Mostrando postagens com marcador Novíssimos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Novíssimos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Divulgação: Boletins da Sociedade da Santíssima Virgem Maria



Prezados leitores, estamos divulgado os boletins 'Pugna' do nosso apostolado de amigos!
"E se você morresse agora?"

Lembrando mais uma vez que os exemplares do Pugna poderão ser lidos e baixados para impressão como auxílio na evangelização, conhecimento e defesa da fé. Obs: Impressão frente e verso e de preferência em chamex amarelo.
Para acessar os boletins anteriores, clique aqui ou no link próprio de nossa página a direita, início da mesma.

Virgem Santíssima, rogai por nós!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Infelicidade dos pecadores - Deus Pai fala à Santa Catarina de Sena

tristeza

Expliquei qual é a ilusão dos pecadores no seu desordenado temor e como sou um Deus imutável, livre da acepção de pessoas, unicamente atento ao desejo santo. Foi o que te revelei no simbolismo da árvore. Passo a falar dos que sofrem e dos que não sofrem ante os espinhos e dores que a terra produziu depois do pecado (original). Tendo-me ocupado da situação dos pecadores que se deixam iludir pela própria sensualidade, vou explicar-te em que sentido essas pessoas são feridas por tais espinhos.

Todos os que nascem e vivem neste mundo passam por fadigas corporais ou espirituais. Sim, também os meus servidores padecem nos seus corpos; mas em seus espíritos não, porque suas vontades estão identificadas com a minha. O que faz o homem sofrer é a vontade. Quanto aos pecadores, sofrem na alma e no corpo. Eles experimentam no mundo as primícias do Inferno, como os meus servidores já gozam a garantia do céu.

Sabes qual é a grande felicidade dos santos? É possuir a vontade satisfeita em todas as suas aspirações. Ao desejar-me, possuem-me, tendo deixado o peso do corpo que produzia a lei que luta contra o espírito. Na vida terrena, o corpo impedia o perfeito conhecimento da Verdade e minha visão face a face. Separando-se do corpo, a vontade dos bem-aventurados realiza-se: ao desejo de ver-me corresponde a visão, e com ela, a beatitude. Vendo, conhecem-me; conhecendo, amam-me; amando, saboreiam-me; saboreando, realizam-se quanto ao desejo de me ver e conhecer. Desejando, possuem; possuindo, desejam. Como disse (14.4), o sofrimento está distante do desejo e o fastio da saciedade. Como vês, meus servidores são felizes, especialmente na visão celeste. Ela satisfaz seus desejos, sacia suas vontades. Neste sentido afirmei (14.9) que a vida eterna consiste na posse das coisas que a vontade deseja, isto é, conhecer-me, ver-me.

Já a partir desta vida meus servidores gozam da eternidade, ao saborearem a causa de sua felicidade. E qual é tal causa? Respondo: é a certeza da minha presença em suas vidas, é o conhecimento da minha Verdade. Tal conhecimento se realiza na inteligência, que é o olho da alma; pupila de tal olho é a fé. Pela iluminação da fé, eles distinguem, conhecem e seguem a estrada-mensagem do Verbo encarnado. Sem a fé, ninguém reconhece tal estrada, à semelhança daquele que possuísse o olho, mas coberto por um pano. Sem a pupila deste olhar é a fé; nada verá quem cobrir sua inteligência com o pano da infelicidade, por causa do egoísmo. Tal pessoa terá a inteligência, mas não a luz para conhecer.

Portanto, tais pessoas vendo, conhecem; conhecendo, amam; amando, afogam e destroem a vontade própria; tendo-a destruído, revestem-se da minha vontade, a qual deseja unicamente a vossa santificação (1 Ts 4,3). Com isso, deixam o rio do pecado, sobem para a ponte, superam os espinhos (v. 14,8) que já não lhes machucam os pés do amor (v. 12.1). Já se conformaram à minha vontade. Neste sentido, como disse acima (14.9), meus servidores não padecem no espírito, mas somente no corpo. O querer sensível já morreu, ele que é a fonte de sofrimento e dor para o homem. Destruída essa “vontade” sensível, o sofrimento desaparece e meus servidores tudo passam a tolerar com respeito. Consideram como graça as dificuldades que permito, só desejam o que eu desejo. Quando deixo que os demônios os atormentem com tentações para provar suas virtudes, como expliquei antes (14.7), eles as superam com a intervenção da vontade, por mim fortalecida. Humilham-se, consideram-se indignos de sossego e merecedores de castigo. Vivem, pois, na alegria, sem sofrer. Nas perseguições e adversidades provenientes dos homens, na pobreza ou rebaixamento de posição social, na morte de filhos e pessoas amadas - espinhos produzidos pala terra depois do pecado de Adão - meus servidores tudo suportam com discernimento e fé. Confiam em mim, Bondade suprema, certos de que somente quero o bem e para o seu bem tudo permito com amor.

Após fixar o pensamento em mim, eles olham para sim mesmos e reconhecem os próprios defeitos; na fé, sabem que toda virtude será premiada e todo mal punido. Entendem que a menor culpa merece castigo eterno, porque atenta contra minha bondade infinita. Com gratidão, porque aceito de puni-los nesta vida passageira, dão reparação às suas culpas mediante a contrição interior. Obtêm méritos com a perfeita paciência. Tais esforços terão a paga de um prêmio sem medida.

Eles sabem que, devido à transitoriedade do tempo, são de pouca monta os sofrimentos desta vida. O tempo é como a ponta de uma agulha, nada mais. Acabado o tempo, também a dor cessa. Como vês, é passageira a dor. Pacientemente e sem prejuízo interior, esses homens superam os acontecimentos adversos. Seus corações estão livres do amor sensível e unidos a mim na caridade. Realmente, já possuem no mundo a garantia do céu: na água, não se molham, sobre espinhos não se ferem. Tendo-me conhecido, procuram o bem supremo onde de fato ele está, ou seja, no Verbo meu filho.

***

Livro: O Diálogo - Santa Catarina de Sena
Paginas: 104 a 106
Impressão e acabamento: Paulus - 9° edição, 2005