sábado, 29 de agosto de 2009

Ímpios asquerosos

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ESTARRECEDOR! HORRIPILANTE!

Isto não é nenhum exagero, leiam isto e vejam se tal devassidão não clama aos Céus por vingança. Sob o patrocínio do grupo terrorista Hamas, crianças palestinas (centenas delas, de até 4 anos!) se casaram recentemente com uma corja de malditos. É preciso divulgar isso! Rezemos, façamos o que estiver ao nosso alcance para que barbaridades como essas não aconteçam mais. Neste momento, como não lembrar do salmista que a Deus clama: "Faz-me justiça, Senhor, porque sou inocente" (Sl 25,1). Esses infelizes, se não se arrependerem, terão da parte de Deus o castigo merecido.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Virgem Maria, a Ira, o Ódio... e Deus!


Por Prof. Pedro M. da Cruz
 
“Que comunhão tem a luz com as trevas? Que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou, que parte tem o fiel com o infiel?” (II Cor 6,14-15)
“Não aborreço eu , ó Senhor, aqueles que te ofendem?(...) Aborreço-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.” (Sal 138, 21-22)
“Mesmo em ira, não pequeis.” (Efe 4, 26)
Uma expressão mais áspera num artigo, o movimento brusco de certo pregador, ou mesmo, as reprovações severas de alguma outra autoridade, e logo nos vemos, como que arrancados da incompreendida “atmosfera cristã”, como se esta fosse inconciliável com determinadas variações de temperamento tão comuns aos santos, inclusive a Nosso Senhor. Parece-nos que os homens de hoje perderam a austera radicalidade, a força, a ousadia do Divino Mestre! Chegaram ao extremo de confundir tolerância com permissividade e relativismo; piedade com “arrepios”, suspiros, sentimentalismo malsão; e, por fim, bondade com asneiras como “fraqueza”, ingenuidade ou parvoíce...
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“Apresento minhas desculpas àquelas a quem possa magoar, assegurando-as que, se vier a fazê-lo, será de todo coração.” (São Francisco de Sales, Doutor da Perfeição)
Que diria São Luiz Maria Grignion de Montfort?! Ele que profetizou o advento dos verdadeiros apóstolos, semelhantes a nuvens trovejantes que lançarão dardos contra o mundo? Eles que - segundo o mesmo autor – serão ministros ardendo em chamas abrasadoras pela verdade; trovejarão contra todo o pecado; serão – vejam que interessante – como flechas agudas nas mãos de Maria Santíssima prontas para traspassar todos os seus inimigos.
Quem de nós já parou para meditar neste aspecto de alma da Virgem Maria? Será correto atribuir a Nossa Senhora esse ódio mortal, essa intransigência, enfim, essa intolerância tão incompreendida por tantos católicos “bonzinhos” da atualidade? Não é ela a Virgo clemens, ou mesmo, a Regina pacis que cantamos todos os dias na Ladainha? Que clemência e paz são estas que permitem a coexistência em si do ódio e do amor? É o próprio São Luiz Maria Grignion de Montfort quem nos responde estas perguntas em seu magnífico livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Perceberemos, com clareza, que Nossa Senhora é a grande patrona e modelo de todos aqueles que alimentam um santo ódio, assim como, antipatias e inimizades heróicas pelo demônio e por aqueles que se juntam a ele de uma forma ou de outra. Vejamos:
“52 - Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que María é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. Ele lhe deu até, desde o paraíso, tanto ódio a esse amaldiçoado inimigo de Deus, tanta clarividência para descobrir a malícia dessa velha serpente, tanta força para vencer, esmagar e aniquilar esse ímpio orgulhoso, que o temor que Maria inspira ao demônio é maior que o que lhe inspiram todos os anjos e homens e, em certo sentido, o próprio Deus. Não que a ira, o ódio, o poder de Deus não sejam infinitamente maiores que os da Santíssima Virgem, pois as perfeições de Maria são limitadas, mas, em primeiro lugar, Satanás, porque é orgulhoso, sofre incomparavelmente mais, por ser vencido e punido pela pequena e humilde escrava de Deus, cuja humildade o humilha mais que o poder divino; segundo, porque Deus concedeu a Maria tão grande poder sobre os demônios, que, como muitas vezes se viram obrigados a confessar, pela boca dos possessos, infunde-lhes mais temor um só de seus suspiros por uma alma, que as orações de todos os santos; e uma só de suas ameaças que todos os outros tormentos.”
***
“54 – Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem e a posteridade do demônio. Quer dizer, Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Vírgem e os filhos e escravos do demônio. Não há entre eles a menor sombra de amor, nem correspondência íntima existe entre uns e outros. Os filhos de Belial, os escravos de Satã, os amigos do mundo (pois é a mesma coisa) sempre perseguiram até hoje e perseguirão no futuro aqueles que pertencem à Santíssima Vírgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú, seu irmão Jacob, figurando os réprobos e predestinados. Mas a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao ponto de esmagar-lhe a cabeça, sede de todo orgulho. Ela descobrirá sempre sua malícia de serpente, desvendará suas tramas infernais, desfará seus conselhos diabólicos, e até ao fim dos tempos garantirá seus fiéis servidores contra as garras de tão cruel inimigo.”
Referência bibliográfica:
DE MONTFORT, S. Luíz Maria Grignion. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 30a Edição. Petrópolis, Editora Vozes, 2002. Pg. 54 - 60

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Haja demagogia...

Sinceridade não é com esse sujeito.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Esses católicos intolerantes e radicais... Que dizer?

Por Prof. Pedro M. da Cruz.
 
“Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do demônio. Não há entre eles a menor sombra de amor...”[1] (São Luiz Maria Grignion de Montfort)
“É sempre preferível exceder-se um pouco no advertir contra o mal, do que calar-se e deixá-lo crescer.”[2] (Cardeal de Lai)
“É lícita a ira justa, manifestada na indignação razoável por causa de um pecado, ou que exige a justa punição dele.”[3] (Pe. Teodoro da Torre del Greco, O.F.M. Cap.)
Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Isso explica o ódio dos bons a tudo o que ofende à verdade, assim como sua natural aspiração ao belo, e, por fim, o indizível enlevo que experimentam ante toda e qualquer expressão da bondade divina. De fato, o amor ao verdadeiro gera no coração do homem aversão à mentira e ao erro.[4]
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Foi exatamente este estado de espírito que levou o Divino Mestre a fazer seu tão incompreendido chicote de cordas, espalhar pelos ares o dinheiro dos trocadores que escandalosamente comercializavam no Templo, e derrubar ao chão as mesas dos cambistas. Onde estava a mansidão ingênua e fraca com que caricaturam o Filho de Deus? Será este, o mesmo que nos pregava a paciência e a humildade? O fato é, que com esta quase inacreditável aspereza impetuosa, expulsara do santuário ovelhas e bois, assim como todos os que ofendiam a Deus.[5]
Bem nos recordava Régis Jolivet que “... o próprio ódio pode reduzir-se ao amor, pois o ódio de um objeto não aparece senão pelo amor que se tem por outro, que lhe é contrário”.[6] Daí ser tão claro o Gênesis ao nos relatar aquelas palavras proféticas do Criador após a triste queda original: “Porei inimizade entre ti e a mulher...”. Inimizade? Sim! Pois, o ódio santo é tão real num coração bondoso, quanto maior for seu amor à verdade. Onde há pecado, malícia, mentira ou erro, ali haverá também, por parte dos bons, luminosa e operante “inimizade”! Então, ouviremos novamente aquelas mesmas palavras proferidas com austera ousadia pelo Cristo, Nosso Senhor: “Tirai isto daqui!”[7] Não pensemos, caro leitor, que havia certa mansidão piegas e malsã na enérgica expressão desta frase...
Num tempo, infelizmente, tão relativista como o nosso, escravo de um vil antropocentrismo, onde Deus não ocupa mais o centro da vida de tantas pessoas, escravas que são de seus pérfidos desejos egoístas; num mundo como este, essa postura austera, enérgica e viril do Salvador parece desaconselhável ou, até mesmo, reprovável. Porém, Ele próprio nos afirmou categoricamente: aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração.[8] Ora, se para o Filho de Deus, a mansidão e a humildade não dispensam - algumas vezes - uma cólera justa e voraginosa em defesa da verdade, quem somos nós para afirmarmos o contrário? Se o Redentor do mundo deixou-se consumir por um santo zelo pela Casa de Deus, quem somos nós para criticá-lo? Muito pelo contrário, aprendamos dele e imitemo-lhe as virtudes.
Também São Paulo serve-nos de exemplo nesta questão. O apóstolo não se nega a exercer até mesmo a excomunhão; expulsa da comunidade cristã todos aqueles que se opõem à verdadeira doutrina.[9] Chega, inclusive, a usar de expressões fortíssimas contra aqueles que seguiam infiéis ao Evangelho, entregando-os a Satanás para mortificação dos seus corpos.[10] Outras vezes, vai ao extremo de afirmar que não se furtaria a ir aos seus “com vara”[11], na caridosa esperança de corrigir os transviados.
Já nos ensinava o grande teólogo Joseph Ratzinger, hoje Sumo Pontífice da Igreja Católica, que estes posicionamentos paulinos nada tem a ver com o ideal da anarquia pneumática que alguns pensadores quiseram extrair apressadamente da Primeira Carta aos Coríntios como imagem ideal da Igreja.[12] De fato, ao falar-nos sobre os Dons carismáticos em seu décimo segundo capítulo, muitos quiseram entender a mensagem de São Paulo como um posicionamento anti-hierárquico e anti-institucional. O apostolo das gentes, dizem eles, permitiria a cada um – os quais, supostamente, teriam um livre acesso a Deus, sem necessidade da mediação de uma Igreja específica - agir do modo que “Deus lhes tocasse o coração”. Eis aqui, mais um agravamento do infeliz subjetivismo moderno que serpenteia entre tantos membros incautos da Igreja cristã.
Não! Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens; e, através de seu Corpo Místico, a Igreja, tem nos sucessores de São Pedro, seus legítimos representantes na Terra. Por isso, fez dessa mesma Igreja uma Casa para o Deus vivo, uma coluna e um sustentáculo para a verdade.[13] Portanto, os homens podem ter plena confiança nos ensinamentos imutáveis desta Igreja edificada pelo próprio Cristo. Este é um outro aspecto interessantíssimo ligado ao assunto em questão... Por hora, voltemos, mais exatamente, às nossas reflexões iniciais.
Em outros momentos também, Jesus Cristo dera forte exemplo de Santa Cólera na defesa das coisas de seu Pai Celestial. Em presença de escribas e fariseus não temeu pronunciar seus provocadores: “Ai de vós”. Taxou seus inimigos, perante todos, de “hipócritas”, “Raça de víboras venenosas”, “Guias cegos”, “Insensatos”, “Sepulcros caiados”, “Cheios de toda espécie de podridão”, “Filhos de assassinos”, “Matadores”, e “Serpentes”.[14]
Nosso Divino Redentor só fazia eco às palavras destemidas dos antigos profetas que lutaram com veemência contra todo erro e mentira de seu tempo. O profeta Amós, por exemplo, enchia o peito para intitular as mulheres levianas de sua época como semelhantes às “Vacas de Basã”;[15] é óbvio que a conotação de tal expressão era eminentemente religiosa, porém, não deixava de ser negativa àqueles a quem se destinava, além de possuir uma fina textura crítica. Ezequiel era ainda mais ousado em suas manifestações proféticas; valente, intitulava de “prostitutas” todos aqueles que se desviavam dos caminhos de Deus, e não deixava de comparar seus atos errôneos aos mais sórdidos pecados humanos. Escreveu: “...ela multiplicou seus desregramentos, lembrando o tempo de sua mocidade quando se desonrava no Egito. Ardeu ali em amor por luxuriosos, cujo membro era como um membro de asno, e sua lubricidade igual à dos cavalos. Voltaste às licensiosidades de tua juventude, do tempo em que os egípcios apertavam teus peitos, e afagavam seu seio juvenil.” [16]
Será essa uma forma vazia de se comunicar? Não quererá, o Senhor Deus, como que, sacudir a alma adormecida e narcotizada de seus leitores com tais declarações tão fortes? A virulência de certos atos não atingirá com mais efeito o terreno insensível de tantos corações entorpecidos? Talvez, isto explique esta humilhante comparação em Oséias: “O Jumento selvagem anda sozinho, mas Efraim assalaria os aliados.”[17] Ou, quiçá, aquela outra, proferida pelo próprio Deus: “O Boi conhece seu possuidor, o burro, o estábulo de seu dono; mas Israel não conhece nada, meu povo não tem entendimento.”[18]
Não estou aqui defendendo que nossos textos devam ser, todo o tempo, permeados de – como dizem alguns – “comparações humilhantes e fortíssimo teor crítico”. De fato, no mais das vezes, para não dizer, quase sempre, o melhor caminho é a mansidão, a paciência, ou, até mesmo, o silêncio salutar. São Francisco de Sales nos ensina que se pega muito mais abelhas com uma simples gota de mel, que com um grande barril de vinagre. Porém, não nos esqueçamos desses exemplos de tão grande importância deixados por parte de, nada mais nada menos que o próprio Deus. No mais, o profeta Ezequiel, ao chamar seus inimigos de “Chacais”[19] e “Crocodilos monstruosos”[20], também falava em nome do Senhor! E disso ninguém pode duvidar...
Inclusive, por citarmos São Francisco de Sales, Doutor da Perfeição, recordemo-nos que o mesmo não se esquivava jamais de, quando necessário, portar-se semelhante a um “cirurgião” em suas pregações; trazia remédios, mesmo que dolorosos, para aplicar nas feridas de seus ouvintes, embora os mesmos viessem a gritar de dor. “Se fizer alguma incisão, minhas filhas - dizia ele às Religiosas da Visitação- hão de sentir dor; mas não me incomodo (...), apresento minhas desculpas àquelas a quem possa magoar, assegurando-as que, se vier a fazê-lo, será de todo coração.”[21] Isso para que nunca nos esqueçamos de que a mansidão não é sinônimo de moleza, pieguice ou permissividade. São Jerônimo é outra grande prova para tal argumentação. Aparecendo em suas epístolas quase sempre irritado, seus escritos demonstram severidade e intransigência perante os erros de sua geração.[22]
Finalmente, citemos, ainda mais, outro grande exemplo aos homens de hoje; falemos de Santo Afonso de Ligório, tão louvado por sua bondade e paciência heróicas! Ele mesmo afirmava-nos que, algumas vezes, dadas as circunstâncias, é conveniente falar ou responder com aspereza a algumas pessoas, a fim de melhor fazê-las “cair em si”; deste modo, perceberiam seus erros. Porém - e sabiamente - não deixava de chamar a atenção ao fato de que, em tais situações, dificilmente se portam os homens sem cometer alguma falta diante de Deus. Daí a necessidade do máximo de discernimento, sabedoria e autocontrole em todas as situações.[23] Aqui, o terreno em que se cultiva esse tesouro pedagógico é o da caridade, toda ela trasbordante da mais sublime temperança, num sincero desejo pela glória de Deus e salvação das almas.
Perante todo o exposto, esforcemo-nos por compreender a virulência santa de tantos combatentes de nossa época em defesa da única Igreja fundada por Cristo. Não é verdade que possuem a heróica vontade de aniquilar todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus ?[24] Por este nobre motivo, insistem oportuna e inoportunamente, repreendem, ameaçam, e exortam com todo o empenho de instruir.[25] Sim! É tempo de se reencontrar a coragem do anticonformismo, a capacidade de se opor, de denunciar muitas das tendências da cultura que nos cerca[26], pois, a intransigência é para a virtude o que o instinto de conservação é para a vida. Uma virtude sem intransigência, ou que odeia a intransigência - escrevia-nos Dom Mayer - não existe ou só conserva a exterioridade. Sendo a fé o fundamento da vida sobrenatural, a tolerância em matéria de fé é o ponto de partida para todos os males, especialmente para as heresias.[27]
Portanto, supliquemos insistentemente a Nossa Senhora,“Regina pacis”, que nos conceda a graça da Santa Intransigência. Só assim, poderemos nos assemelhar aos primeiros apóstolos do Senhor, que souberam bradar, destemidamente, perante todos os seus inimigos, aquele radical e invejável “non possumus”;[28]ele deve ressoar com ardor e sabedoria, até o último suspiro, nos atos firmes e ousados daqueles que se dizem seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 Mater Boni Consilli, ora pro nobis
 
