quarta-feira, 11 de janeiro de 2017


sábado, 10 de agosto de 2013

Blog Sociedade Apostolado em recesso

Prezados leitores,

Informamos que o blog estará em recesso, temporariamente. Todos os artigos já publicados estão disponíveis, mas novas postagens e comentários só serão liberados depois deste tempo de recesso com data de retorno ainda não definida. 
Indicamos que acompanhem o Blog Escritos Católicos, que também pertence ao nosso apostolado e família de almas.

Pedimos orações para que possamos fazer a vontade de Cristo em nossos trabalhos de apostolados. Que tudo seja para honra e glória de Deus, uno e trino!

Que a Virgem Santíssima nos abençoe para melhor conhecer, amar e servir a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Corpo Místico de Cristo.

Atenciosamente,

Edição Blog Sociedade Apostolado
Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

As artimanhas de Satanás - parte IV

Acompanhe a série dos artigos anteriores clicando em: parte I, parte II e parte III.


     Por Prof. P.M.C.

A subversão total

Cônscios da existência de um processo contínuo que se arrasta desde a “Queda angélica”; processo este que se manifesta com feições polimórficas, difusas e contraditórias, como, por exemplo, nas várias seitas aparentemente antagônicas, somos levados agora a nos interrogar sobre os métodos utilizados pelos que encarnam esse processo revolucionário.

O demônio é o pai da mentira e tem nela sua arma mais eficaz. Todavia, como escreve Santo Tomás numa citação, não existe falsa doutrina que não misture por vezes algumas verdades que a tornem aceitável. Assim a inteligência cai no erro pela aparência da verdade. Com efeito, afirmava São João Crisóstomo: “É por vezes permitido ao diabo falar a verdade para que a sua mentira seja protegida por essa rara verdade”.

Os Filhos das trevas não estão longe dessa metodologia de fino caráter psicológico, mas, muito pelo contrário, utilizam-se dela para subverter a ordem estabelecida por Deus. Martinho Lutero, apresentado pelo Congar, defensor intrépido do Vaticano II, como um dos maiores gênio religiosos da história, superior inclusive a Santo Agostinho e Santo Tomás (Meu Deus, que absurdo!) ia longe nesse esquema, pois além de utilizar-se da mentira incitava seus discípulos a pecarem fortemente.

Mas, o que seria a subversão? Do latim, Subvertere, derrubar, a subversão é uma arte da mentira; espécie de “ciência”, portanto, metódica. É uma técnica com práticas de sabotagem que tem como objetivo a destruição do inimigo abstendo-se do ataque direto, pelo menos num primeiro momento. É, portanto, uma guerra psicológica que predispõe os alvos, se necessário, a sofrerem um ataque direto.


Sabemos, porém, que é próprio da subversão orientar seus ataques velados de modo a que suas vítimas cortem o galho sobre o qual estão sentados. Este tema nos faz recordar as palavras de S.S. Paulo VI que nos falava sobre um estranho processo de “autodemolição” por que passa a Igreja...
 Já Sun tzu, autor de “a arte da guerra”, antigo pensador oriental, expunha-nos este tema:
“As treze armas de Sun tzu: 1- Desacredita o bem. 2 Compromete os chefes 3- Abala a sua confiança, sujeita-os ao desprezo 4- Utiliza homens vis 5- Desorganiza as autoridades 6- Semeia a discórdia entre os cidadãos 7- Incita os jovens contra os anciãos 8- Ridiculariza as tradições 9- Perturbar o reabastecimento 10- Faz ouvir músicas lascivas 11- Propaga a luxúria 12- Suborna 13- mantêm informado”[1]

Podemos assim aceitar a verdade de que ao longo dos séculos muito se tem aperfeiçoado este conjunto de manobras que visa a desestruturação da ordem estabelecida, seja num Estado, na Igreja ou mesmo entre nós que lutamos em defesa da tradição.


“(...) Desde o cavalo de Tróia até o departamento A da KGB, passando pelos panfletos de Voltaire, fez esta ciência (a ciência da subversão) inestimáveis progressos. A Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas fizeram-na progredir notavelmente na medida em que a subversão incorporou uma dimensão militar.”[2]

Como poderíamos ficar ignorantes desta realidade? Viver no mundo como se tudo que ocorresse fosse fruto do acaso e de meras coincidências seria o mesmo que colocar-se qual marionetes nas mãos ágeis de mestres da subversão, muitas vezes infiltrados.

