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sábado, 23 de março de 2013

Atacando o Papa! Vortex

Novamente, Michael Voris fazendo uma ótima colocação. Agora, sobre a crise "pós-conclave" devido a mídia e redes sociais.


Salve Maria Santíssima!

terça-feira, 19 de março de 2013

O Papa e a Missa Tradicional em Rito Latino - Vortex


Michael Voris em seu programa no início de março,  no período sedevacante, (ou seja, antes do conclave que elegeu S. S. Papa Francisco), conta sobre a Missa Tridentina no mundo após o Motu Próprio Summorum Pontificum de S. S. Papa Bento XVI e o desafio de continuação deste trabalho pelo próximo Papa

Segue a tradução do vídeo feita por nosso confrade Lucas Silva e em seguida breves comentários por João S. de O. Jr.



Olá a todos e bem-vindos ao The Vortex, onde mentiras e falsidades são detectadas exposta. Eu sou Michael Voris e venho a você de dentro da esplendida Igreja de Santo Estevão em Cleveland, Ohio, logo após a missa domingo 09:30.

Quando o novo Papa assumir o controle da Igreja muitos estarão olhando de perto para ver quais serão suas relações com o público da Missa Tradicional em latim.

Bento XVI foi extremamente acolhedor e incentivador a este grupo de fiéis católicos e realmente abriu o caminho para que eles começarem a se expandir e eles se expandiram muito.

Apenas em minhas viagens por todo o mundo... tenho ouvido, visto ou participado do rito antigo em quase todo lugar que tenho chegado.

E uma coisa que tenho notado é o número de jovens. Na Austrália .. jovens. Nas Filipinas ... muitos jovens, a partir dos servos aos padres... rostos jovens em todos os lugares.

Em Lagos, Nigéria... sob um telhado de palha... jovens e famílias jovens em procissão para receber a Sagrada Comunhão de joelhos. Mesmo em Detroit Michigan .. considerado por alguns como o epicentro do “terremoto” modernista que atingiu a Igreja na América na década de 1970... e onde considerável dano ainda é dolorosamente evidente, a Missa antiga em uma noite de sexta-feira patrocinada pelo grupo Juventutum... Latin para os jovens com mais de uma centena de participantes.

Washington DC outra Missa no rito antigo a com grande números de... a você adivinhou jovens participantes. De fato, muitos em pé e lotado a ponto de transbordar.
No norte da Itália .. nos montes alpinos ... o rito antigo novamente.
Londres, Inglaterra, também tem uma comunidade próspera da Missa Latina salpicado com rostos jovens, como foi destacada pela imprensa secular lá e foi objecto de um relatório recente do Vortex.

E aqui em Cleveland, Ohio, bem na paróquia de Santo Estêvão, como vimos esta manhã, quando assistimos à missa com a congregação local. Jovens adultos, rostos jovens, jovens famílias com muitos filhos. Fiéis católicos que, em muitos casos passam despercebidos pelo grande número de católicos que não sabem quase nada sobre a Missa em latim ou o número crescente de adeptos.
É muito claro olhando para as paróquias que celebram no Rito Tridentino, os padres são muito fiéis à doutrina da Igreja sobre a contracepção... há crianças em todos os lugares.
E então o que estamos presenciando é o início de uma mudança demográfica no mundo católico .. em todo o mundo. Raramente ou nunca você vai ouvir sobre o desaparecimento de uma Comunidade ou paróquia que celebra a Missa em Latim.

Esse fato é totalmente diferente ao que acontece nas paróquias e comunidades com tendências progressistas e que não celebram a Missa Tridentina e que fecham sua portas devido a perda de fiéis.
Onde a Igreja é chamada de moderna o tempo provou que acaba levando a Igreja a um espírito contrário ao verdadeiro e que causa um fracasso. A Igreja nascente da Tradição está se transformando em um história de sucesso gigantesco... em todos os lugares.

