sábado, 7 de abril de 2012

Cristo Perseguido - Igreja Perseguida




Prof. Pedro M. da Cruz


“Falando desse modo, muitos poderiam nos julgar levianos, exagerados, ou mesmo, inconseqüentes. Será que estaríamos sozinhos nestas averiguações? Já vimos que as Sagradas Escrituras não deixaram de chamar nossa atenção ao perigo dos inimigos que, ousadamente, chegaram ao extremo de se introduzirem disfarçadamente em nosso meio para mais eficazmente lutarem contra os planos de Deus. Com o correr dos séculos têm ficado cada vez mais patente aos filhos da Igreja esta invasão inimiga do recinto sagrado.
Muitíssimos foram os Papas, santos e os mais diversos escritores cristãos que, percebendo esta astúcia diabólica, não se esquivaram da grave missão de acordar-nos para o imenso perigo que assola a Igreja do Deus vivo. Por hora, entretanto, antes de olharmos mais diretamente nesse ponto, fixemo-nos noutra questão de extrema relevância para todos os que peregrinam neste vale de lágrimas.
Assim como no grupo dos doze apóstolos pairava, tenebrosa, a sombra de Judas Iscariotes, o traidor; de igual modo hoje, dentro dos próprios muros da Igreja, arrasta-se, venenosa, “a descendência da serpente”. Ela está sempre pronta para os mais ardilosos golpes contra “a descendência da mulher” de que nos fala profeticamente o livro do Gênesis. Todavia, se em tempos idos, a santa intransigência dos filhos da luz sabia posicionar-se com destemor e ousadia perante o erro para vencê-lo; agora, nesses dias de apostasia e indiferença, os filhos das trevas parecem triunfar sobre a verdade e humilhar a Igreja de Cristo.


