terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Serviço Social e Aborto II

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João S. de Oliveira Junior  

 

Longe de querermos desmotivar os estudantes e profissionais dos cursos de Serviço Social, há dois meses, denunciamos o absurdo dos Conselhos, CFESS/CRESS de Serviço Social ao darem parecer favorável à prática e conduta ao procedimento abortivo, impondo como "solução", a descriminalização ao invés de trabalharem por melhor atendimento às mães gestantes. Aqui.

Em meio a estudos, ocasionalmente, não pude deixar de observar e notar uma preciosidade para todos os Assistentes Sociais que percebem e lutam contra o grave equívoco do parecer dos Conselheiros. Lendo a Constituição Federal vigente, carta magna do Direito Brasileiro, no Titulo VIII, Capítulo II, seção IV, onde trata da Assistência Social, vemos:

"Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos:

I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;

II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; (...)

IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; (...)"

Logo, não poderão dizer que as mães carentes e o Nascituro, por serem indefesos, desprovidos de recursos financeiros e de contribuição a Seguridade Social, não teriam direito a uma maior atenção. Entre os objetivos, percebemos que a Carta magna já declara por si, só mostrando que os conselheiros, promotores do aborto, inconstitucionalmente, não estão dando a mínima pra família, já que o procedimento só daria instabilidade emocional à mesma. Não estão protegendo a maternidade, uma vez que estariam interrompendo-a, muito menos dando apoio às crianças já que estariam consentindo com a morte das mais indefesas. Com relação às adolescentes grávidas, se enganam muito, ao imaginar que fariam o bem a essas mães direcionando ao aborto, não enxergando outra alternativa, conforme dados do SUS, no ano de 2006 (ultimo ano que os dados estão dispostos) 27.610 adolescentes de 10 a 14 anos deram a luz, inclusive com 260 meninas dando a luz a gêmeos. Ora, será que os senhores Conselheiros teriam a coragem de hoje olharem nos rostos destas 27.610 mães e proporem a morte das criançinhas delas?

(Fiz questão de citar também o inciso IV, que garante entre objetivos o atendimento e promoção aos portadores de deficiência, então, mais uma vez chamamos atenção para a inconstitucionalidade daqueles que diretamente ou indiretamente apoiariam o aborto aos portadores de necessidades especiais. Lembrando que, uma criança com anencefalia, é uma criança com deficiência grave, mas não é um natimorto, assim como outra deficiência nunca poderá justificar a prática abortiva, tal procedimento estaria nestes casos velando e mesmo fomentando a discriminação aos portadores de necessidades especiais, a exemplo: Em países onde o aborto é menos restrito, torna-se comum, abortos a crianças diagnosticadas com a síndrome de Dawn.)

Voltando, no juramente de formatura do Curso de Serviço Social, embora aquele não seja uniforme em todas as Faculdades, é comum encontrarmos:

"Juro exercer com dignidade e respeito... buscando ser Criativo, Humano, Sensível e atento às manifestações da questão social...."

Bem meus amigos, diante disto, não resta dúvidas que não teríamos como consentir com as soluções nada criativas, nada humanas, muito menos sensíveis do parecer abortista imposto pelos CFESS/CRESS, além de inconstitucionais atentam contra princípios éticos da própria profissão. Em outra oportunidade, tentaremos esclarece mais, resumidamente, o que está por trás desta ideologia de morte, impregnada em nossas Universidades, "marxistizadas".

Fiquem atentos defensores da Vida e da Justiça: "Eu vos envio como ovelha no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas." (Mat. 10,16)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Missa em honra a Nossa Senhora de Guadalupe

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Abaixo, link para fotos de Missa ocorrida no dia 12/12/2009 em nossa cidade (Montes Claros/MG). A Santa Missa, celebrada no mosteiro carmelitano local, foi rezada em latim e vernáculo - na orientação "versus Deum" -, pelo estimado Pe. Demétrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico e também diretor espiritual do Seminário da Arquidiocese de Niterói.

 

Clique aqui para ver as fotos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Zelo Eucarístico

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VII. Que delicadeza de pensamento, de sentimento e de trato dos Santos para com tudo o que diz respeito à Eucaristia.

