordo com as “novas formas de ver o mundo”. Em nome de um ecumenismo modernista, todo ele, incompatível com o pensar da Igreja, jogam por terra séculos e séculos de suor e lágrimas, lutas e sangue oferecidos pela evangelização dos povos.

Quantos mártires se doaram pelo triunfo da verdade! Quantos esforços heróicos de missionários e mais missionários testemunharam estes ensinamentos! E agora, em razão de uma incompreendida liberdade religiosa, pretendem reduzir o cristianismo a uma simples religião em meio às outras.

Deturpação da Verdade

No pensamento desses pseudo-cristãos, a fé Católica seria tão natural como todo e qualquer engenho da criatividade humana; um mero fruto cultural de épocas remotas. Segundo eles, como a Igreja teria surgido a partir de necessidades históricas ultrapassadas, agora deveria largar as armas, render-se, desaparecer... e, ceder lugar aos novos projetos da modernidade. Se quisesse continuar a existir, deveria, isto sim, deixar-se modelar de acordo com os desejos da criatura e não relutar numa busca incansável pela glória dos tempos de antanho. Nessa perspectiva, percebe-se facilmente, o Dogma é mero entrave a ser criticado e destruído.

Portanto, para os inimigos da Tradição cristã, toda a realidade deve possuir o colorido que os homens julgarem mais conveniente. Afinal, ele, o indivíduo, é (de acordo com esse antropocentrismo) “a medida de todas as coisas”. Não é difícil aqui, caro leitor, ouvirmos o eco das idéias luciferinas, ele que também pretendeu-se no lugar do Criador: “Sereis como deuses.” (Gen. 3,5)

O próprio Jesus Cristo, na boca daqueles que têm coragem o bastante para ir ao extremo de suas reflexões, torna-se um mero líder religioso, tão sagrado ou tão “deus” quanto qualquer outro que se creia como tal. Se a Religião, para esses fautores de heresias, é apenas uma manifestação de um difuso sentimento religioso, e Nosso Senhor Jesus Cristo é um simples líder comparável a tantos que marcaram nossa história, então, o brilho do cristianismo se obscureceu. A própria idéia de Religião perdeu sua centralidade. Tanto faz que permaneçamos nesta ou naquela filosofia, que sigamos este ou aquele caminho.

Talvez – seguindo ainda mais esse raciocínio grogue - seja até melhor, abster-se da filiação a um grupo religioso específico. De fato, uma vez descoberta esta suposta dança histórica (de nascimentos e ocasos filosófico-religiosos) poderíamos assim nos privar de possíveis dogmatismos, ou surtos de poder que uma dessas instituições religiosas venham a adquirir com o passar dos tempos.

Portanto, tomar consciência de que não houve Encarnação, ou mesmo, de que não houve iniciativa por parte de Deus em criar uma religião específica, entre outras coisas, colocar-nos-ia acima de todas as religiões e nos daria o direito de exigir das mesmas que se submetam à nossa incrível capacidade racional e evolutiva. Temos aqui a vitória do naturalismo, circundado, claro, de todas as filosofias que participam (em graus variados) de seus princípios ou conclusões “lógicas”.

Entretanto, o Filho de Deus foi claro e objetivo ao ordenar a seus apóstolos a radicalidade de sua missão: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações. Batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi.”

Ora, se o Divino Mestre possui toda a autoridade, a quem mais irão os homens? Se todas as nações devem ser ensinadas a observar o Evangelho, que lugar haverá no mundo para doutrinas não-cristãs? E, finalmente, se todo indivíduo precisa ser batizado no cristianismo, isso não significa que todos devam ser, necessariamente, cristãos, e, portanto, pertencentes à única Igreja fundada por Jesus Cristo?

Como podemos perceber, a própria Sagrada Escritura (mesmo não sendo a única fonte da Revelação) é claríssima ao nos ensinar sobre esta questão de importância capital. Sendo assim, ou Cristo sempre esteve errado e poderemos abandonar nosso caminho tradicional; ou, pelo contrário, Nosso Senhor sempre esteve correto, e todos os que atacam a doutrina católica estão afogados na mais triste heresia.

Se o Divino Redentor ensinou a verdade, isso significa que possuímos o gravíssimo dever de promover a centralidade do cristianismo, e, portanto, de anunciar Sua Igreja como necessária a todos os seres humanos. Significa, por fim, o dever de nos submetermos totalmente aos ensinamentos da instituição fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo: Católica, Apostólica e Romana.

Virgem Maria, ora pro nobis!


Referência:

Livro: Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade – Prof. Pedro M. da Cruz

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Obedecer a Deus ou ao Diabo?


                           Obedecer sempre?


Prof. Pedro Maria da Cruz

Após havermos tomado consciência da triste situação em que se encontram tantos membros da Igreja na atualidade, e, mesmo assim, continuarmos a afirmar, resolutos, a certeza da vitória final de Jesus Cristo sobre o mal, podemos caminhar um pouco mais em nossas reflexões. Perante uma realidade tão conturbada como a nossa, em que tantos padres (e mesmo bispos) ousam colocar-se contra os ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica, ficamos, muitas vezes, desnorteados, confusos quanto ao grave dever de obediência a que Cristo nos submeteu. Com efeito, Ele mesmo dissera aos seus apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita.”

