sábado, 3 de novembro de 2012

Boletins Pugna - O Apostolado Católico e o MMA


O lutador russo Fedor Emelianenko (foto), considerado o melhor de todos os tempos da famosa Artes Marciais Mistas – MMA – (de fato, manteve sua invencibilidade por mais de 10 anos), declarou, numa entrevista em 2011, que gostaria de ser lembrado por seus fãs como um lutador cristão ortodoxo. Ora, é inconteste que muitos, contaminados pelo maniqueísmo (1), fariam suas críticas, questionando uma carreira construída por atos “nada Cristãos” de lutas nos rings, e agora, com intuito de elevar o cristianismo da Igreja Católica Ortodoxa Russa através da fama.

Não só iremos ignorar tais críticas superficiais ao anúncio do esportista, como diremos mais: um lutador top de MMA e um cristão católico que busca ser fiel nos combates desta vida, têm mais coisas em comum do que se imagina ordinariamente.

Antes, lembremos alguns fatos:

* Para um cristão católico que vivencia seu chamado à santidade, esta vida é uma constante batalha: primeiro, contra si mesmo e suas más inclinações, a concupiscência; depois, contra o mundo, as perversões de valores, as contrariedades (2); e, por fim, contra o príncipe deste mundo, o Demônio, seu exército e suas influências. (...)

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Sempre lembrando que este como outros boletins Pugna podem ser visualizados e baixados clicando no link a direita, no início de nossa página.

Sociedade da Santíssima Virgem Maria
Apostolado por amor a Cristo e sua Igreja!

domingo, 28 de outubro de 2012

O Servo de Deus

Deus favorece a muitos com a vocação sacerdotal

                                                                                                                            Por Dom Tihamer Toth



Seria difícil descrever como a idéia do sacerdócio vem a nascer na alma de um estudante. Neste, parece vir do próprio berço; naquele, ela só se apresenta pelos 14 ou 15 anos, e até mais tarde, com maior força, porém.

Noutros ainda, esse maravilhoso desejo de servir a Deus só desperta pouco a pouco talvez ao cabo de um ou dois anos de estudos diferentes. A vocação amadurece lentamente; primeiro, é incerta, como pequena e hesitante pancada à porta, a que o jovem nem sempre dá atenção. Ele próprio ignora o que se passa na alma; tomam-no dificuldades, inquietação e dúvidas.

Depois, a pouco e pouco, principia a ver distintamente a sua missão, ouve claramente o chamado de Deus. Para um, acende-se a graça da vocação como um súbito raio de luz; para outro, amadurece como um fruto; mas o remate é sempre o mesmo; o jovem sente na fronte o ósculo do Redentor, e o seu olhar fixo nele como um chamado, que o enche duma inquietação estranha: “Não sei o que me atrai, não sei o que me chama, mas sei... sinto... que devo ser padre”.

Que é que o atrai para o Sacerdócio? Quase não saberia dizê-lo. Um é todo inflamado de entusiasmo:

“Ah! Como os homens, meus irmãos, são egoístas, frios e pecadores! Quanto bem um padre zeloso pode fazer às almas imortais! Cada dia, almas que poderiam ser salvas, se estivesse junto delas um bom padre, caem presas da condenação. Devo fazer-me padre, sinto-o!”

Aí está um motivo bem nobre.

Outro diz consigo: “Sinto que, na vida profana, minha alma se revelaria fraquíssima. Que há de ser de mim se eu me parecer com esses homens de coração de gelo que não se preocupam com Deus? Eles são tantos! Não, isso não! Como sacerdote, terei talvez menos dificuldade em formar em mim mesmo a imagem de Cristo. Será mais fácil salvar minha alma para a eternidade!”

Essa, também, é uma intenção honesta.


O terceiro pensa _ “Que dignidade, que tarefa sublime fazer-se alguém colaborador de Deus! Quando eu disser missa, o Filho de Deus repousará nas minhas mãos consagradas. Quando eu confessar, almas abatidas ressuscitarão para uma vida nova! Onde quer que eu vá, o que quer que faça, a felicidade e a consolação, a força e a doçura se derramarão sobre os meus passos. Na escuridão moral que sufoca as almas de hoje, quero ser uma alma cheia de sol, quero inundar de calor, luz e vida todos os que me cercam!” “Glória in excelsis Deo, ET in terra pax hominibus!”

Que vocação a do padre! Aumentar a glória de Deus e aumentar a paz entre os homens! Semear o grão da verdade no mundo enganador, regar com orvalho divino da graça os corações ressequidos, tornar-se um salvador de almas imortais!... A carreira de padre não é fácil, bem o sei. O Senhor sofreu muito no horto de Getsêmani e no Calvário, - sofrerei com Ele! E, nessa profissão, escolherei esta máxima: “Aqui estou para me dar em sacrifício e não para servir a minha própria comodidade! Quero ser padre, alter Christus!”

Esse é um motivo sublime!

Mal o jovem se apresenta com seu projeto perante o pai, irrompe a tempestade.

“Que loucura é essa? O filho de um engenheiro, dum proprietário cheio de haveres, um moço tão bonito, tão ágil, tão cheio de vida, não há de ser padre! Ah! Meu filhos,transtornaram-te a cabeça! Alguém te deu maus conselhos. Olha meu filho, todas as carreiras estão abertas diante de ti. Vê que futuro brilhante te espera na vida! E queres abandonar tudo? Ainda não conheces o mundo e já He queres dar adeus? Não e não! Escolhe a carreira que quiseres, de antemão te dou consentimento. Mas não essa!... Não a de padre!... Isso, não!”