Nada de pequeno aos seus olhos; nada de descurável e muito menos de desprezível!

Já vimos como a grande Teresa de Jesus estava disposta a morrer mártir, antes que ver negligenciada a mais humilde entre as cerimônias da Santa Missa.

Que fé extraordinária, meu Deus!

O Santo Cura D’Ars costumava rezar o divino ofício ajoelhado diante do Tabernáculo, sem apoio algum, de breviário na mão, com uma compostura de Anjo, um recolhimento de Querubim. Já andava o povo convencido de que o seu Santo Vigário, com os próprios olhos, contemplava a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

São Francisco de Sales, achando-se na igreja, não ousava sequer tanger as moscas e preferia, por vezes, que fizessem sangrar a calva cabeça, antes de faltar com o devido acatamento.

Que dizer, então, da atitude e arrebatamento com que São José Benedito de Labre permanecia sete ou oito horas, imóvel como uma estátua, diante do seu Amor Sacramentado? E não tinha sobre si apenas moscas, senão também outros seres a atormentá-lo!

O mansíssimo São Vicente de Paulo, perturbava-se e ardia de zelo ao observar genuflexões mal feitas diante do Santíssimo Sacramento, genuflexões que ele apelidava de “marionetes”.

São Conrado, Bispo de Constança, tamanho respeito sentia para com os polegares e índices com que tocava no adorável Sacramento, que algumas vezes Nosso Senhor, para premiar-lhe a fé, permitia que esses quatro dedos, durante a noite, se tornassem luminosos.

São José de Cupertino desejava dispor de outro par de índices e polegares, que pudesse tirar e colocar à vontade, a fim de servirem apenas para tocar na Carne do Salvador.

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Livro: A Alma Eucarística
Autor: Fr: Antonino de Castellammare, O.F.M. Cap.
Páginas: 301-302
Capítulo IV - 2º Regra: A Delicadeza Eucarística.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ano Novo


Oração para a passagem do ano

Meu Jesus adorado, queremos vos oferecer nesta hora em que o tempo vira uma página da história dos homens, nosso olhar e nossas orações, contemplando o Mistério do Natal, do Vosso Presépio, onde nascestes para nos salvar.

E assim como fostes não mais do que uma frágil criança, dependendo em tudo de Vossa Mãe Santíssima e de S. José, Vosso Pai adotivo, assim queremos ser, diante de Vós e de Vosso Pai.

Antes de tudo, queremos agradecer por todas as graças que recebemos ao longo deste último ano, graças de perdão, graças de amor, vindo em nossos corações pela Santa Comunhão. Também por todas as forças e ajudas que recebemos de Vós para bem realizar nossas obrigações e deveres, tanto materiais quanto espirituais.

Nós sabemos, ó Bom Jesus, que por causa do abandono em que vos deixamos por nossos pecados, tudo o que temos nos vem da pobreza da gruta em que nascestes, da Cruz que aceitastes por nossa causa. E que, pela gloriosa Ressurreição alcançaremos, nós também, o Céu onde habitais.

Hoje o mundo se prepara para festejar um ano que termina, outro que começa. Nós queremos nos lembrar, antes de tudo, que foi o Vosso nascimento em Belém que deu origem a todos os séculos. Ali, naquela hora sublime, o tempo parou de contar para dar início a uma nova era, marcada por Vossa presença sobre a Terra.

É assim que queremos viver todos os dias, lembrando que um dia, estivestes pisando o pó das nossas estradas, falando com nossa gente, morrendo sobre uma Cruz para mostrar o caminho do Céu. Dessa lembrança virá nossa felicidade neste novo ano.

Que este ano bom seja para nós e para todos os nossos queridos pais, parentes e amigos, de verdadeira felicidade e sincera paz, e que os fogos e festejos dessa hora só nos faça estar mais próximos do tempo sem fim da Vossa Eternidade.

Amém.

Fonte: http://www.capela.org.br/Oracao/anonovo.htm

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

No Natal, graças especialíssimas!

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Por Paulo L. F.