Até dois anos atrás era difícil de acreditar que um prelado em Roma foi solicitado a dizer que em 50 anos, não haverá mais o Rito da Novo da Missa... a Missa comum em toda a vasta maioria do mundo católico hoje. Hoje pode-se dizer isso com mais calma sinal de que os tempos ruins estão indo embora.

Todo este crescimento enorme no campo da tradição que aconteceu através de uma forte oposição de dentro da igreja... mesmo entre os numerosos bispos... e que esta oposição foi pega de surpresa com um golpe fatal desferido pelo Papa.

Apesar de todas as adversidades e elas têm sido às vezes violentas... A tradição está provando a ser a novidade .. ou a nova idade .. dependendo do seu ponto de vista.

grupos crescentes de comunidades religiosas centradas na devoção, espiritualidade e liturgia tradicionais. Da Fraternidade São Pedro... o FSSP, ao do Instituto de Cristo Rei, apoiado fortemente por Sua Eminência o Cardeal Raymond Burke... estas comunidades estão se tornando mais e mais a modelo para outras.
Cardeal Zen, perseguido pelo Governo Chinês, celebrando a Missa Tridentina na China
Mas nem tudo são rosas. Há forças na Igreja que desprezam a Missa em Latim  por causa da teologia que lhe está incutida. Uma teologia de sacrifício, apresentado como um esforço masculino alimentando uma Igreja militante dedicado a evangelizar o mundo com uma autêntica fé... sair e voltar a fazer proselitismo de um novo mundo pagão.
A grande batalha e talvez a decisiva será entre a igreja, ainda em grande parte modernista e a Igreja da Tradição, em crescimento, mas ainda pequena,  poderá muito bem acontecer no pontificado do próximo Papa.
Forças políticas e culturais de fora da Igreja estão rapidamente forçando um confronto com a Igreja e as tropas de choque para esta guerra que serão as forças tradicionalistas. É o tradicionalista de espírito católicos que são, geralmente, mais dedicada à fé em sua expressão autêntica e mais sério sobre sua defesa.

Uma olhada curta sobre praticamente qualquer site de mídia social, verá que lidar com a fé em um militante espírito revelará que há discussões sérias e delicadas nesses sites.
A pergunta e a esperança para o movimento tradicionalista é a vontade que eles têm como um grupo aliado no novo Papa, como fizeram com o Papa emérito. Dada a trajetória de assuntos no Igreja nos dias de hoje .. é uma aposta segura que o novo papa irá compreender que o futuro deve ser ainda mais firmemente enraizada no passado.


Observações: (por João S. de O. Jr)

O conclave terminou, o Papa eleito foi o cardeal Mario Jorge Bergóglio. O que podemos dizer até o momento a relação do atual Papa Francisco com a Missa Tridentina?

Ao que tudo indique, não seria animador, partindo do raciocínio humano. Não seremos taxativos e nem temos a "bola de Cristal" para isto, mas é bom fazermos colocações realistas:

-Evidente que no colégio de cardeais há pouquíssimos liturgistas como Bento XVI, que fez parte do movimento litúrgico e fizera um grande trabalho em seu pontificado neste aspecto.

- Já Bergóglio, enquanto cardeal, não fora dos mais icentivadores da Missa Tridentina, há fontes que nos deduzem que até sufocou a aplicação do Summorum Pontificum na sua arquidiocese em Buenos Aires. Outras (com fotos e vídeos) mostram o então cardeal em algumas Celebrações nada decorosas do ponto de vista da sacralidade que merece ser celebrado o Sacrifício de Nosso Senhor. 

- O Salve a Liturgia mostrou um vídeo do então cardeal em um programa católico falando sobre a importância da comunhão. Mostrando que é um homem que incentiva a comunhão diária como um grande alimento e paliativo do que o Católico viverá no céu, positivo. Mas não muito próximo de dar ênfase na Santa Missa  como sacrifício incruento. 

- Outro indicativo que podemos observar é que a preferência  do atual papa é por Paramentos mais simples, embora dignos, para as celebrações. 

