domingo, 2 de maio de 2010

Cerveja! Até mesmo as “Testemunhas de Jeová”, hein?!

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Cerveja Trapista, produzidas no Monastério “Onze Lieve Vrouw van Koningshoeven”. Criada pelos monges trapistas, é considerada por alguns a melhor cerveja do mundo
 
Por Paulo L. F.
 
“Bebi mal e sinto-o muito. Como quisera haver bebido bem ao pensar que bom vinho e que boa cerveja tenho em casa.” [1]
“Não há nada melhor para o homem que comer, beber e gozar o bem-estar no seu trabalho.”[2]
“Não continues a beber somente água, mas toma também um pouco de vinho...”[3]
 
 
Vejam que interessante! Estudando alguns assuntos por aí, encontrei, em certa revista das “Testemunhas de Jeová”, curiosas informações sobre o uso de bebidas alcoólicas nos tempos bíblicos. Julguei por bem transcrever aqui o texto completo, a fim de que nossos leitores possam ter maiores subsídios para se defenderem daqueles que taxam ofensivamente os admiradores da “boa vida”, se assim posso dizer.
Como poderão constatar, citam até determinado versículo, onde, o próprio Deus, ordena que se compre vinho e bebida inebriante para se alegrar em família. Seria este um conselho discreto das “Testemunhas de Jeová”, entusiasmando, a antiga e bela prática católica, de se brindar em família, à sombra da temperança e da moderação? Deus queira que sim! E olhem que nem estou bêbado ao fazer tal indagação. Em antigo livro desta confusa seita, (negadora, não só da Trindade, como também da “transfusão de sangue”, e etc.) chegam mesmo a reconhecer abertamente que, a Sagrada Escritura fala, de fato, do uso moderado destas substâncias.[4] Afirmam, inclusive, citando um determinado Instituto, que os perigos do abuso das bebidas alcoólicas teriam menos probabilidade de aparecer, caso, o primeiro contato da pessoa com estas substâncias, ocorresse dentro de famílias equilibradas ou, quiçá, de grupos religiosos; entre outras coisas...
O fato é que, como já temos demonstrado em artigos anteriores, a Igreja Católica não proíbe o uso moderado de cervejas e outras bebidas. Reprova, tão somente, os excessos indevidos. O que, aliás, deve-se fazer com relação a qualquer outra coisa. Basta conferirmos, por exemplo, o “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”, texto que S. S. Bento XVI diz ter aprovado “com grande alegria”.[5]
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Teria, o Santo Padre, experimentado algumas dessas deliciosas bebidas que se servem no Vaticano? Bom, não temos certeza, apesar de sabermos que ele é um grande apreciador duma boa cerveja. Como, a propósito, o são muitos outros católicos...
Diz-nos o Compêndio, e com toda clareza, que deve ser evitado “... o abuso dos alimentos, do álcool, do fumo e dos medicamentos.[6] Vejam bem, “o abuso”, não o uso. Afinal de contas, só podemos abusar daquilo que usamos; caso contrário, seria incompreensível a proibição em questão. Interessante ainda, é que a dita proibição do excesso cabe, inclusive, ao uso do cigarro, este também, permitido a um cristão, tomados os devidos cuidados[7]... entretanto, deixemos para outro momento esta reflexão específica.
Vamos, de uma vez por todas, ao texto das “Testemunhas de Jeová”. Ah! Será que os fundadores desta Seita estavam “bêbados” quando negaram a eternidade do Inferno, assim como, a imortalidade da alma? Não sei... porém, é uma boa teoria![8] O fato é que, se, até mesmo as “Testemunhas de Jeová”, demonstraram tamanha sensatez quanto ao uso de bebidas alcoólicas, fica ainda mais incompreensível a estranha postura de líderes católicos (alguns da RCC, ou mesmo da Pastoral da Sobriedade, entre outros...) que pregam a “abstinência total” como dogma cristão.
Possa, Nossa Senhora, por sua doce intercessão, inebriar-nos com o vinho do Espírito Santo! Amém.
 
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Texto das Testemunhas de Jeová


“‘Vinho e bebida inebriante’ são mencionados juntos com freqüência na Bíblia.[9] A expressão “bebida inebriante” não quer dizer que essas bebidas eram produto de destilação, visto que esse processo só foi inventado séculos mais tarde. Essas bebidas não eram feitas só de frutas como uva, tâmara, figo, maçã e romã, mas também de mel.
 O termo “bebida inebriante” também podia se referir à cerveja. A palavra hebraica traduzida por “bebida inebriante” está relacionada a uma palavra acadiana que pode se referir à cerveja de cevada comum na Mesopotâmia. Essa bebida tinha baixo teor alcoólico, mas se uma pessoa bebesse em excesso podia ficar embriagada.[10] Em antigos túmulos egípcios, foram encontradas maquetes em argila que representavam locais de produção de cerveja e pinturas de produtores de cerveja. Em babilônia, a cerveja era uma bebida do dia a dia tanto em palácios como nas casas dos pobres. Os filisteus tinham uma bebida semelhante. Os arqueólogos encontraram por toda palestina jarros equipados com coador na ponta. Esses recipientes coavam a cerveja para que quem bebesse não engolisse o bagaço da cevada com a qual se fazia a cerveja.”[11]
 
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Por último, reflitamos: o que terá levado milhares de católicos a manifestarem uma postura tão negativa quanto ao uso de bebidas alcoólicas? Será, somente, o excesso de muitos que cederam ao alcoolismo, ou, talvez, não haveria aí também, uma errônea visão sobre a realidade material? Confesso que inúmeros pensadores vêem aqui resquícios de um Maniqueísmo prático... Possam, nossos leitores, meditar sobe esta interessante questão; quem sabe se provando uma deliciosa cerveja; isso, claro, se maiores de dezoito anos. Saúde!!!
“Quer comamos, quer bebamos, façamos tudo para maior glória de Deus” (S. Paulo - I Cor. 10,31)

[1] Palavras de Lutero, fundador do protestantismo, em 1534. Entre muitos outros fatos curiosos da vida desde pai dos “evangélicos” e “crentes” modernos, poderíamos citar um testemunhado por Melanchthon; segundo ele, em Erfurt, por exemplo, ano de 1522, Lutero não fez senão: “Beber e gritar, como de costume.” A propósito de tais posturas Conf. I Cor. 5,11
[2] Conf. Ecl. 2,24
[3] Conf. I Tim. 5,23
[4] Testemunhas de Jeová. Sua Juventude – O Melhor Modo de Usufruí-la. 1976. Pg. 97-105.
[5] Motu Proprio para a aprovação e publicação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
[6] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, N º 474.
[7] Cabe ao cristão, interrogando a ciência, descobrir o modo mais adequado de uso deste bem.
[8] Conf. Jó 12,25.
[9] Conf. Deut.14,26; Luc.1, 15
[10] Conf. Pro. 20,1
[11] Revista: A Sentinela. 1 ª de Fevereiro de 2010. Pg. 23.

7 comentários:

Richard Weiler disse...

Visitei seu blog e gostei da matéria. Fui Testemunha de Jeová por mais de 10 anos e, realmente, o seu comentário quando ao "abuso" é totalmente correto. Sinta-se a vontade se quiser visitar o nosso blog. Um abraço! http://richardweiler.blogspot.com/

Sociedade Apostolado disse...

Obrigado Richard. Visitamos o seu blog. Que Deus te dê força para a evangelização.

Paulo Vitor Moura disse...

Ôpa! Agora vou beber sem peso de consciência.

Essa é boa! Agora beber pode. Essa igreja catolica fala uma coisa pela boca dos padres e outra pelos textos de documentos.

Sociedade Apostolado disse...

A Igreja só fala uma coisa: beber não é pecado. Se padre X ou Y contradiz tal afirmação, não fala em nome da Igreja.

Anônimo disse...

a materia e verdade! porem e preocupante quando se lida c familias destruidas jovens acabados e quando tudo comerçou com 1 copinho de ceveja ;ou pior quando escuto fumei a 1 pedra de crack na festa do padroeiro depois de beber queia algo novo e triste eu lido com isso o tempo todo sem fala das meninas arrependidas de entregar seu corpo depois de ter bebido e triste.ah teve um caso de uma criança de 11 anos quebcomerçou a beber o vinho escondido na sacristia quando coroinha se vcs escutase ou ouvisse as pesoas que ajudo sera que dira saude oa falar de cerveja? nao julgo ao comtrario amo e vou ao encontro destes. nao vus enbriagues com o vinho mas do espirto diz sao paulo . eu creio que quando estamos enbriagados do espirito santo nao precisamos de cerveja ou vinho par glorificar a DEUS se nao na missa tomariamos vinho ao inves do sangue de nosso senhor JESus cristo. carla de souza silza me reponda no email carlasilvaamp@hotmail.com

Pedro disse...

Carla, não é porque uns exagenram que outros não podem usar com moderaçõa. se fosse assim não poderiamos nem fazer sexo depois do casamento porque uns usam mal no estupro.

Anônimo disse...

acho engraçado que nao pode isso , nao pode aquilo e beber pode...
nao comemoram nada mas as testemunhas andar em adulterio pode??
palhacada isso sim....
sem mais