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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pe. Henrique Munaiz - 50 Anos de sacerdócio!

Entrevista especial da Sociedade da Santíssima Virgem Maria – SSVM com o Pe. Henrique Munaiz, SJ, [foto 1]. Capelão do mosteiro do Carmelo em Montes Claros – MG, completando um cinqüentenário de sua ordenação em 07/12/2012.

[Em breve a ser disponibilizada para visualizarem-na no original do formato boletim Pugna.]


SSVM: Pe. Henrique, 50 anos como sacerdote, que graça! O senhor poderia falar pra nós da satisfação destes 50 anos de sacerdócio de Cristo, de servir a Igreja?

Pe. Henrique: Sim, de um lado a satisfação... do outro lado também o susto (risos), de ter passado este 50 anos e também de não ter feito tudo aquilo que se pode fazer, então esta vertente também acontece, a gente vê que a misericórdia de Deus foram e são muitas e grande mas a correspondência nem tanto. Mas claro, a misericórdia de Deus cobre tudo isso e traz alegria sim. De ter sido chamado a trabalhar no reino, e trabalhar no reino é uma coisa que comove profundamente, porque o Reino é Deus dando-se aos homens. Ajudar os homens a achegarem-se a Deus, e da outra parte aumenta o conhecimento da gente. A Igreja, boa Mãe, nos forma dentro, conforma a correspondência de cada um, mas a Igreja nos forma bem para poder estar atentos a necessidade dos outros e poder os levar a grandeza do Reino, à Vida que aparece neste Reino e com isso a esperança da Vida Eterna, é claro. Então o sacerdócio está em função da Vida Eterna. Este sacerdócio em função de Melquisedeque, um sacerdócio eterno. E este sacerdócio que teve seu ponto sacerdotal na Cruz de Cristo, precisa estar sempre atuado, proclamado e realizado na Santa Missa. Então, o sacerdote tem na Santa Missa o ponto central de sua Vida, isto é o que me comove e me traz alegrias de ter celebrado tantas Missas, um numero bom, e esperar que até o último dia eu possa celebrar ainda este Mistério da Misericórdia do bom Deus, com Cristo na Cruz.

SSVM: Amém, que o Senhor lhe dê muitos mais anos de Vida! Como falou da celebração do santo sacrifício de Cristo, o papa Bento XVI, pelo Motu Proprio Summorum Pontificum, autorizou a celebração do Rito antigo da Missa . Eu posso dizer, é uma tamanha benção depois de muito tempo o senhor estar celebrando pra nossa cidade! Qual a satisfação de celebrar o rito Tridentino [fotos 2 e 3] depois de tanto tempo?

Pe. Henrique: A satisfação vem de vários lados, a primeira satisfação é de poder entrar na dinâmica em que o Papa (Benção querido Papa!) coloca a Igreja, de poder celebrar neste rito, Tridentino. E ter sido chamado para isto, pelo bispo que disse que deveria ser celebrado por um padre que conhecesse bem o latim e que tinha sido ordenado neste rito, eu celebrei neste rito durante 08 anos (62 a 70). E por meu provincial também, pela licença que ele deu, então a satisfação de estar na dinâmica da Igreja, em primeiro lugar isto. Depois, este rito antigo comove, traz em si este aspecto do Mistério, assim como no rito atual, se sente talvez mais perto do povo, neste rito Antigo, o Mistério parece que fica mais dentro de tuas mãos. Então, há alguma coisa aí que comove profundamente e poder voltar àquelas primícias em que a gente foi ordenado. Sim, tudo isto faz parte. Mas, como também celebro sempre no outro Rito, não me sinto duplicado, senão que, é o mesmo mistério. Deus, todo poderoso e sua Igreja é sábia, o Papa foi muito sábio também porque havia este desejo, um desejo justo, nobre... Me sinto muito bem!