Ora, não seria o caso de cumprirmos cegamente todas as diretrizes de nossos pastores sem maiores distinções ou preocupações? Se Nosso Senhor outorgou tanta autoridade a seus apóstolos, por que levantarmos a voz contra certos pronunciamentos? Não significariam aquelas palavras do divino Mestre, que todo e qualquer ensino dado por parte de nossos superiores seja, sem sombra de dúvidas, infalível e irrevogável? Como podemos perceber, estamos perante uma questão de suma importância para os católicos que, verdadeiramente, amam a fé cristã.

É por não compreenderem certos aspectos do ensinamento católico sobre a obediência que muitos se perdem em caminhos tortuosos. “Obedecer tudo e a todos na Igreja”, sem critério ou discernimento, pode significar, algumas vezes, entrar em choque com o ensino infalível da Tradição. A Deus lhe agrada corações submissos, porém ladeados pelo crivo da inteligência.

Sabemos que toda criatura deve obedecer perfeitamente ao seu Criador. “Toda”, inclusive, o que é obvio, nossos superiores... E, aqui está a chave da questão. O dever de obediência ao Deus absoluto cabe a todos os seres humanos, desde o Santo Padre, o Papa, até ao menor dentre todos os fiéis leigos. E, digo mais, desde o maior potentado ou intelectual entre os homens, (mesmo que não conheça a revelação cristã ou não queira aceitá-la) até o mais ignorante silvícola, todos possuem o grave dever de sempre procurar conhecer, amar e servir ao seu Criador da forma mais perfeita que lhe seja possível. De fato, está escrito que todos os reis da terra hão de adorar ao Deus verdadeiro, assim como, que todas as nações hão de servi-lo, porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Nesse sentido, ordenava o salmista: “louvai-o todos os povos”.

Centralidade de Nosso Senhor Jesus Cristo

Afirma São Paulo, que o Pai Celestial deu ao Cristo sentar-se à sua direita nos céus, acima de todas as coisas; tudo foi sujeitado a seus pés. De fato, Ele foi constituído chefe supremo da Igreja, que é seu Corpo. Sendo assim, está claro: todos os seres humanos devem prestar uma obediência absoluta ao Verbo Encarnado! Por fim, o autor sagrado, quis ser ainda mais direto em sua assertiva; noutra oportunidade afirmou, categoricamente, que Deus exaltou sobremaneira Seu Filho outorgando-lhe o nome que está acima de todos os outros nomes, para que perante ele se dobrasse todo joelho no céu, na terra e nos infernos; e toda língua confessasse que “Jesus Cristo é o Senhor.” Ora, sendo assim, jamais poderíamos imaginar, por exemplo, um católico, padre ou bispo que seja pretendendo uma sociedade que não fosse cristã ou colocando-se contrário à “Restauração da Cristandade”. Porém, não é esse o assunto principal de nossa reflexão. Deixemo-lo para outra oportunidade.

Quanto ao ponto que se refere à soberania absoluta de Nosso Senhor, estamos plenamente de acordo! Todavia, recordemo-nos, mais uma vez, da afirmação apresentada um pouco acima. Escrevemos que toda criatura “deve obedecer perfeitamente ao seu Criador, inclusive, o que é obvio, nossos superiores”. Haveria alguma possibilidade de que membros da sagrada hierarquia venham a pecar rebelando-se contra a lei da obediência? Já vimos que sim, e nosso grande exemplo fora Judas, um dos apóstolos de Nosso Senhor.

Então, por que o Filho de Deus teria proferido revelações tão fortes como essas a nossos superiores na hierarquia eclesiástica: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita”, “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra será desligado no céu”, ou mesmo aquelas outras, “ Ide , pois, e ensinai a todas as nações ... ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”, e “ Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”? Não parece estranho que palavras como essas fossem dirigidas a seres tão limitados como os apóstolos? Na crucificação, recordemo-nos, todos abandonaram o Salvador, com exceção de João Evangelista, que permanecera ao lado da Virgem Santíssima e, por isso, aos pés da santa cruz. Aliás, belo exemplo aos que almejam uma fidelidade mais perfeita ao Divino Mestre: estar constantemente à sombra de sua cruz, e sob o manto de sua Mãe castíssima!

 Algumas distinções

As palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo jamais poderão ser tomadas de modo superficial. Nos textos apresentados, elas não se referem - como é evidente - a todos os membros da Igreja cristã. Algumas vezes Cristo fala tão somente a São Pedro, enquanto que em outras, fala aos demais apóstolos em união com ele. Basta conferirmos, por exemplo, os versículos de São Mateus (16,19; 18; 18), onde, em primeiro lugar, Cristo se dirige unicamente a Cefas, deixando para outro momento a mesma promessa, que será feita, neste caso, ao restante dos apóstolos, porém, como sempre, unidos a Pedro e sob sua autoridade.

Ademais, existe uma clara distinção entre os membros que compõem a Igreja fundada por Jesus. Nela há uns que ensinam, dirigem ou mandam, e outros, por sua vez, que aprendem, são dirigidos e obedecem. A primeira parte é chamada “Igreja docente”, enquanto que a última, recebe o designativo de “Igreja discente”. Ambas as partes não formam, evidentemente, duas Igrejas distintas, mas por vontade de Cristo, Nosso Senhor, uma só e mesma Igreja, do mesmo modo que no corpo humano a cabeça é distinta dos outros membros, e, não obstante, forma com eles somente um corpo. A Igreja Docente compõe-se de todos os Bispos - quer se encontrem dispersos, quer se encontrem reunidos em Concílio – porém, e recordemos insistentemente, sempre unidos à sua cabeça, o Romano Pontífice, sucessor direto de São Pedro. A Igreja Discente, finalmente, composta de todos os padres, diáconos e fiéis leigos, possui o grave dever de prestar obediência aos seus superiores, sob pena de incorreram em condenação eterna, a menos que estes – os superiores - se desviem da fé verdadeira.