 

“ As noites são boas. Nenhum planeta exerce então os seus malefícios, e nenhuma fada feiticeira tem poderes para encantar.” (Hamlet)

 

image No natal, um certo aroma sobrenatural paira sobre nossas vidas, invade furtivamente nossos tratos cotidianos, toma de assalto todas as conversações. Aqui, ouve-se alguém citar, quase que por acaso, o nome três vezes santo do Menino Deus; acolá, outro que critica ousadamente, e com ares de ortodoxia, a mesquinharia comercial dos hodiernos; e por fim, um último que comenta, meio que perdido, sobre as tristezas e desmandos de uma vida sem luz, denunciando, sem o perceber, a graça que bate silenciosa na porta de sua alma... nem todos os estratagemas do Demônio, ainda que corroborados pelas mil leviandades de tantos homens medíocres que pretendem um mundo sem Deus, conseguirão expulsar deste dias que antecedem o Natal a atmosfera sacrossanta que repousa sobre o universo.

 

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É uma realidade que se impõe: tudo se torna alegre! As luzes  povoam ruas, praças e fachadas! O colorido anuncia o júbilo de uma data especialíssima, afinal é o nascimento do menino Jesus, o Deus encarnado, aquele que veio ao mundo para nos salvar! Milhares de preces sobem aos céus; umas, abafadas pelo orgulho, outras, como último recurso... não importa! Algo impera sobre as almas; uma força insiste em manter a esperança. Há, sim - se prestarmos bem atenção – uma espécie de “toque” singelo, um certo “sussurro” suave, um “não sei o que”, lá no centro mais intimo da alma... mas há algo! É um mistério ... o mistério do Natal!

 

Vem-me agora ao espírito a recordação de algumas palavras ditas por Horácio a seus amigos em Hamlet, uma famosa tragédia composta por William Shakespeare. Creio que expressam, mesmo que a seu modo, um pouco de tudo aquilo que temos ansiado por demonstrar através destas linhas:

 

imageDizem que sempre que se aproxima a época em que se celebra o nascimento de nosso Salvador, a ave da manhã passa toda a noite a cantar, e então, segundo afirmam, nenhum espírito se atreve a sair da sua morada. As noites são boas. Nenhum planeta exerce então os seus malefícios, e nenhuma fada feiticeira tem poderes para encantar. Tão benfazejo e cheio de graça é aquele tempo.”[1]

 

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Que Nossa Senhora nos torne sensíveis às constantes  graças enviadas por Deus à nossa alma. E, de modo particular, suplicamos por todos aqueles que nos deram a alegria de sua visita neste longo ano de lutas por Cristo e sua única Igreja verdadeira: Católica Apostólica e Romana. Feliz Natal!

 


[1] SHAKESPEARE, William. Hamlet. Trad. Ricardo Alberty. Gigantes da literatura clássica. Lisboa: Editorial Verbo, 1972, p. 16

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal

Postamos abaixo um episódio do desenho Charlie Brown sobre o espírito do Natal. Bons tempos em que os desenhos não eram tão politicamente corretos como são hoje. Aproveitem também e visitem nossa lista de blogs para mais matérias sobre o Natal.

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domingo, 13 de dezembro de 2009

O aquecimento global é uma mentira

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UOL

Por Carlos Madeiro:
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de  Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul/

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Símbolo da Serpente

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Controverso, fascinante, denso e paradoxal
 
Prof. Pedro M. da Cruz.