Referências Bibliográficas: 

[1] DE MONTFORT, S. Luíz Maria Grignion. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 30a Edição. Petrópolis, Editora Vozes, 2002. Pg. 56.
[2] MAYER, D. Antônio de Castro. Por um cristianismo autêntico. Campos: Editora Vera Cruz, 1971. pg. 65.
[3] DEL GRECO, Pe. Teodoro da Torre. Teologia Moral, Compêndio de Moral Católica para o clero em geral e leigos. São Paulo: Paulinas, pag.115.
[4] Gênesis 1,26; 3,15.
[5] Sâo João 2, 13-17.
[6] JOLIVET, Régis. Curso de Filosofia. Trad. Eduardo Prado de Mendonça. 15ª Edição. Rio de Janeiro, Agir, 1984. Pg.183.
[7] São João 2,16.
[8] São Mateus 11,29.
[9] Gálatas 1, 9.
[10] I Coríntios 5,5; I Timóteo 1,20.
[11] I Cor 4, 21.
[12] RATZINGER, Cardeal Joseph. Compreender a Igreja Hoje. Vocação para a comunhão. Trad. D. Mateus Ramalho Rocha, OSB. 3ª Edição. Petrópolis, Editora Vozes, 2006. pg. 66.
[13] I Timóteo 3,14.
[14] São Mateus 23, 1-36.
[15] Amós 4,1.
[16] Ezequiel 23,19-21
[17] Oséias 8,9
[18] Isaias 1,3
[19] Ezequiel 13,4
[20] Ezequiel 29,3
[21] LECLERQ, Abbé Jacques. São Francisco de Sales, Doutor da Perfeição. Traduzido do Francês. 3ª Edição. Petrópolis, Vozes, 1957. Pag. 120-121.
[22] LECLERQ, Abbé Jacques. São Francisco de Sales, Doutor da Perfeição... pag. 178.
[23] LIGÒRIO, S. Afonso de. A Prática do Amor a Jesus Cristo. Trad. Pe. Gervásio Fabri Dos Anjos, C.SS.R. São Paulo: Santuário, 1982. 161
[24]II Coríntios 10, 5.
[25] II S. Timóteo 4, 2.
[26] RATZINGER, Joseph; MESSORI, V. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. Trad. Pe. Fernando J. Guimarães, CSSR. Sâo Paulo, E.P.U, 1985. Pg. 21-22.
[27] MAYER, D. Antônio de Castro. Por um cristianismo autêntico. Campos: Editora Vera Cruz, 1971. pg. 64. Conf. Também: Ibidem. RATZINGER, Cardeal Joseph. Compreender a Igreja Hoje...
[28] Atos 4,20 : Trad: “Não podemos ...”.
[29] São João 8, 44.
[30] São João 8, 59.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Como explicar os pecados dos que pertencem à Igreja?

Igreja santa e pecadora? (Pe. Penido)

Uma das causas comuns de apostasia [da fé] é o horror provocado pelos desfalecimentos humanos no seio da Igreja. A religião pa­rece fonte de imoralidade, ou, pelo menos, não corresponder, na prática, ao que ensina em teoria.

E se o escândalo provoca apostasias, maior ainda o número de conversões que ele faz abortar: “Eu, agregar-me aos católi­cos? Por que, se eles não valem mais do que os outros - muitos deles até valem menos? Eu, ajoelhar-me aos pés de um padre, pecador ele também, talvez mais do que eu?” Tanto mais ferinas as críticas quanto maiores as pretensões da Igreja: ela se diz di­vina, santa, imaculada? Pois mostre-nos o que vai de tudo isso na vida cotidiana!