Foi o que constatou, em grave momento histórico do Brasil Dom Geraldo Sigaud: “há infiltração comunista em todas as partes e até mesmo na Igreja (...)”[3]

Algo sobre as técnicas de subversão

A esta altura nossos leitores talvez estejam se perguntando curiosos sobre as técnicas de subversão. Poderemos desenvolver este tema em outra oportunidade. Por hora basta-nos saber que os agentes desse processo esforçam-se por penetrar na psicologia de seus inimigos para manipulá-la.
Como o fazem? Sabe-se que operam na arte, na imprensa, na educação, na cultura e na religião.Ora, como a subversão visa o homem em seus vários arranjos sociais, ela esforça-se por controlar suas faculdades dominantes: inteligência e vontade. Existe, portanto duas grandes categorias de técnicas subversivas: 

“1.Num plano superior: trabalhando na inteligência. Trata-se da manipulação direta do espírito pelos meios de comunicação: imprensa, rádio, televisão, internet, fixação de cartazes, reciclagens, modificações da linguagem. 2.Num plano inferior: operando sob faculdades inferiores, suas paixões, seus costumes e seus afetos, numa palavra, seu agir. É a manipulação indireta do espírito pela ação (...)(o sublinhado é nosso)[4]

            Finalmente, estamos cientes de que, como vimos, por detrás desses golpes de subversão da ordem estabelecida está o príncipe das trevas, ou seja, nosso maior inimigo são os espíritos diabólicos. E, se cortar um galho é enganar-se com a vitória enquanto outros crescem, aprendamos a ferir a árvore em sua raiz. Na luta contra o sobrenatural, armas sobrenaturais. Não se vence a subversão com métodos subversivos, apesar de que há como se utilizar da astúcia sem cair na mentira, por exemplo. Prudentes Sicut Serpents.

            Mãe da Divina Graça, vinde aos nossos corações. Abrasai-os. Que seja consumido todo tédio e desânimo. Fazei crescer em nós, filhos de mártires, o desejo pelas batalhas, a ousadia dos heróis, tudo isso para maior glória de Deus, salvação das almas e exaltação da Santa Igreja.

Mãe Castíssima, ora pro nobis!





[1] Pe François-Marie Chautard. A subversão. Revista Semper. N°103 FSSPX. Lisboa,2010. Pg.7.
[2] Pe François-Marie Chautard. A subversão. Revista Semper. N°103 FSSPX.
[3] A Igreja e o regime militar: da legitimização à resistência. Universidade de São Francisco – USF. Curso de Filosofia. São Paulo,1997. Orientação: Prof. José Cordonha.
[4] Idem. Revista Semper.N°103.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ano da Fé e Grupos de Estudos – parte II

Acompanhe a parte I, aqui.
Menino Jesus ensinando os doutores da lei, Lucas 2, 41-52.

Por Pietro Mariano dos Santos

“Meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6)

B - A necessidade dos Grupos de Estudos

Mas, o que fazer perante uma situação catastrófica como essa? Cristo nos pede uma resposta!

Perdão, meu Senhor, Mas se tu estás conosco, porque nos aconteceu tudo isso? [...] Vai com essa força que tens e salva Israel de Midian. Sim, sou eu quem te envia, diz o Senhor!” (Jz. 6,1 -14)

S.S. Bento XVI nos dá pistas valiosas sobre o modo como, auxiliados pela graça de Deus, poderemos vencer as dificuldades de nosso tempo. Convido a todos os nossos leitores (digo, aos leitores dos blogs “Sociedade Apostolado” e “Escritos Católicos”, assim como, aos leitores dos “Boletins Pugna”) para que consultem sua carta apostólica - Porta Fidei. Ali, “à luz da Tradição”, como ele mesmo nos pede, iremos colher excelentes aconselhamentos para a missão a que o hoje nos convida. Aqui nos limitaremos a abordar tão somente um ponto: a necessidade de aprofundamento dos conteúdos da fé.
Noutro texto, traçando a mesma via de suas reflexões, escrevera Bento XVI:
“Estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai o tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o enquanto casal se estiverdes namorando, formai grupos de estudos e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre vossa fé.”[1]

