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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Católicos São Idólatras! – Parte II


Papa sendo louvado pelo povo


“Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.” (Gênesis 49,8)


Pelo Prof. Pedro M. da Cruz


Como havíamos prometido, trataremos nessa última parte de nosso artigo sobre a seguinte questão: “A Bíblia não proíbe o louvor devido a grandes seres humanos, como os santos por exemplo.” Veremos como é infundado o ataque dos “crentes” que nos acusam de idolatria por louvarmos Maria Santíssima e outros grandes homens da Igreja Católica.

Cremos que para um bom entendedor bastaria aquele primeiro texto bíblico apresentado acima onde se afirma que Jacó, um simples homem, seria louvado por seus irmãos. Ora, se louvaram a Jacó então existe um louvor devido a grandes homens, caso contrário a Bíblia jamais afirmaria o que está escrito ali.

O mesmo se diz, por exemplo, da “Amada” dos Cânticos de Salomão (Texto, creio,  pouco lido das Sagradas Escrituras) depois de intitulá-la “Imaculada” e “Predileta”, como fazemos nos referindo a Nossa Senhora:

“Mas uma só é a minha pomba, a minha imaculada; de sua mãe, a única, a predileta daquela que a deu à luz; viram-na as donzelas e lhe chamaram ditosa; viram-na as rainhas e as concubinas e a louvaram.” (Cânticos de Salomão 6, 9)

Perguntemo-nos: se o rei podia tratar assim sua “amada”, não poderemos tratar do mesmo modo “aquela que encontrou graça diante de Deus”, a Virgem Maria? Com toda certeza, Nossa senhora é muito mais digna de ser louvada pelos homens por ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo! Ademais, se Filipenses (4,8) ensina que as coisas louváveis e de boa fama devem ocupar nossos pensamentos, então estamos obrigados a jamais nos esquecermos dos grandes santos de nossa Igreja, principalmente da Mãe do Filho de Deus.

"Honra a quem deveis honra."
Está escrito: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem deveis tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem deveis honra, honra.” (Romanos 13,7) Ora, se Cristo honrou sua mãe (segundo o mandamento: “Honra teu pai e tua Mãe”), e nós somos obrigados a ser imitadores de Cristo, então como não honraríamos a Mãe de Deus? Ao cumprirmos esse mandamento até nós seremos dignos de louvor, pois estaremos fazendo o grande bem que é obedecer a Sagrada Escritura.

Mereceríamos inclusive o louvor do Estado, uma vez que esse, subordinado ao poder espiritual e devendo prestar-lhe reconhecimento, deveria cumprir com as palavras de São Paulo: “Faze o bem e terás o louvor”. (Romanos 13,3) Com efeito, de acordo com a carta de São Pedro, as autoridades foram enviadas por Deus “(...) para castigo dos malfeitores e para louvor dos que praticam o bem.” (I Pedro 2,14)

Como podem os anti-católicos continuar a taxar-nos de “idólatras” por louvarmos os santos? Será que nunca viram esses textos bíblicos? Será que nunca leram em Coríntios que o próprio apóstolo das gentes louvou aos cristãos por sua fidelidade à tradição?

Eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e guardais as tradições assim como vo-las entreguei.” (ICoríntios 11,2)

Vejam que interessante! Além de louvar os cristãos (o que já deixaria os “protestantes” de cabelo em pé!) São Paulo ainda elogia a fidelidade às tradições... O que dirão agora os “evangélicos” que nos criticam por guardarmos tradições? Bom, mas esse já não é o assunto do nosso presente artigo; vamos deixá-lo para outro momento.

Para não nos alongarmos demais em dúvida tão simples, terminemos com uma última citação:

“Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” (Provérbios 31, 28-31)

Portanto, louvemos Maria Santíssima! Louvemos aos santos! Louvemos nossos irmãos e irmãs quando forem dignos do louvor, porém sem jamais esquecermos que mesmo o louvor pode ser causa de provação. (Provérbios 27,21)

Quanto a ti, caríssimo leitor, “Seja outro o que te louve, e não a tua boca”. (Provérbios 27,2)

Ó Maria, Virgem do Bom Conselho, alcançai-nos a graça da fidelidade para com as coisas de Deus, assim como, da sabedoria necessária para a defesa e propagação da fé. É tanta a ignorância religiosa que encontramos ao nosso redor (e isso, entre tantas outras coisas degradantes) que, muitas vezes, sentimo-nos fraquejar e o desânimo ameaça nos vencer; porém, não podemos debandar! Nunca! Jamais! Sede nosso auxílio, Virgem poderosa! Assim, como diz São Paulo, receberemos o louvor devido da parte de Deus. (I Coríntios 4,5)

Virgem de Guadalupe, rogai por nós!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pe. Robério. Apostasia de um sacerdote...