Os pais verdadeiramente piedosos dão graças a Deus, de joelhos, se Ele se digna chamar um de seus filhos a seu serviço; mas não é raro ouvir palavras como essas na boca dum pai inteligente, quando o filho lhe pede os consentimentos. Toma nota, meu filhos, sou o primeiro a dizer-te: por todo o outro do mundo, não te faças padre sem vocação. Vai quebrar pedras ou varrer a rua antes de ser padre sem vocação.

Mas digo-te também: desde que sintas em ti a vocação, o chamado de Cristo, esto fortis ET viriliter age, sê forte e age virilmente. É profundamente triste, realmente que sejas censurado por aqueles de quem terias o direito de esperar auxílio; é preciso, contudo, obedecer antes a Deus que aos homens (At 5,29). É preciso obedecer àquele que disse: “Quem ama seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mat 18,10).

Entretanto, nesses dias de provação, nunca te esqueças do respeito que deves a teus pais. Pode-se muito bem ter firmeza sem faltar ao respeito. E a tua firmeza alcançará certamente a vitória, se a tua resposta persistir sempre a mesma: “Meu pai, minha mãe, perdoem-me, mas não posso fazer outra coisa. Devo atender ao chamado do Senhor. Faça-se a vontade de Deus, permanecerei em paz”.

Livro: O môço educado

Autor: Dom Tihamer Toth

Parte III – No limiar duma carreira

O Servo de Deus

Páginas: 197-199

Editora Vozes LTDA.- Petrópolis RJ

IV Edição - 1960

IMPRIMATUR por Comissão Especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, Bispo de Petrópolis. Frei Desidério Kalverkamp, O.F.M. Petrópolis, 21- XII-1959

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O escritor e o bandido


Fogo: símbolo de purificação

Por Dom Tihamer Toth

Este conto foi escrito pelo russo Krillof.

Chegaram ao mesmo tempo duas almas humanas perante o tribunal do além; a de um salteador que acabara num patíbulo, e, a de um escritor de renome mundial, cujos livros, de estilo maravilhoso, regurgitavam no entanto de impiedade e imoralidade. No além, não valem nem recomendação nem desculpa, e ambos foram julgados severamente. Lá se achavam duas caldeiras suspensas a correntes maciças; lançaram o salteador numa e o escritor na outra, e acenderam por baixo um fogo espantoso.

Sucediam-se de anos e as duas almas sofriam horrorosamente. Mas eis que, um belo dia, o fogo que ardia por baixo da caldeira do salteador começou a baixar... a apagar-se pouco a pouco... terminara a punição do bandido. Reparara pelo sofrimento os seus pecados. O outro fogo, pelo contrário, flamejava ainda mais forte, sempre mais forte...

“Senhor!”, exclamou então o escritor torturado, “Senhor, isto é crueldade! É injustiça! A ninguém assassinei, com este salteador, nem fui pendurado ao patíbulo. E justamente agora, festeja na terra, com grande pompa, o centenário do meu nascimento, e eu, aqui a me consumir!”

“Miserável verme!”, foi-lhe respondido. “Ousas ainda queixar-te? Ousas comparar-te a este outro? Ele matou a um só homem, em sua cólera súbita, e expiou o seu pecado. Mas tu? Olha tão somente para aquele jovem que ocultamente devora as tuas obras impudicas! Vê como sua alma pura se cobre de manchas sombrias à medida que lê! E ousas ainda falar de injustiça? Tu, cujos livros, cem anos depois do teu nascimento, ainda continuam a destruir a fé nas almas humanas! Este salteador matou um só homem, mas tu, quantos matastes? Lança apenas um olhar sobre as milhares de almas jovens que fascinaste pela magia do teu estilo, de tuas melífluas palavras, e tornaste, pelos teus livros, descrentes e perversas! Manchaste aquelas almas e continuarás ainda por muito tempo essa tarefa infernal! E ousas ainda elevar a voz? O teu fogo nunca se apagará, e os vermes não te deixarão jamais, pois ai do que escandaliza um só dos que crêem em Cristo!...”

Depois disso, não acharás estranho que a Igreja Católica, conhecendo o perigo extremo que para as almas ocultam os livros maus, tenha redigido uma lista especial dos livros cuja leitura, porque causaria grande dano espiritual, proíbe aos seu fiéis. O título dessa lista é: Index librorum prohibitorum, “Índice”. Do mesmo modo que o Estado age sabiamente retirando do livre comércio os tóxicos, e só permitindo vendê-los nas farmácias, de ordem médica e em caso de necessidade, assim também devemos agradecer à Igreja o assinalar os livros de conteúdo venenoso com este rótulo: “Atenção! Veneno mortal!”, e de só dar licença excepcionalmente de tocar neles aos que disso hão mister, por grave motivo.

Não é só a Igreja Católica que possui um “índice”. Os Estados proíbem igualmente a venda dos livros escritos que ameaçam a ordem social, induzem a luta de classes ou insultam o exército. Eles têm razão. E tal proibição política é muito mais severa do que a da Igreja; cito tão somente o caso da Alemanha, onde o governo proibiu mais livros em 12 anos do que a Igreja Católica colocou no Índice no decurso do século XIX no mundo inteiro. Pois bem! Se o Estado se alarma tanto com a segurança temporal dos seus súditos, não haveria a Igreja de inquietar-se com o bem eterno das almas?