 
 
SSVM: Que maravilha! Padre, muitos jovens, não só da SSVM, mas tantos outros de Montes Claros te admiram muito, frequentam suas celebrações, te conhecem ha tanto tempo como capelão do Carmelo. Que Mensagem o senhor quer deixar para eles? Ou, o que é necessário para manter por muito tempo este fervor e amor a Cristo e sua Igreja?

Pe. Henrique: Bom, o mistério Cristão é de aproximação continua com nosso Senhor Jesus Cristo, então, Cristo é aquele ponto que puxa a Igreja para chegar, é o Esposo. Mas, Maria Santíssima (isto eu aprendi desde pequeno, ainda no colégio interno antes de entrar na Companhia, entrei com 16 anos), pois a devoção a Maria Santíssima é um grande e eficaz caminho para chegar ao conhecimento e amor de Cristo, nosso Senhor. Pois, ninguém conhece a Cristo melhor do que Maria Santíssima e, ninguém o amou mais, serviu melhor e foi fiel a Ele até a Cruz, onde, o Cristo nos a entrega também para que sejamos mais fiéis a Ele. De maneira que, a Devoção a Maria Santíssima é a arma poderosa para os jovens nutrir dentro de seu coração. De um lado, o amor a Cristo, do outro, aquelas virtudes que são próprias da juventude: a castidade, a pureza de alma, a humildade também... o jovem humilde será um bom cristão e um bom pai de família, àquele que se torna arrogante é difícil de conservar as virtudes próprias de um varão cristão. Então o jovem, com Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, chega a pontos, a parâmetros altos do Mistério de Cristo, isto que eu entendo.

SSVM: Mais uma pergunta, o senhor está a 46 anos na região do Norte de Minas. És muito querido na cidade não só pela ardente devoção com que celebra a Santa Missa e mesmo pela disposição com que se coloca para celebrar os outros sacramentos... (De longe as pessoas identificam: “Vejam, é o Pe. Henrique!”... Ele está de batina, sempre... ao mesmo tempo de uma simplicidade mas também com uma grandeza). O senhor quer falar pra nós sobre o trabalho social que o senhor faz, reconhecido aqui na cidade há muitos anos, com as crianças carentes?

Pe. Henrique: Isto é pouca coisa, isto não tem tanto pra falar... Mas acontece é que o povo aqui é muito bondoso, e qualquer coisa que o padre faz eles o magnífica (risos)... (SSVM: Você é um santo padre!) É o povo magnificando as coisas do padre. Então, aqui temos algumas coisas, temos um colégio lá em baixo, vários movimentos de acolhimento e tal... mas estas coisas não são tanto assim. Por isso digo, isto é o povo, o povo aqui é uma maravilha! E o povo aqui apóia e ouve o padre de uma maneira toda especial... (risos). Isto que acontece, não há muita coisa a ser dita.
 
SSVM: Padre, agradeço por toda disponibilidade de estar partilhando conosco um pouco de sua vida, de estar dando esta palavra de apoio e de incentivo a todos os jovens que amam a Cristo, amam a Igreja e certamente têm no senhor uma referência. Quero pedir a sua benção.

Pe. Henrique: Deus te abençoe filho, muito obrigado. Pedirei por todos que lutam com você, para encontrar mais o mistério da Igreja e vivê-lo mais intensamente... Este Ano da Fé há de ser um ano de grandezas... Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Convite: Missa solene no dia da Imaculada Conceição

Aos amigos de Montes Claros-MG, Santa Missa Tridentina, numa ocasião especialíssima, além de ser solenidade da Imaculada Conceição, será também Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal (50 anos) do jesuita, querido Pe. Henrique Munaiz, sacerdote muito piedoso que celebrou sua primeira Missa, no rito antigo, em 09/12/1962 e está voltando a celebrar novamente neste rito graças ao Motu Proprio Summorum Pontificum.


Fica o convite para presenciarmos esta tamanha Graça!
Cheguemos mais cedo porque deve começar pontualmente.
Virgem do Bom Conselho, rogai por nós.

sábado, 30 de junho de 2012

Video da ordenação sacerdotal de Joseph Ratzinger

Por João S. de O. Jr.