“Não vos levam em conta Senhor...” (Sal.85,14)

Por Prof. Pedro M. da Cruz 
     Certa feita perguntara Jesus: “Também vós quereis me abandonar?[1]. O fato é que muitos discípulos já não queriam mais segui-lo; afinal, eram duras demais as suas palavras...[2]
Ainda hoje, mesmo após tantas ocorrências de milagres estupendos e múltiplas comprovações científicas que validam a origem divina do catolicismo, existem, infelizmente, os apóstatas. Eles desertaram, passaram para “outro evangelho” e submeteram-se aos que perturbam a obra cristã [3].  “O Deus desse mundo cegou suas inteligências para que não vejam claramente a luz...” [4]
Até onde vai a loucura do ser humano!
Ficamos tristes ao saber do caso “Pe. Robério”. Ele – Robério Pereira de Souza, ex-padre da arquidiocese de Montes Claros – após nove anos de ministério presbiteral, segundo suas próprias palavras: assinou uma carta, renunciou ao título de padre e foi viver sua vida...[5]
A mesma vida que Nosso Senhor ordenara “perder”...[6]
Ora, São Paulo havia recomendado que tomássemos cuidado com aqueles que provocam divisões e escândalos em contradição com a doutrina apostólica. Escrevera-nos claramente: “Evitai-os[7]. Entretanto, o que fizera Pe. Robério?  Exatamente o contrário!
Basta conferirmos uma sua entrevista escandalosa e cheia de contradições:
Quando criança ia às escondidas a cultos “evangélicos” influenciado por certa professora da “Igreja Batista”. Bem se vê o mal que determinados profissionais podem causar às nossas crianças...
Escutava programas de Rádio ligados ao protestantismo, como, por exemplo, alguns da “Igreja Quadrangular”. Aos poucos o erro ia encontrando guarita em sua alma desprevenida...
Nutria estranha curiosidade por seitas, grupos neopentecostais...
Mantinha contatos com “pastores evangélicos” (Ex. Pr. Paulo, Pr. Israel).
E, por fim, assistia programas de televisão pertencentes às chamadas “igrejas crentes” (R.R. Soares e Valdomiro Santiago).
Perguntemo-nos: o que se poderia esperar de atos tão contrários aos ensinamentos bíblicos? Basta lembrarmos aos leitores de nosso Blog que São João havia ordenado aos cristãos que não recebessem em casa pregadores de doutrinas diferentes e, inclusive, que nem mesmo os saudassem.[8] Talvez, Pe. Robério houvesse esquecido essas palavras da Escritura...
Por isso, agora, após sua triste apostasia, chegou ao ponto de:
Negar o valor da Santa Missa.
Quebrar todas as suas imagens sagradas, dentre elas, as da Virgem Maria, nossa Mãe...
Fazer afirmações inverídicas sobre a fé romana (como, por exemplo, a suposta existência da adoração aos santos).
Finalmente, renegar as “brancuras da Igreja Católica” – para usar uma sua expressão: o papa, Maria e a Santíssima Eucaristia. [9]
E ainda afirmava que não falava mal de nossa Igreja... Quanta contradição! Aliás, muito comum entre filhos da pseudo-reforma.
Irmãos rezemos por essa pobre alma; ela que fora chamada às alturas do sacerdócio e tem chegado a tal estado de escândalo e vergonha cujo nome custa-nos pronunciar: APOSTASIA.
Perante as feridas do Corpo Místico, o que fez o pobre sacerdote? Correu ao encontro do Salvador e lutou até a última gota de seu sangue pela honra da Esposa? Não.
Quanta dor...
Bem dissera o Texto Sagrado: “Fogem das minhas chagas os amigos, os mais íntimos olham-me de longe.[10] Sim, de muito longe...
Oh, Senhor! Abandonaram-vos novamente... Perdoai. Ele não sabe o que está fazendo.
Será? Calemo-nos. À Deus pertence o julgamento...
Maria Santíssima livrai-nos dessa loucura e convertei os sacerdotes que claudicam nas estradas da ilusão, enganados pelo erro, olhando de longe o Filho de Deus... Fugindo de suas chagas...
Mãe do Bom Conselho rogai por nós!



[1] Jo. 6,67
[2] Jo. 6, 60-66
[3] Gal. 1, 6-9
[4] II Cor. 4, 4
[5] Revista Conteúdo Ago./Set. 2011, p. 8-9
[6] Mat. 10, 39
[7] Rom. 16, 17
[8] II Jo. 11. Conf. Também: Didaqué Cap. XI
[9] Conteúdo, 2011; p. 8-9
[10] Sal. 37, 12. Luc. 23, 49

sábado, 1 de outubro de 2011

“Evangélicos”: Em Constante Degradação

Reuniões Pentecostais


“Prostituíste-te com eles, mas não te saciaram.” (Ez. 16,28)
“Ela multiplicou a sua prostituição, em recordação de sua juventude.” (Ez. 23,19)



Por Prof. Pedro M. da Cruz

Deturpação do Evangelho
“O movimento evangélico está visceralmente em colapso”. Esta é uma afirmação insuspeita do pastor Ricardo Gondin (“Igreja Betesda”).[1] Por exemplo, segundo pesquisa do IBGE[2]mais de quatro milhões de evangélicos se declararam sem vínculo institucional com sua igreja” [3]. Foi um crescimento de 4% para 14%, incluindo nesse “balaio de gato”, além de multi-evangélicos, pessoas que não se sentem ligadas a nenhuma seita específica, mas que, nem por isso, deixam de declararem-se “evangélicas”.
 