Na realidade são relativamente pouquíssimos os nomes no catálogo do índice; mas a consciência de todo católico deve ter a própria regra de “Índice” e rejeitar, sem ler, todo o livro de conteúdo anti-religioso ou imoral, ainda que não figure na lista oficial.

A proibição estende-se aos livros que ensinam a superstição, a adivinhação, o espiritismo, aos livros que glorificam o duelo, o suicídio, a maçonaria, etc. e também aos que, tratando de matérias religiosas (Escritura Sagrada, livros de oração, de devoção), não trazem na primeira página as palavras “Nihil obstat” e o “Imprimatur”, termos pelos quais a Igreja concede a licença necessária para serem impressos. Se tiveres dúvidas a propósito de um livro, e não souberes se figura ou não no “Índice” interroga o teu professor de Instrução Religiosa. Mas a tua própria consciência é que deve ser para ti o melhor índice: se a leitura de um livro te inquieta, se a consciência te censura, se sentes que esse livro ofende a tua fé ou as tuas idéias morais, então, qualquer que seja, este livro está para ti no “índice”! Atira-o ao fogo antes que te envenene a alma! Sê severo neste ponto, meu filho, e não te arrependerás. Teme a Deus, e, depois d’Ele, teme aqueles que não O temem.



Livro: O môço educado

Autor: Dom Tihamer Toth

Parte II – O estudante

O escritor e o bandido

Páginas: 172-174

Editora Vozes LTDA.- Petrópolis RJ

IV Edição - 1960

IMPRIMATUR por Comissão Especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, Bispo de Petrópolis. Frei Desidério Kalverkamp, O.F.M. Petrópolis, 21- XII-1959

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Boletins Pugna - O Caráter Missionário da Igreja VS o Relativismo contemporâneo


Disse-lhe Pilatos: ‘ O que é a verdade? ’” (Jo 18,38). Acima, obra de Antonio Ciseri (1821-1891), Ecce Homo

Em um mundo pluralista, de diferentes culturas e credos, a evangelização dos povos sempre teve seus desafios e dificuldades. Muito além de serem geográficas, culturais ou políticas, as principais barreiras ao êxito da Verdade são: o Mundo, o Demônio e a Concupiscência da Carne. Suas conseqüências variaram no decorrer dos tempos: heresias, cismas, divisões, ideologias, dentre outros contratestemunhos. Em síntese: frutos do Pecado Original.

Por outro lado, o apelo de nosso Senhor, "Ide por todo e mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15), sempre foi e continuará sendo válido junto ao cumprimento de Sua promessa: enviar aos Apóstolos (e a toda a Igreja) o Espírito Santo (Jo 14,16-17) (...).


Lembrando que o leitor pode visualizar, baixar e imprimir tanto este como os nossos boletins Pugna anteriores no link ao lado ou clicando aqui.

Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM
Apostolado por amor a Cristo e a sua Igreja!

Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um Católico pode votar no PT? Resposta: Não.

Por J. S. de O. Jr.

Eis um breve vídeo, muito bom e esclarecedor produzido pela associação pró-vida de Anápolis - GO, recomendamos estes 6 minutos de sua atenção:


Alguns devem se perguntar: o fato dos cargos públicos disputados nestas eleições serem de âmbito municipal, envolveria ou não o tema defesa da Vida? Ora, claro que sim!

A câmara de vereadores é a casa legislativa de um município. Evidente que daquela saira projetos que podem favorecer uma cultura abostista ou, o contrário, outros projetos que elevem a dignidade dos ser humano em todos os estágios de vida, inclusive o estágio materno das gestantes e seus bebês. Assim também, recordemos que uma prefeitura cuida da saúde do seu município, logo, ela pode favorecer uma cultura da vida, dando proteção às gestantes e aos nascituros quando se tem competência e consciência da dignidade do ser humano na sua integridade. Ou o contrário quando as diretrizes do governo do município estão tomadas pela ideologia pró-aborto, como o caso do PT em seu estatuto. O que favorecerá as políticas e projetos abortistas.

De fato, com o nível político que se encontra a república federativa do Brasil, em muitas cidades os eleitores católicos e conscientes enfrentam o problema de pouquíssimas opções para votar, sendo que a decisão quase sempre é o critério do “mau menor”. Contudo, boicotar um partido declaradamente abostista no seu histórico é um passo importante para dizer um não ao “demônio” do aborto e dar um indicativo do tipo de política que não queremos, de maneira alguma.

Lembremos que lutar de todas as formas contra o aborto, inclusive nas urnas, é um dever de caridade para com o próximo, especificamente com os nascituros, que terão quem “grite” e quem defenda os interesses deles, no caso, o direito fundamental a Vida.


Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Igreja ensina a Verdade?


                               Foto do Vaticano


 
Prof. Pedro M. da Cruz


“Casa de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Tm. 3,14)

 
Devemos cumprir cegamente todas as diretrizes de nossos pastores (os Papas, os Bispos e os padres) sem maiores distinções ou preocupações? Se Nosso Senhor outorgou tanta autoridade a seus apóstolos, por que levantarmos a voz contra certos pronunciamentos de seus sucessores? Não significariam certas palavras do divino Mestre que todo e qualquer ensino dado por parte de nossos superiores seja, sem sombra de dúvidas, infalível e irrevogável?