Sentimo-nos, novamente, em plena noite de Quinta-feira Santa. A Igreja sangra; dormem aqueles que deveriam velar com o Redentor; e os inimigos, sorrindo aos quatro cantos do mundo, avançam com virulência. Fazendo nossas as palavras do Filho de Deus, poderíamos dizer respeitosamente a alguns de nossos superiores na hierarquia eclesiástica: “Por que dormis? Levantai-vos, orai...”. O mesmo Cristo reconhecera em S. Marcos: “Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas.”
É interessante observarmos como a vida de Nosso Senhor é, como que, recapitulada na vida da Igreja. Quantas vezes o Divino Salvador encontrou seus amigos a dormir, mesmo em momentos angustiosos como aquele do Getsêmani?! Quantas vezes teve de repreendê-los?! E nós, membros do Corpo Místico de Cristo, a Igreja Católica, quantas vezes nos vimos perante a letargia de nossos superiores? Diante da prostração espiritual daqueles que deveriam levantar a voz em defesa da verdade, quantas vezes bradamos e não fomos ouvidos?
Ao contrário, enquanto os maus se organizavam para ofender, maltratar e tramar a morte da Igreja, grande número de nossos pastores banqueteavam no reino dos apáticos. Seus olhos, pesados por preocupações desnecessárias e incoerentes, deixaram passar os ladrões e malfeitores que perderam muitas ovelhas. Sim, roubaram, mataram e destruíram, sem dó nem piedade, a muitas almas... Em contrapartida, reconheçamos mais uma vez, e com dor em nossas almas: dormiam os vigias de “Israel”...
Porém, após a Quinta-feira Santa, se é verdade que tudo continuou a se entenebrecer ainda mais na Sexta-feira da Paixão; e, se este dia cedeu lugar ao silêncio do Sábado Santo (silêncio de derrota para uns, mas silêncio de esperançosa alegria para outros); também é verdade, que no Domingo da ressurreição tudo se fez luz, glória e alegria indizíveis. O Senhor cumpriu sua palavra! Ele ressurgiu em toda sua majestade. Triunfou para sempre!
De igual maneira, se a Igreja sofre unida com o Cristo as dores de agonia, e seus membros completam na carne o que falta às tribulações do Mestre; também é verdade que tomará parte na alegria da ressurreição. Ali, tudo será festa, exultação e felicidade! Nesta “noite” em que se encontra a Igreja, vislumbramos Maria Santíssima aos pés da Cruz. Ao seu lado, São João, o discípulo amado. Ambos, exemplos luminosos para a alma de todo fiel católico! Revela-nos, de fato, o Santo Evangelho, que junto à Cruz de Jesus estava de pé sua Mãe! Não diz que chorasse tomada de desespero, ou mesmo, que se jogasse pelo chão aos prantos, vencida e acabada. Não!
Ela estava de pé! Não dormia. Sofria com o Redentor.
Participava em sua dor, e guardava n’alma a certeza de tudo quanto dissera seu divino Filho. Por isso, não fora visitá-lo no sepulcro como fizeram as outras Marias na madrugada da ressurreição. Com toda a certeza o esperava ressuscitado.
Nossa Senhora possuía a certeza duma vitória imponderável!
Assim também nós, imitadores de Maria, mantenhamo-nos de pé perante a Cruz do Cristo. Participemos de seus sofrimentos, completando em nossa carne o que falta às suas tribulações, por seu Corpo que é a Igreja.
Tal qual Simão de Cirene, de que nos falam as Escrituras, coloquemo-nos a carregar a cruz com Cristo sofredor. Tomemos lugar entre suas humilhações. Assim, crucificados com Ele, também participaremos de sua glorificação.
Seus inimigos avançarão com maior ousadia, ferirão seu Corpo já muito ensangüentado. Chicotearão, ofenderão ainda mais, humilharão com maior malvadeza... Nós, porém, solidários com o Senhor, peçamos a graça de permanecermos fiéis ao seu lado; afinal, tudo podemos naquele que nos fortalece.
Repitamos com Santo Inácio de Antioquia, este já bem próximo de seu glorioso martírio: “Fogo, cruz, feras, dilaceramentos, esquartejamentos, mutilações dos membros, trituração de todo o corpo, os mais perversos suplícios do demônio caiam sobre mim, contanto que eu alcance a posse de Jesus Cristo.” Estas são palavras dignas de um católico, convicto da vitória de seu Senhor! Mesmo perante a dor e a provação mais atroz, saber proclamar bem alto a certeza da sua fé, sem jamais esmorecer ou ceder aos inimigos da cruz bendita.”
Virgem de Guadalupe, ora pro nobis!



Bibliografia: CRUZ, Prof. Pedro M. da. Perseguição à Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade. Prod. SSVM. 2012.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Meditação para a Sexta-Feira da Paixão

Chagas dos Pés

Publicamos novamente, no link abaixo, uma devota meditação dos sofrimentos físicos sofridos por nosso Santíssimo Redentor no decurso de sua dolorosa Paixão, de autoria de Pierre Barbet, médico cirurgião piedoso que estudou meticulosamente as dores físicas de Cristo. Recomendados vivamente que todos façam o exercício desta santa leitura, em ambiente de silêncio e retiro, invocando as luzes do Espírito Santo e se valendo da imagem de Nosso Senhor crucificado. Esta meditação poderá substituir a Via Sacra da Sexta-Feira da Paixão. Os sacerdotes poderão fazer dela a homilia da Ação Litúrgica da Paixão do Senhor. Que a Virgem das Dores suplique a Deus por nós.