- Surgira fofocas também de que o atual Papa dispensara, de modo nada caridoso, o cerimonial de Roma, Guido Marine, (responsável na cúria pela reconstrução litúrgica de Bento XVI). Notícia esta não confirmada e com tom de oportunismo sedevacantista até porque este último estará cuidando da primeira Missa  de inauguração do Pontificado no dia 19 de março, solenidade de São José. Mas, já sabemos que será um rito mais simplificado e sem o latim, apenas o grego e línguas vernáculas.
Papa Francisco e Guido Marine na Misa de Domingo
-Aguardemos os próximos dias. Ainda teremos nomeações para as congregações, a comissões como a Eclesiae Dei (se continuará ou não a existir). Esperemos pacientes mas com a confiança no Senhor que tem seus desígnios que não são os nossos.

Então, estamos jogando um balde de água fria naqueles que desejam e promovem a Santa Missa na sua forma tradicional? Não.

Apenas destacando a realidade, que existe um Papa, legítimo, que tem tendências não tão ortodoxas na lex orandi e, como tem pedido, necessita de muita oração e sacrifício por parte dos seus fiéis para guiar a Igreja de Cristo. 

Deus costuma nos surpreender , sem nos esquecermos da Graça de Estado que o Senhor dá a quem está no trono Petrino. Se não for por um Papa que ajudará na promoção da Santa Missa Tridentina, que seja por um que, não tendo afinidade e mesmo antipatia, acabe por isso a desperta nos fiéis, que já conhecem o Rito, um maior amor e empenho neste apostolado pela Santa Missa Tradicional e Liturgia bem celebradas.
Santa Missa Tridentina na África
Outro fato que gostaria de destacar: Como bem visto no vídeo, o amor pela Missa Tradicional não tem fronteira regional, cultural, social, racial ou seja o que for. Um rito antiquíssimo mas que desperta sobretudo a fé dos jovens; sejam eles pobres ou ricos, mas que buscam a maior riqueza nesta Terra que é o Santo Sacrifício de Cristo. Certamente, é a riqueza que a Igreja, pobre por seus membros, mas rica por carregar o maior dos tesouros, possa  dar aos seus pobres fiéis.

Rezemos pelo Papa, com ardor e respeito filial. Querido ou não pelos tradicionalistas, foi o que Cristo concedeu a sua Santa Igreja neste tempo, amemos-o como o filho que ama a um Pai, ainda que não concorde com todas as atitudes deste.

Salve Maria Santíssima! 

terça-feira, 5 de março de 2013

Tempos de vigília (carta aberta)

Caríssimos amigos,
Em nome dos confrades da Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM recebam não apenas o boletim Pugna da última edição, mas minhas cordiais saudações e os votos sinceros de benevolência em Cristo.

Clique para visualizar o Pugna Confissão
Vivemos tempos de vigília. Afinal, para o católico, todo tempo é tempo de estar atento, vigiai e orai (Mat.25,13)!
Estamos na Quaresma, os 40 dias que a Santa Igreja nos convida ao jejum, às intensas orações, à reflexão na Paixão do Senhor, e é claro, à conversão! Sim, dobremos nossos joelhos, mortifiquemos nossos sentidos, abramos nosso coração a Cristo, em breve, viveremos seu mistério Pascoal.

Propício a isto, passamos por um período histórico que exige de cada um de nós, católicos batizados, uma atenção especial nas orações, pois, há poucas horas a que este indigno servo vos escreve, a Cátedra de São Pedro está vacante. Neste momento estamos todos sedevacantistas. E diria mais, saudosos por nosso querido Papa Bento XVI que teve um pontificado notável, mas se abdicara do Governo Petrino. Todos aqueles que amam a Igreja e ao querido Papa, viveram intensamente estes dias de perplexidades, preocupação e ansiedade. Contudo , não perderam a fé, ao contrário, a fortaleceram na única Igreja de Cristo. Há desígnios divinos que só entenderemos plenamente na Eternidade, e esta pertence a Deus, Uno e Trino. Certamente, este momento que a Igreja vive é de provação para cada católico. Quem irá se desesperar? Quem fará pouco caso ou zombará? Quem ficará mais atento com a própria fé? Quem vai enfraquecê-la, quem a fortalecerá?


