terça-feira, 24 de julho de 2012

Sobre a "Marcha das Vadias"

                                                                                                                Por R. G. dos Santos

Auto intituladas "vadias"em início de manifestação


As linhas que se seguem têm como objetivo compreender a chamada“marcha das vadias”, movimento de degradação das mulheres que, tendo origem nos países liberais e desenvolvidos, tem se alastrado desgraçadamente por todo o orbe, atingindo inclusive o Brasil.

Tal fato não é o primeiro na ordem de desmoralização do feminino. Além disso, esta tendência não nasceu “hoje”. Há alguns meses temos percebido essa pérfida tendência de desmoralização da mulher.  O projeto é o de afastá-la do projeto de Deus que nos é ensinado por Cristo e por sua Igreja. Afastá-la, para atingir toda a sociedade.

Em contrapartida é mister ressaltar que, no catolicismo, a mulher sempre foi valorizada (1). Isso se dá porque a ela foi confiada uma missão lapidar: ser guarda da vida humana que vem ao mundo e, ao mesmo tempo, zelar pela sociedade primordial que é a família.

Estes insignes privilégios se dão, em primeiro lugar, na ordem natural, onde Eva no paraíso é posta diante do homem como sua auxiliar (2) para ser a “mãe de todos os viventes”. Em segundo lugar, na ordem da graça, onde a Virgem Maria é posta por Deus Nosso Senhor como Mãe bem aventurada dos viventes na graça (3).

Do que expusemos, decorre outro privilégio admirável. É este exclusivo:somente as mulheres podem experimentar. Trata-se de imitar, de certo modo, a Deus Nosso Senhor, na atitude fundamental de gerar a vida e zelar por ela. Tal elevação, expressa na vocação à maternidade, atinge alturas insuperáveis com a encarnação do filho de Deus. Ela se dá numa Mulher, Sublime Mulher, a Virgem Maria.

Conservando a pureza, dom do eterno Pai, antes, durante e depois do parto, bem como no decorrer de toda a sua fecunda permanência neste vale de lágrimas, Maria Santíssima é assunta ao Céu e coroada rainha dos anjos e santos. Esta constelação de prerrogativas, que estão longe de esgotar existência tão admirável, faz de Nossa Senhora modelo e exemplo de mulher. Logo, deve a Virgem ser imitada.

As mulheres devem assumir e adaptar à sua vocação específica as virtudes e modos da mãe de Deus...Ou melhor, deveriam... Mas infelizmente não é a Virgem mãe de Deus o paradigma da postura feminina para muitas na atualidade. Ao contrário. Um pseudo-modelo, vigente, tem levado muitas de nossas senhoras e moças a ficar à margem do porte da Rainha dos Anjos e assim assumem o modelo da banalidade, ou melhor, da vadiagem. Isso mesmo, vadiagem! E este rótulo medonho não é nosso.

Muitas se orgulham desse inglorioso e catastrófico adjetivo. As auto intituladas “vadias” vêm ganhando peso enquanto movimento a cada dia. Há alguns meses, víamos pulular em algumas cidades brasileiras esse cortejo satânico, mulheres que se diziam vadias. Sob o pretexto de uma discutível e equivocada noção de liberdade, saíam às ruas clamando por independência e, vejam só, pelo “direito” de não serem santas.
Acompanhando esse desastroso direito, clamavam por outro, igualmente terrível: o de exclusividade sobre seus próprios corpos. Tal discurso, consagrado no meio feminista, redunda na faculdade de dispor e investir o físico em qualquer atividade, sem peso de consciência. É esse o argumento que vai legitimar o aborto como um direito de a mulher permitir ou não a continuidade da geração de uma vida em seu ventre. Esse esquema já vem sendo denunciado por nós faz muito tempo (4).

Reivindicando uma pretensa liberdade... para assassinar!
                                       

Tais projetos e iniciativas devem ser rejeitados e combatidos pelos católicos. Afinal, todos, homens e mulheres, são chamados a glorificar a Deus em nossos corpos, que são templos do espírito de Deus. E a degradação da família começa pela degradação da vocação e da missão da mulher. E dessa maneira o questionamento de Salomão se torna sempre vigente: “quem encontrará uma mulher talentosa? Vale muito mais do que pérolas” (5).