Escândalo ilógico, digamo-lo imediatamente. Jamais foi pro­metido por Cristo que a graça supriria o esforço pessoal. Os ta­lentos que o Mestre nos dá, ele exige que os façamos frutificar; não se substituirá jamais a nosso livre arbítrio.

Deveria até confirmar a fé, o fato de que uma sociedade com­posta de homens fracos, falíveis, sujeitos às mesmas paixões que os demais, não haja todavia descambado na mais absoluta cor­rupção, mas antes mantenha rígidos os princípios de moral purís­sima e os pratique, em que pesem os numerosos e indisfarçáveis desfalecimentos individuais.

A Igreja produziu até um tipo novo, original, de homem: o Santo. Tão novo, tão original que Bergson se abalançou a atribuir ao Santo uma essência diversa da nossa. Porém somos assim feitos que menos nos impressionam as vir­tudes do que os desfalecimentos. E por isso vemos tantos e tan­tos abandonarem a fé, porque encontraram um padre cúpido ou devasso, ou simplesmente malcriado; porque tal carola não passa de grandíssimo patife; porque tal senhora misseira, e até beata, é a pior língua da localidade.

Em nossa época este escândalo revestiu forma peculiar; apresenta-se corno reivindicação de justiça social. Embora os Papas hajam condenado não apenas o comunismo senão ainda os abusos do capitalismo, é infelizmente verdade que aquele que não se con­tenta de louvores teóricos às encíclicas, mas procura aplicá-las na prática, incorre muitas vezes na ira dos chamados bem-pen­santes que lhe assacam as pechas de socialista, comunista, etc. Donde ser o catolicismo acusado de querer perpetuar as injus­tiças sociais, de ser o derradeiro baluarte do capitalismo burguês.

Apostasias ilógicas, repetimos, pois não distinguem entre a mensagens divina que merece nossa crença e seus portadores hu­manos, talvez menos dignos. Por ser portador desta mensagem, o mau padre merece ainda ser ouvido e obedecido, embora não faça o que prega. Porventura recusaríeis precioso tesouro, sob pre­texto que vos é trazido por um homem esfarrapado e imundo? pergunta Catarina de Sena. Nem deixa de ser verdadeira a re­ligião porque muitos dos seus adeptos não a praticam. Tão me­díocre a humanidade, apesar da religião, que seria sem religião?

Ademais, com suma injustiça olvidaríamos o que de sublime houve e há na Igreja: aquela plêiade de mártires, de confesso­res, de virgens, que nos causa justo orgulho; a multiplicidade de obras e instituições; as miríades de almas tiradas do lodo; os incontáveis atos de bondade, de misericórdia, de justiça; as inú­meras tentações vencidas. Quantos e quantos atestam que na re­ligião e nela só, encontram força para não resvalar, para cumprir o dever a todo custo? Além dos grandes santos, há os incontá­veis “pequenos” santos, que vivem de cotidiano heroísmo cristão.

Na Encíclica “Mit brennender Sorge”, o Papa Pio XI fez valer uma outra consideração, ao aludir à exploração pelos na­zistas, dos escândalos da Igreja:

“A divina missão que a Igreja cumpre entre os homens e deve cumprir por meio de homens, pode ser dolorosamente obscurecida pelo que de humano, talvez de demasiadamente humano, desponta por vezes qual cizânia en­tre o trigo do reino de Deus. Quem conhece a frase do Salva­dor acerca dos escândalos e dos que os dão, sabe como a Igreja e cada indivíduo deve julgar sobre o que foi e é pecado. Todavia, quem, fundando-se sobre esses lamentáveis contrastes en­tre fé e vida, palavra e ação, atitude externa e sentir interior de alguns ou mesmo de muitos, esquece ou passa sob silêncio o imenso cabedal de esforço genuíno em prol da virtude, o es­pírito de sacrifício, o amor fraterno, o heroísmo de santidade de tantos membros da Igreja, este manifesta injusta e reprovável cegueira”.

De fato, maior direito nos assistira de gemer sobre a inépcia de alguns hierarcas e a mediocridade da maioria dos católicos, se começássemos por gemer sinceramente sobre nossa própria inépcia e mediocridade, muito maiores ainda…

Todavia, não se nos aquieta inteiramente o espírito. Afigura-­se-nos a Igreja qual realidade híbrida, plasmada de crimes he­diondos e de virtudes inigualáveis - e não já, como afirma o Apóstolo: “Sem mácula, sem ruga, mas santa e irrepreensível”.

Como resolver a antinomia?

Os membros pecadores da Igreja.

Uma primeira resposta - tão fácil quanto errônea - con­siste em afirmar que a Igreja só compreende os justos. Por con­seguinte, a massa de pecadores que encontramos na cristandade faz tão pouco parte da Igreja quanto os apóstatas ou os pagãos endurecidos.

A Santa Igreja é aquele puro ser de glória que contemplava o Vidente de Patmos. E por isso mesmo se esconde a nossos olhos de carne.

Tal foi, no século IV, a solução dos Donatistas; na Idade Média, dos Valdenses e dos Hussitas; nos tempos modernos de Lutero, Calvino, Quesnel e do Sínodo de Pistóia. — No fundo, esta opinião identifica Igreja militante e Igreja triunfante.

Porém, como sabiamente adverte Leão XIII, quando inqui­rimos da natureza da Igreja, não nos devemos perder em deva­neios sobre o que poderia ter Cristo feito, senão procurar o que ele de fato quis fazer, e que fez na realidade. Ora, as próprias palavras de Jesus nos revelam o mistério da presença de pecado­res dentro do Corpo Místico.

Na alegoria da videira, Jesus nos diz, logo a princípio: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador; toda a vara em mim que não dá fruto, ele a tira, e poda aquela que dá fruto para que dê mais fruto” (Jo 15, 1-2). Temos aqui claramente indica­do que tanto o justo como o pecador estão no Corpo Místico de Cristo. Em condições bem diversas, por certo. Um como membro fecundo, destinado à fecundidade maior; outro como membro es­téril, destinado a ser cortado, a secar, e mais tarde a ser lançado ao fogo (15, 6). Só se corta fora o que faz parte de um con­junto, não o que lhe não pertence.

(PENIDO, Pe. Dr. Maurílio Teixeira-Leite: “O Mistério da Igreja”, Editora Vozes, Petrópolis, 2 ed., 1956, pp.243-245).