Como lembrou um historiador, o trono, embora vazio, é sinal de Esperança pois, se existe o trono é porque existe a Realeza. Realeza perceptível não só pelo supremo Monarca que ocupará a Cátedra de São Pedro, mas também pela certeza de que há um Senhor que é o Rei que nunca perde a majestade, Cristo! O qual, os papas que se assentaram e se assentarão naquele trono, são os seus Vigários nesta terra. Viva Cristo, Rei do Universo! Apesar da crise de fé neste mundo moderno e das tempestades que agitam a barca de Pedro, podemos gritar também aos quatro cantos, viva o Papado! Viva o Papa, cum Petrus et sub Petrus!


Oremos pelo Papa que virá, nunca nos esquecendo que, se os mares agitam a barca da Igreja Militante, independente de quem vai segurar o leme, é o Senhor quem está presente nela.
Uma santa Quaresma a todos os amigos e benfeitores! Sintam-se juntos em oração com Sociedade da Santíssima Virgem Maria.

Em especial, fica o convite para, sempre que possível, assistirem a Santa Missa Tridentina em nossa Cidade de Montes Claros - MG. Todos os sábados, as 10:30 horas na Igreja Matriz de Nossa Senhora e São José, Centro. Venha adorar a Cristo neste sublime mistério e participar do maior acontecimento da face da Terra!

Salve Maria Santíssima!


Montes Claros/MG, 01 de março de 2013.

João Soares de O. Junior
Sociedade da Santíssima Virgem Maria

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cardeal da resistência católica na China comenta sobre Bento XVI e seu pontificado

Além de ilustrar uma característica da personalidade do Sumo Pontífice, o reverendíssimo cardeal mostra bem o que enfrentou Bento XVI em seu pontificado de 8 anos. 


Palavras do Cardeal Joseph Zen, SDB, arcebispo emérito de Hong Kong, em artigo publicado em Asianews, sobre os boicotes dentro do Vaticano à política do Papa Bento XVI para com a China.

"Mas, lamentavelmente, eu tenho que acrescentar que frequentemente ele [Bento XVI] era uma voz solitária no deserto. Disse e repito: o seu trabalho foi desperdiçado por outros próximos a ele, que não seguiam a sua linha. Eu não estou aqui para julgar consciências [...]. Por “outros” me refiro a pessoas no Vaticano, mas também fora dele que, sem a ajuda da Santa Sé, não teriam causado tantos danos. É uma situação muito desagradável, embora mostre outro aspecto da personalidade de Bento XVI: ele é absolutamente firme ao lidar com a verdade, mas muito respeitoso para com as pessoas ao seu redor, muito — talvez demais — polido: um homem brando, que nunca usa a força. Isso não é fraqueza, é o outro lado de um de seus grandes méritos, gentileza, respeito, misericórdia, exatamente o oposto de como ele sempre era descrito (o “conservador”, o “panzer”, o “inquisidor”, etc). Eu também, às vezes, fiquei impaciente e senti que ele era excessivamente condescendente”.


Virgem Santíssima, rogai por nós!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma misteriosa renúncia Papal

Por Prof. Helmer E. Silva Souza e Prof. Pedro M. da cruz




“Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu reine sobre eles”.(I Sam. 8,7)

Tomei a decisão (...) pelo bem da Igreja, após ter orado extensamente e após examinar minha consciência diante de Deus”.(S.S. Bento XVI)

11 de fevereiro de 2013, um dia histórico para a Igreja e consequentemente para toda a humanidade. O papa Bento XVI[1] causou perplexidade a milhões de cristãos no mundo inteiro com sua inesperada declaração de renúncia. O que pensar a respeito desse súbito acontecimento? Quais suas causas e conseqüências? Haverá algo misterioso por detrás de tudo isso: conspirações, conchavos, jogos de interesse? Talvez essas e muitas outras interrogações permaneçam sem respostas até o dia em que tudo será descoberto pelo Divino Redentor.