 Uma entrevistada pela Folha de São Paulo, Verônica de Oliveira, 31, moradora do Rio de Janeiro, disse freqüentar três igrejas diferentes: Católica, Deus é Amor e Nova Vida. Um verdadeiro “supermercado da fé”, para citarmos expressão utilizada por S.S. Bento XVI. Questionada sobre essa estranha situação, ela dispara: “Nem eu sei explicar direito. Acho que Deus é um só.” Como sempre, um Show de superficialidades! Próprio de alguns no Rio de Janeiro que, por exemplo, elegeram Sérgio Cabral[4], político relativista, pró-aborto e simpatizante da causa homossexual. Entretanto, esse é outro assunto; deixemo-lo para depois. Caso contrário, teremos de abordar também os “vôos” suspeitos do governador “mente aberta” que (mesmo erro de Sarney, Office Boy do PT) sambou nas costas da Justiça pegando carona com seu amigo Eike Batista[5]. Voltemos, portanto à nossa reflexão:
 
Jovens roqueiros
A Revista Época[6] fez abordagem interessante que muito contribui para nosso artigo: “É entre os evangélicos que surgem mais propostas de igrejas flexíveis. Eles têm igrejas para metaleiros, para garotas de programa e até para lutadores de Jiu-jítsu.Na matéria intitulada “Deus é Pop” conta-se, inclusive, a história do Ator Gabriel Anésio, então com 19 anos. Ele foi evangélico, católico e freqüentou terreiros de Umbanda, todavia couberam ainda mais coisas em seu “embrulho moderninho”... 

“Hoje Gabriel freqüenta a Igreja Cristã Contemporânea (Sic.), na Lapa, reduto de travestis no Rio. Fundada pelo Pastor Marcos Gladstone, também saído de uma igreja que não aceitava homossexuais, a Contemporânea virou um refúgio para jovens gays que querem ser evangélicos, mas não são acolhidos noutros lugares.[7]
 
Entretanto, o que explica tal nível de confusão entre os irmãos separados? Ora, o fato é tangível: um abismo atrai outro abismo[8]. Prova dessa verdade é a observação do próprio grau de horrores que tem alcançado o protestantismo, sempre “Flex” em seu processo de degradação... 
 
Aliás, para a Modernidade (na pena de alguns, ultra-modernidade ou mesmo pós- modernidade, entre outros epítetos...), tudo deve ser “Flex”, não só a religião.

A cantora Preta Gil, à imagem de Lady Gaga e da bela Angelina Jolie, declarou-se “Flex”. Afinal, ser “bi” está na moda[9]! Só os “caretas” não entendem.

Gilberto Kassab declarou “Flex” o PSD, novo filho da política nacional: antes, nem de esquerda, direita ou de centro, mas, agora, declaradamente, centrista (leia-se: de lugar nenhum...)

Mesmo o Rock in Rio agora é “Flex”! Claudia Leite e Shakira validam nossa afirmação. Tony Bellotto rendeu-se ao espírito de nossa época; para ele Rock in Rio passou a significar, “(...) coisas diferentes e até antagônicas.” Choram os tradicionais do Rock...  nós, entretanto, damos boas gargalhadas.


E o PT? Não é “Flex” sua postura? Afinal, petistas já afirmam sem peso de consciência: “Privatizamos Também!”... Devem ter aprendido algo com seus antigos inimigos, agora, aliados do governo “Big Brother” (cinco ministros já foram eliminados...)
 
Por fim, que dizer de certo pluralismo religioso defendido por padres da nova geração pós conciliar? É “Flex” sua postura! Segundo ele, pode-se freqüentar tanto o Espiritismo quanto “Missas Ecumênicas” onde auto-intitulados “pastores evangélicos” estendem a mão sobre o altar, como, a propósito, já o fazem alguns ministros extraordinários.


O Protestantismo[10] só demonstra, lenta e gradativamente, as maléficas conseqüências dos princípios por ele professados desde o século XVI. Que se poderia esperar de uma revolta contra o papado? Negar a Pedro é negar o Cristo! Entre os revoltosos tornaram-se reais as palavras de Karl Marx que ligava religião à idéia de “Ópio do povo”. Melhor seria, porém, dadas as coisas como estão, trocarmos o termo “Ópio” por outro mais acertado: “Veneno”.