Jesus Cristo não prometeu a Infalibilidade à sua Igreja em todos os casos, como se todo e qualquer pronunciamento fosse irrevogável. E que isso fique bem claro! A infalibilidade consiste em que nos seus atos essenciais, quer anuncie, ordinária ou solenemente, a verdade revelada, quer decida as controvérsias doutrinais dentro de certas condições, a Igreja não pode jamais afastar-se do depósito da fé, bem como, ao mesmo tempo, não lhe pode acrescentar ou retirar verdade alguma.

 
Para que algo tão maravilhoso ocorra na Igreja Católica, ela conta com o auxílio sobrenatural do Divino Espírito Santo que lhe foi prometido pelo Cristo, seu fundador:

 
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber” “... o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito.” “Quando vier... Ele vos ensinará toda a verdade...”

 
Temos a certeza de que o Filho de Deus não mente. Se Ele afirmou essas maravilhas com referência ao Espírito Santo e à sua Igreja, é claro que tudo se realiza do modo como nos comunicou. Portanto, pobres daqueles que, infelizmente, apostataram da fé católica. Encontram-se, como que, suspensos no erro, distantes da plenitude Revelada pelo Salvador.


Sendo assim, o que indubitavelmente ocorre é uma ação toda particular da Providência que preserva a Igreja Católica no anuncio das verdades reveladas de todo erro no tocante à Fé e a Moral. Com efeito, não fora o próprio Jesus quem prometera a seus apóstolos que estaria com eles todos os dias, até o fim do mundo? Deste modo, é óbvio que Nosso Senhor jamais permitirá que sua Igreja como um todo incorra no erro em questões que põe em jogo a salvação eterna dos seres humanos.

 
No mais, se não fosse assim, por que haveria tanto rigor nas palavras de Cristo a seus apóstolos? De fato ele o dissera: “Quem crer e for batizado será salvo, e quem não crer será condenado.” Perceba, caro leitor, que Nosso Senhor coloca as pessoas sob pena de perderem a salvação eterna caso não venham a acreditar nas palavras dos seus apóstolos (atualmente, Papa e bispos a ele subordinados). Ora, para que pudéssemos confiar tão radicalmente nos ensinamentos de meras criaturas, era preciso que as mesmas estivessem revestidas – em certas circunstâncias - da autoridade do Verbo Encarnado ; era preciso que participassem, em certo sentido e sob certas condições, da infalibilidade do próprio Deus.

 
E, de fato, os apóstolos participavam desta infalibilidade no ensino e defesa da verdade; assim como se dá com todos os seus sucessores – os Bispos com o Papa, nos Concílios, por exemplo -- sob certas condições. Esse carisma jamais poderia acabar na Igreja Católica, sempre atacada por seus inimigos. Pensar o contrário seria incorrer em terríveis dificuldades insolúveis.

Essa certeza tão gloriosa levou São Paulo a proclamar aquelas palavras que, certamente, comoveram o coração de São Timóteo, assim como, hoje, comovem o coração submisso de todo fiel católico: “Quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” (São Paulo)

 
Finalmente, validando tudo o que temos afirmado, basta-nos recordar uma última verdade bíblica: a Igreja Católica não é uma mera instituição humana, ela é, isto sim, o Corpo Místico vivificado pelo Espírito Santo . “De Cristo é inseparável a Igreja” , ambos formam uma só pessoa mística, o Cristo total.

 
Quem ousaria defender a possibilidade de erro doutrinal numa Igreja cuja cabeça é o próprio Deus encarnado? Se é Jesus quem pensa e age através da Igreja Católica como seria possível heresias provindas da mesma no campo da Fé e da Moral? Não, isto é impossível! Sendo assim, por causa do próprio Senhor que rege e governa sua Esposa, podemos afirmar, e com alegria, a certeza na Infalibilidade da Igreja Católica!



Maria Santíssima, rogai por nós!


Referências:

S. João 14,16-17

S. João 14,26
S. João 16, 13
S. Mateus 28,20
S. Marcos 16,16. Tamb.: LANDUCCI, P.C. Cem problemas de fé. São Paulo: Paulinas, 1969. 342 p.

S. Mateus10, 40 : “Quem vos recebe á a mim que recebe”
I Tim. 3, 14
Efésios 1,23; 4,12-16; Col. 1,18.24
Conf. João Paulo II. Augustinum Hipponensem. Doc. Pontifícios, n. 210. Petrópoles: Vozes, 1986, p. 24 e 28. Ainda segundo este documento, Santo Agostinho chegou a afirmar: “Não acreditaria no Evangelho se não me induzisse a isto a autoridade da Igreja Católica.” p. 45


domingo, 16 de setembro de 2012

Afinal, quem se diz ateu?

  
Por Felipe da Cruz

Diz o insensato em seu coração: Não há Deus. Corromperam-se os homens, seu proceder é abominável, não há um só que pratique o bem” (Sal. 52,2)

É incrível como nos dia atuais faltam bons livros. Providencialmente caiu em minhas mãos um antigo livro de A. M. Lescure datado do ano de 1940, portanto, anterior ao Concilio Vaticano II. Suas páginas transbordam de ardor apologético e amor à santa Igreja. Como seria bom se em nossos dias os jovens encontrassem ainda livros como esse para estudar e aprofundar seu conhecimento sobre a verdadeira religião.
Transcreverei abaixo uma reflexão que o autor fez a respeito do ateísmo. Prometo, em outras oportunidades, apresentar aos leitores deste blog que sempre tenho a alegria de frequentar outros trechos do mesmo livro. Acredito que ao propor essas reflexões estou entrando em comunhão com o apostolado que é feito por esse universo virtual. Desde já peço à Virgem Maria que abençoe nossos esforços.