A serpente é, de fato, um animal fascinante. Suas múltiplas características impressionam a sensibilidade dos seres humanos. Egípcios, gregos, romanos, druidas, indianos, chineses... viram-se seduzidos por seus aspectos variados. Nem mesmo o Redentor se furtou a tecer comentários sobre este réptil capcioso, pois ordenou a seus discípulos que fossem prudentes como ele, desde que guardassem a inocência que lhes era devida.[1]
Ela é um tipo hábil, silencioso e discreto; ao rastejar sinuosa e lentamente pelo chão, somos quase levados a nos esquecer de sua incrível capacidade de ataque, tão rápida e certeira quanto um raio. Imprevisível, dissimulada e, muitas vezes, mortal, tornou-se também um símbolo da malícia, assim como da tentação e do próprio Satanás.[2] No Egito, por exemplo, Apófis, monstro do caos, senhor dos infernos, era representado como uma serpente; e, a própria Tradição cristã a tomou, na maior parte das vezes, como um signo das forças do mal.
Animal de sangue frio, o que nos dá - já de entrada - uma impressão de horror a qualquer sentimentalismo malsão, é também, para muitos, arquétipo da sabedoria e da sagacidade. Por ser seu habitat subterrâneo sempre sugeriu também a idéia de conhecimento a ser revelado; e houve, inclusive, quem não deixasse de ver na sua ausência de pálpebras móveis, que a faz dormir de olhos abertos, um modelo da vigilância, bom ânimo e atenção perfeita.
Como se pode perceber é grande a riqueza de símbolos que se formou a partir da figura da Serpente; poderíamos citar muitos outros como, por exemplo, o símbolo da imortalidade, sugerida pela mudança periódica de pele, ou mesmo o símbolo da cura, que se depreende facilmente do uso terapêutico que se pode fazer de seu veneno, para não citarmos o da fecundidade, ligada ao formato fálico de seu corpo, tão cara ao paganismo, entre outros...
Finalmente, a mais gloriosa comparação que se fez desta criatura controversa! Quem não se recordará que a própria Escritura Sagrada a tomou por prefigura de Nosso Senhor Jesus Cristo? De fato, está escrito: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o filho do homem, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.” [3] Ora, perante tão extraordinária comparação tudo o que foi dito acima queda, de certo modo, ofuscado. Cristo é a nova Serpente! Completamente oposta àquela das origens. Ele, no madeiro da Cruz, demonstrou a fecundidade infinita do amor divino. Com toda sabedoria e astúcia sobrenaturais, arranca os homens do pecado, cura seu coração ferido, e lhes concede a graça da Bem-aventurança eterna.
E, para terminarmos com chave de ouro esta nossa singela reflexão, perguntemo-nos com toda sinceridade: quem seria capaz de afirmar que não vê na Serpente de bronze apresentada por Moisés no deserto, além da prefigura do Salvador, uma representação discreta da Virgem Maria? De fato, Nossa Senhora, por participar de modo singular do poder de intercessão de seu filho, é apresentada por Deus, com toda autoridade, perante os olhares compungidos de seus servos, a fim de que mirando-a conservem a vida. Ora, é bem possível que seja também por isso que o Apocalipse nos afirme que à mulher fora preparado um retiro no deserto[4]... Não querendo forçar de modo abrupto alguma interpretação, fiquemos por aqui, porém, suplicando insistentemente à Virgem abrasadora: Ora pro nobis, Sancta Dei Génitrix!

[1] Conf. Mat. 10,16
[2] Conf. Gên. 3,1-14; Apo. 12,9
[3] Conf. João 3,14-15
[4] Conf. Apo. 12, 6

domingo, 6 de dezembro de 2009

A beleza da liturgia católica!

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Paulo L. F.

“O brilho de sua ostentação e a solenidade dos ritos fascinam o sentido do povo... Os olhos ficam encantados.” (Ellen. G. White)

Já vimos, num artigo anterior, a astúcia da senhora Ellen G. White, reorganizadora da seita Adventista, ao atacar a Igreja Católica. A certa altura de seu livro “O Grande Conflito” a autora se põe a escrever sobre os muitos perigos em que – segundo ela – incorreriam os protestantes, caso viessem a fazer compromissos com nossa religião. Nesse momento ela se vê forçada a tecer alguns comentários elogiosos sobre os métodos Católicos de promoção da fé Cristã, chegando a reconhecer a grandeza litúrgica de seus cerimoniais.

A senhora White escrevera o que se segue antes do Concílio Vaticano II, portanto, se referindo ao chamado, “Rito de São Pio V”. Celebrado em latim, ao som do Canto gregoriano, e “Voltado para Deus”, realmente, impressionava pela beleza de sua estrutura organizacional. Mesmo uma inimiga tão ardorosa da verdade tinha que reconhecer a sublimidade deste rito milenar!

Mas, quem não sentiria um toque imponderável ao contemplar a beleza gótica duma Catedral, tão distante dos edifícios modernistas, escravos cegos da funcionalidade? Ao escutarmos o Gregoriano, ou mesmo a Polifonia Sacra, ficamos sem entender o que terá levado tantos bispos ao cúmulo de permitirem a poluição sonora de então.