Rezemos por todos os irmãos separados. A medida de nosso amor por eles é bom termômetro de nosso amor pelo Filho de Deus. Em meio a uma sociedade marcada pela degradação, torna-se, em alguns casos, cada vez mais difícil a conversão dos homens à verdade.


 A feiúra de um mundo distante de Deus aborrece as almas famintas, então, essas, fugindo do horror, tomam o amargo pelo doce abraçando a Heresia. O fato é que ninguém lhes mostrara os esplendores da verdade. A alma obnubilada pelo demônio afunda-se de requinte em requinte nas trevas da escravidão. Caríssimos, Lutemos pela salvação de nossos irmãos que claudicam separados da única Igreja Verdadeira: Católica, Apostólica e, mil vezes, Romana.

Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós!









[1] Revista Época. 9 de Agosto 2010, p. 86
[2] Pesquisa realizada de 2003 a 2009
[3] Folha de São Paulo. Poder A4, 15 de Agosto 2011
[4] Segundo Eduardo Paes, RJ: “Cabral é um desses quadros raros que surgem na vida pública nacional”. Se irônica a declaração, plenamente de acordo! (risos)
[5] Empresário, um dos homens mais ricos do mundo, foi indicado na Revista Época entre os cem brasileiros mais influentes de 2010, ao lado de Antônio Palocci e Sérgio Cabral... Conf. Época 13 de Dezembro de 2010, p. 82
[6] Revista Época. 15 de Julho de 2009, p. 64-71
[7] Revista Época. 15 de Julho de 2009, p. 68
[8] Conf. Sal. 41,8
[9] Revista Época. 15 Julho 2009, p.76
[10] Chamamos aqui de Protestantes, tanto os tradicionais (Luteranos, Anglicanos etc.) quanto os auto intitulados Evangélicos e Neo-pentecostais.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Passagens bíblicas para responder ao protestantismo - Pe. Matos Soares

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CITAÇÕES POR ORDEM ALFABÉTICA

DOS TEXTOS DA BÍBLIA QUE CONSTITUEM O DOGMA CATÓLICO CONTRA OS ERROS PROTESTANTES


Absolvição
· O poder de dar a absolvição prometido e concedido aos pastores da Igreja: Mt 16, 19; 18, 18; Jo 20, 22-23.


Anjos
· Somos confiados à sua guarda: Mt 18, 10; Hb 1, 14; Ex 23, 20-21; Sl 90, 11-12;.
· Oferecem as nossas orações: Ap 8.
· Rogam por nós: Zc 1,12.
· Estamos em comunhão com eles: Hb 12, 22.
· Foram venerados pelos servos de Deus: Js 5, 14-15.
· Também foram invocados: Gn 48, 15-16; Os 12, 4; Ap 1, 4.


Batismo
· É ordenado por Jesus Cristo: Mt 28, 19.
· Necessário para a salvação: Jo 3, 5.
· Administrado pelos Apóstolos com água: At 8, 36-38; 10, 47-48.
· Além disto: Ef 5, 26; Hb 10, 22; 1Pd 3, 20-2.
· Quanto ao batismo das crianças: Lc 18,16 comparado com Jo 3, 5.


Chefes ou governadores da Igreja e a sua autoridade
· Dt 18, 8-9; Mt 18, 17-18; 28, 18-20; Lc 10, 16; Jo 14, 16-17-26; 16, 13; 20, 21; Ef 4, 11-12; Hb 13, 7-17; 1Jo 4, 6.


Cristo (Jesus)
· É o Filho unigênito de Deus, o verdadeiro Filho de Deus por natureza, o único gerado de Deus: Mt 16, 16; Jo 1, 14; 3, 16-18; Rm 8, 32; 1Jo 4, 9.
· O mesmo Deus que seu Pai e igual a Ele: Jo 5, 18-19-23; 10,30; 14, 9s; 16, 14-15; 17, 10; Fl 2, 5-6;
· Verdadeiro Deus: Jo 1, 1; 20, 28-29; At 20, 25; Rm 9, 5; Tt 2, 13; 1Jo 3, 16; 5, 20; além disto: Is 9, 6; 35, 4-5; Mt 1, 23; Lc 1, 16-17; Hb 1, 8.
· É o criador de todas as coisas: Jo 1, 3-10-11; Cl 1, 5-16-17; Hb 1, 2-10-12; 3, 4.
· O Senhor da Glória: 1Cor 2, 8.
· O Rei dos reis e Senhor dos senhores: Ap 17, 4; 19, 16.
· O primeiro e o último, o alfa e o ômega, o princípio e o fim, o Onipotente: Ap 1, 8-17; 22, 12-13.
· Morreu por todos: Jo 3, 13-17; Rm 5, 18; 2Cor 5, 14-15; 1Tm 2, 3-6; 4, 10; Hb 2, 9; 1Jo 2, 1-2; também pelos condenados: Rm 14, 15; 1Cor 8, 11; 2Pd 2,1.