Combatamos essa explosão de sensualidade que grassa em nosso meio para nos afastar do projeto de Deus Nosso Senhor. Maria sempre!
NOTAS

(1)  Cf. A propósito, ensina a Igreja em seu Catecismo, no número 2334 que “Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de modo Igual ao homem e a mulher. O homem é uma pessoa, e isto na mesma medida para o homem e para a mulher, pois ambos são criados à imagem de um Deus pessoal”.

(2)  Cf. Gn II, 20

(3)  Cf. Lc I, 28

(4)  Este blog tem sempre se posicionado perante a sanha feminista que, guiada por Satanás, tenta postergar os direitos de Deus. Para maior aprofundamento, favor conferir nossas postagens relativas ao "aborto" no índice das matérias.

(5)  Prov XXXI, 10

sábado, 14 de julho de 2012

Convite: 'O Sentido Cristão do Casamento e da Sexualidade'

A Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM convida a todos os amigos de Montes Claros - MG para:


Dúvidas? Entre em contato conosco.
Virgem Santíssima, ora pro nobis!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dom Bux: "A Igreja não é um Concílio permanente"

Por João S. de O. Jr.

Não entraremos no mérito das conversações entre Santa Sé e FSSPX, até porque é um tema complexo e precisa de análises minuciosas das lideranças envolvidas que estão precisando de muita luz do Espírito Santo para discernir e decidir o que for melhor para o bem da Tradição da Santa Igreja. E de fato, devemos rezar muito pela situação atual da Igreja. Recomendo a quem quiser se interar ao assunto, acompanhar o fórum do site Apologética Católica, aqui. Contudo, destacamos uma recente entrevista que traz afirmações interessantes da polêmica Concílio Vaticano II:

Fonte: http://ads.tt/sAfXzA
Tradução de Tânia Souza Machado

Dom Nicola Bux

 "Em uma entrevista exclusiva a “R.Catolique”, D. Nicola Bux, consultor de numerosas congregações romanas, homem de confiança do Santo Padre, nos confirma que a “análise crítica” do CVII é legítima e que o papa deseja de todo seu coração a reconciliação com Écone (Sede da Fraternidade Sacerdotal São Pio X).
1. D.Nicola Bux, o sr. publicou recentemente, em companhia do cardeal Brandmuller e de Mons.Marchetto um livro apresentando as chaves de Bento XVI para interpretar o Concilio. É um ponto sensível no processo de reconhecimento da Frat. S. Pio X.

NBux: Uma correta hermenêutica é de resto a primeira chave dada por Bento XVI em seu famoso discurso na cúria romana sobre a interpretação e a ecumenicidade do CVII. O renovamento ou a reforma não pode se operar na Igreja a não ser na continuidade à luz do binômio indissociável “nova et vetera.” Ora, os documentos do Concilio saíram do contexto da Tradição da Igreja e frequentemente usados como expressão de uma atualização que, em lugar de associar “nova et vetera”, mitificou o Concilio, retendo apenas a novidade. Assim o Concilio foi transformado numa espécie de ideologia, um “super dogma”, como disse o então cardeal Ratzinger aos bispos chilenos em 13.7.1988. Há a necessidade de uma apresentação histórica verídica do Concilio como instrumento de atualização no sentido de “renovação na tradição.” Um aspecto geralmente abandonado na compreensão do Concílio é aquele do consenso, da maneira pela qual ele se forma. O caminhamento que ele leva passa através do diálogo entre opiniões diversas desembocando sobre a elaboração de uma síntese, de menos no que concerne à doutrina não definida e ainda em desenvolvimento – as novidades não são necessariamente definitivas e irreformáveis, mas são orientações que o magistério pontifical ordinário interpreta, precisa e desenvolve ulteriormente. Deve-se ter em conta igualmente o fato de que os documentos conciliares não são todos, entre eles, mas também neles, da mesma natureza. A este respeito eu não vejo porque o CVII escaparia a analise crítica à qual foram submetidos os precedentes Concílios.


2. Na nota para a congregação para a doutrina da fé explicando a nomeação surpresa de Mons. Di Noia para a vice-presidencia da Comissão Ecclesia Dei, ele afirmou que “a nomeação de um prelado desta linha (arcebispo) a um tal posto” pelo papa representava um “sinal da solicitude pastoral para com os fiéis tradicionalistas em comunhão com a sé apostólica, mas também de seu vivo desejo de ver reconciliadas as comunidades não em comunhão.”Mons.Di Noia é o homem escolhido pelo papa para chegar ao reconhecimento da FSSPX?