E, se tal estado de coisas criado pelo Filho de Deus surpreende aos espíritos orgulhosos, relativistas e anti-hierárquicos de nosso tempo, terminemos por lembrar, que além do poder de ensinar, a mesma Igreja possui também, e, especialmente, o poder de administrar as coisas santas. Pode, sim, dentro da lógica do próprio evangelho, fazer leis e de exigir a sua reta observância, impondo inclusive, se preciso for, as penas correspondentes aos erros cometidos.

Voltemos, entretanto, aos textos bíblicos em questão. Quando o Verbo Divino fez aquelas impressionantes afirmações (“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita”, “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra será desligado no céu”, entre outras...), não se referia propriamente aos fiéis leigos, e nem mesmo aos simples religiosos, diáconos, sacerdotes e párocos de forma direta e imediata, mas tão somente, aos apóstolos e seus legítimos continuadores no exercício do ministério: os Papas e os outros bispos a eles subordinados.

Isso é de importância fundamental para não cairmos no exagero de atribuir uma autoridade singular como esta a quem não a possua por direito. De fato, Nosso Senhor não conferiu aos leigos esta função de ensino; e, mesmo os padres, eles simplesmente participam dum poder que cabe por direito à Igreja docente na pessoa dos legítimos sucessores apostólicos, o Papa e os Bispos a ele submissos. Isso explica tantos erros serpenteando entre os católicos, pois aqueles que deveriam seguir com extrema fidelidade os ensinamentos constantes da Igreja, todos eles revelados por Cristo, desprezam a autoridade conferida aos nossos pastores fiéis à Tradição. Julgando-se “doutores da verdade” põe-se a ensinar terríveis heresias.

Lembremo-nos: é sobre o fundamento dos Apóstolos que estamos edificados, por isso mantemos ininterruptamente desde o primeiro século da era cristã a crença numa única fé, assim como a submissão a um só Senhor e a aceitação de um único Batismo. Aqueles que se afastam desse caminho traçado pelo Filho de Deus, vivem como crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Muitos, por pretenderem obedecer cegamente e sem discernimento, acabam por prestar vassalagem ao Demônio.

Maria Santíssima, mãe e rainha, rogai por nós!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um Brasil “Heterofóbico”? Uma análise sobre os números da militância gay

Por João S. O. Jr

Não é novidade a manobra do movimento gayzista de sempre colocar o homossexualismo como vítima, a fim de atrair atenção e privilégios para a militância gay. Ressaltamos que esta mesma não visa realmente respeito a pessoas homossexuais, mas sim, todo um privilégio e inversão moral na sociedade. A tática é propícia aos homens do nosso século, pouco analíticos. E, no esquema de busca de notoriedades, estão os números, seja para inflá-los quando conveniente, a exemplo do que vinha acontecendo com o numero de participantes da parada gay da Avenida Paulista(1) ou, seja para mascarar algo quanto aqueles.
Claro, não foi diferente num estudo anunciado este ano pelo movimento gay da Bahia, o de que em 2011 houvera em torno de 266 homossexuais assassinados em todo Brasil. Veja um exemplo de como foi publicado na mídia este dado:

Acontece que, analisando minuciosamente o relatório do estudo (2), baseado em notícias cotidianas da mídia em todo o país, veremos as causas. Embora sejam diversas, muito mais pela periculosidade dos locais e horários freqüentados (por maioria dos travestis), proximidade a clientes traficantes, ex-presidiários ou mesmo casos de latrocínio ou outros corriqueiros, que ocorrem com qualquer cidadão independente de ser gay ou não. Os crimes não devem ser “minimizados”, queremos dizer que ocorre circunstancialmente tanto para homossexuais como para heterossexuais. Ao ser questionado quanto a isso, a resposta simplória do líder do movimento gay da Bahia é que não podem exigir deles o “atestado de ódio” aos gays pois não se exige do movimento negro ou feminista quando estes divulgam suas estatísticas (3).
Mas por que a insistência de querer colocar o número como um resultado de “ódio aos gays”?

Bem, o seguinte panfleto informativo, simples e esclarecedor foi divulgado no Campus da UFMG:
Obs: O mesmo movimento gay teve que lançar uma campanha com o manual “gay vivo não dorme com inimigo”, trata-se de dicas para homossexuais terem mais segurança quando envolverem-se com um parceiro.

Então, quanto ao folheto na UFMG, eis a tolerante reação de quem comunga da idéia da militância gayzista:


Quem quiser conferir a origem desta foto, clique aqui:
 Precisa dizer algo mais? Creio que não. 

Mas, vamos fazer outra análise seguindo a lógica do lobby gayzista, com dados tanto fornecidos por eles como por órgãos oficiais de estatística:

Levemos em conta que a média de assassinatos no Brasil está em torno de 50.000 pessoas por ano (4) segundo o Instituto internacional SANGARI (numero assustador, não é?). Subtraindo então daquelas pessoas 266 que são homossexuais (50.000 – 266), temos por volta de 49.734 pessoas heterosexuais sendo assassinadas, em média aproximada de 190 vezes o número de homossexuais mortos anualmente.
Evidente que o número de heterosexuais é maior proporcionalmente. Então, consideremos também que a porcentagem de homossexuais na população brasileira seja de 10% (5), (não que acredito neste dado, só que ele é propagandeado pela militância gay). Se a população brasileira está em torno de 190 milhões segundo últimas pesquisas do IBGE (6), logo, temos no Brasil um total de 19 milhões de homossexuais.
Ainda assim, teremos aproximadamente 1,3 homossexuais assassinados para cada 100 mil gays no Brasil enquanto 29 heterossexuais assassinados para cada 100 mil héteros. Ou seja, para cada 01 homossexual assassinado, aproximadamente 21 heterosexuais assassinados em 100 mil pessoas no Brasil. 