Comunhão
· Sob uma só espécie é suficiente para a salvação: Jo 6, 55-57-58.
· O Corpo e o Sangue de Jesus Cristo são agora inseparáveis: Rm 6, 9.
· Menção de uma espécie unicamente: Lc 24, 30-31; At 20, 7; 1Cor 10, 17.


Concílios da Igreja
· São assistidos por Cristo: Mt 18, 20; e pelo Espírito Santo: At 15, 28.
· Seus decretos devem ser cuidadosamente observados pelos fiéis: At 15, 41; 16, 4.


Confissão dos pecados
· Confessar os pecados: Nm 5, 6-7; Mt 3, 6; At 19, 18; Tg 5, 16.
· A obrigação da confissão é uma conseqüência do poder judiciário de atar e desatar, de reter os pecados, dada aos pastores da Igreja de Cristo: Mt 18, 18; Jo 20, 22-23.


Confirmação
· Foi administrada pelos apóstolos: At 8, 15-17; 19, 6; 2Cor 1, 21-22; Hb 6, 2.


Continência
· É possível: Mt 19, 11-12.
· O voto que se faz obriga: Dt 23, 21.
· A transgressão do voto é condenável: 1Tm 5, 12.
· A prática é recomendada: 1Cor 8, 8-27-37-38-40.
· Quanto aos motivos que respeitam particularmente ao clero: 1Cor 7, 32-33-35.


Escritura Sagrada
· É difícil de compreender, e muitos lhe dão, hoje em diante, este sentido para sua própria perdição: 2Pd 3, 16.
· Não deve explicar-se por uma interpretação particular: 2Pd 1, 20.
· É alterada pelos hereges: Mt 19, 11.


Espírito Santo
· Sua divindade: At 5, 3-4; 28, 25-26; 1Cor 2, 10-11; 6, 11-19-20; vide também: Mt 12, 31-32.
· A fórmula do Batismo: Mt 28, 19-20.
· Procede do Pai e do Filho: Jo 15, 26.


Eucaristia
· A presença real do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e a transubstanciação provadas por: Mt 26, 26; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19; Jo 6, 51-52s; 1Cor 10, 16; 11, 21-24-25-27-29.


Unção dos Enfermos
· Tg 5, 14-15.



· A verdadeira fé é necessária à salvação: Mc 16, 16; At 2, 47; 4, 12; Hb 11, 6.
· A fé sem as boas obras é uma fé morta: Tg 2, 14-17-20.
· A fé só não justifica: Tg 2, 24.
· Mas a fé obrando pela caridade: Gl 5, 6.
· A fé não implica a certeza absoluta do estado de graça, e muito menos ainda da salvação eterna: Rm 11, 20-22; 1Cor 9, 27; 10, 12; Fl 2, 2; Ap 3, 11.


Igreja (a) de Jesus Cristo
· Existirá para sempre: Mt 16, 18; 28, 20; Jo 16, 16-17; Sl 47, 9; 71, 5-7; 88, 3-4-20-36-37; 131, 13-14; Is 9, 7; 54, 9-10; 59, 20-21; 60, 15-18s; 62, 6; Jr 31, 21-26; 33, 17s; Ez 37, 21-26; Dn 2, 44.
· A Igreja é o Reino de Cristo: Lc 1, 33; Dn 2, 44.
· A cidade do grande Rei: Sl 47, 2.
· Seu descanso e sua habitação para sempre: Sl 131, 13-14.
· A casa de Deus vivo: 1Tm 3,15.
· O aprisco da qual Cristo é o pastor: Jo 10, 13.
· corpo da qual Cristo é a cabeça: Cl 1, 18; Ef 5, 23.
· A esposa da qual é o esposo: Ef 5, 31-32.
· Está sempre sujeita a Ele e sempre amada e fiel para com Ele: Ef 5, 24.
· Sempre amada e querida dEle: Ef 5, 25-29.
· E unida a Ele por uma união indissolúvel: Ef 5, 31-32.
· A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade: 1Tm 3, 15.
· O pacto de Deus com Ela é uma pacto de paz: Ez 37, 26.
· Pacto confirmado por um juramento solene, imutável como aquele que fez com o Patriarca Noé: Is 54, 9.
· Como o que fez com o dia e com a noite por todas as gerações: Jr 33, 20-21.
· Deus será sua eterna luz: Is 60, 18-19.
· Todos os que se juntarem contra Ela cairão, e a nação que a não queira servir perecerá: Is 60, 12-15-17.
· A Igreja é sempre uma: Ct 6, 9; Jo 10, 16; Ef 2, 23; Mq 4, 12; Mt 5, 14.
· Estende-se por toda a parte e ensina um grande número de nações: Sl 2, 8; 21, 28; Is 49, 6; 54, 1-3; Dn 2, 35-44; Ml 1, 11s.
· A Igreja é infalível em matéria de fé, é uma conseqüência das promessas divinas que lhe têm sido feitas; vide em particular: Mt 16, 18; 28, 19-20; Jo 14, 16-17-26; 16, 13; 1Tm 3, 14-15; Is 35, 8; 54, 9-10;