NBux: Não há nenhuma dúvida a ter sobre as intenções do S.Padre que tem tanto no coração a reconciliação e a unidade dos cristãos. Todo católico, como sugeri precedentemente, deve amar a tradição e é por este fato tradicional. Por outra parte, na Igreja, qualquer que recebe um encargo não é para promover suas idéias, mas para servir à verdade, em plena fidelidade ao ensinamento do sumo pontífice. Para este efeito, temos necessidade de uma segunda chave, para interpretar não somente o Concilio, mas também toda a vida da Igreja: aquela da Fé. Não é por acaso se Bento XVI escolheu de promulgar um ano da Fé. Na realidade, para que deve servir o debate sobre o CVII se não for para redescobrir a natureza do cristianismo, necessário à salvação do homem? Pela inteligência da fé, os cristãos devem concorrer para a inteligência da realidade. Eis o conteúdo essencial da fé da qual o papa compreendeu toda a urgência que ele tem de reafirmá-la face às concepções que reduzem a fé a um discurso, um sentimento ou uma ética. Nós devemos rezar para que todos na Igreja sejam dóceis ao Espírito Santo, espírito de unidade.


3. Mons.Fellay, superior geral da FSSPX, é a este título depositário do carisma específico da herança de M.Lefebvre, se expôs muito para permitir as condições de uma reconciliação. O sr. pode confirmar que o que deseja o Santo Padre não é negar a singularidade da FSSPX, mas de colocá-la ao serviço da Igreja?

NBux: Na carta aos bispos escrita por Bento XVI por ocasião da revogação das excomunhões dos bispos lefebvristas, o papa demonstrou que ele conhecia bem e que amava esta larga franja de fiéis que são também seus filhos. Os passos preenchidos pelo papa são inspirados pela “paciência do amor”, que segundo S.Paulo, deve caracterizar todo discípulo de Jesus. Mons.Fellay, ele também, demonstrou estar animado por esta mesma virtude e não duvido que a maior parte da Fraternidade, bispos e padres, saberá imitá-lo, preservando-se do orgulho inspirado pelo maligno. Sigamos Jesus que é doce e humilde de coração. Todo bispo, todo padre, todo cristão, deve ter no coração a unidade, porque é o bem mais precioso, segundo S. João Crisóstomo. Foi para ao preço do muito precioso sangue de Nosso Senhor, que justo antes de sua Paixão, precisamente rezou: “Que eles sejam um.”

Enfim, quando alguns caíram no erro, a Igreja é indefectível, porque Jesus a fundou sobre a rocha da fé que representa Pedro. Sua unidade é “inamissibilis” não poderá jamais se desfazer porque ela é como a túnica do Cristo, exposta solenemente este ano em Treves: sem costura, de um só pedaço. As divisões entre cristãos não podem destruir a unidade da Igreja.
O primado do papa é superior ao Concílio. E a Igreja não é um concílio permanente. A Pedro e a seus sucessores o Senhor deu o poder das chaves: de ligar e desligar sobre a terra, o que ele liga e desliga simultaneamente no céu. Por felicidade, além da Escritura, os católicos têm na pessoa do papa um anticorpo visível contra o conformismo: como o escreve Dante na Divina Comédia, nós temos “o pastor da Igreja para nos guiar; isto é suficiente para a nossa salvação.”

Que a Santa Virgem, - como lhe pede atualmente o Santo Padre – faça com que a Fraternidade S.Pio X acolha com confiança a reconciliação que lhes é oferecida pelo papa e possa conhecer assim um novo vôo para o bem de toda a Igreja católica. "


Grifos nossos.
Virgem Santíssima, ora pro nobis.


sábado, 30 de junho de 2012

Video da ordenação sacerdotal de Joseph Ratzinger

Por João S. de O. Jr.

Ontem, 29 de junho de 2012, sua Santidade o Papa Bento XVI completou 61 anos de sacerdócio. Segue o video (apostolado Santa Igreja), ano de 1951 em  que foi ordenado por Dom Michael Von Faulhaber, direto da catedral de Freising, Alemanhã.