A Paixão Corporal de Jesus

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Campanha: “Cartas ao STF pela Vida dos bebês anencéfalos”

Por Pe. Lodi da Cruz
No próximo dia 11 de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal julgará a ADPF (Ação de descumprimento de preceito fundamental) nº 54 e decidirá se o abortamento provocado ou não ser realizado nos casos dos bebês anencéfalos.
O momento atual que enfrentamos é bastante delicado. É preciso que todas as pessoas de bem que são contrárias ao aborto se unam para demonstrar sua opinião aos Excelentíssimos Julgadores.
O aborto não pode ser visto como solução para a gestante é preciso que ela seja acolhida e acompanhada para amar seu filho independente de sua condição, seja ele doente ou não, com a garantia dos cabíveis cuidados paliativos, de modo a aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.
É no mínimo um contrassenso que, num Estado Democrático de Direito, recursos públicos sejam utilizados para matar seres humanos que se encontram numa situação de fragilidade. Isso afronta a dignidade da pessoa humana, princípio basilar da Constituição Federal.
Podemos fazer algo concreto!
Basta que você imprima a carta abaixo, preencha o espaço em branco com seu nome e envie-a para o endereço do Supremo Tribunal Federal através do correio (Clique aqui para baixar a Carta).
Destinatário: Supremo Tribunal Federal
Praça dos Três Poderes – Brasília – DF – CEP 70175-900

Ou, se preferir, pode enviar uma carta para cada gabinete dos 11 Ministros do STF que irão julgar esta ação (Clique aqui para obter a relação dos Ministros).
Não pense que a sua iniciativa não irá resolver o problema, pois o mal só triunfa quando as pessoas de bem nada fazem.
Para conhecer a história de Júlia, link: http://www.providaanapolis.org.br/juliaane.htm
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456 75024-970 - Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br

"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

sexta-feira, 30 de março de 2012

Revolução Sexual – rumo à promoção da Pedofilia

Por João S. Oliveira Jr.
Para os céticos e amorais que repelem como “delírios da conspiração” as denúncias de todos os males que a (mal) dita Revolução Sexual vem provocando na sociedade das ultimas décadas e os consideram como mera “adaptação aos novos tempos". E também, acham que os conservadores e sentinelas dos bons costumes devem parar com suas ladainhas e largarem de seus “pré-conceitos” já que “não acontece nada demais”, cabe atenção na notícia:
O Superior Tribunal de Justiça, revendo a jurisprudência, decidiu que nem sempre o ato sexual com menores de 14 anos poderá ser considerado estupro. A decisão livrou um homem da acusação de ter estuprado três meninas de 12 anos de idade e deve direcionar outras sentenças. Diante da informação de que as menores se prostituíam, antes de se relacionarem com o acusado, os ministros da 3ª Seção do STJ concluíram que a presunção de violência no crime de estupro pode ser afastada diante de algumas circunstâncias. Na época do ocorrido, a legislação estabelecia que se presumia a violência sempre que a garota envolvida na relação sexual fosse menor de 14 anos. Desde 2009, prevê-se que a idade de "consentimento" para atos sexuais continua a ser 14 anos, mas o crime para quem se envolve com alguém abaixo dessa idade passou a ser o de "estupro de vulnerável". Segundo dados da Justiça paulista, as supostas vítimas do estupro "já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data
Pergunto aos céticos e amorais, ou mesmo, aos libertários do pansexualismo, sexólogos, defensores da pornografia e turma GLBT: há 10 anos atrás esta notícia seria possível no Brasil? Não é de se estranhar se daqui a poucos anos rotularem as opiniões que forem contrárias a mais esta "histórica decisão" do STJ como “Pedofilofobia”.
Virgem Santíssima, rogai por nós

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia de São José, Patrono.