Imagens
· Recomendadas por Deus: Ex 25, 18s; Nm 21, 8-9.
· Colocada dos dois lados do propiciatório no Tabernáculo: Ex 37, 7.
· E no templo de Salomão: 2Cr 3, 10-11; 3Rs 6, 23.
· E isto por um mandamento divino: 1Cr 28, 18.
· Veneração relativa às imagens de Jesus Cristo e dos Santos autorizada: Hb 11, 21; vide também: 2Rs 6, 12-16; 2Cr 5, 2s; Sl 98, 5; Fl 2, 10.


Indulgências
· Poder de as conceder Mt 16, 18-19.
· Uso deste poder: 2Cor 2, 6-8-10.


Inferno
· Eternidade das penas: Mt 3, 12; 25, 41-46; Mc 9, 43-46-48; Lc 3, 17; 2Ts 1, 7-9; Jd 6-7; Ap 14, 10-11; 20, 10; vide igualmente: Is 33, 14.


Jejum
· É recomendado na Escritura: Jl 2, 12.
· Praticado pelos servos de Deus: Esd 8, 23; 2Esd 1, 4; Dn 10, 3-7-12s.
· Leva Deus a usar de misericórdia: Jn 3, 5s.
· É de grande eficácia contra demônio: Mc 9, 28.
· Deve ser observado por todos os filhos de Jesus Cristo: Mt 9, 15; Mc 2, 10; Lc 5, 35; vide também: At 13, 3; 14, 22; 2Cor 6, 5; 11, 27.
· Jejum de Jesus de quarenta dias: Mt 4, 2.


Livre arbítrio
· Gn 7; Dt 30, 19; Eclo 15, 14.
· Resiste freqüentemente à graça de Deus: Pr 1, 24s; Is 5, 4; Ez 18, 23-31-32; 33, 11; Mt 23, 37; Lc 13, 34; At 7, 51; Hb 12, 15; 2Pd 3, 9; Ap 20, 4.


Matrimônio
· Sacramento representando a união de Jesus Cristo e da Igreja: Ef 5, 32; vide igualmente: 1Ts 4, 3-5.
· O casamento não deve ser dissolvido senão por morte: Gn 2, 21; Mt 19, 6; Mc 10, 11-12; Lc 16, 18; Rm 7, 2-3; 1Cor 7, 10-11-39.


Missa
· O sacrifício da Missa figurado antecipadamente: Gn 19, 18.
· Predito: Ml 1, 10-11.
· Instituído e celebrado pelo próprio Jesus Cristo: Lc 22, 19-20.
· Atestado: 1Cor 10, 16-18-21; Hb 13, 10.


Mulheres
· Não devem pregar nem ensinar: 1Cor 14, 34-35-37; 1Tm 2, 11-12.


Obras (boas)
· As boas obras meritórias: Gn 4, 7; Sl 17, 21-23-24; 18, 8-11; Mt 5, 11-12; 10, 42; 16, 27; 1Cor 3, 8; 2Tm 4, 8.


Orações
· Pelos defuntos: 2Mc 12, 43s.


Ordens (Sacras)

· Foram instituídas por Jesus Cristo: Lc 22, 19; Jo 20, 22-23.
· Conferidas pela imposição de mãos: At 6, 6; 13, 3; 14, 22.
· Dão graças: 1Tm 4, 14; 2Tm 1, 6.


Papa ou Bispo
· Chefe dos outros bispos; São Pedro foi elevado a esta dignidade pelo próprio Jesus Cristo: Mt 16, 18-19; Lc 22, 31-32; Jo 21, 15-17s; vide igualmente: Mt 10, 2; At 5, 29; Gl 2, 7-8.


Pecado original
· Jó 14, 4; Sl 50, 7; Rm 5, 12-15-19; 1Cor 15, 21-22; Ef 2, 3.


Purgatório
· Purgatório ou estado médio das almas, sofrendo por certo tempo em expiação de seus pecados; é provado por numerosos textos da Escritura que afirmam que Deus pagará a cada um segundo as suas obras, de tal sorte que aqueles que morrem estando culpados mesmo das menores faltas, não escapam do castigo. Quanto a isso vide também: Mt 12, 32; Ap 21, 27; assim como: Mt 5, 25-26; 1Cor 3, 13-15; 1Pd 3, 18-20; 2Mc 12, 45.


Relíquias Milagrosas
· 4Rs 13, 4-20-21; Mt 9, 21-29; At 9, 11-12.