Ao Papa nosso apoio e sobretudo nossas orações pela sua supra missão de conduzir a barca de Pedro frente a temerosas tempestades de nosso tempo. Sobretudo, em confronto, ainda que minucioso e sutíl contra os lobos dentro desta mesma barca. Nesta sexta feira, em discurso a 44 arcebispo, o recado do papa para respeitarem a comunhão em torno dele e que "o poder destrutível do mal" não prevalecerá contra a Igreja. É um eco das palavras que o próprio Cristo proferira ao apóstolo pontífice: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra Ela" – Mt, 16,28

Maria Santíssima, rogai pela Igreja de Cristo. Amém.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Crise na Igreja: Dupla Gênese

                     Lutero inspirado pelo Demônio


Prof. Pedro M. da Cruz

Como entender a possibilidade de uma crise tão delicada no interior da Igreja fundada pelo próprio Cristo, Nosso Senhor? Recordemos, ainda outra vez, o caso arquetípico por nós já tantas vezes apresentado: “a traição de Judas Iscariotes.” Não era ele membro do seleto grupo apostólico?

De fato, ele fora escolhido diretamente pelo Salvador. Este apóstolo comia com o Cristo, andava ao seu lado, escutava de seus lábios divinos os mistérios do Reino dos céus... Entretanto, mesmo provando tão altas honrarias, traiu vergonhosamente ao Filho de Deus.

Ora, se algo tão desastroso se deu inclusive com um dos doze apóstolos, selecionados pessoalmente pelo Redentor, não é de se admirar que o mesmo continue a ocorrer atualmente entre alguns membros da hierarquia eclesiástica. Ao encontrarmos nas Sagradas Escrituras a lastimosa realidade da traição mesmo entre os mais íntimos do Cristo, sentimo-nos precavidos sobre bispos e padres que possam revoltar-se contra o Salvador. À imagem de Judas, trocam a fonte de toda felicidade por qualquer bem aparente.

Sim! A possibilidade de traidores dentro da Igreja de Deus, como já temos observado, sempre esteve presente na mente dos primeiros cristãos. São Paulo afirmara-o aos anciãos de Éfeso:

“Sei que depois de minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!”

E noutra parte também escrevera: “Se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, é bem normal que seus agentes se disfarcem em ministros da justiça.”

Portanto, não é de espantar o fato de encontrarmos falsários e operários desonestos, disfarçados em apóstolos de Nosso Senhor. Na verdade, os mesmos permanecerão juntos aos bons até o fim dos tempos; e, essa é uma assertiva do próprio Evangelho: “Assim como se recolhe o joio para jogá-lo ao fogo, também será no fim do mundo. O filho do homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente...” Vejam bem, caros leitores: isso se dará tão somente “... no fim do mundo...”. Sendo assim, que os filhos da luz não se iludam numa esperança infundada.

- A Dupla Gênese

Mas, o que levaria essas pessoas ao péssimo caminho do erro? Tendo podido alcançar os cumes da ortodoxia, por que chegaram à negação de verdades tão fundamentais da fé cristã? Dom Antônio de Castro Mayer, em interessante Carta Pastoral sobre os problemas do apostolado moderno, esclarece-nos sobre assunto tão pertinente.

Segundo o autor, a gênese destes erros está, por um lado, na própria fraqueza da natureza humana decaída. “A sensualidade e o orgulho suscitam e sempre suscitarão até o fim dos séculos a revolta de certos filhos da Igreja contra a doutrina e o espírito de N. S. Jesus Cristo.”

Por outro lado, no entanto, junto a essa “gênese natural” dos erros e das crises de que nos ocupamos, a explicação para tão delicado sistema de coisas, encontra-se, também, na incansável ação do demônio contra os planos de Deus. A ele foi dado, até o fim dos tempos, o poder de tentar os homens em todas as virtudes, inclusive na virtude da fé.

Assim, como nos explica o próprio D. Mayer, é obvio que até a consumação dos séculos a Igreja estará exposta a surtos internos do espírito de heresia, e não há progresso que, por assim dizer, a imunize de modo definitivo contra esse mal. “Quanto se empenha o demônio em produzir tais crises, é supérfluo mostrá-lo. Ora, o aliado que ele consegue implantar dentro das hostes fiéis é seu mais precioso instrumento de combate.”