São José e o seu Filho
São José, esposo de Maria Santíssima; defensor do Verbo Encarnado! Que modelo! Que ideal! Nos tempos de hoje onde tantos se põem contra o Divino Redentor, a figura deste Justo apresenta-se arquetípica: protetor destemido do Filho de Deus.Não temeu arriscar a própria vida! Manteve ao seu lado, constantemente, a Mãe do Salvador.
Pensemos com que ternura terá levado ao colo Aquele que o criou. Que cena! A criatura osculando o Criador. E esse, recostando a cabeça no ombro do humilde carpinteiro, demonstra o valor que deposita nos Homens. É como se dissesse a cada um de nós: “Veja. Quero necessitar de ti. Ajudai-me!”.
Perguntemo-nos, se um dia fora revelado a São José o que estava reservado ao seu filho adotivo no Calvário. Talvez, quando Lhe ensinava a domar os pregos na carpintaria quisesse ir acostumando-o àquela imagem assustadora que Ele veria na Cruz: suas mãos rasgadas, impiedosamente, pelos algozes. E, ao mesmo tempo, Nosso Senhor, ao meditar sobre o silêncio da madeira ao ser perfurada, talvez reforçasse em seu peito augustíssimo a convicção de portar-se como ovelha que não reluta ao ser levada ao matadouro.E assim, aqueles dois, nos mais altos píncaros da meditação: à frente, o Cristo. Depois, levado pela força de seu filho, o pai escolhido. Desse modo, de altura em altura, sumindo à capacidade de nossa especulação. Mas, de todo modo, encantando-nos pela sublimidade daquela inexprimível convivência. É a lei da reciprocidade; própria daqueles que amam...
Ah, Senhor! Dá-nos também essa graça: de algum modo, mesmo que misterioso e secreto, ter, recostado em nosso ombro, Aquele que nos criou...


Alcança-nos, São José, ao menos o mínimo daquilo que lhe fora concedido: estar na intimidade mais intima do Verbo Encarnado, e partilhar de Sua Vida Divina em perfeita fidelidade. Mas, ainda que nossos muitos pecados nos impeçam de obter os frutos de tão imensa graça, ficai ao nosso lado, e levantai-nos ao colo a fim de sermos curados pela ternura do Redentor.
Ali, tão distantes do impiedoso julgamento humano.
Sim, ter José é ter Maria, e ter Maria é ter Jesus, o Senhor. Que mais poderíamos querer?

Maria Santíssima, esposa de São José, rogai por nós.




sexta-feira, 16 de março de 2012

Convocação pela CPI da Verdade sobre o Aborto

PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO PÚBLICA


DATA: 21.03.2012;
HORÁRIO DO INÍCIO: 12:30 horas;
CONCENTRAÇÃO: a partir das 11:00 h, nas escadarias da CATEDRAL DA SÉ – SÃO PAULO;
LOCAL da MANIFESTAÇÃO: em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro, São Paulo;
CAMISETAS: haverá distribuição de camisetas para os primeiros 500 participantes;
LEVAR : APITOS, FAIXAS E CARTAZES: ABORTO NUNCA MAIS – CPI DO ABORTO, JÁ – ABORTO NÃO – os grupos podem imprimir suas próprias camisetas;

PARA QUEM NÃO PUDER COMPARECER, PODERÁ MANIFESTAR POR OUTRAS FORMAS: TWITTAÇO: dia 21.03.2012 – a partir das 13h – #abortonuncamais – @SenadoresBrasil – @CamaraDeputados – @AssembleiaSP;
FACEBOOK E OUTRAS FORMAS DE SE MANIFESTAR
Por EMAILS : dia 21.03.2012, a partir das 10:00 – enviar emails para a Câmara Federa e Senado;
Por TELEFONE: telefonar a partir das 13:00 – Câmara – 0800.619.619 / Senado – (61) 3303-1211 ou 
aqualquer momento para o Alô Senado: 0800612211; se identificar e deixar o seu recado contra a liberação do aborto.
 
Não tenhais medo!
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
http://www.domluizbergonzini.com.br/

Virgem Santíssima, rogai por nós!

Em apoio ao Pe. Paulo Ricardo



Padre Paulo Ricardo


Por João S. Oliveira Jr.