Cabem a nós aqui singelos comentários baseadas naquilo que temos visto e ouvido em meios de comunicação; além dos pronunciamentos de pessoas abalizadas.

A muitos chamou a atenção afirmações como as do jornalista argentino Eduardo Febbro, que ligou a decisão de Bento XVI à constatação de "Corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro" [2], tudo isso, segundo ele, presente num suposto sub-mundo Vaticano. Porões estes que na mente de certos opinadores parece ter se insinuado em vazamentos intitulados pela mídia como “Vatileaks”.
 
Para alguns, essas informações do jornalista (e não estamos aqui para julgar suas crenças ou intencionalidade) poderiam parecer exageradas por referir-se ao centro do catolicismo mundial, entretanto recordemos as palavras de Nossa Senhora em La Sallete (Séc. XIX) que afirmara a perda de fé e desvio moral de muitos sacerdotes e mestres do povo de Deus.

Alguns comentadores não se esquivaram em relacionar as novas mudanças ocorridas na presidência da IOR – Instituto para as obras de religião - com essas supostas negociatas que se arrastariam à revelia da vontade papal forçando-o a agir, muitas vezes, de modo obscuro para salvaguardar o nome da Igreja. Nem mesmo as explicações do porta-voz do Vaticano, Pe.  Frederico Lombardi,[3] explicando que o fato de o novo presidente do  IOR[4] haver trabalhado na Blohm+Voss Group de Hamburgo (que construía navios de guerra), não atrapalha em nada a legitimidade de sua escolha para o cargo, bastaram para acalmar os ânimos dos mais desconfiados.


Seja como for, Bento XVI, forçado ou não, deixou boquiabertos os mais diferentes tipos do catolicismo: o pseudo-teólogo Jon Sobrino, o poeta e sacerdote Ernesto Cardenal, o escritor Leonardo Boff, entre tantos outros, que manifestaram sua alegria pela abdicação do Romano Pontífice[5]. Este último, um “ex-padre”, chegou a defender audaciosamente que o Papa carregaria 

um fardo negativo muito grande na história da teologia cristã. Entrará para a história como um Papa inimigo da inteligência dos pobres e de seus aliados".

Ora, tais palavras são compreensíveis na pena de autores criticáveis como é o caso de Boff, uma vez que o Santo Padre, desde sua época como Cardeal, sempre se apresentou como opositor declarado desses autores. Com efeito Bento XVI nunca escondeu ser abertamente contrario à malfadada Teologia da Libertação.

Está claro no meio midiático que, inumeráveis formadores de opinião, satisfeitos com a renúncia papal, tido por eles como retrógrado e “atrasado” esperam ansiosos pelo surgimento de um pontífice liberal. Este cumpriria, segundo crêem, a agenda de progressistas e modernistas do mundo inteiro apoiando, entre outras coisas, desde o aborto até a ordenação de mulheres e o fim do celibato clerical.

Foi o que afirmou Walcyr Carrasco que chegou a declarar por exemplo o que se segue: “(...) A eleição de um papa mais liberal também seria importante para um dos grandes impasses da Igreja hoje em dia: a questão homossexual” [6]. A instituição católica, segundo ele, é fortemente pressionada para assumir atitudes nessa direção...

Poderíamos continuar citando parágrafos após parágrafos inumeráveis outros testemunhos de pessoas que vêem das formas mais díspares o acontecimento de 11 de Fevereiro de 2013 (festa de Nossa Senhora de Lourdes). Porém, sabemos que outros o farão de forma menos incipiente explorando com maestria o que, por exemplo, apareceu a muitos como um sinal misterioso de Deus: o raio que atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano horas depois de o Papa Bento XVI ter anunciado, em uma reunião de cardeais, que iria renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro.