Porém, não desanimemos, pois o Deus de toda graça conhece as limitações humanas, e, jamais nos há de abandonar nas agruras desta vida. No mais, já escrevera o autor sagrado: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados para além das vossas capacidades, mas com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-las e delas sairdes.” Pobres dos que não se agarrarem aos pés de Nossa Senhora, Rainha do céu e da terra.

Virgem Aparecida, Rogai por nós!





sábado, 2 de junho de 2012

Um tempo para calar, outro para falar...




Primeira coluna na vertical de cima para baixo: Pe. Pinto, Pe. Fabio de Melo e Dom Casaldaliga
Segunda coluna, mesmo esquema: S.Padre Pio, Pe. Paulo Ricardo e S. Antonio Maria Claret.


Prof. Pedro M. da Cruz

Como poderíamos ficar indiferentes a tudo isso?Ora, sendo, de fato, membros do Corpo Místico de Cristo, é natural que sintamos com a Igreja suas dores e alegrias.

Por amor de Sião, reza o texto sagrado, jamais poderemos esmorecer. “Sobre tuas muralhas Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se.” (Isaias 62,6) Não é verdade que a totalidade dos verdadeiros cristãos, de um modo ou de outro, precisam reconhecer-se nessas palavras da Escritura?

Afirma-nos a primeira carta aos coríntios, em seu capítulo doze, a  sublime comunhão espiritual existente entre os Filhos de Deus. Com efeito, se um único membro da Igreja sofre, todos os outros sofrem com ele de algum modo, mesmo que misterioso; e igualmente, se um único membro é tratado com carinho, todos com ele se congratulam. Esta é, verdadeiramente, uma descrição estupenda da ligação sobrenatural que há entre todos os batizados no Corpo Místico.

Portanto, nada há de estranho em que simples leigos venham a manifestar seu entusiasmo, ou mesmo, suas apreensões, por questões referentes à Igreja que ama. O próprio Código de Direito Canônico, pari passu a vários documentos da Igreja,  dão ao fiel essa possibilidade. É firmado nesta certeza, e alimentando sincero desejo de promoção do cristianismo, que apresentamos este pequeno trabalho em favor da Igreja.

Possuímos firme convicção de que a última palavra em questões de fé e moral cabe, tão somente, ao sagrado magistério do Santo Padre, o Papa, ou dos bispos em comunhão com ele. Nós aqui, simplesmente, intentamos apresentar, com humildade e amorosa submissão, aquilo que temos visto e ouvido; assim como, tudo o que, dentro e fora dos muros da Igreja, nos parece estranho e incompatível com a genuína instituição formada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não é verdade que, infelizmente, mesmo entre os legítimos sucessores dos apóstolos, encontramos exemplos de infidelidade à doutrina revelada pelo Divino Mestre? Quantos foram os bispos que, com orgulho, ousaram colocar-se acima da Tradição vindo a ensinar terríveis heresias? Podemos citar, e com imensa tristeza n’alma, um grande número desses exemplos. Vejamos alguns:

- Os bispos Acácio, de Cesaréia (†366), e Eunômio, de Cícico (†395), defensores do Arianismo, heresia fundada por Ário (256-336) bispo de Alexandria, que negava a divindade de Cristo.

- O patriarca de Constantinopla, Nestório (380-45), criador da heresia que leva seu nome.

- Fócio (820-895), patriarca de Constantinopla, excomungado pelo Papa João VIII, em 881, que deixou aberto o Cisma do Oriente.

- O bispo de Ávila, Prisciliano, fundador da heresia prisciliana, séc. IV.

- Donato, bispo de Casa Nigra, África, fundador do donatismo.

- 18 bispos italianos que aderiram ao pelagianismo, heresia que deve seu nome ao sacerdote Pelágio, do século V. Um bispo, Juliano, era o principal discípulo desse sacerdote.

- Apolinário, bispo de Laodicéia, fundador do apolinarismo.

- Os bispos egípcios, que recusando o dogma definido pela Igreja, consideraram o monofisismo (ou eutiquianismo), heresia difundida pelo Monge Êutiques, de Constantinopla (séc.V), a doutrina verdadeira, e partiram, deste modo, para o cisma declarado.