Prezados amigos do blog

Muitos devem estar sabendo da perseguição ao Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior nos últimos dias. Fora redigido contra a pessoa do sacerdote uma carta difamatória assinada por alguns membros do clero progressistas de Cuiabá e endereçada ao Bispo local e a CNBB, aqui. Além do conteúdo infundado e esdrúxulo, há na carta o pedido audacioso de calar definitivamente a pessoa do sacerdote. O motivo aparente seria uma pregação no evento “Vinde e Vede” em sua 26º edição ocorrida em fevereiro. Na palestra, ele fala da importância da Consagração à Virgem Santíssima e da oração pela santificação dos Sacerdotes, aqui

Todos os que conhecem Pe. Paulo Ricardo e seu apostolado nas mídias sociais sabem que se trata nada mais que de uma perseguição por causa do seu trabalho em defesa da Verdade; por  denunciar o marxismo cultural que infesta nossa sociedade, além de muitos outros temas. É notável que o presbítero desmascara com maestria a Teologia da Libertação, movimento já condenado pela Igreja mas que, infelizmente, ainda exerce influências de seu veneno nos seminários e dioceses do Brasil afora.

O que os ditos caluniadores não imaginavam é que a carta vinda ao público, por blogs e sites, gerasse indignação dos jovens fiéis católicos, resultando numa grande manifestação, jamais vista, de apoio ao querido sacerdote e repúdio a toda truculência do clero progressista.

De concreto como consequência, ressaltamos a Nota de pesar do Arcebispo de Cuiabá, Dom Milton Santos, sobre os ocorridos, aqui, e o comunicado oficial do padre Paulo Ricardo em seu site. Além é claro, das centenas de comentários nos blogs, católicos ou não, em apoio ao padre. Aqui, aqui, aqui...

Algumas observações quanto ao ocorrido:

- Não se trata apenas de uma perseguição pontual ao Pe. Paulo Ricardo, representa um caso de muitos, que é o de religiosos progressistas cinicamente investindo contra a Igreja que quer ser fiel ao Papa. Felizmente, esta perseguição veio a público, pois, muitos sacerdotes que buscaram ter mais fidelidade à fé já sofreram e foram jogados para escanteio (às escondidas) pelo patrulhamento ideológico feito pela ala esquerdista do clero nos seminários e dioceses.

- Algumas pessoas acham que a reação do padre Paulo está sendo tímida, reconciliadora. Discordamos, evidente que o padre está sendo prudente e deve ser perante o bispo em comunicados oficiais. Quem assistir a palestra "Bons e maus sacerdotes", de quatro meses antes desta polêmica, perceberá que não é a primeira vez que tentaram calar o padre que sabiamente consegue contra-argumentar. Seu pedido para se retirar temporariamente é muito mais no sentido de tratar do assunto de forma privada.

- O apostolado do Pe. Paulo Ricardo continua mais forte do que nunca, perceptivelmente fortalecido para ser ainda mais ouvido pelos fiéis.

- De fato, o clero progressista deu um tiro pela culatra, pois, conseguiu reunir e despertar a santa ira de milhares de católicos no Brasil, de diferentes níveis (quanto a Tradição), movimentos ou segmentos mas com o mesmo desejo de fidelidade a Igreja de Bento XVI. Percebeu-se que os lobos em peles de cordeiros podem sim perder o posto maquiavélico que conquistaram frente à crise eclesial. Que existem religiosos e leigos bem formados e informados.


- Solicitamos que não deixem de assinar a petição online a favor de Pe. Paulo Ricardo que em pouco mais de 24 horas colheu mais de 10.000 assinaturas. Mas principalmente, disso tudo, que não desistam de conhecer, amar e defender a verdadeira Igreja Católica Apostólica Romana, sua doutrina e toda a sua riqueza espiritual. Mesmo durante as crises, Deus suscita profetas e santos para direcioná-la.