O fato é que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor. Todo e qualquer acontecimento, por mais obscuro que pareça, jamais impedirá o triunfo do Corpo Místico de Cristo. Algumas batalhas podem causar baixas consideráveis e estragos tão colossais que aos mais fracos significariam a ruína inevitável da Igreja Católica. Todavia, se é relativa nossa participação na gloriosa vitória final, repitamos, é inevitável o triunfo do Cordeiro.

O Papa Bento XVI deu passos louváveis rumo à restauração na Igreja de Cristo. Seu apoio à missa Tridentina (Motu Proprio Summorum Pontificum) será para todos um sinal glorioso da robusta contra-ofensiva dos amantes da Tradição. Seu posicionamento firme na defesa da fé imutável da Igreja é um legado de indelével memória. Sua austeridade perante o mundo neopagão que afronta a Barca de Pedro é consolo e fortaleza para os que lutam na retaguarda.E haveria tantas coisas para citarmos... 



Finalmente, não nos deixemos desanimar perante uma aparente crise que talvez possa significar a renuncia do Pontífice; mas sim, roguemos a Nossa Senhora, para que diante de tais fatos acima relacionados, possamos ser auxiliados por ela seguindo com esperança e fé no triunfo do seu Imaculado Coração (Fátima -1917).

Mãe do Bom Conselho, ora pro nobis!




[1] Bento XVI foi o 265º papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Ele foi batizado com o nome de Joseph Alois Ratzinger, em 16 de Abril de 1927, em Marktl am Inn, Baviera, Alemanha. Foi eleito papa em 19 de Abril de 2005, entronizado em 24 de Abril de 2005.
[4] O advogado alemão Ernst Von Freyberg (membro da Ordem de Malta)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bento XVI, o Papa dos sonhos de Dom Bosco?

Por Pe. Marcelo Tenori
 
O mundo se surpreendeu nessa última segunda-feira, 11 de fevereiro, pela renúncia do Santo Padre o papa Bento XVI.
Muito se tem falando sobre esse gesto do papa que, embora já tenha ocorrido por três vezes na história bimilenar da Igreja e também  previsto pelo Código de Direito Canônico, não deixa de ser para nós algo “ novo”, inusitado, visto que  a enorme  maioria dos Pontífices envelheceram,  foram amparados em suas enfermidades e morreram no Trono de S. Pedro.
Segundo a Lei da Igreja, um papa pode renunciar, e para isso apenas basta manifestar o seu desejo publicamente e de forma inteiramente livre. Essa renúncia não pode ser aceita por nenhum dos cardeais, visto que a única autoridade acima do Vigário de Cristo é o próprio Cristo.
No canon nº 332, par. 2,, encontramos: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja feita livremente e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguem”.

E foi assim que Bento XVI procedeu, deixando claro que tem plena consciência de seu ato e com pleno uso de sua liberdade, renuncia ao Trono de S. Pedro, “ para o bem da Igreja”