Na solidão povoada das Igrejas antigas, a alma era convidada à meditação. Ali, escondidos na penumbra silenciosa, enquanto cintilava pelas paredes o reflexo indomável das muitas velas, os homens tinham atmosfera propícia para orar. Era um refúgio sobrenatural, um porto de salvação, lugar de deleite para alma! Tenho observado como as pessoas, quase sem entender o motivo, respeitosamente baixam as vozes num templo conserimagevador; sentem, como que, uma ofensa o fato de dirigirem-se a um ser que não seja celeste. A densidade religiosa do ambiente tradicional é tão gritante, que mesmo à meia-luz tudo se torna claro como ao meio dia...

Bom, vejamos de uma vez por todas o que escrevera Ellen G. W. e pensemos, com toda sinceridade, se ela poderia dizer o mesmo nos tempos hodiernos:

“Embora o romanismo se baseie no engano, não é grosseiro e desprovido de arte. Os serviços religiosos da Igreja Romana são um cerimonial impressionante. O brilho de sua ostentação e a solenidade dos ritos fascinam o sentido do povo... Os olhos ficam encantados.  Igrejas magnificentes, imponentes procissões, altares de ouro, relicários com pedras preciosas, quadros finos e artísticas esculturas apelam para o amor ao belo. A música é inexedível. As belas e graves notas do órgão, misturando-se à melodia de muitas vozes a ressoarem pelas elevadas abóbadas e naves ornamentadas de colunas, das grandiosas catedrais, impressionam a mente com profundo respeito e reverência.

Esse esplendor e cerimônia exteriores zombam dos anelos da alma ferida pelo pecado... A pompa e o cerimonial do culto Católico têm um poder sedutor e fascinante... Tais pessoas chegam a considerar a Igreja Romana como a porta do Céu. ”[1]

Apesar das criticas maldosas que a autora destila enquanto escreve, é evidente em seu texto a percepção da beleza e majestade dos meios utilizados pelo catolicismo para expressar a maior glória de Deus. Sim, a pompa e o cerimonial do culto católico nos fascinam; seduz nosso coração fazendo-nos repetir com Jacó: “Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui a porta do céu.[2]

Finalmente, recordo-me agora de um fato interessantíssimo relatado por Dom Servilio Conti num certo livro de sua autoria. Fala-nos de Clóvis, Rei dos Francos, esposo de Santa Clotilde: Havendo se convertido ao cristianismo após gloriosa vitória que Nosso Senhor lhe concedera sobre seus inimigos, ele pedira a São Remígio a graça do batismo Reims260na fé Católica. Para esta ocasião a Catedral de Reims fora  devidamente preparada para a festa com luzes, cânticos e flores, como é de praxe em nossas Igrejas. O rei Clovis, encantado ao entrar no templo, dirigindo-se ao Bispo, perguntou: “É este o Reino dos céus, do qual me falou Clotilde?” “Não, respondeu São Remígio, mas é o início e o caminho que leva à glória e felicidade de Deus.” [3] Penso que esta história retrata bem tudo o que apresentamos neste artigo. Entre Clóvis e Ellen G. White houveram muitas diferenças, porém, destaquemos somente uma: enquanto a beleza da fé cristã, em seus vários aspectos, fecundava o amor na alma daquele rei bárbaro, provocou um efeito contrário no coração desta inimiga da Igreja, gerando ódio e indignação. Mas, o que é que se poderia esperar de alguém que demonstrou tanta paixão pelo erro?

Queira a Virgem Santíssima que possamos voltar à glória das antigas celebrações litúrgicas! E quiçá, teremos outros inimigos sendo forçados, mais uma vez, a reconhecer a grandeza do serviço de culto que prestamos a Deus.


[1] WHITE, Ellen G. O grande conflito. Acontecimentos que mudarão o seu futuro. Trad. Hélio L. Grellmann. São Paulo, Casa, 2003. pg. 318-319

[2] Conf. Gên. 28,17

[3] CONTI, Dom Servilio. O Santo do dia. 3ª Edição. Petrópolis, Vozes, 1986, p. 257