Que a Virgem Santíssima interceda por nossos sacerdotes. Oremos por eles.


segunda-feira, 5 de março de 2012

O tempo da Quaresma

ducio-temptation
Duccio di Buoninsegna, The Temptation of Christ (1308-10)

1. Significação dêste Tempo. Durante êstes quarenta dias os Cristãos se unem intimamente aos sofrimentos e à morte do Divino Salvador, a fim de ressuscitarem com Êle para uma vida nova, nas grandes solenidades pascais.
Nos primeiros tempos do Cristianismo esta idéia fundamental achava sua aplicação no Batismo dos catecúmenos e na reconciliação dos penitentes. Por tôda a liturgia da Quaresma, a Igreja instruía os pagãos que se preparavam para o Batismo. No Sábado Santo mergulhava-os nas fontes batismais, de onde saíam para uma vida nova, como o Cristo, do túmulo. Por sua vez os fiéis, gravemente culpados, deviam fazer penitência pública e cobrir- se de cinzas (Quarta-feira de Cinzas), para acharem uma vida nova em Jesus Cristo. Convém reparar nestes dois elementos, para compreender a liturgia da Quaresma e a escolha de muitos textos sagrados.
2. Nossa participação neste Tempo. No ofício das Matinas do I. Domingo, lemos o sermão que o Papa S. Leão Magno, no século V. dirigiu ao povo, explicando a liturgia da Quaresma: “Sem dúvida, diz êle, os Cristãos nunca deveriam perder de vista êstes grandes Mistérios... porém, esta virtude é de poucos. É preciso, contudo, que os Cristãos sacudam a poeira do mundo. A sabedoria divina estabeleceu êste tempo propício de quarenta dias, a fim de que as nossas almas se pudessem purificar, e por meio de boas obras e jejuns, expiassem as faltas de outros tempos. Inúteis seriam, porém, os nossos jejuns, se neste tempo os nossos corações se não desapegassem do pecado”.
Lendo estas palavras, parece-nos assistir à abertura de um retiro. Com efeito, a Quaresma é o grande retiro anual de toda a família cristã, sob a direção maternal e segundo o método da Santa Igreja. Êste retiro terminará pela confissão e comunhão geral de todos os seus filhos, associados assim, realmente, à Ressurreição do Divino Mestre, e ressurgindo por sua vez a uma vida nova.
As práticas exteriores que devem desenvolver em nós o espírito do Cristo e unir-nos a seus sofrimentos são o jejum, a oração e a esmola.
O Jejum é imposto pela santa Igreja e todos os fiéis, depois de 21 anos completos até atingirem os 60 anos [1]. Seria um engano pernicioso não reconhecer a utilidade desta mortificação corporal. Seria menosprezar o exemplo do próprio Cristo e pecar gravemente contra a autoridade de sua Igreja. O prefácio da Quaresma nos descreve os efeitos salutares do jejum, e aquêles que por motivos justos são dêle dispensados não estarão do jejum espiritual, isto é, de se privarem de festas, teatros, leituras puramente recreativas, etc.
A oração. Assim como a palavra jejum abrange tôdas as mortificações corporais, da mesma maneira compreende a palavra oração todos os exercícios de piedade feitos neste tempo, com um recolhimento particular, com sejam: a assistência à santa Missa, a Comunhão freqüente, a leitura de bons livros, a meditação especialmente da Paixão de Jesus Cristo, a Via Sacra e a assistência às pregações quaresmais.
A esmola compreende as obras de misericórdia para com o próximo. Já no Antigo Testamento está dito: “Mais vale a oração acompanhada do jejum e da esmola do que amontoar tesouros” (Tob. 12,8).
Praticando essas obras preparavam-se antigamente os catecúmenos para o Batismo que iam receber no Sábado de Aleluia, enquanto os penitentes públicos se submeteram a elas com espírito de dôr e arrependimento de coração.
Saibamos também nós que aquêle que não faz penitência perecerá por tôda a eternidade (Luc. 13,3).
Renovemos em nós a graça do Batismo e façamos dignos frutos de penitência. Os textos das Missas, a cada passo nos exortam a isto.
Convém, entretanto, evitar que a nossa piedade seja exercida por compaixão sentimental ou tristeza exagerada. Sim, é um combate, uma morte terrível que vamos contemplar, mas é também, e sobretudo, uma vitória, um triunfo. Em verdade assistiremos a uma luta gigantesca do homem novo; ouviremos os seus gemidos, seguiremos os seus passos sangrentos, contaremos todos os seus ossos; mas isso é apenas um episódio de sua vida; o desenlace é um grito de vitória, um canto de triunfo.
3. Particularidades deste Tempo. A côr dos paramentos é a violácea.
Omite-se completamente o Aleluia, e o Glória só se canta nas festas dos Santos. Os altares são despojados dos seus enfeites e o órgão se cala, menos no IV. Domingo. No fim das Missas do Tempo, o Sacerdote diz: Benedicamus Domino, em vez de Ite, Missa est, para exortar os fiéis à perseverança na Oração.
Cada dia dêste Tempo tem a sua “estação”, com indulgências especiais a uma liturgia própria, cujos Cânticos e Leituras nos incitam à penitência, à conversão, enquanto as Orações imploram para nós o perdão e a graça.
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Fonte: Missal Quotidiano, D. Beda Keckeisen, O.S.B., 21ª edição, 1961, p. 149-151.

[1] Atualmente, com a vigência do novo Código de Direito Canônico, a idade de início da obrigação do jejum é de 18 anos (cf. Código de Direito Canônico, cânon 1252).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval e Reparação


Por Paulo Oliveira

Nos próximos dias, acontecerá o carnaval, sabemos que são dias, pelos acontecimentos que neles ocorrem, em que Nosso Senhor Jesus é particularmente ofendido pelos pecados dos homens. Pensando nisso, segue abaixo dois trechos tirados do Diário de Santa Faustina, onde a santa fala sobre os sofrimentos que estes dias causam em Jesus. Diante de tamanha exaltação do pecado e do vício, cabe-nos rezar em reparação pelos sofrimentos que Jesus irá suportar em sua alma, pois se é verdade que o Senhor já não pode sofrer em seu corpo glorioso, a sua alma ainda experimenta angústias e dores pelo desamor daqueles que ele tanto amou e ama. Mais abaixo uma bela oração de reparação.

“Nos últimos dias do Carnaval, quando rezei a hora santa, vi Nosso Senhor no momento da flagelação. – Oh, que suplício inconcebível – Como Jesus sofreu terrivelmente quando foi flagelado. – Oh pobres pecadores, como será o vosso encontro no dia do julgamento com esse Jesus a quem agora martirizais? – O Seu Sangue corria para o chão, e em alguns lugares o corpo começou a desprender-se. E vi nas costas alguns dos Seus ossos despidos de carne... Jesus, silencioso, gemia e suspirava.” (nº. 188)

27 de fevereiro de 1938 ÚLTIMOS DOIS DIAS DO CARNAVAL. “Os meus sofrimentos físicos aumentaram. Procurei unir-me mais estreitamente com o Salvador, pedindo-Lhe misericórdia para o mundo todo, que enlouquece em sua maldade. O dia todo senti a dor da coroa de espinhos. Quando fui me deitar, não podia encostar a cabeça no travesseiro, porém às 10 horas desapareceram as dores e adormeci, sentindo contudo no dia seguinte, um grande aniquilamento.” (n°1619).

Oração reparadora
Divino Salvador Jesus! Dignai-vos baixar um olhar de misericórdia sobre vossos filhos, que reunidos em um mesmo pensamento de Fé, Reparação e Amor, vêm chorar a vossos pés suas infidelidades e a de seus irmãos, os pobres pecadores! Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o vosso divino Coração, e dele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de vos amar!
Daqui por diante, sim, todos nós vo-lo prometemos:


Do esquecimento e da ingratidão dos homens,
Nós vos consolaremos, Senhor! (responder assim a cada intenção)
Do abandono em que sois deixado no santo Tabernáculo,
Dos crimes dos pecadores,
Do ódio dos ímpios,
Das blasfêmias que se vomitam contra vós,
Das injúrias feitas à vossa divindade,
Dos sacrilégios com que se profana o vosso Sacramento de amor,
Das imodéstias e irreverências cometidas em vossa presença adorável,
Da tibieza do maior número de vossos filhos,
Do desprezo que se faz de vossos convites cheios de amor,
Das infidelidades daqueles que se dizem vossos amigos,
Do abuso de vossas graças,
De nossas próprias infidelidades,
Da incompreensível dureza de nossos corações,
De nossa longa demora em vos amar,
De nossa frouxidão em vosso santo serviço,
Da amarga tristeza em que sois abismado pela perda das almas,
Do vosso longo esperar às portas de nossos corações,
Das amargas repulsas de que sois saciado,
De vossos suspiros de amor,
De vossas lágrimas de amor,
De vosso cativeiro de amor,
De vosso martírio de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!
Oração
Divino Salvador Jesus, que de vosso Coração deixastes escapar esta queixa dolorosa: "Eu procurei consoladores e não os achei", dignai-vos aceitar o pequeno tributo de nossas consolações e assistir-nos tão poderosamente com o socorro de vossa graça que, para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda a parte e sempre, vossos filhos, os mais fiéis e devotados. Nós vo-lo pedimos por vós mesmo, que sendo Deus, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos.
Amém.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Relação entre natureza e história no idealismo alemão



R. G. Santos

     No chamado “idealismo alemão” (pós kantiano...) existem algumas tendências distintas, em certos aspectos, na concepção da relação entre natureza e história, mesmo que tenham um pano de fundo comum, com algum acento na importância da história.

    Em primeiro lugar temos a proposta de Fitche para a intelecção de tal relação. De inspiração kantiana latente, vai conceber a natureza como “não eu”, ou seja, como aquilo que se distingue radicalmente do sujeito e por ele está determinado.

  É o eu o forjador da história, que é concebida aqui como a manifestação concreta do espírito, ou seja, das codificações feitas pelo sujeito. Há aqui uma lacuna aberta no tocante a uma concepção mais positiva da natureza. Esta é menosprezada.

Tentando reequilibrar tal relação entre natureza e história, tem-se o pensamento de Schelling. Este autor tenta solucionar as dicotomias então reinantes na filosofia nesse aspecto. Para ele, a história, enquanto manifestação da natureza inorgânica, ou seja, do espírito, deve coadunar-se com a natureza orgânica. Há aqui uma perspectiva mais positiva de tal relação.

     Já em Hegel as coisas voltam a se dicotomizar nesse aspecto do embate entre natureza e história. A natureza em Hegel praticamente não é tematizada. Nele, ela (natureza) remete-nos a limitação, atrofia espiritual, estaticidade, dentre outros “adjetivos”... Tal menosprezo se dá em função da história enquanto manifestação plena do Espírito, que comporta em si uma tensão dialética que torna sempre mais evidente a própria idéia enquanto única realidade.

    Nesse sentido, a idéia como que absorve a autenticidade da natureza enquanto esta, em Hegel, deriva daquela. Dessa maneira, em Hegel a História é super-elevada em relação à natureza.

    Toda essa consideração desordenada da relação natureza e história, sobretudo em Fitche e Hegel é sintomática, visto que reflete a conseqüência lógica da ênfase que na modernidade se dá ao sujeito.

    Isso dá margem e fundamento para graves incoerências na relação entre homem e meio natural, com o homem (o grande artífice da história) dominando e esgotando as possibilidades oferecidas pela natureza (recursos naturais de toda sorte).

    O mesmo e dá na relação entre homens. Afinal, os “superiores”, a saber, aqueles que dão vazão maior na história ao espírito, à intelecção mais pura da realidade, podem subjugar os outros (vide neocolonialismo e, até mesmo, posteriores totalitarismos).

     Estas são, portanto, as considerações que julgamos mister fazer acerca da relação entre natureza e história nos autores acima citados.


Maria Santíssima, rogai por nós.
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REFERÊNCIAS
REALE,Giovanni, ANTISSERI, Dário. História da Filosofia- vol. 5  São Paulo: Paullus, 2004.