Ficamos felizes ao perceber que a SSVM já havia intuído, por uma ação toda particular da Graça, essa necessidade tão premente dos Grupos de Estudos e trabalhos afins. Muitos anos antes de Bento XVI fazer essa proposta à juventude, a Pia Sociedade, guiada pelo Espírito Santo, iniciara o projeto de unir fraternalmente os homens e, com profunda Vida Espiritual, sob o manto da Virgem Maria, investigar as riquezas da Fé cristã, assim como, tudo aquilo que se refere a ela, direta ou indiretamente (aqui um aspecto social e político que não deve ser olvidado).

Conhecer o conteúdo da Revelação nos leva, guiados por Deus, a optar pela vida nova em Cristo e, desse modo, deixar-nos plasmar em toda nossa existência humana. “Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida.” (Porta Fidei, Bento XVI, n. 6)

“Tudo quanto não foi ainda penetrado nos nossos pensamentos, nos nossos desejos, na nossa sensibilidade, na nossa conduta, pela luz e pelo fogo do Paráclito, permanece estranho ao ‘mistério da eclesialidade’. Cada um de nós no seu universo interior, possui continentes inteiros sobre os quais não foi ainda elevada a cruz [...]” [2]

É cada vez mais gritante a necessidade de redescobrirmos os conteúdos da Fé professada, celebrada, vivida e rezada, como nos sugere o papa. Quando reencontrarmos o entusiasmo de comunicar a Fé (como faz este blog), aí sim, retomaremos com nossa provada ousadia católica aquela meta tantas vezes descartada por uma antropologia cristã capenga: a salvação das almas (Porta Fidei, Bento XVI n. 15).

O conhecimento dos conteúdos da fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja (Porta Fidei, Bento XVI, n. 10). Principalmente aqueles pontos da doutrina tão esquecidos ou desprezados por alguns da elite eclesiástica, como, por exemplo, o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde a filosofia do evangelho governará novamente os Estados, e a influência da sabedoria cristã penetrará as leis, as instituições e os costumes dos povos; todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. (S.S. Leão XIII).

Aqui surge a importância dos Grupos de Estudos, onde, em fraternal convivência, firmes na oração e em profícuo esforço intelectual, ocorre o crescimento e maturação da vida cristã. Essas convivências fraternas, além do mais, auxiliam os participantes a manter o coração aberto à graça; realidade que - dada a ausência da atmosfera cristã (atmosfera essa mantida por esses grupos) - tende a esvair-se.

Um católico que não convive com católicos verdadeiros é como brasa afastada do fogo: seu destino é perder o brilho, esfriar-se.

Prezados leitores, não podemos ser indolentes na fé.  A combatividade deve mostrar-se como o grito de guerra das almas apaixonadas pela Esposa de Cristo em oposição ao relativismo das massas; privadas, muitas vezes, da meditação e reflexão pelo mau uso que fazem das novidades tecnológicas dos tempos hodiernos.[3]

Ter uma fé clara, segundo o credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar ‘aqui e além por qualquer vento de doutrina’, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.[4] (Cardeal Ratzinger)

Olhando para a Virgem Mãe de Deus, feliz porque acreditou (Luc. 1,45), supliquemos ao Pai que conceda graças especialíssimas nesse Ano da Fé a todos os Grupos de Estudos da Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM) que lutam para aferventar a vida espiritual e intelectual de seus membros em guerra contra a mentira e o erro.

Virgem Santíssima, ora pro nobis!
Maria Sempre!




[1] Carta aos Jovens, Bento XVI.
[2] BIFFI, Giacomo. Para amar a Igreja. Trad. Socorro Coelho. B. H., Ed. O Lutador, 2009, p. 108
[3] MACHADO, André; MATSUURA, Sérgio. Tudo ao mesmo tempo agora na rede. O Globo, Rio de Janeiro, 24 de junho de 2013. Economia, Digital e Mídia, p. 22.
[4] Ratzinger, Joseph. Homilia da Missa de abertura do Conclave (Pro Eligendo Romano Pontífice) 18 de abril de 2005.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Segredo para a Juventude!