Conclusão da análise dos números:
Segundo a lógica do movimento gayzista de considerar que o assassinato de qualquer pessoa é por causa de sua “orientação sexual”, no Brasil há uma verdadeira “héterofobia”. Matam-se heterossexuais como nunca (49.734), proporcionalmente muito mais comparando com o número de homossexuais, a então ministra dos direitos humanos vai dizer que é um verdadeiro absurdo?

Conclusão de nossa matéria:
Prezados, esta análise não é agradável de fazer. Independente de ser homo ou heterosexual, brasileiro ou estrangeiro, branco, índio ou negro, é estarrecedor ver números tão altos com relação a morte de seres humanos por eles mesmos, embora, não devemos nos espantar com a natureza humana, decaída. Mas foi feita para mostrar que, se seguirmos a vitimista lógica gayzistas, de propagandear qualquer morte de uma pessoa homossexual como “homofobia”, então, estamos vivendo numa eterna “heterofobia” e não sabíamos!
Entretanto, a “Heterofobia” verídica, não está longe de acontecer. O movimento gayzista está com todas as suas presas no Brasil, seguindo a estratégia de ocupação de espaços, já tomaram a muito tempo a opinião na mídia, vários partidos políticos, o entretenimento das novelas, e estão fazendo tudo para por uma mordaça aos cristãos com a PL 122 no campo jurídico e político (7), e também, prontos a contaminar nossas crianças com o Kit gay, já nas escolas privadas (8).

Enfim, cristãos católicos, bispos do Brasil afora, acordai-vos!
Salve Maria Santíssima!

Referências: 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fórum: O Sentido Cristão do Casamento e da Sexualidade

Texto por Saulo Eleazer

Como anunciamos, realizou-se no dia 22 de Julho deste ano o fórum “O Sentido Cristão do Casamento e da Sexualidade”, promovido pela Sociedade da Santíssima Virgem Maria, SSVM. O evento iniciou-se às 8:30 horas da manhã de domingo no auditório do Hospital Universitário Clemente Farias, em Montes Claros- MG, e teve seu encerramento ao meio dia.


Após a reza do Santo Terço, a primeira conferência foi uma apresentação sobre o sentido cristão do casamento, excelentemente conduzida pelo Sr. João Soares de Oliveira Júnior. Durante o desenvolvimento de sua atividade o conferencista abordou assuntos pertinentes ao tema como o que o cristianismo fez ao casamento, a importância dos filhos e de conjugar os fins do matrimônio tendo por base a Encíclica Humana Vitae, do Papa Paulo VI. Também, a questão dos métodos contraceptivos e abortivos, abarcando já em um único lance os pontos principais do que seria a segunda conferência.


Após essa belíssima exposição, foi oferecido aos presentes um agradável lanche onde os mesmos puderam estreitar seus laços, conviver fraternalmente e trocar informações.O que demonstrou o interesse pelos assuntos e sua gritante atualidade.

Antes do fórum de discussões, que, aliás, chegaram a um nível de participação e aprofundamento louváveis, foi apresentado um vídeo onde o Rev. Pe. Paulo Ricardo brindou os nossos convidados com tocante reflexão a respeito do verdadeiro sentido do amor no relacionamento conjugal.


Conduzindo o fórum, que encerrou nossas atividades, participaram os senhores membros da SSVM: João Soares de Oliveira Junior, conferencista; Rafael Gomez, seminarista da ordem dos mercedários; Paulo Vinicius Costa de Oliveira, advogado e por último sr. Valdomiro, representante da liga do Santo Rosário.


Agradecemos a todos os jovens que nos deram a alegria de sua presença. Que a Santíssima Virgem Maria seja auxilio e socorro em suas vidas. E, desde já, anunciamos o entusiástico propósito de oferecer maiores oportunidades de convivência e reflexão.

Sociedade da Santíssima Virgem Maria
Maria Sempre!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sobre a "Marcha das Vadias"

                                                                                                                Por R. G. dos Santos

Auto intituladas "vadias"em início de manifestação


As linhas que se seguem têm como objetivo compreender a chamada“marcha das vadias”, movimento de degradação das mulheres que, tendo origem nos países liberais e desenvolvidos, tem se alastrado desgraçadamente por todo o orbe, atingindo inclusive o Brasil.

Tal fato não é o primeiro na ordem de desmoralização do feminino. Além disso, esta tendência não nasceu “hoje”. Há alguns meses temos percebido essa pérfida tendência de desmoralização da mulher.  O projeto é o de afastá-la do projeto de Deus que nos é ensinado por Cristo e por sua Igreja. Afastá-la, para atingir toda a sociedade.

Em contrapartida é mister ressaltar que, no catolicismo, a mulher sempre foi valorizada (1). Isso se dá porque a ela foi confiada uma missão lapidar: ser guarda da vida humana que vem ao mundo e, ao mesmo tempo, zelar pela sociedade primordial que é a família.

Estes insignes privilégios se dão, em primeiro lugar, na ordem natural, onde Eva no paraíso é posta diante do homem como sua auxiliar (2) para ser a “mãe de todos os viventes”. Em segundo lugar, na ordem da graça, onde a Virgem Maria é posta por Deus Nosso Senhor como Mãe bem aventurada dos viventes na graça (3).