Ontem, 29 de junho de 2012, sua Santidade o Papa Bento XVI completou 61 anos de sacerdócio. Segue o video (apostolado Santa Igreja), ano de 1951 em  que foi ordenado por Dom Michael Von Faulhaber, direto da catedral de Freising, Alemanhã.




Ao Papa nosso apoio e sobretudo nossas orações pela sua supra missão de conduzir a barca de Pedro frente a temerosas tempestades de nosso tempo. Sobretudo, em confronto, ainda que minucioso e sutíl contra os lobos dentro desta mesma barca. Nesta sexta feira, em discurso a 44 arcebispo, o recado do papa para respeitarem a comunhão em torno dele e que "o poder destrutível do mal" não prevalecerá contra a Igreja. É um eco das palavras que o próprio Cristo proferira ao apóstolo pontífice: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra Ela" – Mt, 16,28

Maria Santíssima, rogai pela Igreja de Cristo. Amém.

sábado, 2 de junho de 2012

Um tempo para calar, outro para falar...




Primeira coluna na vertical de cima para baixo: Pe. Pinto, Pe. Fabio de Melo e Dom Casaldaliga
Segunda coluna, mesmo esquema: S.Padre Pio, Pe. Paulo Ricardo e S. Antonio Maria Claret.


Prof. Pedro M. da Cruz

Como poderíamos ficar indiferentes a tudo isso?Ora, sendo, de fato, membros do Corpo Místico de Cristo, é natural que sintamos com a Igreja suas dores e alegrias.

Por amor de Sião, reza o texto sagrado, jamais poderemos esmorecer. “Sobre tuas muralhas Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se.” (Isaias 62,6) Não é verdade que a totalidade dos verdadeiros cristãos, de um modo ou de outro, precisam reconhecer-se nessas palavras da Escritura?

Afirma-nos a primeira carta aos coríntios, em seu capítulo doze, a  sublime comunhão espiritual existente entre os Filhos de Deus. Com efeito, se um único membro da Igreja sofre, todos os outros sofrem com ele de algum modo, mesmo que misterioso; e igualmente, se um único membro é tratado com carinho, todos com ele se congratulam. Esta é, verdadeiramente, uma descrição estupenda da ligação sobrenatural que há entre todos os batizados no Corpo Místico.

Portanto, nada há de estranho em que simples leigos venham a manifestar seu entusiasmo, ou mesmo, suas apreensões, por questões referentes à Igreja que ama. O próprio Código de Direito Canônico, pari passu a vários documentos da Igreja,  dão ao fiel essa possibilidade. É firmado nesta certeza, e alimentando sincero desejo de promoção do cristianismo, que apresentamos este pequeno trabalho em favor da Igreja.

Possuímos firme convicção de que a última palavra em questões de fé e moral cabe, tão somente, ao sagrado magistério do Santo Padre, o Papa, ou dos bispos em comunhão com ele. Nós aqui, simplesmente, intentamos apresentar, com humildade e amorosa submissão, aquilo que temos visto e ouvido; assim como, tudo o que, dentro e fora dos muros da Igreja, nos parece estranho e incompatível com a genuína instituição formada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não é verdade que, infelizmente, mesmo entre os legítimos sucessores dos apóstolos, encontramos exemplos de infidelidade à doutrina revelada pelo Divino Mestre? Quantos foram os bispos que, com orgulho, ousaram colocar-se acima da Tradição vindo a ensinar terríveis heresias? Podemos citar, e com imensa tristeza n’alma, um grande número desses exemplos. Vejamos alguns:

- Os bispos Acácio, de Cesaréia (†366), e Eunômio, de Cícico (†395), defensores do Arianismo, heresia fundada por Ário (256-336) bispo de Alexandria, que negava a divindade de Cristo.

- O patriarca de Constantinopla, Nestório (380-45), criador da heresia que leva seu nome.

- Fócio (820-895), patriarca de Constantinopla, excomungado pelo Papa João VIII, em 881, que deixou aberto o Cisma do Oriente.