Pugna - O Segredo da Juventude - clique para abrir o versão Espanhol e versão Inglês.

Clique na imagem para visualizar o arquivo completo.

Está sendo distribuído na Jornada Mundial da Juventude, por membros da SSVM, um boletim Pugna com intuito de mostrar o 'Segredo' da felicidade para todo católico, aquilo que no fundo anseia um coração jovem que quer ser feliz em Deus. 

Confira e ajude-nos a divulgar este trabalho imprimindo o arquivo, de preferencia em frente e verso, papel chamex amarelo. 

Você, leitor, que ainda vai a JMJ-2013, ou mesmo, que irá fazer apostolado com jovens onde estiver, vale a pena!



Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ir ou não ir na Jornada? Eis a questão...


Por João S. de O. Jr

Em meio aos católicos conservadores ou tradicionalistas, nem sempre vemos com bons olhos o evento Jornada Mundial da Juventude, estamos às vésperas dela no Rio de Janeiro (JMJ-2013). Compreensível tal negatividade diante da crise da Igreja e de noticiários quanto a organização daquela. Entendamos, a crise é pouco perceptível à grande maioria dos católicos, nem todos enxergam pelos mesmos para-brisas (caso de quem não vê problemas nem em "prova de matemática"). Outros, não olham os possíveis atalhos no caminho (caso de quem não enxerga mais nada a fazer além da murmuração). Já no aguardo dos castigos divinos, mas estes, todos podemos sofrer pelo que fizermos ou omitirmos.

Sendo assim, neste texto, há de pontuarmos fatores "prós e contras" a ida a JMJ-2013 para pesar e partilhar com vocês uma opinião que, evidente, não é "dogmática", porém tem a finalidade de por questionamentos àqueles que "repudiam" só em pensar acontecer a Jornada. Ao mesmo tempo, por um ponto de interrogação naqueles que só enxergam o oba-oba em número dum evento que, com certeza, é recheado de emoções e euforia. Evento católico que pode ser o início de salvação (conversão) de muitos ou apenas outro momento de mediocridade na fé católica de tantos que estarão lá.

Observação: Excluo dos argumentos do "contra", os justificados por motivos financeiro, familiar, trabalho, estudo, oportunidade, questões de insegurança e incertezas em estar num lugar longe de casa. Creio que são os argumentos da maioria dos católicos que não estão indo.

Agora, vamos a alguns argumentos contra ir a Jornada:
  •  Despreparo dos organizadores ao colocarem artistas seculares (pouco exemplares) nas atrações;
  •  Terá muitos adolescentes achando que catolicismo é dancinha e barulho (reflexo de superficialidade e imaturidade na fé).
  •  Moças e rapazes jovens com pouca instrução quanto a vestir-se com modéstia;
  •  Possível confronto com protestos anticlericais (gayzistas, esquerdistas, protestantes, feministas...).
  •  Decoração de muitos ambientes de forma modernista, a começar pelo palco do evento principal, pelos decoradores oficiais e até os paramentos que serão colocados na Missa do Papa.

Alguns argumentos pró-ida a Jornada:
  •  A presença do Papa;
  •  Os participantes receberão indulgência plenária;
  •  Haverá na programação oficial eventos louváveis como filmes católicos e catequeses;
  •  Presença de relíquias de Santos expostos para veneração (um motivo bem católico).
  •  Summorum Pontificum (Santa Missa Tridentina) com a Administração Apostólica São João Maria Vianney;
  •  Confissões; 
  •  Há de ser distribuída a todos os jovens uma cartilha de bioética (algo simples, mas muito necessário nos dias de hoje, mesmo para os católicos);

Colocações:


Particularmente, comparando, só a Santa Missa Tridentina e o ver o Papa de perto já seria motivo suficiente para, àqueles que puderem, irem a Jornada. Porém, esta não é propriamente um preceito, é um evento. Não há a obrigação de ir, ao não ser se for em Missão (caso de um sacerdote convocado). 
Todavia, não deixa de ser uma peregrinação, as viagens pela fé sempre fizeram parte da Tradição da Igreja.