O envelhecimento e o sumir das forças do Santo Padre é visível a todos , e  justamente é esta explicação que o Sumo Pontífice coloca para justificar o seu ato.
Em seu comunicado aos cardeais e à cúria, determina o dia e a hora que a Sé de Pedro deve ser considerada vacante: dia 28 de fevereiro, às  20h ( horário Vaticano).
Sabemos, sem ingenuidades, que muitos lhe faziam oposição, inclusive dentro do próprio Vaticano: disputas, intrigas, escândalos e outras coisas lhe cercaram de perto, todavia sou de plena opinião que nada faria o Papa renunciar, nenhuma pressão; nem de um lado nem do outro. Embora de certa timidez, Bento XVI é incisivo naquilo que deseja realizar. Ficaria, sim, até o martírio se fosse necessário.
Mas enfim, o que o levou à renuncia?
 Após a morte de João Paulo II, era da intenção de Ratzinger o recolhimento para descanso e sobretudo  vida de oração.
De grande perspicácia , o Papa nada fazia que não falasse alto em gestos, desde o primeiro, na basílica de S. Pedro, quando, de forma diferente saudou os fiéis. Nenhum papa, que eu saiba, até hoje, fez aquele gesto: gesto de quem sai da batalha, ganhando a vitória e, claro, não era ele o vencedor, mas a Santa Igreja. Outro que deve nos falar muito é antes de tudo, a escolha de seu nome: Bento , com clara referência a S. Bento, patrono da Europa, fundador da “Escola do serviço do Senhor”. Aliás, Bento XVI, no inicio de seu reinado se colocou como um “humilde trabalhador na vinha do Senhor.”
Não! O papa não renunciou por fuga, deixando suas ovelhas à mercê dos lobos. Aliás no início ele nos pediu oração para  que “ não sucumbisse diante dos lobos”.
 Tenho a convicção que esse gesto do Santo Padre, mais que humano é sobrenatural. Nossa Senhora, nas bodas de Caná,  antecipa a hora da Graça. Bento XVI, com sua renuncia, antecipa todas as coisas na Igreja. Como Moisés  que conduziu o povo, mas não entrou na terra da promessa, necessitando de um novo líder, assim Bento XVI quer entregar o leme da Igreja àquele que já viria por vontade divina.
Nas aparições de Fátima, Jacinta assim exclama em relação à sua visão:
“Não sei como foi, eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!”
Aqui Lúcia a repreende dizendo que se ela continuar a falar poderá revelar o segredo.
Na época das aparições era Vigário de Cristo o papa Bento XV e, não nos consta que a profecia de Jacinta tenha se cumprido nos papas posteriores, a não ser no papa Bento XVI que foi o papa mais odiado pelo mundo inteiro, após Fátima. E claro, essa visão de Jacinta está diretamente ligada ao Segredo, visto que Lúcia lhe proíbe de continuar para não terminar revelando o segredo.
Muito se tem falado no Segredo de Fátima. É verdade que por ocasião da beatificação de Francisco e Jacinta houve uma “ revelação” do que seria o Segredo, mas acredita-se e, com muita propriedade que, tratou-se de uma revelação parcial, não total do Segredo.
Outro fato também importante e que não pode  ficar de lado é o sonho de D. Bosco, vejamos, vale a pena ler na integralidade:
Destaque de alguns fatos do sonho:
(Méritos ao site da Monfort)
a)    O navio majestoso é a Barca de Pedro onde está o Papa e as barcas menores, que recebem comandos são as igrejas particulares.
b)   As duas colunas são uma clara alusão à Santíssima Eucaristia, cento de nossa fé e à Virgem Imaculada, a onipotência suplicante que sempre teve, na história da Igreja um papel extremamente importante através de suas  poderosas intervenções.
c)    A primeira conferência convocada pelo comandante supremo e logo interrompida pelos ataques dos inimigos, é claro tratar-se do Concílio Vaticano I, interrompido pela guerra e a segunda reunião convocada pelo papa é o Concílio Vaticano II.
O Papa, inesperadamente, é atingido e cai:
“De súbito, o Papa cai gravemente ferido. Imediatamente, os que estão com ele o ajudam e o levantam”. Percebam que o papa não morre aqui. É apenas ferido e logo ajudado a levantar-se. Seria  João Paulo II no atentado de 13 de maio de 1980?
Continua o sonho:
“Uma segunda vez, o Papa é atingido; ele cai de novo e morre. Um grito de júbilo e vitória irrompe dentre os inimigos; de seus navios eleva-se uma indizível zombaria. Mas assim que o Pontífice cai, um outro assume  seu lugar. Os pilotos, tendo-se reunido, elegeram outro tão prontamente que, com a notícia da morte do anterior já se apresentam as boas novas da eleição do sucessor. “
Nessa última parte vemos um papa que é atingido “cai” e “ morre”. Primeiro cai, depois é que morre. A renúncia de um papa não poderia ser visto também como uma queda? A morte acontece logo depois da “queda”, mas tão rapidamente é eleito o seu sucessor que a notícia da morte do ultimo se mistura com a da eleição do novo.
Ora mas me dirão que no sonho de Dom Bosco são dois os papas que aparecem e aqui, em nosso pensamento aparecem três: o que cai ferido, o que cai ferido e morre e o que coloca a Barca em seu devido lugar. O próprio D. Bosco, retrucando a quem dizia diferente, exclama que eram três os papas do sonho, confira:
É um sonho tremendo e que não pode ser  desprezado.
Toda essa luta dos papas era para recolocar a barca de Pedro em segurança, presa às duas colunas.
 Ora, todos  sabemos os esforços que Bento XVI travou pela pureza do culto, sobretudo da Missa. Seu trabalho  incansável pela restauração litúrgica, favorecendo a Missa antiga, como bem explicou em seu Motu Proprio “ Summorum Pontificum”, como também a correção dos desvios provocados pelo o que ele chamou de “espírito de ruptura”.