Do que expusemos, decorre outro privilégio admirável. É este exclusivo:somente as mulheres podem experimentar. Trata-se de imitar, de certo modo, a Deus Nosso Senhor, na atitude fundamental de gerar a vida e zelar por ela. Tal elevação, expressa na vocação à maternidade, atinge alturas insuperáveis com a encarnação do filho de Deus. Ela se dá numa Mulher, Sublime Mulher, a Virgem Maria.

Conservando a pureza, dom do eterno Pai, antes, durante e depois do parto, bem como no decorrer de toda a sua fecunda permanência neste vale de lágrimas, Maria Santíssima é assunta ao Céu e coroada rainha dos anjos e santos. Esta constelação de prerrogativas, que estão longe de esgotar existência tão admirável, faz de Nossa Senhora modelo e exemplo de mulher. Logo, deve a Virgem ser imitada.

As mulheres devem assumir e adaptar à sua vocação específica as virtudes e modos da mãe de Deus...Ou melhor, deveriam... Mas infelizmente não é a Virgem mãe de Deus o paradigma da postura feminina para muitas na atualidade. Ao contrário. Um pseudo-modelo, vigente, tem levado muitas de nossas senhoras e moças a ficar à margem do porte da Rainha dos Anjos e assim assumem o modelo da banalidade, ou melhor, da vadiagem. Isso mesmo, vadiagem! E este rótulo medonho não é nosso.

Muitas se orgulham desse inglorioso e catastrófico adjetivo. As auto intituladas “vadias” vêm ganhando peso enquanto movimento a cada dia. Há alguns meses, víamos pulular em algumas cidades brasileiras esse cortejo satânico, mulheres que se diziam vadias. Sob o pretexto de uma discutível e equivocada noção de liberdade, saíam às ruas clamando por independência e, vejam só, pelo “direito” de não serem santas.
Acompanhando esse desastroso direito, clamavam por outro, igualmente terrível: o de exclusividade sobre seus próprios corpos. Tal discurso, consagrado no meio feminista, redunda na faculdade de dispor e investir o físico em qualquer atividade, sem peso de consciência. É esse o argumento que vai legitimar o aborto como um direito de a mulher permitir ou não a continuidade da geração de uma vida em seu ventre. Esse esquema já vem sendo denunciado por nós faz muito tempo (4).

Reivindicando uma pretensa liberdade... para assassinar!
                                       

Tais projetos e iniciativas devem ser rejeitados e combatidos pelos católicos. Afinal, todos, homens e mulheres, são chamados a glorificar a Deus em nossos corpos, que são templos do espírito de Deus. E a degradação da família começa pela degradação da vocação e da missão da mulher. E dessa maneira o questionamento de Salomão se torna sempre vigente: “quem encontrará uma mulher talentosa? Vale muito mais do que pérolas” (5).

Combatamos essa explosão de sensualidade que grassa em nosso meio para nos afastar do projeto de Deus Nosso Senhor. Maria sempre!
NOTAS

(1)  Cf. A propósito, ensina a Igreja em seu Catecismo, no número 2334 que “Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de modo Igual ao homem e a mulher. O homem é uma pessoa, e isto na mesma medida para o homem e para a mulher, pois ambos são criados à imagem de um Deus pessoal”.

(2)  Cf. Gn II, 20

(3)  Cf. Lc I, 28

(4)  Este blog tem sempre se posicionado perante a sanha feminista que, guiada por Satanás, tenta postergar os direitos de Deus. Para maior aprofundamento, favor conferir nossas postagens relativas ao "aborto" no índice das matérias.

(5)  Prov XXXI, 10

sábado, 14 de julho de 2012

Convite: 'O Sentido Cristão do Casamento e da Sexualidade'

A Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM convida a todos os amigos de Montes Claros - MG para:


Dúvidas? Entre em contato conosco.
Virgem Santíssima, ora pro nobis!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dom Bux: "A Igreja não é um Concílio permanente"

Por João S. de O. Jr.

Não entraremos no mérito das conversações entre Santa Sé e FSSPX, até porque é um tema complexo e precisa de análises minuciosas das lideranças envolvidas que estão precisando de muita luz do Espírito Santo para discernir e decidir o que for melhor para o bem da Tradição da Santa Igreja. E de fato, devemos rezar muito pela situação atual da Igreja. Recomendo a quem quiser se interar ao assunto, acompanhar o fórum do site Apologética Católica, aqui. Contudo, destacamos uma recente entrevista que traz afirmações interessantes da polêmica Concílio Vaticano II:

Fonte: http://ads.tt/sAfXzA
Tradução de Tânia Souza Machado

Dom Nicola Bux

 "Em uma entrevista exclusiva a “R.Catolique”, D. Nicola Bux, consultor de numerosas congregações romanas, homem de confiança do Santo Padre, nos confirma que a “análise crítica” do CVII é legítima e que o papa deseja de todo seu coração a reconciliação com Écone (Sede da Fraternidade Sacerdotal São Pio X).
1. D.Nicola Bux, o sr. publicou recentemente, em companhia do cardeal Brandmuller e de Mons.Marchetto um livro apresentando as chaves de Bento XVI para interpretar o Concilio. É um ponto sensível no processo de reconhecimento da Frat. S. Pio X.