Muitos dirão: "mas não é Papa fulano...". Não importa qual Papa seja, junto com Dom Bosco gritaremos: "Viva o Papa!". Rezar pelo sumo pontífice é obrigação filial de todo católico.


O evento é grandioso, o que acaba sendo oportuno e inoportuno em alguns pontos. Veja: S
ó de imaginar peregrinos de diversas culturas, países, continentes mas com o mesmo objetivo de verem o Pastor da Igreja e celebrarem a fé, mais do que nunca, mostra o rosto da Santa Igreja Católica, Universal. Todos proclamando a fé numa só boca (parafraseando Santo Irineu de Lion).  
Por outro, o grande número de pessoas, diversas culturas, lugares, variará no quesito ortodoxia, e muito. Ainda que a organização fosse "impecável" e não cometesse garfes (como a de colocar peregrinos para dormirem em templos pagãos), não esperemos unanimidade. Já não basta uma multidão ser muito mais difícil de ser direcionada do que um pequeno grupo, todos estamos ainda sujeitos às consequências do pecado original. Além do mais, é interesse do inimigo (o demônio) colocar o "amargor" no meio dos cristãos, sempre foi. 


Questionamentos:

A quem adora o Oba-oba da JMJ: depois de tanta "dancinha", o que fazer para deixar a fé dos jovens mais sólida e fiel a Igreja de Cristo? Em grupo é muito fácil pular de alegria, mas e na solidão? Na vida interior de cada um? Nesta que cada um prestará contas a Deus. E depois da Jornada, quando muitos retornarem às faculdades, ao trabalho, aos departamentos seculares... todos continuarão católicos? Não precisam rezar mais, conhecer mais, lutar mais pela Igreja? Em meio ao turbilhão de anticlericalismo neste mundo, a maioria nadará contra a corrente ou será levado pela correnteza porque estarão boiando?

A quem vê só coisas negativas na JMJ: Se a Igreja está na crise, e tenha certeza, os erros que poderão acontecer na JMJ são consequências desta crise... abandonar o barco será a melhor maneira de impedir a tripulação de afundar? Se o evento deixará a desejar, não estaria faltando sua parte e presença nele? Se 90% dos grupos de jovens só se preparam pra jornada com "flash mob", não estariam faltando naqueles modelos mais tradicionais da genuína fé católica? Se sim, o que você pode fazer, então?!


"Mas a crise da Igreja é mais ampla... culpa dos Pastores...". Sim, não negamos a complexidade da crise, contudo, além das suas orações, o que seu apostolado pode melhorar para combater a crise? Isto te é possível! Ou, vamos viver a comodidade de um catolicismo exclusivamente virtual, onde muitos chegam ao cúmulo de só assistir a Santa Missa por videos na internet (vide sedevacantismo).

A verdade é que, se a Igreja não vai bem, devo procurar melhorar-me como católico, pois faço parte dela. Daí, pedir auxílio da graça para cumprir o que deve ser cumprido em auxilio ao meu próximo. Pedir inspiração para em minha vocação, seja leiga ou religiosa, fazer a vontade divina, a exemplo de Maria Santíssima!

Se os carismáticos e progressistas são maioria na Igreja (militante atual), os conservadores e tradicionalistas a conhecem melhor, por isto amam mais a Esposa de Cristo. E, não resta dúvida, as soluções para as crises passam pela Tradição, cabe-nos perguntar o que fazer para esta ser mais conhecida e vivida pelos fiéis. Por isso, aqueles católicos não têm o direito de cruzarem os braços.

Se você vai ou não para a Jornada, não importa, rezemos por ela. O tema foi só uma desculpa para outra questão bem maior que é: 
"O que faço, o que fiz, o que farei pela Igreja de Cristo?"

Rezemos pelo Papa Francisco que, se por um lado tem o auxílio da Graça de Estado, por outro, será também tentado, assim como Pedro foi. Mas: "(...)as portas do inferno não prevalecerão (...)" (Mateus 16,18).



Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

terça-feira, 16 de julho de 2013

XVI de Julho - Festa de Nossa Senhora do Carmo




Gloria Libani data est ei, décor Carmeli et Saron – “A glória do Líbano lhe foi dada, a formosura do Carmelo e de Saron” (Isaías 35, 2).


Summario. São muitas as prerrogativas concedidas àqueles que se fizeram alistar na Confraria do Carmo, mas entre todas tem a primazia a promessa feita pela Santa Virgem ao Bem aventurado Simão Stock; a saber, que serão preservados da condenação eterna e que serão livrados do purgatório no primeiro sábado depois da sua morte. Para gozar destes privilégios não basta trazer o santo escapulário, mas é preciso cumprir também as condições prescritas e ter ao menos a vontade de deixar o pecado.


I. Assim como os homens se honram de ter alguns que trazem a sua farda, do mesmo modo Maria Santíssima estima que os seus devotos tragam seu escapulário, em sinal de serem dedicados ao seu serviço e de pertencerem á família da Mãe de Deus. A santa Igreja, mestra infalível da verdade, aprovou esta devoção com muitas bulas e enriqueceu-a de muitas indulgências.

Falando em particular do escapulário do Carmo, referem graves autores, e o Breviário Romano o confirma, que a Santíssima Virgem apareceu ao Bem aventurado Simão Stock, e, dando-lhe o seu escapulário, lhe disse que aqueles que o trouxessem seriam livres da  condenação eterna. – Mais: aparecendo Maria outra vez ao Papa João XXII, lhe ordenou que fizesse saber àqueles que trouxessem o sobredito bentinho, que seriam livres do purgatório no sábado depois da sua morte. O Papa declarou isso depois em uma bula confirmada sucessivamente por vários Pontífices, e especialmente por Paulo V, que também prescreve as condições que se devem observar para gozar do privilégio.

“O povo cristão”, diz ele, “pode crer piamente no que se refere acerca do auxílio que recebem as almas dos irmãos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo; isto é, que a Bem Aventurada Virgem Maria ajudará com a sua contínua intercessão, com os seus rogos, com os seus merecimentos e com a sua especial proteção depois da morte (principalmente no sábado, consagrado pela Igreja à mesma Virgem) as almas dos irmãos que saíram deste mundo na graça de Deus, trouxeram o seu hábito, guardando castidade, segundo o seu estado, e rezaram o Ofício Parvo da Virgem; ou, se não o puderam recitar, observaram os jejuns da Igreja, e guardaram abstinência de carne na quarta-feira e no sábado, excetuando quando nele cair o dia de Natal.”

As indulgências ligadas a este escapulário do Carmo, como aos de Nossa Senhora das Dores, das Mercês e especialmente da Conceição, são inúmeras, parciais e plenárias, para o tempo da vida e para a hora da morte.


II. Meu irmão, se ainda não fostes inscrito na Irmandade do Escapulário, pelo qual Deus tem feito e ainda faz milagres tão estupendos, faze-te alistar quanto antes. Lembra-te, porém, que esta, bem como as demais práticas de devoção em honra da Virgem, para serem eficazes, devem ser acompanhadas das boas obras, da frequência dos sacramentos e sobretudo do horror do pecado; porquanto a divina Mãe nunca deseja patrocinar o pecado e é Mãe somente daqueles pecadores que têm vontade de se emendar. Ego sum quasi mater omnium peccatorum, volentium se emendare¹.


Ó beatíssima Virgem imaculada, beleza e glória do Carmelo, vós que olhais com bondade inteiramente especial para aqueles que se vestem com o vosso bendito hábito, volvei sobre mim também um olhar propício, e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza, pela vossa sabedoria dissipai as trevas do meu espírito, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com graças e virtudes que a façam cara ao vosso divino Filho e a vós. Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte pela vossa amável presença, e apresentai-me à augusta Trindade como Filho vosso e servo dedicado, para vos louvar e bendizer eternamente no paraíso. ” ²

“ E Vós, ó meu Deus, que honrastes a Ordem da vossa beatíssima Mãe e sempre Virgem Maria, com o singular título do Carmelo: concedei propício que, celebrando hoje com solene ofício a sua comemoração, munido do seu amparo, mereça chegar aos gozos eternos.”

***


[1] Revelação de santa Brígida
[2] Indulgências de 200 dias

FONTE: Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a undécima semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 357-359.


Observação e convite: 

Uma maneira se tornar membro da ordem terceira do carmelo é recebendo a imposição com rito próprio do escapulário.

Em Montes Claros - MG, haverá esta imposição (foto), novamente neste sábado, dia 20/07/2013 na Igreja da Matriz, Centro, após a Santa Missa Tridentina. 
Todos os católicos de Montes Claros e região estão convidados.

Mãe do Carmelo, rogai por nós!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ano da Fé e Grupos de Estudos – parte I


Por Pietro Mariano dos Santos

“Meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6)

A – Ano da Fé em tempos de crise

O “Ano da Fé”, proclamado por Bento XVI[1], é uma grande resposta às necessidades do tempo presente. As palavras do Papa em um seu documento[2] referentes à “Porta da Fé” [3] - que nos introduz na única e verdadeira Igreja de Cristo - são, para bom entendedor, uma conversão ao mais essencial da eclesiologia tradicional, infelizmente abandonada por tantos pseudo-teólogos da modernidade.

Não é segredo para ninguém a evidente manobra de certo ecumenismo modernista, que pretende a Igreja Católica como, tão somente, “mais uma” instituição ao lado de todas as outras que se dizem cristãs. Nessa falsa perspectiva teológica, “tanto faz” ser católico ou não, pois “o mais importante é o amor” – dizem. Como se fosse possível a caridade sem o concurso da verdadeira revelada pelo Pai através de Cristo à Sua Igreja. “A fé sem caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida”. (Porta Fidei, Bento XVI, n.14).

Estamos perante a mais completa rejeição de um dogma Católico: “Extra Ecclesiam nulla salus” (Fora da Igreja não há salvação); proclamado, não só por Inocêncio III (1208), como também no Concilio Lateranense IV (1215) e no Concilio Florentino (1442). Graças a Deus, tal verdade fora ultimamente retomada por J. Ratzinger em “Dominus Iesus”, para espanto dos “progressistas”. Sobre esse tema central afirmara o Cardeal Giacomo Biffi:
“À luz destes testemunhos, não se vê como se possa contestar o principio: ‘fora da Igreja não há salvação’, a menos que se relativize toda doutrina eclesial e se considere que não existe no âmago da concepção católica nenhum ensinamento certo e irrevogável.” [4]

Porém as loucuras não param por aqui...

Outros vão ainda mais adiante em sua revolta: além de afirmarem o “tanto faz” ser católico ou pertencer a qualquer outra suposta “igreja cristã”, chegam a defender que nem mesmo o cristianismo seria tão necessário assim, uma vez que poderíamos pertencer a qualquer outra religião (Judaísmo, Budismo, Islamismo, Hinduísmo etc.). Defendem-se afirmando que “Deus é o mesmo” (Sic) e que, portanto, qualquer religião seria válida. A centralidade do cristianismo para esses “moderninhos paz e amor” seria um ato orgulhoso de padres e bispos “quadrados”, “fechados” e fundamentalistas.



Ora, vá dizer a certo tipo de Maometano que Alá é “Pai e Filho e Espírito Santo”, e tente voltar vivo para nos comunicar sua resposta...
Sobre este ponto, assevera-nos Bento XVI que crer em Jesus é o caminho para se chegar definitivamente à salvação. Ele é, de acordo com o atual para emérito, o único salvador do mundo (Porta Fidei, Bento XVI, n.6).

É por vermos idéias tão distantes da verdade, que entendemos um pouco mais a decadência atual. Além disso, somente um número reduzido de cristãos têm tido a ousadia de pregar destemidamente a fé de sempre (Porta Fidei, Bento XVI n. 8).  Tal carência na evangelização acaba por impedir a muitos de cruzarem o limiar daquela Porta que nos conduz ao batismo na única Igreja realmente fundada por Nosso Senhor. Afirmamos assim – “realmente fundada” – porque a lábia modernista de alguns padres (é com tristeza que o dizemos) tem enganado aos incautos com a falsa doutrina de que a Igreja Católica estaria tão somente “fundamentada em Cristo”. Isso equivale a defender que o catolicismo não foi - segundo eles - de fato, histórico e objetivamente, fundado pelo Filho de Deus.
“Já não nos defrontamos com adversários ‘em pele de cordeiro’, mas com inimigos aberta e desavergonhadamente assumidos na nossa própria casa, os quais, tendo feito um pacto com os maiores inimigos da Igreja, estão decididos a arrasar a fé [...]” [5] (S. Pio X)

Eis o motivo de vermos tantas “velhinhas bondosas” ensinando aos seus netinhos por aí sandices como esta: “Não, meu filho, Jesus nunca fundou uma Igreja... isso é coisa dos homens. A gente só vai à missa porque é bom cada pessoa ter sua crença. Eu vou morrer católica porque nasci nessa ‘lei’.”

Alguns anos depois...
Olha lá a velhinha com seu netinho pulando e dançando - apesar da osteoporose e Cia - em cultos protestantes ou terreiros de macumba...

Acima, "missa sertaneja' em uma famosa rede de tv católica. Abaixo, o "pastor fazendeiro" ($$$), Waldomiro Santiago.
 Semelhanças não são mera coincidência. 
Deste modo, aumentam-se as convulsões que se seguiram após o Concilio... Um a um, como em fila bem organizada, vão saindo uns pobres fiéis da Igreja Católica e se perdendo em seitas dos mais variados tipos: não auscultaram a fé de sempre, e, se a ouviram, ela não lhes plasmou o coração pela graça...

S.S. Paulo VI vira no Ano da Fé por ele proposto em 1967 uma conseqüência e exigência do período pós conciliar. Ele estava ciente das graves dificuldades daquele tempo, sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira Fé e da sua reta interpretação (Porta Fidei, Bento XVI, n. 5). Com efeito, chegara ao ponto de afirmar que, por alguma brecha, a fumaça de satanás entrara na casa de Deus.

O atual papa emérito, reiteradas vezes, quis dar-nos a entender que os textos do Concílio Vaticano II devem ser conhecidos e assimilados no âmbito da Tradição da Igreja. “Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concilio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação [...]” [6]

Essa proposta nos faz recordar as sábias palavras de São Vicente de Lérins, citadas pelo antigo Arcebispo de Paris, o Cardeal Suhard, (que, infelizmente, auxiliava os padres Chenu e De Lubac, apesar de seu modernismo manifesto):
“Mas, dir-se-á talvez, não é a religião susceptível de qualquer progresso na Igreja de Cristo? Seguramente que sim, e muito grande. Quem seria bastante inimigo da humanidade, bastante hostil a Deus, para lhe tentar opor? Mas, com uma condição indispensável: que se trate verdadeiramente de um progresso da fé e não da sua alteração. Pois o próprio do progresso consiste em que um ser se desenvolva permanecendo ele próprio; enquanto a alteração consiste em que uma coisa se transforme em outra [...]” [7]

Cristo Rey
Caso um legítimo progresso na doutrina (claro, pela ação do Espírito Santo) - sem alteração - não seja realizado hoje em lugar do que tem ocorrido, o mundo continuará se afastando daquele ideal tão bem representado no auge da Idade Média (Século XIII). Está evidente na atualidade, para qualquer observador, o quanto a sociedade dista do projeto católico onde Cristo exercerá Seu Reinado Social. “Enquanto no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.” (Porta Fidei, Bento XVI, n. 2)

Essa situação preocupante exige de nós uma atitude. É o que meditaremos na segunda e última parte deste nosso artigo. Peçamos a Nossa Senhora do Bom Conselho que nos proteja e ilumine por sua doce intercessão nos caminhos desta vida de lutas e dificuldades.

Virgem Santíssima, ora pro nobis!
Maria Sempre!




[1] O ano da fé teve inicio aos 11 de outubro de 2012 (cinqüentenário da abertura do Concílio Vaticano II) e se estenderá até 24 de novembro de 2013.
[2] Porta Fidei, sobre a o Ano da Fé, S.S. Bento XVI.
[3] Conf. At. 14,27
[4] BIFFI, Giacomo. Para amar a Igreja. Trad. Socorro Coelho. B. H., Ed. O Lutador, 2009, p. 79
[5] S.S. Papa São Pio X, Sacrorum Antistitum.
[6]  S.S. Bento XVI, Discurso à Cúria Romana (22 de dezembro de 2005)
[7] SUHARD, Cardeal. Triunfo ou declínio da Igreja. Lisboa, 1947, p. 66.