- O bispo de Ávila, Prisciliano, fundador da heresia prisciliana, séc. IV.

- Donato, bispo de Casa Nigra, África, fundador do donatismo.

- 18 bispos italianos que aderiram ao pelagianismo, heresia que deve seu nome ao sacerdote Pelágio, do século V. Um bispo, Juliano, era o principal discípulo desse sacerdote.

- Apolinário, bispo de Laodicéia, fundador do apolinarismo.

- Os bispos egípcios, que recusando o dogma definido pela Igreja, consideraram o monofisismo (ou eutiquianismo), heresia difundida pelo Monge Êutiques, de Constantinopla (séc.V), a doutrina verdadeira, e partiram, deste modo, para o cisma declarado.

- Sérgio, patriarca de Constantinopla, inventor  do monotelismo, condenado pelo VI Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681).

- O bispo Paulo de Samasate, do século III, que professou o adocionismo e o sabelismo, condenado em 268 no Concílio de Antioquia.

- Jansenius, bispo de Yepres, pai do jansenismo; entre outros...




Pimeira coluna de cima para baixo: Missa do Pe.Marcelo, encontro de padres e freiras no Brasil.
Segunda coluna, mesmo esquema: Missa Tridentina, encontro de padres tradicionais.



E quantos não foram os padres que também rumaram na mesma estrada da mentira e do erro? Lutero (1483-1546), um dos pais do protestantismo, era sacerdote católico. O Quietismo, heresia condenada por Inocêncio XI, em 1687, foi oriunda do padre espanhol M. de Molinos. O Modernismo, afluxo de todas as heresias (condenado através do decreto Lamentabili, assim como, da Encíclica “Pascendi”) teve em vários padres (Pe. Alfredo Loisy, o ex-jesuíta Tyrrel, etc.) seus principais fomentadores.

E hoje, engrossando as fileiras dos agitadores e revoltosos, quantos bispos, e quantos padres, não aderiram a verdadeiras heresias? Basta que nos recordemos dos estragos que tem causado em nosso meio uma certa “teologia” malsã, chamada “da libertação”. Qualquer fiel, com um mínimo de formação, seria capaz de perceber a discordância entre o que se tem divulgado em muitíssimos ambientes católicos e aquilo que a Igreja sempre ensinou... o próprio J. Ratzinger julgou por bem reconhecer:

 “Eu fico cada vez mais admirado com a habilidade dos teólogos que conseguem defender justamente o oposto do que se encontra claramente escrito nos documentos do Magistério. E, no entanto, aquelas deturpações são apresentadas, através de hábeis artifícios dialéticos, como o ‘verdadeiro’ significado do documento...”

Virgem do Bom Conselho, ora pro nobis!



Referência Bibliográfica

 RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. São Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 265-26

RODRIGUES, Paulo. Igreja e Anti-Igreja. Teologia da Libertação. São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1985, pg. 265-267



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Por que não a veste oficial?


Por João S. de O. Junior

Em um dia semanal, numa grande metrópole, um senhor começa a ter uma parada cardíaca na fila de um banco. Os cidadãos ao seu redor mobilizam ajuda enquanto o socorro não chega. Frente ao drama e ao alvoroço de clientes e curiosos, um garoto sai pela rua e em meio à multidão avista um médico, chama-o imediatamente para dar assistência. Felizmente, a presença imediata do doutor foi essencial para os primeiros atendimentos ao socorrido. O garoto identificou aquele não porque o conhecia, mas por causa do jaleco e da roupa branca, própria de um profissional da saúde num dia comum de trabalho.

A presença de policiais é eficiente para inibir a ação de criminosos em qualquer evento e em qualquer cidade do país, mas por quê? Bom, a farda, embora distintas em cada unidade federativa, caracteriza precisamente os policiais dos demais cidadãos. Certamente, a presença daqueles não teria a mesma eficiência se todos estivessem à paisana, ou seja, com vestes civis comuns.