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Fonte: http://salterrae.org/2008/08/31/igreja-santa-e-pecadora-pe-penido/

domingo, 16 de agosto de 2009

Poder Magisterial: assistência infalível e assistência prudencial

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Beato Pio IX, que proclamou o Dogma da Infalibilidade Pontifícia

 

Apresentamos abaixo um subcapítulo do ótimo livro "Igreja e Anti-Igreja" de Paulo Rodrigues. O texto se refere a delimitar onde há infalibilidade nas declarações pontifícias e onde há assistência prudencial do Espírito Santo, em maior ou menor grau. Apesar de alguns exemplos dados pelo autor estarem desatualizados (como a excomunhão dos lefrebvristas), os princípios elencados continuam válidos. Para ler, clique aqui para baixar o arquivo.

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Dados do excerto:

Livro: Igreja e Anti-Igreja - teologia da libertação.
Autor: Paulo Rodrigues. Um amor e duas obediências (3).
Páginas: 163 a 181.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Passagens bíblicas para responder ao protestantismo - Pe. Matos Soares

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CITAÇÕES POR ORDEM ALFABÉTICA

DOS TEXTOS DA BÍBLIA QUE CONSTITUEM O DOGMA CATÓLICO CONTRA OS ERROS PROTESTANTES


Absolvição
· O poder de dar a absolvição prometido e concedido aos pastores da Igreja: Mt 16, 19; 18, 18; Jo 20, 22-23.


Anjos
· Somos confiados à sua guarda: Mt 18, 10; Hb 1, 14; Ex 23, 20-21; Sl 90, 11-12;.
· Oferecem as nossas orações: Ap 8.
· Rogam por nós: Zc 1,12.
· Estamos em comunhão com eles: Hb 12, 22.
· Foram venerados pelos servos de Deus: Js 5, 14-15.
· Também foram invocados: Gn 48, 15-16; Os 12, 4; Ap 1, 4.


Batismo
· É ordenado por Jesus Cristo: Mt 28, 19.
· Necessário para a salvação: Jo 3, 5.
· Administrado pelos Apóstolos com água: At 8, 36-38; 10, 47-48.
· Além disto: Ef 5, 26; Hb 10, 22; 1Pd 3, 20-2.
· Quanto ao batismo das crianças: Lc 18,16 comparado com Jo 3, 5.


Chefes ou governadores da Igreja e a sua autoridade
· Dt 18, 8-9; Mt 18, 17-18; 28, 18-20; Lc 10, 16; Jo 14, 16-17-26; 16, 13; 20, 21; Ef 4, 11-12; Hb 13, 7-17; 1Jo 4, 6.


Cristo (Jesus)
· É o Filho unigênito de Deus, o verdadeiro Filho de Deus por natureza, o único gerado de Deus: Mt 16, 16; Jo 1, 14; 3, 16-18; Rm 8, 32; 1Jo 4, 9.
· O mesmo Deus que seu Pai e igual a Ele: Jo 5, 18-19-23; 10,30; 14, 9s; 16, 14-15; 17, 10; Fl 2, 5-6;
· Verdadeiro Deus: Jo 1, 1; 20, 28-29; At 20, 25; Rm 9, 5; Tt 2, 13; 1Jo 3, 16; 5, 20; além disto: Is 9, 6; 35, 4-5; Mt 1, 23; Lc 1, 16-17; Hb 1, 8.
· É o criador de todas as coisas: Jo 1, 3-10-11; Cl 1, 5-16-17; Hb 1, 2-10-12; 3, 4.
· O Senhor da Glória: 1Cor 2, 8.
· O Rei dos reis e Senhor dos senhores: Ap 17, 4; 19, 16.
· O primeiro e o último, o alfa e o ômega, o princípio e o fim, o Onipotente: Ap 1, 8-17; 22, 12-13.
· Morreu por todos: Jo 3, 13-17; Rm 5, 18; 2Cor 5, 14-15; 1Tm 2, 3-6; 4, 10; Hb 2, 9; 1Jo 2, 1-2; também pelos condenados: Rm 14, 15; 1Cor 8, 11; 2Pd 2,1.


Comunhão
· Sob uma só espécie é suficiente para a salvação: Jo 6, 55-57-58.
· O Corpo e o Sangue de Jesus Cristo são agora inseparáveis: Rm 6, 9.
· Menção de uma espécie unicamente: Lc 24, 30-31; At 20, 7; 1Cor 10, 17.


Concílios da Igreja
· São assistidos por Cristo: Mt 18, 20; e pelo Espírito Santo: At 15, 28.
· Seus decretos devem ser cuidadosamente observados pelos fiéis: At 15, 41; 16, 4.


Confissão dos pecados
· Confessar os pecados: Nm 5, 6-7; Mt 3, 6; At 19, 18; Tg 5, 16.
· A obrigação da confissão é uma conseqüência do poder judiciário de atar e desatar, de reter os pecados, dada aos pastores da Igreja de Cristo: Mt 18, 18; Jo 20, 22-23.


Confirmação
· Foi administrada pelos apóstolos: At 8, 15-17; 19, 6; 2Cor 1, 21-22; Hb 6, 2.


Continência
· É possível: Mt 19, 11-12.
· O voto que se faz obriga: Dt 23, 21.
· A transgressão do voto é condenável: 1Tm 5, 12.
· A prática é recomendada: 1Cor 8, 8-27-37-38-40.
· Quanto aos motivos que respeitam particularmente ao clero: 1Cor 7, 32-33-35.


Escritura Sagrada
· É difícil de compreender, e muitos lhe dão, hoje em diante, este sentido para sua própria perdição: 2Pd 3, 16.
· Não deve explicar-se por uma interpretação particular: 2Pd 1, 20.
· É alterada pelos hereges: Mt 19, 11.


Espírito Santo
· Sua divindade: At 5, 3-4; 28, 25-26; 1Cor 2, 10-11; 6, 11-19-20; vide também: Mt 12, 31-32.
· A fórmula do Batismo: Mt 28, 19-20.
· Procede do Pai e do Filho: Jo 15, 26.


Eucaristia
· A presença real do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e a transubstanciação provadas por: Mt 26, 26; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19; Jo 6, 51-52s; 1Cor 10, 16; 11, 21-24-25-27-29.


Unção dos Enfermos
· Tg 5, 14-15.


Fé
· A verdadeira fé é necessária à salvação: Mc 16, 16; At 2, 47; 4, 12; Hb 11, 6.
· A fé sem as boas obras é uma fé morta: Tg 2, 14-17-20.
· A fé só não justifica: Tg 2, 24.
· Mas a fé obrando pela caridade: Gl 5, 6.
· A fé não implica a certeza absoluta do estado de graça, e muito menos ainda da salvação eterna: Rm 11, 20-22; 1Cor 9, 27; 10, 12; Fl 2, 2; Ap 3, 11.