Santos
· Os Santos deixaram este mundo, socorrem-nos por suas orações: Lc 16, 9; 1Cor 12, 2; Ap 5, 8.
· Estamos em comunhão com eles: Hb 12, 22-23.
· Têm um poder sobre as nações: Ap 2, 26-27; 5, 10.
· Sabe o que se passa entre nós: Lc 15, 10; 1Cor 13, 12; 1Jo 3, 2.
· Estão, pois, com Cristo no céu antes da ressurreição geral: 2Cor 5, 1-6-8; Fl 1, 23-24; Ap 4, 4; 6, 9; 7, 9-15s; 14, 1-3-4; 19, 1-4-6; 20, 4.
· Quanto à sua invocação convém consultar os textos citados a respeito dos anjos, ou os que, mostrando o grande poder que têm para com Deus as orações dos seus servos, nos autorizam por isto mesmo a implorar suas orações; para isso vide: Ex 31, 11-14.


Tradições Apostólicas
· 1Cor 11, 2; 2Ts 2, 5-14; 3, 6; 2Tm 1, 13; 2, 2; 3, 14; vide também: Dt 32, 7; Sl 19, 5-7.


Virgem Maria (a Bem-Aventurada)
· Sua dignidade: Lc 1, 28-42-43.
· Todas as gerações dos verdadeiros cristãos a chamarão bem-aventurada: Lc 1, 48.
· Quanto aos direitos que tem de ser venerada e invocada vide o que está dito a respeito dos anjos e santos.

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Fonte: Bíblia Sagrada (Vulgata do Pe. Matos Soares,1960, p. 1499-1501)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mortos pelos calvinistas por não negarem a fé na Presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento

Gorkum

N. do E.: Mantivemos a grafia da fonte original, cujo português obedece as regras do ano vigente (1937)

 

Os Martyres de Gorkum (sec. XVI)

 

Quando, no século XVI, as heresias de Luthero e Calvino conseguiram entrada na Hollanda, lá, como na Allemanha e na Suissa, foram causadoras de graves disturbios. Os Calvinistas rebellaram-se contra o governo do rei Philippe II e, chefiados pelo príncipe de Orange, tomaram à força armada algumas cidades, entra estas a cidade de Gorkum.

O governador retirou-se para o castello, em companhia de alguns catholicos, dois parochos, onze frades franciscanos e mais sacerdotes seculares. Os calvinistas tomaram posse da cidade e forçaram o castello à rendição. Esta se effectuou, sob a condição de garantir a todos livre egresso. Os Calvinistas, porém, desprezaram esta combinação e aprisionaram o commandante, todos os clérigos e dois cidadãos, dos quaes um foi enforcado immediatamente.

Os sacerdotes eram de preferência alvo do furor calvinista. Máos tratos revezavam com ameaças de morte, e finalmente foram todos mettidos num calabouço subterraneo. No dia de sexta-feira, lhes deram carne a comer. Querendo elles, porém, observar a abstinencia, tiveram de supportar toda a sorte de injurias e soffrimentos. Empurravam-nos, puxavam-lhes as orelhas, davam-lhes pontadas com a lança, ultrajavam-nos e lançavam-lhes em rosto as maiores infamias. Ergueram em sua presença uma forca, ameaçando-os com a morte, si não quizessem negar a fé no Santíssimo Sacramento. Ao Vigario Pe. Nicoláo van Poppel um dos bandidos pôz a arma na testa e berrou aos ouvidos: “Anda, Padre! Como é? Tantas vezes declarastes no pulpito, que estavas prompto a dar a vida pela fé. Pois então, dize! Estás mesmo disposto?” O Padre respondeu: “ Dou a minha vida com muito prazer, si é em testemunho da minha fé e principalmente do artigo por vós rejeitado, o da presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento”. Perguntado pelos thesouros, que suppunham estarem escondidos no Castello, Padre Nicoláo não soube dar informações a respeito. O calvinista lançou-lhe então uma corda ao pescoço, puxou-o de um lado para o outro, até que cahiu como morto.

Chegára a vez dos franciscanos. Ao frei Nicasio Pick puzeram o proprio cordão ao pescoço, arrastaram-no á porta do carcere. Lá chegado, metteram a corda por cima da porta e puxando com força, suspenderam a victima a altura consideravel, para immediatamente a deixarem cahir. Isto praticamente com um prazer infame. Afinal a corda rebentou e o pobre padre cahiu pesadamente ao chão, sem dar signal de vida. Para verificar si estava vivo ou morto, os soldados trouxeram velas, queimaram-lhe a testa, o nariz, as palpebras, as orelhas, a boca e finalmente a língua.

Como o Padre não désse mais signal de vida, deram-lhe ponta-pés e disseram com ar de desprezo: “É um frade, que importa?” Mas o Padre não estava morto, tanto que no dia seguinte os bandidos tiveram a satisfação de poder continuar as crueldades.