Prezados amigos, esses são apenas dois exemplos dentre vários. Mas porque um sacerdote vai querer ignorar sua veste oficial?

- “Para aproximar mais das pessoas”. Quem disse que uma batina ou um clergyman afasta as pessoas de um padre? O contrário, sem aquela muitos passam por perto de um religioso como se passassem pela praça de uma igreja, mas como se esta fosse apenas subterrânea. Ou seja, perdem a graça de pedir a benção e de se lembrarem do que é sagrado.

- “Mas o padre é igual a todo mundo”. Mentira, vamos esclarecer: a pessoa civil de um padre, que tira documentos, paga impostos, tem necessidades, qualidades ou limitações humanas e etc... É como outra qualquer. Certamente tem a mesma dignidade humana que deve ter um mendigo ou o presidente da república. Mas enquanto ministro de Deus, deve agir e ser tratado com o devido respeito, como tal o é. Em certas situações sua ação será “in persona Christi Capitis” (na pessoa de Cristo Cabeça) (1). Por isso do bom e tradicional habito de beijarmos a mão do sacerdote, não pela pessoa dele em si, mas pela pessoa de Cristo ao ministrar os sacramentos. E se o padre fosse como qualquer leigo não precisaria ficar anos no seminário e nem receber o sacramento da ordem, simples assim.

- “Mas o hábito não faz o monge”. Contudo o bom monge vai necessariamente usar o hábito, quando não por convicção da necessidade ao menos por obediência. As normas eclesiásticas (2) já são motivo suficiente para um bom padre usar a vestimenta sacerdotal. Infelizmente, a desobediência quanto a esse preceito está se tornando o hábito para muitos.

- “Se o padre não quer usar, deixa ele, tem que respeitar a diversidade...”. Um funcionário público poderia chegar ao trabalho de bermuda e sandálias? Você vai ao trabalho ou aos eventos sociais da maneira que bem entender? É, percebe-se que não. Semelhantemente, um cristão não pode dizer que prefere um “círculo” ao invés da figura da cruz e sair com uma argola no pescoço dizendo que representa sua fé cristã. Assim como os cristãos não devem ter vergonha da cruz perante a sociedade, um padre não deve ter vergonha de se identificar como tal também neste mundo, ainda que a contragosto.

Para reforçar nossos argumentos, até a ciência (3) está dizendo que o uso do hábito auxilia o religioso por lembra-lo de seus deveres.

Comercial do posto Ipiranga. Mesmo com o secularismo, a sociedade quando imagina um padre, ele está de batina.

Conclusão: O uso da batina, ou pelo menos do clergyman, por parte de um sacerdote não é uma fachada, e sim um sábio e eficiente meio que a Igreja criou durante os séculos para o sacerdote se apresentar a toda sociedade. Embora as comparações feitas, diferentemente de um profissional qualquer, o padre deve estar o tempo todo à disposição do serviço, por isso deve se identificar sempre como religioso. Também, o uso da batina lembrará aos fiéis da presença do sagrado, imporá respeito e mostrará que ali há um ministro de Deus.
Este e mais outros fatos podemos citar para um religioso usar o hábito de sua ordem religiosa. Infelizmente, algumas ideias descabidas como as apresentadas, ou outras, até demoníacas as quais comentaremos depois, vem influenciando uma secularização na Igreja. Certamente, o sacerdócio é um ponto chave e embora possa parecer algo pequeno o uso da veste oficial, é algo estratégico, notório e muito didático, ao qual não podemos negligenciar e omitir.

Pe. Henrique Munaiz com sua tradicional batina. Jesuíta, capelão do Carmelo em Montes Claros-MG, sacerdote piedoso e muito querido na cidade.

Que Maria Santíssima interceda por nossos sacerdotes. Rezemos pelo clero.

(1)   Vide Código de Direito Canônico de 1983, Cânones 1.008 - 1009.
(2)   Vide Código de Direito Canônico de 1983, Cânon 669 §§ 1 e 2.