Igreja (a) de Jesus Cristo
· Existirá para sempre: Mt 16, 18; 28, 20; Jo 16, 16-17; Sl 47, 9; 71, 5-7; 88, 3-4-20-36-37; 131, 13-14; Is 9, 7; 54, 9-10; 59, 20-21; 60, 15-18s; 62, 6; Jr 31, 21-26; 33, 17s; Ez 37, 21-26; Dn 2, 44.
· A Igreja é o Reino de Cristo: Lc 1, 33; Dn 2, 44.
· A cidade do grande Rei: Sl 47, 2.
· Seu descanso e sua habitação para sempre: Sl 131, 13-14.
· A casa de Deus vivo: 1Tm 3,15.
· O aprisco da qual Cristo é o pastor: Jo 10, 13.
· corpo da qual Cristo é a cabeça: Cl 1, 18; Ef 5, 23.
· A esposa da qual é o esposo: Ef 5, 31-32.
· Está sempre sujeita a Ele e sempre amada e fiel para com Ele: Ef 5, 24.
· Sempre amada e querida dEle: Ef 5, 25-29.
· E unida a Ele por uma união indissolúvel: Ef 5, 31-32.
· A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade: 1Tm 3, 15.
· O pacto de Deus com Ela é uma pacto de paz: Ez 37, 26.
· Pacto confirmado por um juramento solene, imutável como aquele que fez com o Patriarca Noé: Is 54, 9.
· Como o que fez com o dia e com a noite por todas as gerações: Jr 33, 20-21.
· Deus será sua eterna luz: Is 60, 18-19.
· Todos os que se juntarem contra Ela cairão, e a nação que a não queira servir perecerá: Is 60, 12-15-17.
· A Igreja é sempre uma: Ct 6, 9; Jo 10, 16; Ef 2, 23; Mq 4, 12; Mt 5, 14.
· Estende-se por toda a parte e ensina um grande número de nações: Sl 2, 8; 21, 28; Is 49, 6; 54, 1-3; Dn 2, 35-44; Ml 1, 11s.
· A Igreja é infalível em matéria de fé, é uma conseqüência das promessas divinas que lhe têm sido feitas; vide em particular: Mt 16, 18; 28, 19-20; Jo 14, 16-17-26; 16, 13; 1Tm 3, 14-15; Is 35, 8; 54, 9-10;


Imagens
· Recomendadas por Deus: Ex 25, 18s; Nm 21, 8-9.
· Colocada dos dois lados do propiciatório no Tabernáculo: Ex 37, 7.
· E no templo de Salomão: 2Cr 3, 10-11; 3Rs 6, 23.
· E isto por um mandamento divino: 1Cr 28, 18.
· Veneração relativa às imagens de Jesus Cristo e dos Santos autorizada: Hb 11, 21; vide também: 2Rs 6, 12-16; 2Cr 5, 2s; Sl 98, 5; Fl 2, 10.


Indulgências
· Poder de as conceder Mt 16, 18-19.
· Uso deste poder: 2Cor 2, 6-8-10.


Inferno
· Eternidade das penas: Mt 3, 12; 25, 41-46; Mc 9, 43-46-48; Lc 3, 17; 2Ts 1, 7-9; Jd 6-7; Ap 14, 10-11; 20, 10; vide igualmente: Is 33, 14.


Jejum
· É recomendado na Escritura: Jl 2, 12.
· Praticado pelos servos de Deus: Esd 8, 23; 2Esd 1, 4; Dn 10, 3-7-12s.
· Leva Deus a usar de misericórdia: Jn 3, 5s.
· É de grande eficácia contra demônio: Mc 9, 28.
· Deve ser observado por todos os filhos de Jesus Cristo: Mt 9, 15; Mc 2, 10; Lc 5, 35; vide também: At 13, 3; 14, 22; 2Cor 6, 5; 11, 27.
· Jejum de Jesus de quarenta dias: Mt 4, 2.


Livre arbítrio
· Gn 7; Dt 30, 19; Eclo 15, 14.
· Resiste freqüentemente à graça de Deus: Pr 1, 24s; Is 5, 4; Ez 18, 23-31-32; 33, 11; Mt 23, 37; Lc 13, 34; At 7, 51; Hb 12, 15; 2Pd 3, 9; Ap 20, 4.


Matrimônio
· Sacramento representando a união de Jesus Cristo e da Igreja: Ef 5, 32; vide igualmente: 1Ts 4, 3-5.
· O casamento não deve ser dissolvido senão por morte: Gn 2, 21; Mt 19, 6; Mc 10, 11-12; Lc 16, 18; Rm 7, 2-3; 1Cor 7, 10-11-39.


Missa
· O sacrifício da Missa figurado antecipadamente: Gn 19, 18.
· Predito: Ml 1, 10-11.
· Instituído e celebrado pelo próprio Jesus Cristo: Lc 22, 19-20.
· Atestado: 1Cor 10, 16-18-21; Hb 13, 10.


Mulheres
· Não devem pregar nem ensinar: 1Cor 14, 34-35-37; 1Tm 2, 11-12.


Obras (boas)
· As boas obras meritórias: Gn 4, 7; Sl 17, 21-23-24; 18, 8-11; Mt 5, 11-12; 10, 42; 16, 27; 1Cor 3, 8; 2Tm 4, 8.


Orações
· Pelos defuntos: 2Mc 12, 43s.


Ordens (Sacras)

· Foram instituídas por Jesus Cristo: Lc 22, 19; Jo 20, 22-23.
· Conferidas pela imposição de mãos: At 6, 6; 13, 3; 14, 22.
· Dão graças: 1Tm 4, 14; 2Tm 1, 6.


Papa ou Bispo
· Chefe dos outros bispos; São Pedro foi elevado a esta dignidade pelo próprio Jesus Cristo: Mt 16, 18-19; Lc 22, 31-32; Jo 21, 15-17s; vide igualmente: Mt 10, 2; At 5, 29; Gl 2, 7-8.


Pecado original
· Jó 14, 4; Sl 50, 7; Rm 5, 12-15-19; 1Cor 15, 21-22; Ef 2, 3.


Purgatório
· Purgatório ou estado médio das almas, sofrendo por certo tempo em expiação de seus pecados; é provado por numerosos textos da Escritura que afirmam que Deus pagará a cada um segundo as suas obras, de tal sorte que aqueles que morrem estando culpados mesmo das menores faltas, não escapam do castigo. Quanto a isso vide também: Mt 12, 32; Ap 21, 27; assim como: Mt 5, 25-26; 1Cor 3, 13-15; 1Pd 3, 18-20; 2Mc 12, 45.


Relíquias Milagrosas
· 4Rs 13, 4-20-21; Mt 9, 21-29; At 9, 11-12.