Durante toda a noite os Padres estiveram entregues à sanha d’aquelles demonios em figura humana. Não havia nada, que abrandasse o furor dos endiabrados hereges. Davam bofetadas nos religiosos, com tanta força e brutalidade, que lhes corria o sangue do nariz e da boca. O Padre Willehad, um veneravel ancião de noventa annos, repetia a cada bofetada que recebia, a jaculatória: ”Deus seja louvado!” Os algozes, sentindo-se fatigados de tanto bater, ajoelharam-se deante dos Padres e entre risos de escarneo, arremedavam a confissão, proferindo nesta occasião obscenidades e blasphemias horríveis e asqueirosissimas.

Em outra occasião, amarraram os religiosos dois a dois e obrigaram-nos a andarem em fila, imitando procissão e a cantar o “Te Deum” e tudo isto sob a algazarra satanica da soldadesca desenfreada. Depois puzeram dados nas mãos da victimas para assim, à guiza de jogo, tirar a sorte quem delles primeiro havia de subir à forca. O Padre Guardião exclamou: “Não se faz mistér de jogo, estou prompto, porque já passei por esta delicia”.

Os catholicos de Gorkum envidaram todos os esforços para libertar os prisioneiros. Para este fim, dirigiram uma petição ao príncipe Orange. Os calvinistas, suspeitando qualquer reacção, tiraram aos franciscanos o habito e despacharam-nos, com os outros sacerdotes, na noite de 5 a 6 de julho, para Briel, à residencia do clerophobo conde Lumm Von Marc.

A penna nega-se a fazer a descripção de tudo que aqulles religiosos tiveram de soffrer, dos verdugos e do populacho fanatico. Em Dordrecht estava à espera do navio, que devia levá-los até Briel. Antes do embarque, um bando de calvinistas arrastou os martyres a um lugar perto do rio, onde estava apparelhada uma forca. Como cães raivosos, atiraram-se sobre as pobres victimas e o ar encheu-se de insultos e vituperios como estes: “Eis, ahi vossa Egreja! Ide, rezae a vossa Missa”. Em seguida obrigaram-nos a passarem três vezes em volta da forca, sendo a ultima vez com os joelhos no chão, sob o canto da “Salve Rainha”. Enquanto os religiosos se puzeram a obedecer a esta ordem ridicula e estapafurdia, choviam-lhes bengaladas e pedradas às costas. O Padre Vigario Jeronymo de Weert, vendo estas indignidades, não mais se conteve e disse: “Que estou presenciando? Estive entre turcos e infiéis, mas coisa egual a esta nunca vi!”

Finalmente o triste cortejo chegou a Briel. Lá o esperava o conde Lumm, com dois pregadores da seita e alguns magistrados. Todos se empenharam para conseguir dos prisioneiros a renuncia à fé, em particular ao dogma da real presença de Jesus Christo no Santissimo Sacramento. Foram baldados os esforços. Os martyres unanimemente rejeitaram as propostas feitas e preferiram continuar na prisão. O carcere que os recebeu, era uma pocilga immundissima.

Uma ordem do príncipe de Orange, de pôr em liberdade os prisioneiros, não foi cumprida. O conde Lumm, embriagado de odio e vinho, mandou-os levar, alta noite, às ruínas do convento Rugen, que pouco antes tinha sido incendiado pelos calvinistas.

Restára ainda o celleiro. O Padre Guardião foi lá mesmo enforcado, depois de ter animado os irmãos à constancia.Depois d’elle, foram estrangulados todos os companheiros. O fanatismo calvinista nem respeitou os cadaveres dos martyres. Cortaram-lhes o nariz, as orelhas e levaram-nos como trophéos de victoria nos capacetes e chaphéos. Os catholicos resgataram por muito dinheiro os corpos dos santos irmãos e transportaram-nos para Bruxellas.

Clemente X beatificou-os em 1674 e Pio IX elevou-os à categoria de Santos, no anno de 1867. A memória é celebrada na Egreja no dia 9 de julho.

Eis os nomes dos gloriosos martyres de Gorkum:

Leonardo van Vecchel, Nicoláo Poppel, vigario de Gorkum; Godofredo van Duynen e João van Oosterwych (agostiniano); João de Colonia (O.P), vigario de Hoornaer; Adriano van Hilvarenbeek e Jacob Lakops (O. Praem); André Vouters, vigario de Heynoert; Frei Jeronymo van Weert; Frei Theodoro van Emden; Frei Willehad; Frei Nicasio; Frei Godofredo Mervellan; Frei Antonio de Weert; Frei Antonio de Honar; Frei Francisco Rodes; Frei Pedro de Asca.


Fonte: livro “Na Luz perpétua”, 1937, vol. II, Pe. João Baptista Lehmann, p. 29-31.