NBux: Uma correta hermenêutica é de resto a primeira chave dada por Bento XVI em seu famoso discurso na cúria romana sobre a interpretação e a ecumenicidade do CVII. O renovamento ou a reforma não pode se operar na Igreja a não ser na continuidade à luz do binômio indissociável “nova et vetera.” Ora, os documentos do Concilio saíram do contexto da Tradição da Igreja e frequentemente usados como expressão de uma atualização que, em lugar de associar “nova et vetera”, mitificou o Concilio, retendo apenas a novidade. Assim o Concilio foi transformado numa espécie de ideologia, um “super dogma”, como disse o então cardeal Ratzinger aos bispos chilenos em 13.7.1988. Há a necessidade de uma apresentação histórica verídica do Concilio como instrumento de atualização no sentido de “renovação na tradição.” Um aspecto geralmente abandonado na compreensão do Concílio é aquele do consenso, da maneira pela qual ele se forma. O caminhamento que ele leva passa através do diálogo entre opiniões diversas desembocando sobre a elaboração de uma síntese, de menos no que concerne à doutrina não definida e ainda em desenvolvimento – as novidades não são necessariamente definitivas e irreformáveis, mas são orientações que o magistério pontifical ordinário interpreta, precisa e desenvolve ulteriormente. Deve-se ter em conta igualmente o fato de que os documentos conciliares não são todos, entre eles, mas também neles, da mesma natureza. A este respeito eu não vejo porque o CVII escaparia a analise crítica à qual foram submetidos os precedentes Concílios.


2. Na nota para a congregação para a doutrina da fé explicando a nomeação surpresa de Mons. Di Noia para a vice-presidencia da Comissão Ecclesia Dei, ele afirmou que “a nomeação de um prelado desta linha (arcebispo) a um tal posto” pelo papa representava um “sinal da solicitude pastoral para com os fiéis tradicionalistas em comunhão com a sé apostólica, mas também de seu vivo desejo de ver reconciliadas as comunidades não em comunhão.”Mons.Di Noia é o homem escolhido pelo papa para chegar ao reconhecimento da FSSPX?

NBux: Não há nenhuma dúvida a ter sobre as intenções do S.Padre que tem tanto no coração a reconciliação e a unidade dos cristãos. Todo católico, como sugeri precedentemente, deve amar a tradição e é por este fato tradicional. Por outra parte, na Igreja, qualquer que recebe um encargo não é para promover suas idéias, mas para servir à verdade, em plena fidelidade ao ensinamento do sumo pontífice. Para este efeito, temos necessidade de uma segunda chave, para interpretar não somente o Concilio, mas também toda a vida da Igreja: aquela da Fé. Não é por acaso se Bento XVI escolheu de promulgar um ano da Fé. Na realidade, para que deve servir o debate sobre o CVII se não for para redescobrir a natureza do cristianismo, necessário à salvação do homem? Pela inteligência da fé, os cristãos devem concorrer para a inteligência da realidade. Eis o conteúdo essencial da fé da qual o papa compreendeu toda a urgência que ele tem de reafirmá-la face às concepções que reduzem a fé a um discurso, um sentimento ou uma ética. Nós devemos rezar para que todos na Igreja sejam dóceis ao Espírito Santo, espírito de unidade.


3. Mons.Fellay, superior geral da FSSPX, é a este título depositário do carisma específico da herança de M.Lefebvre, se expôs muito para permitir as condições de uma reconciliação. O sr. pode confirmar que o que deseja o Santo Padre não é negar a singularidade da FSSPX, mas de colocá-la ao serviço da Igreja?

NBux: Na carta aos bispos escrita por Bento XVI por ocasião da revogação das excomunhões dos bispos lefebvristas, o papa demonstrou que ele conhecia bem e que amava esta larga franja de fiéis que são também seus filhos. Os passos preenchidos pelo papa são inspirados pela “paciência do amor”, que segundo S.Paulo, deve caracterizar todo discípulo de Jesus. Mons.Fellay, ele também, demonstrou estar animado por esta mesma virtude e não duvido que a maior parte da Fraternidade, bispos e padres, saberá imitá-lo, preservando-se do orgulho inspirado pelo maligno. Sigamos Jesus que é doce e humilde de coração. Todo bispo, todo padre, todo cristão, deve ter no coração a unidade, porque é o bem mais precioso, segundo S. João Crisóstomo. Foi para ao preço do muito precioso sangue de Nosso Senhor, que justo antes de sua Paixão, precisamente rezou: “Que eles sejam um.”

Enfim, quando alguns caíram no erro, a Igreja é indefectível, porque Jesus a fundou sobre a rocha da fé que representa Pedro. Sua unidade é “inamissibilis” não poderá jamais se desfazer porque ela é como a túnica do Cristo, exposta solenemente este ano em Treves: sem costura, de um só pedaço. As divisões entre cristãos não podem destruir a unidade da Igreja.
O primado do papa é superior ao Concílio. E a Igreja não é um concílio permanente. A Pedro e a seus sucessores o Senhor deu o poder das chaves: de ligar e desligar sobre a terra, o que ele liga e desliga simultaneamente no céu. Por felicidade, além da Escritura, os católicos têm na pessoa do papa um anticorpo visível contra o conformismo: como o escreve Dante na Divina Comédia, nós temos “o pastor da Igreja para nos guiar; isto é suficiente para a nossa salvação.”

Que a Santa Virgem, - como lhe pede atualmente o Santo Padre – faça com que a Fraternidade S.Pio X acolha com confiança a reconciliação que lhes é oferecida pelo papa e possa conhecer assim um novo vôo para o bem de toda a Igreja católica. "


Grifos nossos.
Virgem Santíssima, ora pro nobis.


sábado, 30 de junho de 2012

Video da ordenação sacerdotal de Joseph Ratzinger

Por João S. de O. Jr.

Ontem, 29 de junho de 2012, sua Santidade o Papa Bento XVI completou 61 anos de sacerdócio. Segue o video (apostolado Santa Igreja), ano de 1951 em  que foi ordenado por Dom Michael Von Faulhaber, direto da catedral de Freising, Alemanhã.




Ao Papa nosso apoio e sobretudo nossas orações pela sua supra missão de conduzir a barca de Pedro frente a temerosas tempestades de nosso tempo. Sobretudo, em confronto, ainda que minucioso e sutíl contra os lobos dentro desta mesma barca. Nesta sexta feira, em discurso a 44 arcebispo, o recado do papa para respeitarem a comunhão em torno dele e que "o poder destrutível do mal" não prevalecerá contra a Igreja. É um eco das palavras que o próprio Cristo proferira ao apóstolo pontífice: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra Ela" – Mt, 16,28

Maria Santíssima, rogai pela Igreja de Cristo. Amém.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Crise na Igreja: Dupla Gênese

                     Lutero inspirado pelo Demônio


Prof. Pedro M. da Cruz

Como entender a possibilidade de uma crise tão delicada no interior da Igreja fundada pelo próprio Cristo, Nosso Senhor? Recordemos, ainda outra vez, o caso arquetípico por nós já tantas vezes apresentado: “a traição de Judas Iscariotes.” Não era ele membro do seleto grupo apostólico?

De fato, ele fora escolhido diretamente pelo Salvador. Este apóstolo comia com o Cristo, andava ao seu lado, escutava de seus lábios divinos os mistérios do Reino dos céus... Entretanto, mesmo provando tão altas honrarias, traiu vergonhosamente ao Filho de Deus.

Ora, se algo tão desastroso se deu inclusive com um dos doze apóstolos, selecionados pessoalmente pelo Redentor, não é de se admirar que o mesmo continue a ocorrer atualmente entre alguns membros da hierarquia eclesiástica. Ao encontrarmos nas Sagradas Escrituras a lastimosa realidade da traição mesmo entre os mais íntimos do Cristo, sentimo-nos precavidos sobre bispos e padres que possam revoltar-se contra o Salvador. À imagem de Judas, trocam a fonte de toda felicidade por qualquer bem aparente.

Sim! A possibilidade de traidores dentro da Igreja de Deus, como já temos observado, sempre esteve presente na mente dos primeiros cristãos. São Paulo afirmara-o aos anciãos de Éfeso:

“Sei que depois de minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!”

E noutra parte também escrevera: “Se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, é bem normal que seus agentes se disfarcem em ministros da justiça.”

Portanto, não é de espantar o fato de encontrarmos falsários e operários desonestos, disfarçados em apóstolos de Nosso Senhor. Na verdade, os mesmos permanecerão juntos aos bons até o fim dos tempos; e, essa é uma assertiva do próprio Evangelho: “Assim como se recolhe o joio para jogá-lo ao fogo, também será no fim do mundo. O filho do homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente...” Vejam bem, caros leitores: isso se dará tão somente “... no fim do mundo...”. Sendo assim, que os filhos da luz não se iludam numa esperança infundada.

- A Dupla Gênese

Mas, o que levaria essas pessoas ao péssimo caminho do erro? Tendo podido alcançar os cumes da ortodoxia, por que chegaram à negação de verdades tão fundamentais da fé cristã? Dom Antônio de Castro Mayer, em interessante Carta Pastoral sobre os problemas do apostolado moderno, esclarece-nos sobre assunto tão pertinente.

Segundo o autor, a gênese destes erros está, por um lado, na própria fraqueza da natureza humana decaída. “A sensualidade e o orgulho suscitam e sempre suscitarão até o fim dos séculos a revolta de certos filhos da Igreja contra a doutrina e o espírito de N. S. Jesus Cristo.”

Por outro lado, no entanto, junto a essa “gênese natural” dos erros e das crises de que nos ocupamos, a explicação para tão delicado sistema de coisas, encontra-se, também, na incansável ação do demônio contra os planos de Deus. A ele foi dado, até o fim dos tempos, o poder de tentar os homens em todas as virtudes, inclusive na virtude da fé.

Assim, como nos explica o próprio D. Mayer, é obvio que até a consumação dos séculos a Igreja estará exposta a surtos internos do espírito de heresia, e não há progresso que, por assim dizer, a imunize de modo definitivo contra esse mal. “Quanto se empenha o demônio em produzir tais crises, é supérfluo mostrá-lo. Ora, o aliado que ele consegue implantar dentro das hostes fiéis é seu mais precioso instrumento de combate.”

Porém, não desanimemos, pois o Deus de toda graça conhece as limitações humanas, e, jamais nos há de abandonar nas agruras desta vida. No mais, já escrevera o autor sagrado: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados para além das vossas capacidades, mas com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-las e delas sairdes.” Pobres dos que não se agarrarem aos pés de Nossa Senhora, Rainha do céu e da terra.

Virgem Aparecida, Rogai por nós!





sábado, 2 de junho de 2012

Um tempo para calar, outro para falar...




Primeira coluna na vertical de cima para baixo: Pe. Pinto, Pe. Fabio de Melo e Dom Casaldaliga
Segunda coluna, mesmo esquema: S.Padre Pio, Pe. Paulo Ricardo e S. Antonio Maria Claret.


Prof. Pedro M. da Cruz

Como poderíamos ficar indiferentes a tudo isso?Ora, sendo, de fato, membros do Corpo Místico de Cristo, é natural que sintamos com a Igreja suas dores e alegrias.

Por amor de Sião, reza o texto sagrado, jamais poderemos esmorecer. “Sobre tuas muralhas Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se.” (Isaias 62,6) Não é verdade que a totalidade dos verdadeiros cristãos, de um modo ou de outro, precisam reconhecer-se nessas palavras da Escritura?

Afirma-nos a primeira carta aos coríntios, em seu capítulo doze, a  sublime comunhão espiritual existente entre os Filhos de Deus. Com efeito, se um único membro da Igreja sofre, todos os outros sofrem com ele de algum modo, mesmo que misterioso; e igualmente, se um único membro é tratado com carinho, todos com ele se congratulam. Esta é, verdadeiramente, uma descrição estupenda da ligação sobrenatural que há entre todos os batizados no Corpo Místico.

Portanto, nada há de estranho em que simples leigos venham a manifestar seu entusiasmo, ou mesmo, suas apreensões, por questões referentes à Igreja que ama. O próprio Código de Direito Canônico, pari passu a vários documentos da Igreja,  dão ao fiel essa possibilidade. É firmado nesta certeza, e alimentando sincero desejo de promoção do cristianismo, que apresentamos este pequeno trabalho em favor da Igreja.

Possuímos firme convicção de que a última palavra em questões de fé e moral cabe, tão somente, ao sagrado magistério do Santo Padre, o Papa, ou dos bispos em comunhão com ele. Nós aqui, simplesmente, intentamos apresentar, com humildade e amorosa submissão, aquilo que temos visto e ouvido; assim como, tudo o que, dentro e fora dos muros da Igreja, nos parece estranho e incompatível com a genuína instituição formada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não é verdade que, infelizmente, mesmo entre os legítimos sucessores dos apóstolos, encontramos exemplos de infidelidade à doutrina revelada pelo Divino Mestre? Quantos foram os bispos que, com orgulho, ousaram colocar-se acima da Tradição vindo a ensinar terríveis heresias? Podemos citar, e com imensa tristeza n’alma, um grande número desses exemplos. Vejamos alguns:

- Os bispos Acácio, de Cesaréia (†366), e Eunômio, de Cícico (†395), defensores do Arianismo, heresia fundada por Ário (256-336) bispo de Alexandria, que negava a divindade de Cristo.

- O patriarca de Constantinopla, Nestório (380-45), criador da heresia que leva seu nome.

- Fócio (820-895), patriarca de Constantinopla, excomungado pelo Papa João VIII, em 881, que deixou aberto o Cisma do Oriente.

- O bispo de Ávila, Prisciliano, fundador da heresia prisciliana, séc. IV.

- Donato, bispo de Casa Nigra, África, fundador do donatismo.

- 18 bispos italianos que aderiram ao pelagianismo, heresia que deve seu nome ao sacerdote Pelágio, do século V. Um bispo, Juliano, era o principal discípulo desse sacerdote.

- Apolinário, bispo de Laodicéia, fundador do apolinarismo.

- Os bispos egípcios, que recusando o dogma definido pela Igreja, consideraram o monofisismo (ou eutiquianismo), heresia difundida pelo Monge Êutiques, de Constantinopla (séc.V), a doutrina verdadeira, e partiram, deste modo, para o cisma declarado.

- Sérgio, patriarca de Constantinopla, inventor  do monotelismo, condenado pelo VI Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681).

- O bispo Paulo de Samasate, do século III, que professou o adocionismo e o sabelismo, condenado em 268 no Concílio de Antioquia.

- Jansenius, bispo de Yepres, pai do jansenismo; entre outros...




Pimeira coluna de cima para baixo: Missa do Pe.Marcelo, encontro de padres e freiras no Brasil.
Segunda coluna, mesmo esquema: Missa Tridentina, encontro de padres tradicionais.



E quantos não foram os padres que também rumaram na mesma estrada da mentira e do erro? Lutero (1483-1546), um dos pais do protestantismo, era sacerdote católico. O Quietismo, heresia condenada por Inocêncio XI, em 1687, foi oriunda do padre espanhol M. de Molinos. O Modernismo, afluxo de todas as heresias (condenado através do decreto Lamentabili, assim como, da Encíclica “Pascendi”) teve em vários padres (Pe. Alfredo Loisy, o ex-jesuíta Tyrrel, etc.) seus principais fomentadores.

E hoje, engrossando as fileiras dos agitadores e revoltosos, quantos bispos, e quantos padres, não aderiram a verdadeiras heresias? Basta que nos recordemos dos estragos que tem causado em nosso meio uma certa teologia malsã, chamada da libertação. Qualquer fiel, com um mínimo de formação, seria capaz de perceber a discordância entre o que se tem divulgado em muitíssimos ambientes católicos e aquilo que a Igreja sempre ensinou... o próprio J. Ratzinger julgou por bem reconhecer:

 “Eu fico cada vez mais admirado com a habilidade dos teólogos que conseguem defender justamente o oposto do que se encontra claramente escrito nos documentos do Magistério. E, no entanto, aquelas deturpações são apresentadas, através de hábeis artifícios dialéticos, como o ‘verdadeiro’ significado do documento...”

Virgem do Bom Conselho, ora pro nobis!



Referência Bibliográfica

 RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. São Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 265-26

RODRIGUES, Paulo. Igreja e Anti-Igreja. Teologia da Libertação. São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1985, pg. 265-267