Santos
· Os Santos deixaram este mundo, socorrem-nos por suas orações: Lc 16, 9; 1Cor 12, 2; Ap 5, 8.
· Estamos em comunhão com eles: Hb 12, 22-23.
· Têm um poder sobre as nações: Ap 2, 26-27; 5, 10.
· Sabe o que se passa entre nós: Lc 15, 10; 1Cor 13, 12; 1Jo 3, 2.
· Estão, pois, com Cristo no céu antes da ressurreição geral: 2Cor 5, 1-6-8; Fl 1, 23-24; Ap 4, 4; 6, 9; 7, 9-15s; 14, 1-3-4; 19, 1-4-6; 20, 4.
· Quanto à sua invocação convém consultar os textos citados a respeito dos anjos, ou os que, mostrando o grande poder que têm para com Deus as orações dos seus servos, nos autorizam por isto mesmo a implorar suas orações; para isso vide: Ex 31, 11-14.


Tradições Apostólicas
· 1Cor 11, 2; 2Ts 2, 5-14; 3, 6; 2Tm 1, 13; 2, 2; 3, 14; vide também: Dt 32, 7; Sl 19, 5-7.


Virgem Maria (a Bem-Aventurada)
· Sua dignidade: Lc 1, 28-42-43.
· Todas as gerações dos verdadeiros cristãos a chamarão bem-aventurada: Lc 1, 48.
· Quanto aos direitos que tem de ser venerada e invocada vide o que está dito a respeito dos anjos e santos.

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Fonte: Bíblia Sagrada (Vulgata do Pe. Matos Soares,1960, p. 1499-1501)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Como ganhar paciência - Pe. Francisco Faus

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                         Jó e seus amigos - Gustave Doré

 

A caridade é paciente (1Cor 13,4)

O grande alicerce da vida cristã é o primeiro mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças”. E o segundo mandamento é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Cf. Mc 12,29-30).

Amar a Deus e amar o próximo como a nós mesmos, melhor ainda, como Cristo nos amou – amai-vos uns aos outros como eu vos amei; ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos (Jo 15,12- 13) –, este é o pilar firmíssimo da vida do cristão, este é o ideal de vida que nos faz sintonizar com Deus, e andar pelas suas veredas.

Quando procuramos andar por essas veredas – unidos a Cristo, com o auxílio da graça do Espírito Santo –descobrimos que a única coisa que as pessoas nos estão pedindo a toda a hora (mesmo quando não nos pedem nada) é precisamente o nosso amor: um carinho que seja reflexo do amor misericordioso de Jesus, que seja capaz de compreendê-los, de desculpá-los, de perdoá-los, de dar-se sem cálculos nem mesquinharias.

Quando nos decidimos a ser generosos assim com os demais, ficamos pasmados ao perceber que cada vez há menos coisas que nos contrariam e nos fazem perder a paciência. E isto é assim porque cada vez se torna menor o egoísmo, esse vício demolidor do amor.

Façamos uma pequena experiência. Escrevamos em forma de lista todas as coisas que, na última semana, nos aborreceram e mexeram com a nossa paciência. A seguir, diante de cada item, anotemos uma pergunta: que tipo de amor (de amor generoso e sacrificado) Deus me pedia aí? E prossigamos a experiência, imaginando: se eu tivesse vivido naquele momento o tipo certo de amor, teria havido impaciência? A resposta seria, naturalmente, “não”. Não haveria impaciência se eu tivesse amado. Talvez possamos retrucar: “Mas é que eu não sou santo” – o que é verdade –, mas o que não poderemos dizer nunca honestamente é que ali havia uma contrariedade que o amor não podia superar.

Na realidade, todos os exercícios de paciência consistem em exercícios de amor. Conheço várias pessoas – graças a Deus conheço muita gente boa – que, ao voltarem a casa com toda a carga do cansaço do dia, vão rezando o terço no trânsito ou carregam consigo um livro de pensamentos espirituais, para lerem e meditarem uma ou outra frase ao pararem no semáforo demorado ou no engarrafamento incontornável. Ao mesmo tempo, vão espremendo os seus cansados miolos, tentando concretizar: “Que iniciativa, que detalhe, que palavra posso preparar para que a minha chegada a casa seja um motivo de alegria para a minha mulher, ou para o meu marido, e para os meus filhos?” E, assim, homens e mulheres cujo retorno ao lar era antes soturno e irritado, tornam-se – em virtude do amor a Deus e aos outros, que se esforçam por cultivar – corações pacientes, que espalham a paz e a alegria à sua volta.

Exercícios de paciência

É inútil pensar que existem “truques” ou “técnicas” que sirvam para viver a paciência, se o egoísmo ainda tem o ninho no nosso coração. Com esse hóspede indesejável, não adianta qualquer tentativa. Mas se há amor, então vão-nos ocorrendo mil maneiras de exercitar a paciência, bem práticas, simples, bonitas... e eficazes.

Quem tem experiência da luta por viver com Deus, sabe que o amor cristão se mexe movido por duas asas: a da oração e a da mortificação. Por isso, todo o exercício da virtude cristã da paciência comportará necessariamente o movimento de uma dessas asas ou, o que será mais freqüente, de ambas ao mesmo tempo.

Em primeiro lugar, a oração. O cristão paciente procura falar antes com Deus do que com os homens. Quando se sente à beira de uma crise de impaciência – pois ia retrucar, censurar, gritar, queixar-se... –, faz o esforço de se calar. Alguns recomendam contar até vinte, antes de abrir a boca. Melhor será fazer o sacrifício de guardar silêncio, de sair, se for preciso, de perto do foco do atrito (ir para outro cômodo, etc.), e de rezar bem devagar alguma oração, como por exemplo o Pai-Nosso (sublinhando mentalmente as palavras-chave que acordarão a fé e o amor e, portanto, trarão calma e lucidez à alma: Pai, ...seja feita a vossa vontade..., perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...).

Após essa oração, que pode ser também uma seqüência de jaculatórias, de invocações breves, pedindo paciência a Deus, e já com a alma mais tranqüila, poderemos discernir o que nos convém fazer: se é deixarmos passar, sem mais, aquele dissabor, aquela contrariedade; ou se é praticar o que lemos no n. 10 do livro Caminho: “Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo ainda. – E depois, tranqüilo e com a intenção purificada, não deixes de repreender”(Josemaría Escrivá, Caminho, 7ª ed., Quadrante, São Paulo, 1989); ou, ainda, se é tomar a iniciativa de ter um gesto simpático – um afago para a esposa ou a filha; uma palavra amável, que quebre o gelo com aquele que nos causou mal-estar. Não duvidemos de que o esforço de guardar silêncio, unido ao esforço de fazer oração, sempre conduzirá os que lutam com boa vontade para a paciência, para a paciência real e prática.

Ao lado da oração, mas sem largá-la da mão, o cristão exercita a paciência por meio da prática voluntária, consciente, amorosa, de um sem-fim de pequenos sacrifícios, que são uma gota de paz, de afabilidade, de bondade, sobre as incipientes ebulições da impaciência. Talvez não seja demais lembrar, a título de sugestão para o leitor, algumas dessas mortificações cristãs, que diariamente podemos oferecer a Deus:

1) fazer o esforço de escutar pacientemente a todos (ao menos durante um tempo prudencial), sem deixar que se apague o sorriso dos lábios, nem permitir que os olhos adquiram a inexpressiva fixidez, prelúdio de bocejo, de um peixe;

2) não andar comentando a toda a hora e com todos, sem razão plausível nem necessidade, as nossas gripes, as nossas dores de cabeça ou de fígado nem, em geral, qualquer outro tipo de mal-estar pessoal: propor-nos firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no ônibus lotado, do tempo que levamos sem comer nada...

3) renunciar decididamente a utilizar os verbetes típicos do Dicionário da Impaciência: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você passa um cheque sem fundos!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, etc., etc.;

4) evitar cobranças insistentes e antipáticas, e prontificar-nos a ajudar os outros, usando mais vezes do expediente afável de lembrar-lhes as coisas que omitiram ou atrasaram e de estimulá-los a fazê-las;

5) não implicar – não vale a pena! – com pequenos maus hábitos ou cacoetes dos outros, mas deixá-los passar como quem nem repara neles: mania de bater na cadeira ou de tamborilar com os dedos na mesa, tendência para ler por cima do ombro o jornal que nós estamos lendo, de fazer ruído com a boca, de cantarolar horrivelmente enquanto se lê ou se trabalha... Lembro-me bem da “guerra fria” que se travou entre uma filha cinqüentona e um pai quase oitentão, e na qual fui chamado a intervir como mediador. Ela sustentava que o pai vivia gemendo, ele retrucava dizendo que “não, senhora, estou é cantarolando”... E, se não tivesse havido a intervenção de uma “potência neutra”, o atrito poderia ter terminado muito mal;

6) saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as entende e se mostra porfiadamente obtuso; ter a calma de partir do bê-á-bá para esclarecer assuntos técnicos a pessoas que os desconhecem e não têm vocação para lidar com cálculos e máquinas;

7) não buzinar na rua quando alguém reduz a marcha do veículo e estaciona inopinadamente; por sinal, se o leitor deseja um bom conselho para praticar a paciência no trânsito, ofereço-lhe o seguinte, que já deu muito bons resultados: nunca olhe para a cara do “agressor”, do motorista “barbeiro”. Continue serenamente o seu percurso sem ficar sabendo se era homem ou mulher, jovem ou velho: vai ver que é difícil ficar com raiva de uma sombra indefinida; e se, além disso, passada a primeira reação, se lembra de rezar ao Anjo da Guarda por ele/ela, para que se torne mais prudente, mais hábil ou menos prepotente, melhor ainda;

8) por último, permito-me repisar a importância da oração para adquirir a paciência, evocando a simpática surpresa de uma mãe impaciente que se tornou “rezadora”. Aquela mulher de nervos frágeis tinha-se proposto rezar a Nossa Senhora a jaculatória: “Mãe de misericórdia, rogai por nós (por mim e por esse moleque danado)” a cada grito das crianças. Quando começava a ferver uma crise conjugal, tinha igualmente “preparada” uma oração própria que dizia: “Meu Deus, que eu veja aí a cruz e saiba oferecer-Vos essa contrariedade! Rainha da paz, rogai por nós!” E quando ia ficando enervada e ríspida, rezava: “Maria..., vida, doçura e esperança nossa, rogai por mim!” Depois comentava com certo espanto: – “Sabe que dá certo? Fico mais calma!” E ficava mesmo.

Como vemos, nem essa boa mãe, nem as outras pessoas acima evocadas como exemplo, conseguiam viver a paciência à base de truques de “pensamento positivo”, mas de esforços de fé e de amor cristão. De maneira que, sem terem a mínima noção disso, todas elas estavam dando a razão a São Tomás de Aquino que, com o seu habitual laconismo, sintetizou assim a questão: “É evidente que a paciência é causada pelo amor”, ou, por outras palavras que traduzem com igual precisão as do santo: “Só o amor é causa da paciência”(Suma Teológica, II-II, q. 136, a. 3, c.).

(Adaptação de um trecho do livro de F. Faus: A paciência)

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Fonte: http://padrefaus.googlepages.com/paci%C3%AAncia

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Oração em línguas

 

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"Muitos grupos carismáticos têm ensinado os fiéis a falar em línguas! Isto é um claro absurdo, pois se o Dom vem do Espírito Santo não pode ser ensinado e nem fabricado."(Continue a ler aqui).

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"O modo como a RCC entende a oração em línguas é, sim, algo novo na teologia mística. Não há um só caso, que eu saiba, sobre tal fenômeno. Os maiores especialistas do assunto (Tanquerey, por exemplo) não o citam.
Isso não quer dizer que a oração em línguas não exista nem que a RCC esteja errada. Apenas que nos dá o direito de, como católicos, em um ponto controverso, ter uma posição distinta da RCC. A oração em línguas e mesmo a contemporaneidade dos dons extraordinários NÃO são verdades de fé. Pode-se acreditar ou não. Ninguém é menos ou mais católico por crer na oração em línguas tal qual praticada na RCC." (Continue a ler aqui).

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"Resumindo: as línguas são um dom mencionado na Bíblia, mas encontra-se pouco apoio bíblico para a assim chamada 'oração pessoal em línguas' ou 'oração extática'. Além disso, as maiorias dos carismáticos praticam a oração em línguas impropriamente, ao contrário das regras colocadas por S. Paulo. Em terceiro lugar, a Renovação Carismática Católica tem certas influências pentecostais protestantes. Quarto, línguas, de acordo com S. Paulo, é o menor do todos os dons. Os carismáticos tendem a supervalorizar este dom, e freqüentemente o chamam de um 'portal para os outros dons'." (Continue a ler aqui).

 

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Polifonia Sacra - "Anima Christi"

 

Magnífica composição, cuja letra é uma oração  frequentemente atribuída a Santo Inácio de Loyola.

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Anima Christi, sanctifica me.
Corpus Christi, salva me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua lateris Christi, lava me.
Passio Christi, conforta me.
O bone Jesu, exaudi me.
Intra tua vulnera absconde me.
Ne permittas me separari a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me.
Et iube me venire ad te,
Ut cum Sanctis tuis laudem te.
In saecula saeculorum.
Amen
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