- Sérgio, patriarca de Constantinopla, inventor  do monotelismo, condenado pelo VI Concílio Ecumênico de Constantinopla (680-681).

- O bispo Paulo de Samasate, do século III, que professou o adocionismo e o sabelismo, condenado em 268 no Concílio de Antioquia.

- Jansenius, bispo de Yepres, pai do jansenismo; entre outros...




Pimeira coluna de cima para baixo: Missa do Pe.Marcelo, encontro de padres e freiras no Brasil.
Segunda coluna, mesmo esquema: Missa Tridentina, encontro de padres tradicionais.



E quantos não foram os padres que também rumaram na mesma estrada da mentira e do erro? Lutero (1483-1546), um dos pais do protestantismo, era sacerdote católico. O Quietismo, heresia condenada por Inocêncio XI, em 1687, foi oriunda do padre espanhol M. de Molinos. O Modernismo, afluxo de todas as heresias (condenado através do decreto Lamentabili, assim como, da Encíclica “Pascendi”) teve em vários padres (Pe. Alfredo Loisy, o ex-jesuíta Tyrrel, etc.) seus principais fomentadores.

E hoje, engrossando as fileiras dos agitadores e revoltosos, quantos bispos, e quantos padres, não aderiram a verdadeiras heresias? Basta que nos recordemos dos estragos que tem causado em nosso meio uma certa teologia malsã, chamada da libertação. Qualquer fiel, com um mínimo de formação, seria capaz de perceber a discordância entre o que se tem divulgado em muitíssimos ambientes católicos e aquilo que a Igreja sempre ensinou... o próprio J. Ratzinger julgou por bem reconhecer:

 “Eu fico cada vez mais admirado com a habilidade dos teólogos que conseguem defender justamente o oposto do que se encontra claramente escrito nos documentos do Magistério. E, no entanto, aquelas deturpações são apresentadas, através de hábeis artifícios dialéticos, como o ‘verdadeiro’ significado do documento...”

Virgem do Bom Conselho, ora pro nobis!



Referência Bibliográfica

 RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. São Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 265-26

RODRIGUES, Paulo. Igreja e Anti-Igreja. Teologia da Libertação. São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1985, pg. 265-267



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Política Brasileira - Parte I

Prezados leitores, lembrando que este é mais um ano eleitoral, iniciamos uma série de textos que têm por objetivo dar um panorama da política no Brasil. Diversificados autores, porém, que possamos ter um entendimento do porquê daquela “estar como está” em nossa nação. Iniciemos com uma matéria do final de 2011 mas bem contemporânea.

Um pouco sobre a atual corrupção no alto escalão federal

Por João S. O. Junior

Eis as palavras do então ex-chefe da pasta governamental do Ministério do Trabalho, a que foi recentemente denunciada em 2011 por corrupção com 03 dos seus assessores citados:’
(...) “Quero ver até onde vai esta onda de denuncismo”. (Em entrevista ao jornal da Globo, edição de 07/11/11).
Então, para o ex-ministro Carlos Lupi (PDT), foto, o problema maior não é a corrupção e sim a onda de “denuncismo”.

Sim, digo, não. Não há problema de corrupção, não... muito menos problema político, que isso... quanto mais problemas éticos e morais na administração... Isto não existe, pois, o Brasil está de vento em poupa no seu “crescimento econômico”. O país é respeitado lá fora e até sediará uma copa do mundo que já tem um campeão anunciado (e não é nenhuma seleção), é o superfaturamento das obras, ainda que atrasadas, com todo o “jeitinho brasileiro”, claro. A propósito, na gíria do futebol seria a “malandragem”. Sim, a malandragem na administração do dinheiro com impostos de arrecadação recorde ano a ano... Viva!
Para quê a lei de licitação minha gente? Descomplique as coisas... Vamos que vamos... Pra frente Brasil, salve a seleção! O TCU é um retrocesso, assim já manifestou em outros tempos o apedeuta, ex-presidente da república, afinal, o que significa TCU mesmo? Este tribunal é levado a sério?
Mas não minha gente, os vilões da historia não podem ser os “três porquinhos” ou quem os criou, mas algum lobo mau que os soprou de seus cargos, não é revista Veja?
Frente a tantas denuncias, queda de boa parte do escalão ministerial governamental, vez e outra, ouvimos nos bares e conversas afora o receoso cidadão, medonho por uma mudança repentina no seu ganha pão: “Esta corrupção ai sempre ocorreu, agora é que está sendo investigado”...

Se esta corrupção sempre existiu, a indiferença quanto a ela nunca foi tão presente. E está sendo investigado mesmo?
Alguém explicou como o Antônio Palocci (PT) aumentou sua fortuna 20 vezes em 04 anos? Alguém viu notícias de investigação sobre os casos ocorridos na Agricultura, no Turismo, no ministério dos Esportes? Alguém foi processado ou preso pelas denúncias (com exceção dos “denunciadores”)? Os então ministros nomeados pela presidenta, além de “caírem” do cargo estão tendo maiores problemas nas vias policiais e judiciais? Após a queda de um ministro, algum esclarecimento ao público sobre andamento das investigações? Sobre o dinheiro das propinas, algum paradeiro?
Cadê os “caras pintadas”? Ah, esqueci, estes últimos devem estar ocupadíssimos, ocupando alguma reitoria a fim de garantir uma “maloca” livre da PM para seus maconheiros.

Voltando...

A “queda” de um ministro significa apenas um ato para mudança de foco, estratégia certa, corte um pedaço da própria carne (se estiver desgastando) para dispensar as piranhas. É solução experimentada e atestada por quem controla politicamente o Brasil, o marqueteiro governamental.
Não importa quantos ministros caiam ou quantos escândalos e denúncias de corrupção ocorram, está tudo “dominado” contanto que as assessorias de imprensa e marketing saibam controlar a imagem do governo e mantenham as pesquisas de opinião. Até doença é oportunidade para um flash básico e propaganda eleitoral antecipada. Afinal, aqueles são os mais bem pagos para isso. E, num país do faz de conta... o trabalho dos marqueteiros se tornou o mais importante para qualquer política.


Conclusão:

O Brasil foi conhecido por muito tempo como um país exportador de bananas. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está se tornando um país de “bananas”. O brasileiro está perdendo sua capacidade de se indignar frente à imoralidade e corrupção. Este autor que vos escreve não é analista político ou comportamental, mas os fatos nos têm sido muito perceptíveis. Em breve, relembremos o que está para virar o caso do mensalão.

Que a Virgem Aparecida proteja, ilumine e desperte os brasileiros.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PUGNA: SANTA MISSA, TÃO SUBLIME, TÃO DESPREZADA!!!

O que é a Missa mesmo? O que os santos tem a nos dizer sobre tão sublime mistério?


Sempre lembrando que os Pugnas anteriores podem ser baixados para impressão no link próprio, inicio da página a direita, ou clicando aqui. Imprimir frente e verso e preferencialmente em folhas chamex amarelo.

Virgem Santíssima, ora pro nobis.
 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A mentira do “aquecimento global” - só uma ponta de iceberg

Por João S. de O. Junior

Vídeo do programa do Jô que recebeu o climatologista Ricardo Augusto Felício, graduado em Meteorologia e doutor em Geografia Física pela USP. Embora seja apenas uma entrevista e com certo tom de deboche, é muito boa! Desmente e contradiz a mitos como “aquecimento global”, elevação do nível do mar, buraco da camada de ozônio, efeito estufa... Enfim, desmonta a vários dogmas do Ecologismo alarmista da atualidade.



Não foi novidade o que ele contou, mas foi muito interessante a reação de espanto dos ouvintes. Como se estivessem vendo uma revelação do tipo: “fui enganado esse tempo todo?!”, alegria e confusão ao mesmo tempo.  Expressões faciais de quem só descobriram depois de adulto que Coelhinho da Páscoa não existe. Certamente, muitos foram dormir com “crise existencial”.
 
Bem, vendo a reação das pessoas ao depararem os falsos conceitos em confronto com os fatos, podemos citar paralelos, assemelha-se quando:

 - Um aluno mediano revoltado contra a Igreja após a lavagem cerebral feita por um professor que ensinou sobre a Inquisição a deturpando-a. O mesmo estudante começa a ler historiadores sérios no assunto que afirmam que, a Inquisição foi até a salvação de muitos que eram acusados de um crime impossível.

- Uma adolescente que recebeu a dita “educação sexual” exclusivamente na escola atual se deparando com especialistas em HIV. Estes dizendo que a Igreja sempre esteve certa quanto a política dos preservativos. Ou seja, que a mera distribuição do “preservativo” não acaba com a aids e sim os programas voltados para abstinência sexual.

- Um simpatizante do marxismo, estudando fora das salas de aula, descobre que o Comunismo foi o sistema totalitário que mais matou no mundo todo e em toda história. Superando e muito ao Nazismo.

 - Um protestante com pesquisa, estudo e honestidade em busca a verdade muito além do que lhe fora passado em sua igreja, percebe que milagres de fato só existem na Igreja Católica. Que esta é a Igreja apostólica desde o início do cristianismo.

- Um universitário que aprendeu de seus professores anticlericais que a Igreja foi e seria o maior atraso do ensino na civilização em épocas que aqueles docentes chamam de “idade das trevas”. Depois, o acadêmico se depara com estudiosos, como o Dr. Thomas Woods, que desmentem todas as balelas e mostra que a Igreja não só criou hospitais, orfanatos e asilos, mas também o sistema de ensino que temos hoje, assim como fundou as Universidades mais antigas que temos desde a Idade Média.

Situações assim, dentre diversas outras, deixam qualquer cidadão mediano com cara de espanto porque a mentira quando fora contada várias vezes, a exemplo do “aquecimento global”, dá a impressão que se trata de uma verdade incontestável. O “Ecologismo Aquecimentista” com sua propaganda de sustentabilidade, ao que tudo indica, é uma mentira que não vai se sustentar por muito tempo, mesmo que o estrago nas mentes já esteja feito. 

Podemos concluir: distorções de fatos (mentiras mesmo) são ensinadas nas nossas escolas e que, infelizmente, grande maioria das pessoas vai engolindo inquestionavelmente. O Ecologismo radical é só a ponta de um iceberg de um monte de bobagens que são transmitidos ou omitidos às gerações no ensino público. O falso conhecimento passa a ser o “senso comum” da população. Isso é uma consequência da subversão feita pelo marxismo cultural na sociedade, assunto muito importante e extenso que devemos tratar.
Mas as verdades estão aí para quem quiser saber com sinceridade. Cabe a nós, empenharmos neste apostolado da defesa da nossa civilização e da Igreja. Há muito trabalho a se fazer.

Genocídio Ucraniano (1932-1933), mais de 3 milhões de mortos só por fome forçada. Um dos vários genocídios promovidos por regimes Socialistas no séc. XX, mas intencionalmente omitidos pela história nas nossas salas de aula.

Virgem Santíssima, ora pro nobis.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise no mundo moderno - parte I - Quando o real imita o mito

Coreia do Sul luta contra importação de pílulas à base de carne humana

08 Mai 2012 - SEUL (AFP)


A Coreia do Sul intensificou a luta contra o contrabando de pílulas procedentes da China que contêm pó de carne humana, supostamente para curar doenças e melhorar o desempenho sexual, informou nesta terça-feira o governo de Seul.
Desde agosto do ano passado, a alfândega interceptou 17.451 cápsulas ou pílulas contendo pó de carne seca, retirada de fetos ou bebês natimortos. Estas cápsulas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.
Introduzir estes comprimidos no país viola a lei que proíbe produtos que "ferem a dignidade humana e os valores", declarou à AFP Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega.
A maioria deles veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji, e eram destinados a clientes sul-coreanos, de acordo com a Alfândega. Vários estavam escondidos em pacotes contendo medicamentos "regulares".
As autoridades da Coreia do Sul aumentaram o controle dos voos provenientes de "certas regiões chinesas" e realizam uma análise muito mais rigorosa das bagagens, disse Kim Soo-Yeon.
Por enquanto, as pessoas detidas não pareciam pertencer a uma rede estabelecida. Muitos dos presos asseguraram desconhecer a composição desses "medicamentos".
Além do aspecto ético, a Alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nestas pílulas.
De acordo com o jornal Chosun Ilbo, essas cápsulas são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de 27 a 34 euros).
A venda dessas cápsulas é baseada em uma superstição, segundo a qual engolir pedaços de crianças pequenas pode curar doenças ou dar grande força física.

Saturno – Peter Paul Rubens