2.  Não há Deus

“Quem disse que não há Deus? Os bons, os justos, as pessoas honestas, os homens sensatos?
Não. Os que afirmam que Deus não existe são os assassinos, os ladrões, os perjuros, os adúlteros, os desonestos. Estes não querem que haja Deus, porque Deus os embaraça. Têm medo de que haja Deus...
Quisera encontrar um homem sóbrio, escreveu La Bruyère, um homem casto, justo, moderado e honesto, e ouvi-lo exclamar: Não há Deus. Este homem poderia sem interesse negar a existência de Deus. Mas tal homem não existe.


Leiam os negadores da existência de Deus esta apóstrofe de Richepin:
Se Deus não existe, por que contra ele vos revoltais?
Se Ele é uma sombra, por que vibrais contra Ele os vossos golpes?

Dom Quixote a lutar contra moinhos de vento vá!
Mas lutar contra uma sombra, como vós, isso é ridículo!...
Divertem-se os homens insensatos e exclamam: Deus não existe!
Vem a doença, a morte se aproxima: foi um dia a negação!...
Na hora do perigo, o primeiro grito que sobe do coração aos lábios é a invocação da alma naturalmente cristã: “Meu Deus!”.

Razão tinha J. J. Rousseau de escrever:
“conservai a vossa alma em estado de dizer sempre que há Deus, e nunca duvidareis da sua existência.”
  
Referência Bibliográfica:
LESCURE, A. M. Pró e Contra, Respostas à as objeções contra a Religião. Trad: Cônego Xavier Pedroza. Rio de Janeiro: Cruzada da boa imprensa, 1940. Pg. 6-7

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O mundo deve ser católico!






Prof. Pedro Maria da Cruz


 "O mundo foi criado em vista da Igreja." (CIC - §760)

 "A Igreja é a finalidade de todas as coisas..." (CIC - §760)


Nosso Senhor Jesus Cristo é o fundamento de todas as coisas. Deste modo, a pertença à Sua única Igreja verdadeira, assim como, a austera fidelidade à Sua doutrina revelada, torna-se um imperativo para os seres humanos. Sim, todos devem ser católicos! Afirmemos desde logo esta verdade com extrema ousadia, sem meias palavras. As pessoas estão fartas de melindres apologéticos e insinuações escrupulosas; terrenos férteis para a confusão e a pérfida heresia.

Mesmo aqueles que ainda se encontram nas trevas da ignorância suspiram pela salvação. No mais íntimo de seus corações anseiam pelo conhecimento da verdade. Toda alma distante do Redentor está sedenta e insatisfeita; assemelha-se à terra árida e sequiosa. Não nos deixemos enganar: só há verdadeira felicidade ao lado do Cordeiro; quando nos tornamos, pela graça, partícipes de Sua vida sobrenatural.

O ensino constante da Tradição nos dá a certeza de tudo quanto temos afirmado. No entanto, muitos são os leigos, padres e bispos que, infelizmente, julgando-se superiores ao Magistério eclesiástico, ousam ocultar estas verdades, quando não terminam por negá-las abertamente. Juram, deste modo, fazer grande bem à humanidade por colocarem-se em pleno acordo com as “novas formas de ver o mundo”. Em nome de um ecumenismo modernista, todo ele, incompatível com o pensar da Igreja, jogam por terra séculos e séculos de suor e lágrimas, lutas e sangue oferecidos pela evangelização dos povos.

Quantos mártires se doaram pelo triunfo da verdade! Quantos esforços heróicos de missionários e mais missionários testemunharam estes ensinamentos! E agora, em razão de uma incompreendida liberdade religiosa, pretendem reduzir o cristianismo a uma simples religião em meio às outras.

Deturpação da Verdade

No pensamento desses pseudo-cristãos, a fé Católica seria tão natural como todo e qualquer engenho da criatividade humana; um mero fruto cultural de épocas remotas. Segundo eles, como a Igreja teria surgido a partir de necessidades históricas ultrapassadas, agora deveria largar as armas, render-se, desaparecer... e, ceder lugar aos novos projetos da modernidade. Se quisesse continuar a existir, deveria, isto sim, deixar-se modelar de acordo com os desejos da criatura e não relutar numa busca incansável pela glória dos tempos de antanho. Nessa perspectiva, percebe-se facilmente, o Dogma é mero entrave a ser criticado e destruído.

Portanto, para os inimigos da Tradição cristã, toda a realidade deve possuir o colorido que os homens julgarem mais conveniente. Afinal, ele, o indivíduo, é (de acordo com esse antropocentrismo) “a medida de todas as coisas”. Não é difícil aqui, caro leitor, ouvirmos o eco das idéias luciferinas, ele que também pretendeu-se no lugar do Criador: “Sereis como deuses.” (Gen. 3,5)

O próprio Jesus Cristo, na boca daqueles que têm coragem o bastante para ir ao extremo de suas reflexões, torna-se um mero líder religioso, tão sagrado ou tão “deus” quanto qualquer outro que se creia como tal. Se a Religião, para esses fautores de heresias, é apenas uma manifestação de um difuso sentimento religioso, e Nosso Senhor Jesus Cristo é um simples líder comparável a tantos que marcaram nossa história, então, o brilho do cristianismo se obscureceu. A própria idéia de Religião perdeu sua centralidade. Tanto faz que permaneçamos nesta ou naquela filosofia, que sigamos este ou aquele caminho.

