domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quantas vezes à Santa Missa?

Por São Leonardo de Porto Maurício

Narra São Gregório que uma pobre mulher encomendava a celebração de Santas Missas, todas as segundas-feiras, em ação de graças, para o seu marido, que ela julgava morto, pois ele caíra nas mãos dos bárbaros. Estava vivo, porém, e durante o tempo em que se celebravam essas Santas Missas, a cadeias se lhe soltavam dos pés e das mãos e lhe caíam as algemas, e ele ficava livre e desembaraçado, como, ao libertar-se da escravidão, pôde contar a sua mulher. Quanto mais devemos crer na eficácia deste Sacrifício para desatar os laços espirituais, isto é, os pecados veniais, que de certo modo mantém cativa a alma, impedindo-a de agir com a liberdade e o fervor que ela teria, não fossem esses entraves.

Ó bem-aventurada Santa Missa, que nos restitui a liberdade de filhos de DEUS, e satisfaz todas as penas devidas por nossos pecados!

Mas então, me direis, basta assistir ou encomendar uma única Santa Missa para pagar as maiores dívidas com DEUS, em vista de tantos pecados cometidos, pois, sendo infinito o seu valor, com ela daremos a DEUS uma satisfação infinita. – Devagar! Eu vos peço. Realmente, se bem que o valor do Santo Sacrifício seja infinito, deveis saber entretanto, que DEUS o aceita numa medida limitada e finita, mais ou menos, conforme a devoção maior ou menor de quem o celebra, manda celebrar, ou a ele assiste.

Quorum tibi fides cógnita est et nota devotio, diz a Santa Igreja no Cânon da Santa Missa, e, por esta linguagem, danos a entender o que ensinam expressamente os Doutores, e é, que a maior ou menor satisfação proporcionada pela Santa Missa, quanto à pena devida por nossos pecados, depende da disposição de quem a celebra ou a ela assiste.

Note-se aqui o erro daqueles que preferem as missas mais curtas e menos devotas, ou, o que é pior, que a elas assistem com pouca ou nenhuma devoção. É verdade que todas as Missas são iguais do ponto de vista do Sacramento, como ensina São Tomás; não o são, porém, quanto aos efeitos que delas provêm. Quanto maior a piedade atual ou habitual do celebrante, maior será o fruto de seu sacrifício. Assim, não fazer diferença entre um padre mais fervoroso e outro menos, seria o mesmo que, para pescar, lançar mão indiferentemente de uma rede de malhas pequenas ou grandes.

Diga-se o mesmo dos que assistem à Santa Missa. E ainda que eu vos exorte, o mais que posso, a assistir muitas vezes à Santa Missa, advirto-vos de procurar, sobretudo assistir a cinqüenta, mais glória dais a DEUS com aquela única Missa, e retirais mais fruto, mesmo desse que chamamos ex opere operato, do que o outro há de tirar de cinqüenta, apesar do número considerável.


“Na satisfação, olha-se mais a piedade do oferente que a quantidade da oblação”. “In satisfactione magis attenditur affectus offrentis quam quantitas oblationis”, diz São Tomás.

Pode acontecer, sem dúvida, (como afirma um sério autor) que, com uma única Missa, assistida com extraordinária devoção, se dê satisfação à Justiça de DEUS, por todos os pecados ainda do maior pecador, conforme se depreende do Santo concílio de Trento, que diz: “Graças à oferenda deste santo Sacrifício, DEUS concede o dom da verdadeira penitência, e por ela o perdão dos pecados, ainda os mais graves”.

No entanto, visto que conhecermos claramente a disposição interior com que assistimos à Santa Missa, nem a satisfação correspondente devemos ter o cuidado em assistir a muitas, o mais que pudermos, e assistir com todo o amor e devoção possíveis. Felizes de vós se depositardes uma grande confiança em DEUS, que tão admiravelmente exerce Seu Amor neste Divino Sacrifício, e se assistirdes com fé, fervor e reverência, a todas as Santas Missas que puderdes!

Afirmo-vos que podeis alimentar a doce esperança de alcançar diretamente o Paraíso, sem passar pelo Purgatório.

À Santa Missa, portanto, à Santa Missa! E que jamais se ouça de vossos lábios esta palavra escandalosa: “Uma missa a mais, uma missa a menos não tem importância”.

Livro: As Excelências da Santa Missa, 1737.

Autor: São Leonardo Maurício de Porto, OFM, págs. 22 a 24, das Vantagens da Santa Missa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Canto Segundo São João Batista de La Salle


O canto é uma diversão que não somente é permitida, mas e muito honesta e que pode contribuir muito para recriar o espírito de maneira agradável e inocente ao mesmo tempo.
Contudo, a boa educação bem como a religião querem que um cristão não se entregue a cantar toda sorte de canções e que tome cuidado especialmente para não cantar canções desonestas, nem alguma cujo texto fosse livre demais ou ambíguo. Numa palavra, é muito inconveniente para um cristão cantar melodias que levam à impiedade ou em que se exalta o excesso na comida ou cujas expressões e cujos termos dão a idéia de prestar homenagem e que revelam que se encontra prazer nos excessos do vinho; pois além de ser muito sem graça usar tais palavras, elas poderiam contribuir muito a levar a tais ações ruins, mesmo que atualmente não se as esteja fazendo, visto que as canções muito mais facilmente inspiram ao espírito o que elas contêm, do que as palavras em si.
São Paulo nos indica precisamente em dois textos diferentes de suas cartas 1, que os cristãos devem cantar Salmos, hinos e cânticos espirituais, e devem cantá-los do fundo de seus corações e com afeição, porque contêm os louvores de Deus. Com efeito, estes são os cantos que se deveriam ouvir nas casas dos cristãos em que o vício e tudo o que leva a ele não é menos contrário à boa educação do que contra as regras do Evangelho e em que não se deve ouvir qualquer canção que não seja de louvor a Deus e que não leve à prática do bem e ao exercício da virtude.
Esta também era a prática dos antigos Patriarcas que só compunham cânticos quer para louvar a Deus quer para agradecer algum benefício recebido dele.
Davi, que compôs um grande número deles, os compôs em louvor a Deus. A Igreja que se os apropriou, os canta todos os dias e os coloca na boca dos cristãos nos dias em que se reúnem solenemente para prestar seus deveres a Deus, parece convidar a todos a cantá-los
também e repeti-los em particular e aos pais e às mães a ensiná-los a seus filhos.
Como estes santos cânticos foram traduzidos para o vernáculo e receberam uma melodia, qualquer pessoa tem facilidade para os poder cantar, bem como para os ouvir e se encher o espírito e o coração com santas aspirações de que estão repletos. Louvar e bendizer muitas vezes a Deus de coração também deveria ser uma grande satisfação e uma verdadeira diversão para os cristãos.

O que a cortesia pede dos cantores ou tocadores de instrumentos é que nunca demonstrem e nunca dêem sinais e nunca falem disso para conquistar a estima por esse meio; mas se vier ao conhecimento do público e se em certas ocasiões uma pessoa a quem se deve respeito ou deferência, pedir se que toque ou cante uma canção, quer para mostrar o que se sabe, quer para divertir as pessoas reunidas, pode-se gentilmente pedir escusas de o fazer e, em geral, convém fazê-lo; mas, se essa pessoa insiste e insta, seria não conhecer o mundo hesitar em cantar ou em tocar o instrumento que se pede tocar. Pois, se acontecesse que não se cantasse perfeitamente bem ou não se fosse hábil em tocar o instrumento, as pessoas presentes depois teriam motivo de dizer que não valeu a pena fazer-se de rogado; em vez disso, aquiescer de maneira delicada e sem muita demora, deixa a salvo de todas as censuras ou pelo menos não oferece ocasião para elas.
Quando alguém se vê obrigado assim a cantar num grupo, deve evitar o tossir e cuspir e louvar a si mesmo: por exemplo dizer:
"Esta é uma parte muito bonita, e este outro também mais bonito ainda, cuidado com esta descida, etc". Isto manifesta demais a vaidade e a estima própria, e é sinal de que se procura aumentálas.
Não é cortês fazer certos gestos que mostram prazer pessoal; o mesmo se deve fazer também quando alguém toca um instrumento.
Quando se é assim convidado a cantar ou a tocar algum instrumento, não se deve fazer nem um nem outro por longo tempo, porque se deve evitar o tornar-se enfadonho; antes se deve acabar mais cedo para não dar a ninguém motivo de dizer ou de pensar que já basta.
Seria uma falta de educação dizê-lo, caso a pessoa que canta merece alguma consideração; também é grave falta interromper uma pessoa que está cantando.
Deve-se também tomar muito cuidado de nunca cantar só e entre os dentes. Isto é muito descortês em qualquer ocasião que seja. Não o é menos contrafazer uma pessoa que se ouviu cantar, quer porque canta pelo nariz, quer ela tenha inflexões de voz ou maneiras que são inconvenientes e desagradáveis; isto é jeito de palhaço e farsante de teatro. Também assenta muito mal ter maneiras de cantar que são grosseiras, afetadas ou estranhas.
O modo de cantar bem e agradavelmente é fazê-lo de maneira absolutamente natural.

1 Ef 5, 19; Cl 3, 16

São João Batistas De la Salle
Livro: As Regras de Cortesia e de Civilidade Cristã
Capitulo V, das Diversões
Artigo IV, Do Canto.
Páginas 127-130.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Satanismo na PUC - SP

Por João S. de O. Jr.

É um assunto que já está encerrado(1) mas cabe a nós observarmos o seguinte vídeo.

Dá náuseas e causa indignação a qualquer cidadão, ainda que não católico, mas que saiba usar a razão, basta ver os comentários das pessoas no site Youtube. Nem todos terão estômago para ver esta horrível encenação de deboche e ódio contra a Igreja e a pessoa do Santo Padre. Mas lembremos que o mal deve ser conhecido, é preciso ver além da carapuça dos inimigos da Igreja:


Algumas considerações quanto a manifestação:

- Reflete o que virou o Ensino Médio e Superior em vários cursos no país, principalmente nas áreas de humanas, com um péssimo nível de ensino moral e uma doutrinação marxista cultural de deboche e calúnia contra a Igreja Católica.

- Pasmem! Não parecem, mas são alunos de uma Universidade... Católica?! A mesma instituição que criou as Universidades que conhecemos hoje. Estes mesmos alunos não poderiam escolher outro lugar para ficarem atoa? Não é obrigatório a matrícula em uma Instituição como a PUC-SP e se matricularam, não deveriam consentir com o regulamento que diz que o Chanceler, o Arcebispo de São Paulo, pode nomear qualquer um da lista tríplice de candidatos a reitoria como sempre aconteceu?

- Percebe-se nas injúrias uma forte tendência quanto ao homossexualismo, feminismo, abortismo, promiscuidade... Carros chefes, já bem conhecidos, da Revolução Cultural Marxista. (2)

- Embora o infantilismo, mostrado na cara dos “estudantes”, é fácil perceber que quem está segurando o cabresto daqueles é a velha vanguarda de professores esquerdistas que passam o tempo de trabalho alienando as imaturas mentes dos discentes incautos.

- Perguntas que não querem calar: Algum veículo de comunicação midiático fará uma matéria quanto a isso? Falarão do fundamentalismo anticlerical? Das cenas e a intolerância religiosa? Repetirão que são atos anti-católicos assim como contaram tanto sobre anti-islã num mero filme sobre o profeta Maomé?


Carteiras amontoadas no fim da manifestação demoníaca
Com uma desculpa de luta pela democracia, fazem o motim do autoritarismo. Com uma suposta exigência de tolerância, mostram todo o ódio e intolerância para com a pessoa do Santo Padre. Com um contestar da doutrina moral da Igreja, mostram toda ignorância doutrinal que sabem sobre a Igreja. Com uma suposta arte cênica, promovem a apologia ao crime, rebelião de ódio e violência ao sagrado e a fé católica.

Não é exagero dizer que tal ato é satânico, a inversão de tudo que seria correto numa (pasmem) Pontifícia Universidade Católica. Infelizmente, é o fruto do afrouxamento doutrinal, regado com marxismo barato da Teologia da Libertação no ensino das Universidades Católicas que deixam de ser confessionais na prática e se tornam secularistas. E ainda, com uma dose de anticlericalismo esquerdista.

Acordem católicos! Os lobos estão ai.

Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

(1) http://fratresinunum.com/2012/11/14/dom-odilo-toma-a-dianteira-na-puc-sp-e-a-turba-brada-por-democracia/ 
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,projeto-de-d-odilo--para-a-universidade-determinou-escolha--,960560,0.htm  

(2) http://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural      
(Revolução Cultural, partes I, II e III) http://www.youtube.com/watch?v=ACh1xUd7lng 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O corpo bem adestrado


Padres jogando bola e uma grande defesa - Portugal
Não duvido que tenhas mais de um vez ouvido a frase que nos vem da antiguidade: “Mens Sana in corpore sano”. Quisera fazer-te notar a este respeito que, não somente o corpo são e bem adestrado é precioso auxiliar que nos ajuda a bem cumprir nossa missão neste mundo, mas também que a alma jovem dispõe-se com maior facilidade a se transformar num caráter e a permanecer firme num corpo bem aguerrido, bem exercitado, bem destro, do que num montão de carne gorda, mole e preguiçosa. Faz exercício de ginástica e de trabalho físico todos os dias, mormente nos anos de adolescência, a partir dos 13 ou 14 anos; é ainda um bom meio para conseguir assegurar a pureza de alma. O jovem que cuida todos os dias de fadigar não somente o espírito, mas também o corpo, estará muito menos exposto às tentações do que o moço ocioso e indolente. O corpo amimado, afagado e farto de gulodices embriaga-se com a sua importância: nada mais natural. Quer ser o senhor, quer reinar, torna-se exigente e, golpe sobre golpe, envia o assalto e artilharia das tentações sensuais contra a pobre alma.


O corpo é inimigo em nossa própria casa: sempre pronto ao mal, cheio de displicência pelo bem. Contudo, se tomares cuidado de bem exercitar, de disciplinar, de domar em todos os sentidos esse lobo esfaimado _ numa palavra, se o obrigares a fazer um bom exercício de ginástica todos os dias, _ verás que ele desiste de suas pretensões impudentes.


Ensina-nos a história que as nações sadias e fortes sempre ligaram importância especial ao adestramento físico dos seus cidadãos. Onde quer que a têmpera viril deu lugar à moleza efeminada, arrastou sempre após si a decadência, _ a decadência da saúde como a da cultura.


Mas que é precisamente o adestramento viril?


É essa capacidade do corpo que permite suportar, sem dano para a saúde, impressões, estímulos e golpes muito fortes, e sobretudo postos. Essa qualidade evidencia-se sobretudo em face das mudanças de tempo e de temperatura. O homem de saúde perfeita pode sair dum quarto quente para o ar frio sem se resfriar. Suporta sem dano o vento, o nevoeiro, a umidade, assim como o sol de verão. Seus vasos sanguíneos contraem-se e se dilatam conforme a necessidade, levam mais ou menos sangue às diversas partes do corpo e, desse modo, permitem que se conserve sempre o calor natural do organismo. O calor natural do corpo jovem e bem adestrado preserva melhor do resfriado, do que um agasalho.


Um homem bem exercitado sabe também curtir melhor a fome, a sede e a fadiga. O jovem exercitado sabe sorrir apesar duma dor de dentes desagradável, não se deixa abater pela fadiga ou por uma leve indisposição. Não conhece o medo, não é guloso, não faz de preguiçoso na cama de manhã, sabe sempre conservar o corpo sob o domínio da alma. (...)
Grifos do blog.

Livro: O môço educado
Autor: Dom Tihamer Toth
Parte I – O jovem bem educado
O corpo adestrado
Páginas: 67-68
Editora Vozes LTDA.- Petrópolis RJ
IV Edição - 1960
IMPRIMATUR por Comissão Especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, Bispo de Petrópolis. Frei Desidério Kalverkamp, O.F.M. Petrópolis, 21- XII-1959

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pe. Henrique Munaiz - 50 Anos de sacerdócio!

Entrevista especial da Sociedade da Santíssima Virgem Maria – SSVM com o Pe. Henrique Munaiz, SJ, [foto 1]. Capelão do mosteiro do Carmelo em Montes Claros – MG, completando um cinqüentenário de sua ordenação em 07/12/2012.

[Em breve a ser disponibilizada para visualizarem-na no original do formato boletim Pugna.]


SSVM: Pe. Henrique, 50 anos como sacerdote, que graça! O senhor poderia falar pra nós da satisfação destes 50 anos de sacerdócio de Cristo, de servir a Igreja?

Pe. Henrique: Sim, de um lado a satisfação... do outro lado também o susto (risos), de ter passado este 50 anos e também de não ter feito tudo aquilo que se pode fazer, então esta vertente também acontece, a gente vê que a misericórdia de Deus foram e são muitas e grande mas a correspondência nem tanto. Mas claro, a misericórdia de Deus cobre tudo isso e traz alegria sim. De ter sido chamado a trabalhar no reino, e trabalhar no reino é uma coisa que comove profundamente, porque o Reino é Deus dando-se aos homens. Ajudar os homens a achegarem-se a Deus, e da outra parte aumenta o conhecimento da gente. A Igreja, boa Mãe, nos forma dentro, conforma a correspondência de cada um, mas a Igreja nos forma bem para poder estar atentos a necessidade dos outros e poder os levar a grandeza do Reino, à Vida que aparece neste Reino e com isso a esperança da Vida Eterna, é claro. Então o sacerdócio está em função da Vida Eterna. Este sacerdócio em função de Melquisedeque, um sacerdócio eterno. E este sacerdócio que teve seu ponto sacerdotal na Cruz de Cristo, precisa estar sempre atuado, proclamado e realizado na Santa Missa. Então, o sacerdote tem na Santa Missa o ponto central de sua Vida, isto é o que me comove e me traz alegrias de ter celebrado tantas Missas, um numero bom, e esperar que até o último dia eu possa celebrar ainda este Mistério da Misericórdia do bom Deus, com Cristo na Cruz.

SSVM: Amém, que o Senhor lhe dê muitos mais anos de Vida! Como falou da celebração do santo sacrifício de Cristo, o papa Bento XVI, pelo Motu Proprio Summorum Pontificum, autorizou a celebração do Rito antigo da Missa . Eu posso dizer, é uma tamanha benção depois de muito tempo o senhor estar celebrando pra nossa cidade! Qual a satisfação de celebrar o rito Tridentino [fotos 2 e 3] depois de tanto tempo?

Pe. Henrique: A satisfação vem de vários lados, a primeira satisfação é de poder entrar na dinâmica em que o Papa (Benção querido Papa!) coloca a Igreja, de poder celebrar neste rito, Tridentino. E ter sido chamado para isto, pelo bispo que disse que deveria ser celebrado por um padre que conhecesse bem o latim e que tinha sido ordenado neste rito, eu celebrei neste rito durante 08 anos (62 a 70). E por meu provincial também, pela licença que ele deu, então a satisfação de estar na dinâmica da Igreja, em primeiro lugar isto. Depois, este rito antigo comove, traz em si este aspecto do Mistério, assim como no rito atual, se sente talvez mais perto do povo, neste rito Antigo, o Mistério parece que fica mais dentro de tuas mãos. Então, há alguma coisa aí que comove profundamente e poder voltar àquelas primícias em que a gente foi ordenado. Sim, tudo isto faz parte. Mas, como também celebro sempre no outro Rito, não me sinto duplicado, senão que, é o mesmo mistério. Deus, todo poderoso e sua Igreja é sábia, o Papa foi muito sábio também porque havia este desejo, um desejo justo, nobre... Me sinto muito bem!

 
 
SSVM: Que maravilha! Padre, muitos jovens, não só da SSVM, mas tantos outros de Montes Claros te admiram muito, frequentam suas celebrações, te conhecem ha tanto tempo como capelão do Carmelo. Que Mensagem o senhor quer deixar para eles? Ou, o que é necessário para manter por muito tempo este fervor e amor a Cristo e sua Igreja?

Pe. Henrique: Bom, o mistério Cristão é de aproximação continua com nosso Senhor Jesus Cristo, então, Cristo é aquele ponto que puxa a Igreja para chegar, é o Esposo. Mas, Maria Santíssima (isto eu aprendi desde pequeno, ainda no colégio interno antes de entrar na Companhia, entrei com 16 anos), pois a devoção a Maria Santíssima é um grande e eficaz caminho para chegar ao conhecimento e amor de Cristo, nosso Senhor. Pois, ninguém conhece a Cristo melhor do que Maria Santíssima e, ninguém o amou mais, serviu melhor e foi fiel a Ele até a Cruz, onde, o Cristo nos a entrega também para que sejamos mais fiéis a Ele. De maneira que, a Devoção a Maria Santíssima é a arma poderosa para os jovens nutrir dentro de seu coração. De um lado, o amor a Cristo, do outro, aquelas virtudes que são próprias da juventude: a castidade, a pureza de alma, a humildade também... o jovem humilde será um bom cristão e um bom pai de família, àquele que se torna arrogante é difícil de conservar as virtudes próprias de um varão cristão. Então o jovem, com Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, chega a pontos, a parâmetros altos do Mistério de Cristo, isto que eu entendo.

SSVM: Mais uma pergunta, o senhor está a 46 anos na região do Norte de Minas. És muito querido na cidade não só pela ardente devoção com que celebra a Santa Missa e mesmo pela disposição com que se coloca para celebrar os outros sacramentos... (De longe as pessoas identificam: “Vejam, é o Pe. Henrique!”... Ele está de batina, sempre... ao mesmo tempo de uma simplicidade mas também com uma grandeza). O senhor quer falar pra nós sobre o trabalho social que o senhor faz, reconhecido aqui na cidade há muitos anos, com as crianças carentes?

Pe. Henrique: Isto é pouca coisa, isto não tem tanto pra falar... Mas acontece é que o povo aqui é muito bondoso, e qualquer coisa que o padre faz eles o magnífica (risos)... (SSVM: Você é um santo padre!) É o povo magnificando as coisas do padre. Então, aqui temos algumas coisas, temos um colégio lá em baixo, vários movimentos de acolhimento e tal... mas estas coisas não são tanto assim. Por isso digo, isto é o povo, o povo aqui é uma maravilha! E o povo aqui apóia e ouve o padre de uma maneira toda especial... (risos). Isto que acontece, não há muita coisa a ser dita.
 
SSVM: Padre, agradeço por toda disponibilidade de estar partilhando conosco um pouco de sua vida, de estar dando esta palavra de apoio e de incentivo a todos os jovens que amam a Cristo, amam a Igreja e certamente têm no senhor uma referência. Quero pedir a sua benção.

Pe. Henrique: Deus te abençoe filho, muito obrigado. Pedirei por todos que lutam com você, para encontrar mais o mistério da Igreja e vivê-lo mais intensamente... Este Ano da Fé há de ser um ano de grandezas... Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Convite: Missa solene no dia da Imaculada Conceição

Aos amigos de Montes Claros-MG, Santa Missa Tridentina, numa ocasião especialíssima, além de ser solenidade da Imaculada Conceição, será também Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal (50 anos) do jesuita, querido Pe. Henrique Munaiz, sacerdote muito piedoso que celebrou sua primeira Missa, no rito antigo, em 09/12/1962 e está voltando a celebrar novamente neste rito graças ao Motu Proprio Summorum Pontificum.


Fica o convite para presenciarmos esta tamanha Graça!
Cheguemos mais cedo porque deve começar pontualmente.
Virgem do Bom Conselho, rogai por nós.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Boletins Pugna - O poder do Santo Rosario



“Felizes as pessoas que rezam bem o santo Rosário, porque Maria lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu. Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Rosário.” (S. Antônio Maria Claret)


A palavra “Rosário” é derivada do latim, Rosarium, que significa “buquê, série de rosas”. Historicamente, essa oração teve origem nos séculos VIII e IX com monges irlandeses que recitavam os 150 Salmos. Habitantes das redondezas apreciavam a prática, mas como não sabiam ler, foi lhes sugerido que rezassem 150 Pai Nossos que mais tarde foram substituídos por Ave-Marias.

Em uma aparição, Nossa Senhora ensinou pessoalmente a são Domingos de Gusmão (foto) a utilização do Santo Rosário em 1214, prometendo-lhe, por sua recitação, a vitória sobre os inimigos da fé católica. Naquela época medieval a Igreja e a sociedade eram perturbadas pelas loucuras da terrível seita dos Albigenses: eles pregavam um dualismo radical, desprezando tudo o que estivesse ligado á matéria. Negavam a Encarnação, o casamento, a Eucaristia, e o próprio Estado. Enfim, eram, de fato, inimigos da ordem social, enxergando o mundo como criação de Satanás. São Domingos pregando incansavelmente a devoção na Europa, reconquistou as almas: os católicos tíbios se afervoravam, muitos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; muitos voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, S. Domingos, pelo Rosário, converteu mais de 100 mil hereges.

Em 07 de outubro, celebra-se a festa de Nossa Senhora do Rosário. Aquela foi instituída pelo papa São Pio V devido à grande vitória alcançada sobre os Turcos na histórica batalha naval de Lepanto, em 1571. Onde, os aliados cristãos estavam divididos e em menor número, a vitória Turca era certa. Enquanto os cristãos combatiam com as armas, São Pio V (que estruturou o Rosário da maneira que rezamos até hoje) implorava a intercessão da Mãe de Deus incentivando a oração do Rosário. O resultado: uma inexplicável vitória Católica! O que certamente livrou o ocidente da dominação islâmica que culminaria na destruição de toda a civilização cristã no ocidente.

O que os Papas têm a dizer sobre o Rosário?
  
  (Continue lendo aqui.)

Lembramos que este como outros boletins Pugna podem ser visualizados e baixados no link da página ao lado. Ajude-nos a fazer este apostolado!

Sociedade da Santíssima Virgem Maria
Apostolado por amor a Cristo e sua Igreja 

Maria sempre!