Isso não seria a busca urgente de atracar a Barca na coluna da Eucaristia?
E o que dizer do culto à Nossa Senhora, tão precioso para a Igreja e que chegou ao ápice no reinado de Pio XII?
Não precisa fazer análises delongadas para se constatar que o culto à Nossa Senhora, após o Concílio, sofreu uma baixa enorme. Já na época  de Pacelli houve várias oposições à proclamação dogmática da Assunção, devido aos protestantes, todas ignoradas pelo Papa que queria e fez tal proclamação.
Era do desejo de Bento XVI a proclamação do dogma da Mediação Universal. Eu mesmo li a consulta que o papa enviou a todos os bispos do mundo inteiro sobre isso. Em Castel Gandolfo, conversando com um monsenhor da Cúria sobre o desejo do papa, ele se colocou desfavorável, devido ao diálogo ecumênico. Para esse monsenhor, bastava a Mediação Universal ficar nas litanias.
Eu guardava muita esperança que o papa tomasse a decisão de proclamar Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, mas infelizmente não aconteceu. Entretanto o seu desejo em realizar tal ato sinaliza que esse papa não estava longe de fazer a barca ser amarrada, também, na coluna da Virgem. E, se ele não estava longe…logo podemos acreditar, de alguma maneira, que o sonho de D. Bosco está chegando à sua plena realização.
No dia 28 de fevereiro, Bento XVI vai se retirar do Trono e a Sé ficará vacante. Quais os reais motivos de seu afastamento? Com a “queda” do papa também cai toda a Cúria Romana ou pelo menos, os cargos chefes.
Tive a oportunidade de  no verão de 2010, entregar ao Santo Padre um belo quadro pintado por um artista de Campo Grande, Moacir Queiroz, no qual ele retratou o “Sonho de D. Bosco”. O pintor colocou no papa timoneiro o rosto de Bento XVI. Quando ele avistou o quadro, exclamou, olhando a figura do papa: “ Sou Eu!”…O “ Sou Eu” do papa fez-me lembrar a resposta de Deus a Moisés. Não sei se o papa estava dizendo isso porque se achou parecido com o  do quadro, ou porque mesmo se identificou com o sonho. Nesse momento disse-lhe: “ O senhor é o Papa do sonho de D. Bosco”!
Bento XVI demorou-se, em silêncio, com seu dedo indicador percorrendo as duas colunas: primeiro, a da Eucaristia, segundo a de Nossa Senhora. O silêncio  e a demora do papa foi notada  não só por mim, mas por outras pessoas que comigo estavam.
Em que pensava o Santo Padre? Qual a razão de sua demora sobre a tela?…..Não saberei dizer. Só sei que em Bento XVI repousa um mistério, não humano, mais divino que silenciosamente avança….
Nota do Blog SA.: 
Evidente, estas colocações são só especulações e análises de conjunturas mas que não deixam de ter seus méritos e coerência. A certeza é: Rezemos pela Igreja, façamos jejuns e mortificações, a quaresma é um tempo propício. Que Deus ilumine o nosso então Papa Bento XVI e seu Sucessor, rezemos pelo conclave.
Salve Maria Santíssima!