Talvez – seguindo ainda mais esse raciocínio grogue - seja até melhor, abster-se da filiação a um grupo religioso específico. De fato, uma vez descoberta esta suposta dança histórica (de nascimentos e ocasos filosófico-religiosos) poderíamos assim nos privar de possíveis dogmatismos, ou surtos de poder que uma dessas instituições religiosas venham a adquirir com o passar dos tempos.

Portanto, tomar consciência de que não houve Encarnação, ou mesmo, de que não houve iniciativa por parte de Deus em criar uma religião específica, entre outras coisas, colocar-nos-ia acima de todas as religiões e nos daria o direito de exigir das mesmas que se submetam à nossa incrível capacidade racional e evolutiva. Temos aqui a vitória do naturalismo, circundado, claro, de todas as filosofias que participam (em graus variados) de seus princípios ou conclusões “lógicas”.

Entretanto, o Filho de Deus foi claro e objetivo ao ordenar a seus apóstolos a radicalidade de sua missão: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações. Batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi.”

Ora, se o Divino Mestre possui toda a autoridade, a quem mais irão os homens? Se todas as nações devem ser ensinadas a observar o Evangelho, que lugar haverá no mundo para doutrinas não-cristãs? E, finalmente, se todo indivíduo precisa ser batizado no cristianismo, isso não significa que todos devam ser, necessariamente, cristãos, e, portanto, pertencentes à única Igreja fundada por Jesus Cristo?

Como podemos perceber, a própria Sagrada Escritura (mesmo não sendo a única fonte da Revelação) é claríssima ao nos ensinar sobre esta questão de importância capital. Sendo assim, ou Cristo sempre esteve errado e poderemos abandonar nosso caminho tradicional; ou, pelo contrário, Nosso Senhor sempre esteve correto, e todos os que atacam a doutrina católica estão afogados na mais triste heresia.

Se o Divino Redentor ensinou a verdade, isso significa que possuímos o gravíssimo dever de promover a centralidade do cristianismo, e, portanto, de anunciar Sua Igreja como necessária a todos os seres humanos. Significa, por fim, o dever de nos submetermos totalmente aos ensinamentos da instituição fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo: Católica, Apostólica e Romana.

Virgem Maria, ora pro nobis!


Referência:

Livro: Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade – Prof. Pedro M. da Cruz

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Obedecer a Deus ou ao Diabo?


                           Obedecer sempre?


Prof. Pedro Maria da Cruz

Após havermos tomado consciência da triste situação em que se encontram tantos membros da Igreja na atualidade, e, mesmo assim, continuarmos a afirmar, resolutos, a certeza da vitória final de Jesus Cristo sobre o mal, podemos caminhar um pouco mais em nossas reflexões. Perante uma realidade tão conturbada como a nossa, em que tantos padres (e mesmo bispos) ousam colocar-se contra os ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica, ficamos, muitas vezes, desnorteados, confusos quanto ao grave dever de obediência a que Cristo nos submeteu. Com efeito, Ele mesmo dissera aos seus apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita.”

Ora, não seria o caso de cumprirmos cegamente todas as diretrizes de nossos pastores sem maiores distinções ou preocupações? Se Nosso Senhor outorgou tanta autoridade a seus apóstolos, por que levantarmos a voz contra certos pronunciamentos? Não significariam aquelas palavras do divino Mestre, que todo e qualquer ensino dado por parte de nossos superiores seja, sem sombra de dúvidas, infalível e irrevogável? Como podemos perceber, estamos perante uma questão de suma importância para os católicos que, verdadeiramente, amam a fé cristã.

É por não compreenderem certos aspectos do ensinamento católico sobre a obediência que muitos se perdem em caminhos tortuosos. “Obedecer tudo e a todos na Igreja”, sem critério ou discernimento, pode significar, algumas vezes, entrar em choque com o ensino infalível da Tradição. A Deus lhe agrada corações submissos, porém ladeados pelo crivo da inteligência.

Sabemos que toda criatura deve obedecer perfeitamente ao seu Criador. “Toda”, inclusive, o que é obvio, nossos superiores... E, aqui está a chave da questão. O dever de obediência ao Deus absoluto cabe a todos os seres humanos, desde o Santo Padre, o Papa, até ao menor dentre todos os fiéis leigos. E, digo mais, desde o maior potentado ou intelectual entre os homens, (mesmo que não conheça a revelação cristã ou não queira aceitá-la) até o mais ignorante silvícola, todos possuem o grave dever de sempre procurar conhecer, amar e servir ao seu Criador da forma mais perfeita que lhe seja possível. De fato, está escrito que todos os reis da terra hão de adorar ao Deus verdadeiro, assim como, que todas as nações hão de servi-lo, porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Nesse sentido, ordenava o salmista: “louvai-o todos os povos”.

Centralidade de Nosso Senhor Jesus Cristo

Afirma São Paulo, que o Pai Celestial deu ao Cristo sentar-se à sua direita nos céus, acima de todas as coisas; tudo foi sujeitado a seus pés. De fato, Ele foi constituído chefe supremo da Igreja, que é seu Corpo. Sendo assim, está claro: todos os seres humanos devem prestar uma obediência absoluta ao Verbo Encarnado! Por fim, o autor sagrado, quis ser ainda mais direto em sua assertiva; noutra oportunidade afirmou, categoricamente, que Deus exaltou sobremaneira Seu Filho outorgando-lhe o nome que está acima de todos os outros nomes, para que perante ele se dobrasse todo joelho no céu, na terra e nos infernos; e toda língua confessasse que “Jesus Cristo é o Senhor.” Ora, sendo assim, jamais poderíamos imaginar, por exemplo, um católico, padre ou bispo que seja pretendendo uma sociedade que não fosse cristã ou colocando-se contrário à “Restauração da Cristandade”. Porém, não é esse o assunto principal de nossa reflexão. Deixemo-lo para outra oportunidade.

Quanto ao ponto que se refere à soberania absoluta de Nosso Senhor, estamos plenamente de acordo! Todavia, recordemo-nos, mais uma vez, da afirmação apresentada um pouco acima. Escrevemos que toda criatura “deve obedecer perfeitamente ao seu Criador, inclusive, o que é obvio, nossos superiores”. Haveria alguma possibilidade de que membros da sagrada hierarquia venham a pecar rebelando-se contra a lei da obediência? Já vimos que sim, e nosso grande exemplo fora Judas, um dos apóstolos de Nosso Senhor.

Então, por que o Filho de Deus teria proferido revelações tão fortes como essas a nossos superiores na hierarquia eclesiástica: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita”, “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra será desligado no céu”, ou mesmo aquelas outras, “ Ide , pois, e ensinai a todas as nações ... ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”, e “ Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”? Não parece estranho que palavras como essas fossem dirigidas a seres tão limitados como os apóstolos? Na crucificação, recordemo-nos, todos abandonaram o Salvador, com exceção de João Evangelista, que permanecera ao lado da Virgem Santíssima e, por isso, aos pés da santa cruz. Aliás, belo exemplo aos que almejam uma fidelidade mais perfeita ao Divino Mestre: estar constantemente à sombra de sua cruz, e sob o manto de sua Mãe castíssima!

 Algumas distinções

As palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo jamais poderão ser tomadas de modo superficial. Nos textos apresentados, elas não se referem - como é evidente - a todos os membros da Igreja cristã. Algumas vezes Cristo fala tão somente a São Pedro, enquanto que em outras, fala aos demais apóstolos em união com ele. Basta conferirmos, por exemplo, os versículos de São Mateus (16,19; 18; 18), onde, em primeiro lugar, Cristo se dirige unicamente a Cefas, deixando para outro momento a mesma promessa, que será feita, neste caso, ao restante dos apóstolos, porém, como sempre, unidos a Pedro e sob sua autoridade.

Ademais, existe uma clara distinção entre os membros que compõem a Igreja fundada por Jesus. Nela há uns que ensinam, dirigem ou mandam, e outros, por sua vez, que aprendem, são dirigidos e obedecem. A primeira parte é chamada “Igreja docente”, enquanto que a última, recebe o designativo de “Igreja discente”. Ambas as partes não formam, evidentemente, duas Igrejas distintas, mas por vontade de Cristo, Nosso Senhor, uma só e mesma Igreja, do mesmo modo que no corpo humano a cabeça é distinta dos outros membros, e, não obstante, forma com eles somente um corpo. A Igreja Docente compõe-se de todos os Bispos - quer se encontrem dispersos, quer se encontrem reunidos em Concílio – porém, e recordemos insistentemente, sempre unidos à sua cabeça, o Romano Pontífice, sucessor direto de São Pedro. A Igreja Discente, finalmente, composta de todos os padres, diáconos e fiéis leigos, possui o grave dever de prestar obediência aos seus superiores, sob pena de incorreram em condenação eterna, a menos que estes – os superiores - se desviem da fé verdadeira.

E, se tal estado de coisas criado pelo Filho de Deus surpreende aos espíritos orgulhosos, relativistas e anti-hierárquicos de nosso tempo, terminemos por lembrar, que além do poder de ensinar, a mesma Igreja possui também, e, especialmente, o poder de administrar as coisas santas. Pode, sim, dentro da lógica do próprio evangelho, fazer leis e de exigir a sua reta observância, impondo inclusive, se preciso for, as penas correspondentes aos erros cometidos.

Voltemos, entretanto, aos textos bíblicos em questão. Quando o Verbo Divino fez aquelas impressionantes afirmações (“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita”, “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra será desligado no céu”, entre outras...), não se referia propriamente aos fiéis leigos, e nem mesmo aos simples religiosos, diáconos, sacerdotes e párocos de forma direta e imediata, mas tão somente, aos apóstolos e seus legítimos continuadores no exercício do ministério: os Papas e os outros bispos a eles subordinados.

Isso é de importância fundamental para não cairmos no exagero de atribuir uma autoridade singular como esta a quem não a possua por direito. De fato, Nosso Senhor não conferiu aos leigos esta função de ensino; e, mesmo os padres, eles simplesmente participam dum poder que cabe por direito à Igreja docente na pessoa dos legítimos sucessores apostólicos, o Papa e os Bispos a ele submissos. Isso explica tantos erros serpenteando entre os católicos, pois aqueles que deveriam seguir com extrema fidelidade os ensinamentos constantes da Igreja, todos eles revelados por Cristo, desprezam a autoridade conferida aos nossos pastores fiéis à Tradição. Julgando-se “doutores da verdade” põe-se a ensinar terríveis heresias.

Lembremo-nos: é sobre o fundamento dos Apóstolos que estamos edificados, por isso mantemos ininterruptamente desde o primeiro século da era cristã a crença numa única fé, assim como a submissão a um só Senhor e a aceitação de um único Batismo. Aqueles que se afastam desse caminho traçado pelo Filho de Deus, vivem como crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Muitos, por pretenderem obedecer cegamente e sem discernimento, acabam por prestar vassalagem ao Demônio.

Maria Santíssima, mãe e rainha, rogai por nós!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um Brasil “Heterofóbico”? Uma análise sobre os números da militância gay

Por João S. O. Jr

Não é novidade a manobra do movimento gayzista de sempre colocar o homossexualismo como vítima, a fim de atrair atenção e privilégios para a militância gay. Ressaltamos que esta mesma não visa realmente respeito a pessoas homossexuais, mas sim, todo um privilégio e inversão moral na sociedade. A tática é propícia aos homens do nosso século, pouco analíticos. E, no esquema de busca de notoriedades, estão os números, seja para inflá-los quando conveniente, a exemplo do que vinha acontecendo com o numero de participantes da parada gay da Avenida Paulista(1) ou, seja para mascarar algo quanto aqueles.
Claro, não foi diferente num estudo anunciado este ano pelo movimento gay da Bahia, o de que em 2011 houvera em torno de 266 homossexuais assassinados em todo Brasil. Veja um exemplo de como foi publicado na mídia este dado:

Acontece que, analisando minuciosamente o relatório do estudo (2), baseado em notícias cotidianas da mídia em todo o país, veremos as causas. Embora sejam diversas, muito mais pela periculosidade dos locais e horários freqüentados (por maioria dos travestis), proximidade a clientes traficantes, ex-presidiários ou mesmo casos de latrocínio ou outros corriqueiros, que ocorrem com qualquer cidadão independente de ser gay ou não. Os crimes não devem ser “minimizados”, queremos dizer que ocorre circunstancialmente tanto para homossexuais como para heterossexuais. Ao ser questionado quanto a isso, a resposta simplória do líder do movimento gay da Bahia é que não podem exigir deles o “atestado de ódio” aos gays pois não se exige do movimento negro ou feminista quando estes divulgam suas estatísticas (3).
Mas por que a insistência de querer colocar o número como um resultado de “ódio aos gays”?

Bem, o seguinte panfleto informativo, simples e esclarecedor foi divulgado no Campus da UFMG:
Obs: O mesmo movimento gay teve que lançar uma campanha com o manual “gay vivo não dorme com inimigo”, trata-se de dicas para homossexuais terem mais segurança quando envolverem-se com um parceiro.

Então, quanto ao folheto na UFMG, eis a tolerante reação de quem comunga da idéia da militância gayzista:


Quem quiser conferir a origem desta foto, clique aqui:
 Precisa dizer algo mais? Creio que não. 

Mas, vamos fazer outra análise seguindo a lógica do lobby gayzista, com dados tanto fornecidos por eles como por órgãos oficiais de estatística:

Levemos em conta que a média de assassinatos no Brasil está em torno de 50.000 pessoas por ano (4) segundo o Instituto internacional SANGARI (numero assustador, não é?). Subtraindo então daquelas pessoas 266 que são homossexuais (50.000 – 266), temos por volta de 49.734 pessoas heterosexuais sendo assassinadas, em média aproximada de 190 vezes o número de homossexuais mortos anualmente.
Evidente que o número de heterosexuais é maior proporcionalmente. Então, consideremos também que a porcentagem de homossexuais na população brasileira seja de 10% (5), (não que acredito neste dado, só que ele é propagandeado pela militância gay). Se a população brasileira está em torno de 190 milhões segundo últimas pesquisas do IBGE (6), logo, temos no Brasil um total de 19 milhões de homossexuais.
Ainda assim, teremos aproximadamente 1,3 homossexuais assassinados para cada 100 mil gays no Brasil enquanto 29 heterossexuais assassinados para cada 100 mil héteros. Ou seja, para cada 01 homossexual assassinado, aproximadamente 21 heterosexuais assassinados em 100 mil pessoas no Brasil. 

Conclusão da análise dos números:
Segundo a lógica do movimento gayzista de considerar que o assassinato de qualquer pessoa é por causa de sua “orientação sexual”, no Brasil há uma verdadeira “héterofobia”. Matam-se heterossexuais como nunca (49.734), proporcionalmente muito mais comparando com o número de homossexuais, a então ministra dos direitos humanos vai dizer que é um verdadeiro absurdo?

Conclusão de nossa matéria:
Prezados, esta análise não é agradável de fazer. Independente de ser homo ou heterosexual, brasileiro ou estrangeiro, branco, índio ou negro, é estarrecedor ver números tão altos com relação a morte de seres humanos por eles mesmos, embora, não devemos nos espantar com a natureza humana, decaída. Mas foi feita para mostrar que, se seguirmos a vitimista lógica gayzistas, de propagandear qualquer morte de uma pessoa homossexual como “homofobia”, então, estamos vivendo numa eterna “heterofobia” e não sabíamos!
Entretanto, a “Heterofobia” verídica, não está longe de acontecer. O movimento gayzista está com todas as suas presas no Brasil, seguindo a estratégia de ocupação de espaços, já tomaram a muito tempo a opinião na mídia, vários partidos políticos, o entretenimento das novelas, e estão fazendo tudo para por uma mordaça aos cristãos com a PL 122 no campo jurídico e político (7), e também, prontos a contaminar nossas crianças com o Kit gay, já nas escolas privadas (8).

Enfim, cristãos católicos, bispos do Brasil afora, acordai-vos!
Salve Maria Santíssima!

Referências: